ODONTOLOGIA ESTÉTICA DE TRANSFORMAÇÃO

Clareamento dental

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o clareamento dental?

É um procedimento odontológico para clarear dentes amarelados, escurecidos e manchados pela ação de bactérias ou pigmentos provenientes de alimentos naturais ou artificiais.

2. Quais são as técnicas disponíveis para clarear dentes?

Existem 4 formas para recuperar dentes amarelados e manchados -3 delas aplicadas no consultório dentário pelo dentista (clareamento dental profissional) e outra aplicada pelo próprio paciente em qualquer lugar e a qualquer hora (clareamento dental caseiro).

3. Qualé a técnica clareadora mais segura aos dentes?

O clareamento dental caseiro é a técnica mais segura à integridade dos dentes. A causa para isso deve-se à utilização de agentes clareadores em baixa concentração que minimizam possíveis agressões à polpa dentária (parte interna dos dentes contendo vasos sanguíneos, tecidos e nervos).

4. Qual técnica clareadora traz os resultados mais animadores?

O clareamento dental caseiro é, comprovadamente, a técnica que oferece resultados mais intensos e duradouros comparados às técnicas aplicadas pelo dentista em consultório odontológico.

5. O que pode dar errado durante o tratamento?

A sensibilidade temporária ao frio e sangramento gengival são complicações passageiras que podem estar presentes durante o período de aplicação dos agentes clareadores.

6. Meus dentes ficarão brancos ao final do tratamento?

Não. A confusão entre branqueamento e clareamento dental é antiga. Os resultados do tratamento, qualquer que seja a técnica, são vistos como dentes clareadores, e não como dentes branqueados.

7. Meus dentes ficarão sensíveis ao final do tratamento?

Talvez. É o que ocorre, por exemplo, com quase 70% dos pacientes que utilizam a técnica caseira para clarear os dentes. Já a técnica ambulatorial é mais confortável e a presença de sintomas dolorosos durante e após o tratamento são substancialmente mais baixos comparados à técnica caseira.

8. A sensibilidade passará ao final do tratamento?

É o que se espera. A manutenção do quadro de sensibilidade, passados alguns dias do término do tratamento, pode indicar problemas na polpa dentária ou raízes dentárias expostas.

9. Quais são as indicações para o tratamento?

O tratamento clareador é indicado para recuperar dentes amarelados e manchados, inclusive aqueles por antibióticos ou doenças congênitas.

10. E quais são as contraindicações?

Doenças gengivais (gengivite e periodontite) e cáries dentárias contraindicam o tratamento. Gestantes também são frequentemente contraindicadas para o procedimento caseiro.

11. Qual é a importância do polimento dental ao final do tratamento?

O polimento dental produz superfícies de esmalte mais lisas e brilhantes, que dificultam o acúmulo de manchas provenientes da dieta e aumentam a durabilidade do tratamento.

12. Como escolher entre o clareamento dental caseiro das técnicas aplicadas pelo dentista?

A urgência estética para clarear dentes, como casamentos ou eventos sociais e profissionais, ou presença de retrações gengivais extensas são situações que indicam o clareamento dental em consultório como a técnica mais apropriada. Para as demais situações, a técnica mais indicada é a caseira, mais eficiente e durável entre todas as técnicas.

13. Qual é a durabilidade do tratamento?

A durabilidade dos resultados do clareamento dental, independente da técnica, depende de vários fatores como o tipo de dieta e polimento dental após o término do tratamento.

14. De quanto em quanto tempo é preciso repetir o clareamento?

A repetição do ciclo completo para clarear dentes, independente da técnica, em períodos menores a 180 dias, não é recomendado. Respeitando esse limite de intervalo, a necessidade de repetição do tratamento depende das necessidades estéticas individuais de cada paciente.

15. Qual técnica permite uma repetição mais frequente do tratamento?

O clareamento dentário caseiro permite repetições mais frequentes do que as técnicas ambulatoriais graças às concentrações menos elevadas dos produtos utilizados no tratamento.

16. Dá para simular os resultados finais do tratamento com programas de computador?

Não.

17. Meus dentes ficaram escurecidos e manchados devido à ingestão de antibióticos na infância. Qual é a melhor técnica clareadora para resolver o problema?

O clareamento dentário externo é a técnica mais apropriada para dentes manchados por antibióticos ou fluorose dentário. E a indicação se deve à baixa concentração dos agentes clareadores presentes nos géis utilizados nesta técnica, permitindo o prolongamento do tratamento por até 60 dias, sem danos aos dentes.

18. Tenho algumas próteses dentárias. Elas também ficarão clareadas ao final do tratamento?

Não. Dispositivos com porcelanas (cerâmicas) não sofrem o efeito clareador dos géis clareadores, independente da técnica utilizada.

19. É verdade que é preciso esperar alguns dias, após o término do clareamento, para realizar restaurações dentárias ou facetas laminadas em resina?

Sim. Imediatamente após o término do tratamento, a adesão de restaurações ou facetas à superfície dentária clareada fica dificultada devido à remineralização ainda incipiente do esmalte dentário.

20. O clareamento dentário pode ser realizado em gestantes?

O tratamento clareador, na técnica caseira, não é recomendado para gestantes.

21. Fiz o tratamento clareador mas meus dentes ficaram amarelados juntos às gengivas. O que deu errado?

É normal, com o passar dos anos, que os dentes apresentam um degradê branco-amarelada para os dentes. E o problema decorre, além da facilidade para pigmentação dessas regiões, da mudança anatômica dos dentes pelo aumento da espessura do dente nestes locais.

22. O clareamento dental com bicarbonato é perigoso?

Sim. Apesar de o bicarbonato de sódio fazer parte compor algumas marcas de dentifrícios disponíveis no mercado, o seu uso, in natura, sobre os dentes, pode resultar em queimaduras severas nas gengivas e mucosas da cavidade oral.

23. O que não pode comer durante o clareamento dental?

A restrição de dieta durante o tratamento não é obrigatória. Entretanto, a diminuição no consumo de alimentos com corantes artificiais, ou mesmo naturais como vinhos, cafés, tabaco e legumes verdes, pode acelerar os resultados do tratamento.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


24. Qual é o passo-a-passo da técnica caseira para clareamento dental monitorado pelo dentista?

1. profilaxia (remoção de placa bacteriana, tártaro e manchas profundas);
2. moldagens das arcadas e aplicação de dessensibilizantes;
3. confecção de moldeiras flexíveis personalizadas;
4. aplicação caseira do produto;
5. polimento dental e nova aplicação de dessensibilizante.

25. E qual é o passo-a-passo da técnica realizada em consultório, pelo dentista?

1. profilaxia e aplicação de dessensibilizantes;
2. proteção de gengivas e mucosas;
3. aplicação do gel clareador (1 a 3 aplicações, por sessão);
4. polimento final.

 

CLAREAMENTO DENTAL CASEIRO (MOLDEIRAS)


26. Como funciona o clareamento dental caseiro?

Após a profilaxia e tratamento das gengivas, o dentista molda os dentes do paciente e através delas confecciona um par de moldeiras transparentes e flexíveis. Prontas, as moldeiras são carregadas com géis clareadores cuidadosamente selecionados e então posicionadas (encaixadas) sobre os dentes.

27. Por que existem concentrações diferentes do gel clareador utilizado no tratamento dentário caseiro?

Porque muitos indivíduos são mais sensíveis ao tratamento caseiro, exigindo, portanto, concentrações mais baixas dos géis clareadores.

28. Qual o tempo de manutenção das moldeiras, em boca, durante a sua utilização?

A cada aplicação, um mínimo de 30 minutos e máximo de 4 horas de manutenção pode ser necessário para que o agente clareador obtenha os melhores resultados.

29. Quantos dias são necessários para alcançar bons resultados com esta técnica?

Em média, entre 7 a 21 dias.

30. O clareamento dental caseiro pode irritar as gengivas?

Sim. Ao contrário das técnicas aplicadas pelo dentista no consultório odontológico, a técnica caseira permite o contato direto do gel clareador com as gengivas, fato que pode desencadear desde dores até mesmo o sangramento gengival espontâneo.

 

CLAREAMENTO DENTAL A LASER


31. O clareamento dental a laser é superior às outras técnicas clareadoras?

Não. Apesar do glamour envolvendo o laser nos tratamentos estéticos, o uso de luz nos procedimentos clareadores não trazem resultados sensivelmente superior comparado às técnicas caseiras ou ambulatoriais sem uso de luz.

32. É verdade que o clareamento dental a laser pode deixar meus dentes manchados?

Sim. As técnicas clareadoras aplicadas no consultório odontológico, pelo dentista, podem ser causas para manchas nas superfícies dos dentes. Mas fique tranquilo: o problema está associado a falhasna estrutura do dente - como afluorose dentária- ou manchamentos por medicações.

33. Quantas sessões são necessárias para as técnicas clareadoras realizadas em consultório?

Entre 1 a 4 sessões, espaçadas em 48 horas.

34. O clareamento dental a laser é superior à técnica com luz tipo led?

Dependendo da fonte irradiadora do laser, não. É que a maioria das fontes emissoras de laser utilizadas em odontologia apresentam baixas frequências que, na prática, não produz efeitosuperior perceptível comparada até mesmo às técnicas com novos géis sem utilização de fontes de luz.

35. O clareamento dental a laser é seguro aos dentes?

Sim. Entretanto, falhas de procedimentos na aplicação do tratamento podem resultar até mesmo na necrose da polpa dentária.

 

CLAREAMENTO DE DENTES ESCURECIDOS POR TRATAMENTO DE CANAL


36. O clareamento dental pode ser utilizado para clarear dentes escurecidos por tratamento de canal?

Sim. A técnica interna é eficiente para a maioria dos escurecimentos originados por falhas no tratamento de canal (endodôntico). Além disso, o uso concomitante da técnica interna com a externa resulta em dentes mais claros e harmonizados.

37. O clareamento de dentes escurecidos por canal é durável?

Nem sempre. Alguns estudos relatam que, passados 7 anos, mais da metade dos tratamentos realizados nestas condições recidivam (os dentes voltam a escurecer).

 

O QUE NÃO PODE COMER DURANTE O CLAREAMENTO DENTAL


38. O que não pode comer durante o clareamento dental?

Durante e após alguns dias do término do tratamento, independente da técnica, são contraindicados a ingestão de alimentos como vinhos, café, bebidas com corantes, cigarro, chimarrão e legumes verdes para evitar a recidiva e retardo do tratamento.

 

ANTES E DEPOIS


39. Dá para saber antes os resultados finais do tratamento?

Não. Por vezes, até é possível estabelecer faixas de desempenho prováveis para os resultados do procedimento, mas que ocorrem sempre dentro de previsões pouco confiáveis.

40. Dá para simular os resultados finais do tratamento com técnicas de simulação tipo antes-e-depois?

Não.

 

PREÇOS


41. Qual é o preço médio do clareamento dental?

A variação do preço nos tratamentos clareadores é elevada e dificultam estabelecer um valor médio para este tipo de procedimento pode induzir a erros de escolha de técnicas ou viabilidade do tratamento.

42. O preço do clareamento dental a laser é superior às demais técnicas clareadoras?

Dependendo da fonte emissora da luz, sim.

Clareamento dental caseiro

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o clareamento dental caseiro?

É uma técnica para remover e clarear dentes amarelados e manchados por pigmentos presentes em alimentos naturais ou artificiais ou escurecimentos por antibióticos e flúor.

2. Além do clareamento dental caseiro, quais são as outras técnicas disponíveis para clarear dentes?

Alternativamente à técnica caseira existe o procedimento realizado no consultório odontológico, pelo dentista – clareamento dental a laser, clareamento dental otimizado por luz (led) e clareamento dental que dispensam a aplicação de luz.

3. É verdade que o clareamento dentário caseiro é a técnica mais eficiente disponível?

Sim. Diversas pesquisas científicas apontam a técnica realizada pelo próprio paciente - e monitorada pelo dentista - como a que apresenta resultados clareadores mais resolutivos e duradouros comparado à técnica caseira.

4. Como funciona o clareamento dentário caseiro?

O clareamento dentário caseiro é realizado com géis clareadores - peróxido de hidrogênio ou carbamida, em concentrações variadas, são os mais comuns. E para deixar que o gel entre em contato com os dentes, moldeiras flexíveis personalizadas encaixam-se sobre as arcadas dentárias, mantendo o produto em ação direta enquanto os agentes clareadores fazem a sua parte removendo as pigmentações superficiais e profundas.

5. Por que existem concentrações diferentes de géis clareadores?

Os géis clareadores utilizados na técnica caseira estão disponíveis em concentrações diferentes porque dentes e gengivas respondem de forma diferente à ação adstringente destes produtos. O objetivo destas diferenças de concentração é permitir ao dentista regular a sensibilidade e agressão às gengivas através das dosagens da substância.

6. Quer dizer que a diminuição na concentração desses géis clareadores não diminui o efeito clareador?

Há controvérsias. Embora as pesquisas científicas apontem a necessidade para o aumento das aplicações (dias de tratamento) do produto, elas não são conclusivas para resultados inferiores na técnica com produtos em concentrações. O que se sabe, até agora, é que o clareamento dentário caseiro com géis em baixa concentração do agente clareador exigem dias adicionais para que o tratamento dê resultados satisfatórios.

7. Quantas horas diárias de tratamento são necessárias para clarear os dentes?

Tudo depende da concentração e formulação química (peróxido de hidrogênio ou carbamida) do produto. Enquanto alguns géis podem ser aplicados de forma rápida (1 hora por dia), outros necessitam de aplicações que podem se estender por até 4 horas ao dia.

8. Quantos dias são necessários para que o tratamento dê resultados efetivos?

Não existe um tempo mínimo ou máximo fixo e estabelecido para o clareamento dental caseiro. Entretanto, a média de tempo de 7 a 21 dias de aplicação parece ser suficiente para quase todos os tipos de dentes amarelados, manchados ou escurecidos.

9. Por que é necessário o tratamento das gengivas antes de iniciar o clareamento?

Diferente das técnicas realizadas em consultório, no tratamento caseiro o gel entra em contato direto com as gengivas, o que exige algumas precauções. Quando o contato do produto clareador se dá com gengivas inflamadas o resultado pode ser sangramento, inchaços e piora do quadro inflamatório gengival.

10. De quanto em quanto tempo é preciso repetir o tratamento?

A necessidade para repetição do clareamento dental caseiro é subjetiva. Entretanto, algumas pesquisas apontam a manutenção satisfatória dos resultados nos primeiros dois anos após a finalização do procedimento na técnica caseira.

11. Posso repetir o clareamento quantas vezes eu quiser?

A técnica caseira para clareamento dos dentes é a mais segura entre várias disponíveis. E quando realizada com concentrações baixas dos agentes clareadores (géis), são ainda mais inofensivas aos dentes. Assim, respeitando as indicações e contraindicações para a técnica, e utilizando-se concentrações baixas dos géis clareados, o procedimento pode ser repetido até 2X ao ano, sem riscos à superfície dentária ou problemas como reabsorção dentária externa.

12. Quais são as indicações para o clareamento dental caseiro?

Dentes amarelados, escurecidos ou manchados, independente da causa.

13. E quais são as contraindicações?

Retração gengival extensa, inflamações gengivais (gengivite e periodontite), cáries dentárias em raízes e restaurações mal adaptadas contraindicam o tratamento até que os problemas estejam resolvidos.

14. Por que os dentes clareados continuam amarelados próximo às gengivas?

Porque esta é a estrutura normal dos dentes (degradê de cores). O problema é que, com o passar dos anos, o contraste de cor aumenta, um resultado direto da mudança estrutural interna dos dentes e pigmentação por alimentos naturais ou artificiais que ocorre de forma mais intensa junto às gengivas.

15. Posso combinar o clareamento dental a laser com a técnica caseira?

Sim. Aliás, a combinação entre estas duas técnicas está associada a resultados mais expressivo nos tratamentos para recuperar a cor em dentes amarelados e manchados.

16. O que posso fazer para prolongar a vida útil do tratamento?

Além do polimento dental ao final do tratamento, o uso de escovas dentárias com cerdas macias (evitando, assim, riscar e danificar a superfície de esmalte dos dentes) e a readequação da dieta para a ingestão de alimentos com poucos riscos para amarelamentos e manchamentos podem garantir alguns anos a mais aos resultados do tratamento.

17. Tenho algumas próteses dentárias em porcelana. Haverá diferença entre elas e meus dentes naturais ao final do clareamento?

Sim. A porcelana utilizada em próteses dentárias, facetas laminadas e lentes de contato dental não sofre a ação clareadora do procedimento. É por isso que o clareamento de dentes anteriores, em indivíduos com dispositivos cerâmicos (porcelana) nesses dentes, precisa ser bem planejado para não criar um problema estético ainda maior que o amarelamento dos dentes.

18. O tratamento elimina manchas de dentes escurecidos por antibióticos ou medicações?

Sim. Aliás, é a técnica mais recomendada para recuperar dentes com tal problema. O tratamento se dá com o uso de géis clareadores em baixa concentração e em aplicações diárias que podem durar por meses, sem riscos aos dentes ou gengivas, desde que monitorados semanalmente pelo dentista.

19. Como o polimento dental influencia nos resultados finais do tratamento?

O polimento dental realizado ao final do clareamento dentário, independente da técnica, deixa a superfície dentária mais lisa e brilhante. E o resultado disso é o aumento da durabilidade dos resultados, ao longo dos anos, para os resultados finais do procedimento clareador.
Já o polimento realizado antes do tratamento clareador elimina as manchas mais espessas, otimizando a ação dos géis clareadores e evitando a formação de manchas sobre os dentes.

 

RISCOS E SENSIBILIDADE DENTAL


20. Quais são os riscos aos dentes e gengivas associados ao clareamento dental caseiro?

Tratamentos para clareamento dental trazem, sim, riscos aos dentes. Na maioria das vezes, os problemas, quando aparecem, são o sangramento gengival e sensibilidade que cessam logo após o tratamento. Ainda assim, existem relatos de manchamentos, reabsorções externas e necessidade para tratamento de canal em situações raras mas que exigem cuidados e acompanhamento durante o procedimento.

21. Gestantes podem ser submetidas ao tratamento?

Sim. O procedimento não é indicado para gestantes, ainda que a associação de riscos para gestantes não esteja cientificamente comprovada.

22. É verdade que o clareamento dentário caseiro pode manchar os dentes?

Sim. Manchas formadas após o tratamento clareador podem ser o resultado da ação dos géis clareadores sobre dentes com manchas prévias não removidas durante a profilaxia e polimento prévios ao tratamento.

23. Meus dentes ficarão sensíveis ao final do tratamento?

Embora pesquisas científicas apontem que até 70% dos pacientes submetidos à técnica caseira experimentam algum tipo de dor ou sensibilidade, o problema está mais relacionado à fase de tratamento do que a períodos posteriores à finalização do procedimento.
A manutenção de quadros dolorosos ou de sensibilidade aumentada, passados alguns dias após o término do tratamento, são raros e precisam de tratamento odontológico adequado.

 

PASSO-A-PASSO


24. Qual é o passo-a-passo do tratamento?

A técnica caseira é assim resumida:
1. profilaxia dos dentes (remoção de manchas espessas) e tratamento gengival;
2. moldagem das arcadas superior e inferior;
3. testes de adaptação das moldeiras, seleção da concentração do gel clareador e aplicação de agente dessensibilizante;
4. consultas para acompanhamento dos resultados;
5. polimento dental.

 

MOLDEIRAS


25. As moldeiras utilizadas no clareamento dentário são confortáveis?

Sim. O material utilizado nesta técnica, transparente e flexível, é confortável o suficiente para que as sessões caseiras de aplicação do produto aconteçam ser desconfortos.

26. Como limpar e armazenar as moldeiras?

A limpeza das moldeiras faz-se com água corrente. Já o armazenamento exigem recipientes arejados e distantes de locais quentes e úmidos.

27. As moldeiras podem ser utilizadas em tratamentos futuros?

Depende. A mudança na posição dos dentes ou contaminação das moldeiras por fungos podem trazer complicações a dentes e gengivas. Antes de reutilizar suas moldeiras, leve-as ao seu dentista para que ele avalie as condições e capacidade de adaptação aos dentes.

 

O QUE NÃO PODE COMER DURANTE O CLAREAMENTO DENTAL


28. Posso comer qualquer coisa durante o tratamento?

Sim – mas não em quantidades elevadas. Alimentos com corantes artificiais ou naturais como vinhos, sucos de uva, chás, café, tabaco e legumes verdes são pigmentadores naturais dos dentes e, quando consumidos durante o tratamento, retardam os resultados do tratamento.

29. O que acontecerá aos meus dentes se eu não evitar os alimentos que pigmentam os dentes durante o tratamento?

Aumento no tempo de tratamento e resultados inferiores comparados a indivíduos que respeitam a lista do que não comer durante o clareamento dentário.

 

CLAREAMENTO DE DENTES ESCURECIDOS POR TRATAMENTO DE CANAL


30. Tenho um dente que escureceu por problemas no tratamento de canal. Posso recuperá-lo com a técnica clareadora caseira?

A técnica caseira até pode ser utilizada para clarear dentes escurecidos por tratamento de canal problemático. Entretanto, a sua indicação dá-se como procedimento complementar à técnica para clareamento dentário interno, que possui procedimentos e agentes clareadores específicos para o problema.

 

CLAREAMENTO CASEIRO COM BICARBONATO


31. O clareamento dental caseiro com bicarbonato de sódio ou água oxigenada funciona?

O bicarbonato de sódio e água oxigenada estão presentes em alguns géis clareadores ou dentifrícios. Entretanto, o uso dessas substâncias in natura, diretamente sobre dentes, resulta em queimaduras ou lesões até mais graves sobre gengivas. É por isso que o uso do bicarbonato ou água oxigenada não é recomendada para aplicação direta sobre os dentes.

 

ANTES E DEPOIS


32. Dá para simular os resultados finais do clareamento dentário caseiro, na técnica tipo antes e depois?

Não. O uso de softwares para a simulação de resultados, tipo antes-e-depois, traz resultados fantasiosos e que podem frustrar a pacientes desejosos por dentes claros e próximos ao branco mais intenso.

33. Dá para saber antecipadamente os resultados finais?

Depende. Até existe alguma previsibilidade para os resultados finais do tratamento, só que a intensidade com que os dentes são clareados ao final do tratamento não podem ser preditos para auxiliar na seleção de cor para procedimentos com próteses dentárias e restaurações, por exemplo.

 

PREÇOS


34. O preço do clareamento dentário caseiro é superior às demais técnicas clareadoras?

Diversos fatores influenciam na composição do preço de tratamentos clareadores. Entretanto, o procedimento realizado pelo dentista, em consultório, costuma ser mais oneroso comparado à técnica caseira.

Clareamento dental a laser

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o clareamento dental a laser?

É uma entre várias técnicas disponíveis para clarear dentes amarelados ou manchados, independente da causa.

2. Como funciona o procedimento?

Após a profilaxia e remoção das manchas mais espessas aderidas à superfície dentária, as bordas gengivais e lábios são isolados para protegê-los da ação química dos géis clareadores. Feito isso, um gel clareador (peróxido de hidrogênio ou carbamida) aplicado sobre as superfícies dentárias sofre o efeito da ação direta da luz de alta intensidade (laser). O procedimento, que pode ser repetido até 3 vezes em uma mesma sessão, dura entre 40 a 90 minutos.

3. Quais são as indicações para a técnica a laser?

Os tratamentos de urgência, como eventos sociais ou de trabalho, ou pacientes com histórico de sensibilidade ao tratamento clareador realizado em casa, são as indicações clássicas em que a técnica a laser traz vantagens interessantes para o uso da técnica.

4. E quais são as contraindicações do clareamento dental a laser?

Nem existem contraindicações diretas para a técnica.

5. Quais são as outras técnicas para clarear dentes?

Além da técnica a laser, também é possível recuperar dentes manchados e amarelados através do clareamento dentário otimizado por LED ou luz halogena - ambos realizados pelo dentista em consultório, assim como na técnica a laser - ou ainda pela técnica de clareamento dentário caseiro.

6. Meus dentes ficarão brancosao término do tratamento?

O tratamento para clareamento dentário não resulta em dentes brancos. O que se obtém são dentes clareados e que podem apresentar-se em tons semelhantes à cor original dos mesmos. A confusão entre clareamento e branqueamento é frequente e motivo para frustrações por resultados diferentes de tons próximos ao branco absoluto.

7. E o que pode ser feito se houver danos à polpa dentária durante o tratamento?

Nos casos em que ocorrem o aparecimento da sensibilidade ou dor crônica que cessam passados alguns dias, nenhum tratamento é realizado. Já nos casos com danos mais intensos à polpa dentária, o tratamento de canal (endodôntico) pode ser necessário para resolver definitivamente o problema.

8. Meus dentes são escuros e manchados devido à ingestão de antibióticos durante a infância. A técnica a laser é indicada para este tipo de problema?

Parece que não. Alguns relatos clínicos contraindicam este tipo de técnica para dentes com problemas de escurecimento ou acinzentamento dental devido a antibióticos ou fluorose dentária.

9. Por que é importante polir os dentes antes de iniciar o tratamento?

O polimento dental é etapa importante antes e depois do tratamento clareador, independente da técnica. Além de remover as manchas mais espessas que impedem a ação dos géis clareadores, o polimento aplicado após o tratamento também deixa as superfícies dentárias clareadas lisas e polidas, dificultando o acúmulo de manchas e escurecimento prematuro dos dentes.

10. De quanto em quanto tempo é preciso repetir o procedimento?

Não existe um tempo médio de durabilidade dos resultados de tratamentos clareadores já que diversos fatores, como a dieta, microbiota local e características estruturais dos dentes interferem na taxa de amarelamento e escurecimento dos dentes. Entretanto, recomenda-se a repetição do tratamento a cada 3 anos.

11. Quão claros ficarão meus dentes ao final do tratamento?

O resultado final, na técnica a laser, é imprevisível e depende de diversos fatores, como idade do paciente, consumo crônico de alimentos pigmentantes como chás e cafés e outros detalhes que interferem nos resultados finais do clareamento a laser.

12. Que tipos de alimentos devem ser evitados durante o tratamento?

As restrições na dieta durante e após o tratamento ocorrem mais no sentido de diminuir o tempo do tratamento do que trazer riscos para manchamentos definitivos. Assim, alimentos com corantes artificiais, vinhos, cafés, tabaco, chás e legumes verdes devem ser evitados enquanto durar o procedimento.

13. Tenho algumas próteses dentárias fixas em porcelana. Haverá diferença de cor entre elas e meus dentes ao final do tratamento?

Sim. Aliás, este é um problema do clareamento dental em dentes anteriores com presença de próteses dentárias, facetas laminadas ou lentes de contato dental. E isto acontece porque a cerâmica (porcelana) utilizada nestes procedimentos não responde ao tratamento clareador, resultando em sorrisos com dentes diferindo em cor das próteses dentárias instaladas.

14. É verdade que o clareamento dental a laser não pode ser utilizado em dentes que receberão facetas em resina ou porcelana após o procedimento?

Até o presente momento, não existem pesquisas científicas conclusivas que restrinjam o procedimento clareador a laser em dentes que serão submetidos a tratamentos com laminados cerâmicos ou em resina.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


15. Como é o clareamento dental a laser, passo a passo?

O procedimento, invariavelmente, tem passo-a-passo semelhante:
(1) Profilaxia e tratamento gengival (realizados com mínimo de 2 dias de antecedência);
(2) Aplicação de flúor para dessensibilizar os dentes;
(3) Isolamento das gengivas;
(4) Aplicação do gel e luz;
(5) Repetição do procedimento;
(6) Eliminação do produto.

 

RISCOS E SENSIBILIDADE DENTAL.


16. Quais são os riscos aos dentes associados ao clareamento dental a laser?

A técnica a laser traz alguns riscos aos dentes que, dependendo da intensidade, podem até mesmo ser considerados graves. O principal deles é a irritação pulpar por aquecimento excessivo do dente, resultando em dores intensas que necessitam de tratamento de canal (endodôntico) imediato. Entretanto, casos como esses são pouco comuns, motivo pelo qual o procedimento a laser é amplamente difundido e aceito na comunidade científica odontológica.

17. A repetição do tratamento a cada 6 meses pode trazer riscos aos meus dentes?

Sim. E não apenas o excesso de repetição da técnica a laser traz riscos mais elevados aos dentes – a maioria dos tratamentos realizados exclusivamente pelo dentista, em consultório, trazem os mesmos riscos aos dentes quando submetidos a tratamentos repetidos. Já os tratamentos realizados em casa pelo próprio paciente podem ser repetidos a cada 6 meses, sem riscos maiores a dentes e gengivas.

18. Meus dentes ficarão sensíveis ao final do tratamento?

Pode acontecer. Diversas pesquisas científicas apontam para até 70% dos indivíduos submetidos ao tratamento, porém na maioria das vezes as dores são leves e passageiras.

19. Existe algum risco às gengivas no clareamento dental a laser?

Não. Nestas técnicas, as gengivas ficam isoladas e protegidas tanto da ação do agente clareador como da incidência do feixe de luz.

20. Este procedimento pode ser realizado em gestantes?

Não.

21. Como saberei se houver algum tipo de dano aos meus dentes durante o clareamento dental a laser?

Dor imediata, ou posterior ao tratamento, de qualquer intensidade, e que não cessa, é indicativo de danos à polpa dentária que podem necessitar de intervenções.

22. O clareamento dental a laser pode manchar os dentes?

Sim. Existem relatos clínicos sobre manchas provocadas pelo uso da técnica a laser durante o clareamento de dentes. Entretanto, eles carecem de comprovações científicas e podem ser apenas o resultado do uso inadvertido da técnica sobre superfícies dentárias não indicadas para a técnica ou com manchas espessas residuais após o polimento dental prévio dos dentes.

 

CLAREAMENTO DENTAL A LASER VERSUS CLAREAMENTO DENTAL CASEIRO COM MOLDEIRAS.


23. Qual técnica clareadora oferece resultados mais eficientes e duradouros?

Inúmeras pesquisas científicas apontam o clareamento dentário caseiro como a técnica mais eficiente para recuperar dentes amarelados e manchados, resultando em dentes uniformemente clareados e em tons mais claros que perduram por tempo superior às demais técnicas aplicadas pelo dentista, em consultório.

24. Posso combinar o clareamento dental a laser com a técnica caseira?

Sim. De fato, diversas pesquisas científicas demonstram que os resultados da combinação das técnicas a laser e caseira são superiores às duas técnicas quando aplicadas de forma isolada. A indicação para o procedimento combinado é o clareamento de dentes em indivíduos mais exigentes com os resultados estéticos ou com problemas mais intensos no escurecimento dentário - como as causas congênitas ou de formação.

25. O clareamento dental caseiro a LED entrega os mesmos resultados que a técnica a laser?

Parece que sim. A maioria das pesquisas científicas aponta não apenas para resultados similares com a técnica auxiliada por LED como também para procedimentos realizados até mesmo sem o auxílio de fontes de luz. Já outro grupo de pesquisas demonstram que os resultados nos tratamentos a laser são superiores às demais técnicas, porém esta diferença não é tão expressiva.

 

NÚMERO DE SESSÕES.


26. Quantas sessões são necessárias para o tratamento completo?

Entre 1 a 4 sessões.

27. Quanto tempo dura cada sessão de aplicação do laser?

Entre 45 a 90 minutos.

 

CUIDADOS.


28. Como prolongar a vida útil do tratamento?

A adoção de dietas com baixa ingestão de alimentos com corantes artificiais, refrigerantes, vinhos, chás e tabaco aumentam a durabilidade do tratamento.

29. O que mais pode ser feito para conservar a cor original dos meus dentes?

A utilização de escovas dentárias macias e dentifrícios com poucos abrasivos mantém o brilho e resistência ao amarelamento da superfície dentária.

 

CLAREAMENTO DE DENTES ESCURECIDOS POR TRATAMENTO DE CANAL


30. O clareamento dental a laser pode recuperar dentes escurecidos por tratamento de canal?

Sim. A técnica também pode ser utilizada – e com riscos mínimos à estrutura dental – para recuperar dentes que escureceram por falhas no tratamento endodôntico (canal). E o procedimento pode ser utilizado, inclusive, para aplicação interna e externa do procedimento para resultados mais promissores.

 

PREÇOS.


31. O preço do clareamento dental a laser é superior às demais técnicas clareadoras?

Não existe uma tabela padrão de preços para o clareamento dental a laser. O mais comum, entretanto, é que os valores para tratamentos clareadores com esta técnica sejam superiores às demais, dado o elevadíssimo preço do equipamento emissor de laser.

Clareamento de dente escurecido por tratamento de canal

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é e como ocorre o escurecimento dental devido a falhas no tratamento de canal?

É a alteração de cor em dentes cujo tratamento de canal (endodôntico) executou-se com falhas em uma ou mais etapas do tratamento. São 3 os erros durante o tratamento de canal associados ao aparecimento de dentes escurecidos: a presença indevida de restos de sangue ou outros tecidos dentro dos canais radiculares, a remoção incompleta das substâncias químicas utilizadas durante o tratamento ou a baixa qualidade do material utilizado para obturar (preencher o canal tratado).

2. Além da parte visível dos dentes, as raízes dentárias também podem escurecer por falhas no tratamento de canal?

Sim. E o problema pode ser visto através do escurecimento das gengivas que circundam os dentes afetados pela falha.

3. Dá para identificar o problema apenas pelo tipo de escurecimento dos dentes?

Na verdade, não. Para alguns indivíduos, a cor predominante para o escurecimento dental por tratamento de canal problemático é o marrom. Já para outros, o cinza é a cor característica. Vermelho e amarelo também podem estão relacionadas com o problema. Assim, qualquer tipo de alteração na coloração dos dentes é esperada devido a falhas no tratamento endodôntico (de canal).

4. Que outros problemas dentários também podem causar o escurecimento dos dentes?

Necroses da polpa dentária causadas por infiltrações por cárie dentária, fraturas de raízes ou rompimento vascular por traumas (choques) são causas comuns para dentes acinzentados e escurecidos. Outra causa comum é a reabsorção dentária externa ou interna, uma patologia em que o próprio organismo reabsorve o próprio dente.

5. Como é o tratamento para clarear dentes escurecidos por tratamento de canal?

A recuperação da cor é feita através da introdução, dentro dos canais e câmara pulpar, de agentes clareadores específicos, como o peróxido de hidrogênio, o perborato de sódio ou a associação ente eles. Além disso, o clareamento dental da superfície externa do dente, aplicado concomitante ao tratamento interno, otimiza ainda mais os resultados.

6. Quais situações contraindicam o tratamento?

De fato, algumas situações contraindicam o clareamento de dentes acinzentados e escuros por problemas no canal. A presença de fendas, fraturas, hipoplasia do esmalte e outros problemas na estrutura do esmalte dentário requerem cuidados específicos. Para esses dentes, tratamentos alternativos devem ser levados em conta para recuperar a cor do dente que escureceu.

7. Quais são os tratamentos alternativos para recuperar dentes escurecidos?

O recobrimento com resinas ou porcelanas com facetas, lentes de contato dental ou coroas protéticas da superfície dentária escurecida é uma alternativa para resultados insatisfatórios ou contraindicações das técnicas para clareamento dentário interno.

8. A falha no tratamento de canal do dente escurecido também pode enfraquecer a raiz dentária?

Não existe relatos que relacionam fraturas ou trincas radiculares a falhas em tratamento de canal, causador para o problema em questão.

9. Como identificar o trauma como a causa para dentes escurecidos e acinzentados?

O diagnóstico para dentes escurecidos por trauma apenas pelo tipo de pigmento não é eficaz. Apenas os exames radiográficos ou tomográficos podem diferenciar o escurecimento dentário causado por trauma das falhas durante o tratamento endodôntico.

10. Existem outras causas para o escurecimento do dente que não estejam relacionadas com falhas no tratamento de canal?

Sim. As infiltrações sob restaurações dentárias em resina, a hemorragia pulpar por trauma, como pancadas ou erros durante a movimentação dos dentes por aparelho ortodôntico, a reabsorção radicular externa e interna idiopática e os restos de necrose da polpa dentária, por causa desconhecida, podem escurecer dentes e confundir o diagnóstico para a causa do problema.

11. Pode haver recidiva nesse tipo de tratamento?

De fato, a recidiva do tratamento é um problema comum. Algumas pesquisas indicam que até 50% dos dentes voltam a escurecer passados 7 anos do tratamento, independente da técnica clareadora utilizada.

12. Meu dentista disse que precisarei retratar o canal antes de iniciar o clareamento. Por quê?

A qualidade do tratamento de canal presente em dente que escureceu é essencial para que o agente clareador inserido internamente à coroa dentária ultrapasse os canais dentários e alcance o osso que suporta a raiz dentária. Quando isso acontece, pode haver irritação inflamatória do osso em contato com as raízes dentárias, com quadros de dor, vermelhidão e inchaço das gengivas e lábios.

13. Meu dente escureceu apenas junto às gengivas. Isso também pode ser sinal para falhas no tratamento de canal?

Pouco provável. O padrão mais comum é o escurecimento de toda a coroa dentária, de forma homogênea.

14. Que outras situações, além da falha no tratamento de canal, também podem escurecer dentes?

Sim. Alterações do tipo congênitas, como a amelogênese imperfeita e hipoplasia do esmalte, assim como a incorporação indevida de antibióticos ou flúor durante a formação dos dentes, promovem o escurecimento dos dentes próximos ao que acontece em falhas no tratamento de canal. A única diferença é que eles já erupcionam (nascem) com os problemas de coloração e que eles intensificam-se com o passar dos anos.

15. É possível prever os resultados finais do tratamento?

Não. A previsibilidade do resultado para clareamento de dentes escurecidos por falhas no tratamento de canal é mínima.

16. Quais as chances do dente clareado pelo tratamento não ficar exatamente na mesma cor dos outros dentes?

Consideráveis. Este é o maior problema para a técnica, já que é muito difícil conseguir a harmonização correta de cor entre dentes saudáveis e dentes escurecidos por qualquer tipo de problema. Por vezes, o dente escurecido fica mais escuro que os demais; em outras situações acontece o contrário, ficando o dente mais claro que os demais. É um risco que deve ser levado em conta para o tratamento.

17. Meu filho está com um dente de leite escurecido. O que pode estar acontecendo?

Traumas dentários e processos de trocas de dentes são as principais causas para o escurecimento em dentes decíduos (dente de leite). Conduza a criança a um odontopediatra para um diagnóstico mais preciso, para evitar problemas nos futuros dentes permanentes.

 

RISCOS E SENSIBILIDADE.


18. Quais são os riscos relacionados ao tratamento?

Existem relatos clínicos para fraturas dentárias, na técnica com perborato de sódio, ou irritações ósseas, na técnica com peróxido de hidrogênio. De qualquer forma, esses efeitos adversos estão mais associados à aplicação incorreta da técnica do que a riscos potenciais do tratamento.

19. Com relação às fraturas de dentes submetidos a este tipo de tratamento, isso significa que os riscos não compensam o tratamento?

As fraturas dentárias no tratamento de dentes escurecidos por problemas no tratamento de canal estão, na maioria das vezes, relacionadas à técnica cujo perborato de sódio é o agente clareador. Neste tipo de tratamento, o dente é fechado, ao término de cada sessão, com a substância confinada dentro do canal dentário tratado, o que pode estar relacionado à pressões hidrodinâmicas associados ao problema. Já o uso do peróxido de hidrogênio elimina este tipo de problema.

20. Meus dentes ficarão sensíveis ao final do tratamento?

Não.

 

NÚMERO DE SESSÕES.


21. Quantas sessões são necessárias para o tratamento dar resultado?

Entre 2 a 4 consultas.

22. Quanto tempo dura cada sessão?

Entre 30 a 60 minutos.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


23. Qual é o passo-a-passo do tratamento para clarear dentes escurecidos por tratamento de canal?

Avaliação clínica e radiográfica para confirmar a causa para o dente que escureceu;
Avaliação das condições do tratamento endodôntico existente;
Consultas (sessões) clareadoras;
Fechamento permanente do dente através de restaurações em resina ou porcelana.

 

CLAREAMENTO DENTAL CASEIRO E CLAREAMENTO DENTAL A LASER


24. Existe algum tipo de técnica caseira para clarear dente escurecido por canal?

Não.

25. Dá para clarear o dente que escureceu através do clareamento dental caseiro com moldeiras?

De fato, o clareamento externo otimiza os resultados do clareamento dental interno. Entretanto, o uso único desta técnica para recuperar dentes acinzentados por canal é pouco resolutivo para tratamentos que procuram harmonizar a estética do sorriso.

26. Estou pensando em já aproveitar e também clarear os demais dentes de minha arcada, que também estão amarelados. Qual é a sequência correta para não atrapalhar no tratamento?

Inicialmente o dente escurecido por tratamento de canal deve ser abordado antes dos demais dentes da arcada. Caso contrário, o resultado pode ser ainda o aumento da desarmonia de cor entre os dentes, já que não é possível prever o resultado para clareamento do dente associado a problemas no tratamento de canal.

27. O clareamento dental a laser pode ser utilizado no tratamento?

Sim. A aplicação de laser na técnica para clareamento dentário interno é uma possibilidade e recurso interessante para recuperar dentes escurecidos por falhas no tratamento de canal.

 

PREÇO DO TRATAMENTO.


28. Qual o preço para o clareamento interno em dentes escurecidos por canal?

O preço nos tratamentos neste tipo de técnica pode variar conforme a qualidade do material utilizado, número de sessões utilizadas e procedimentos clareadores externos e substituições de restaurações em resina, sendo, portanto, estipular um valor para referência nesse tipo de tratamento.

Facetas em porcelana

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é faceta em porcelana?

Faceta em porcelana é uma das variações técnicas dos laminados cerâmicos, dispositivos utilizados para o recobrimento estético da superfície externa dos dentes - as outras variações são as lentes de contato dental e os fragmentos cerâmicos.

2. Quais são as indicações do tratamento?

Dentes com necessidades de modificações da cor e forma.Dentes manchados, amarelados ou escurecidos por tratamento de canal, dentes girados, inclinados ou mal posicionados, dentes com excesso de restaurações dentárias antigas e mal adaptadas são os exemplos mais comuns de indicações para a técnica laminada com facetas em porcelana.
É o tratamento estético de transformação do sorriso realizados por modelos e artistas.

3. Quais situações contra indicama técnica?

Dentes cujos problemas de cor e forma podem ser corrigidos de forma mais simples e conservadoras. Exemplos disso são as correções de espaços entre dentes (diastemas) e nivelamentos na altura e forma dos dentes que podem ser conseguidos com técnicas como as lentes de contato dental ou fragmentos cerâmicos.

4. Esta é a técnica utilizada por modelos e sorrisos para a transformação do sorriso?

Sim. Entretanto, ainda que a técnica com faceta seja a mais utilizada, ela não é a única a ser empregada nos tratamentos para transformação de impacto do sorriso.

5. Quais são os exames solicitados antes de iniciar o tratamento?

Levantamento radiográfico comum ou tomografia computadorizada (cone beam).

6. Tenho retração gengival. De que forma esse problema interfere no tratamento?

A localização e extensão da retração gengival interferem na decisão do dentista para recobrir a raiz dentária exposta com laminados. Entretanto, é possível dizer que quando as gengivas estão retraídas acima de 2mm o tratamento com cirurgia plástica gengival é a técnica ideal para recuperar o problema de recessão das gengivas.

7. Precisarei recobrir todos os meus dentes anteriores para que os resultados tenham bastante impacto visual?

Depende. A maioria dos tratamentos com transformações marcantes da forma e cor do sorriso são realizadas laminando-se apenas os seis dentes anteriores (combinado com clareamento dental intensivo dos demais dentes). Eventualmente, a maior amplitude do sorriso pode exigir o envolvimento de um ou até dois dentes laterais adicionais (pré-molares) ao protocolo estético com 6 dentes.

8. Tenho bruxismo. Como esse problema interfere nos tratamento com laminados?

O bruxismo, hábito para funcional de apertar e ranger dos dentes, pode aumentar as forças de impacto que ocorrem durante a mastigação, trazendo riscos para fraturas e descolamentos dos laminados. Assim, dentes excessivamente desgastes pelo bruxismo são contraindicações para as técnicas com laminados cerâmicos.

9. As facetas em porcelana podem ser utilizadas para recuperar e aumentar o tamanho de dentes desgastados e curtos?

Sim. Dentes desgastados e curtos são, na verdade, as indicações mais comuns no tratamento com laminados cerâmicos (porcelana), independente da técnica, trazendo resultados esteticamente impactantes e duráveis.

10. Preciso desgastar meus dentes para realizar o tratamento?

Sim, o tratamento com facetas em porcelana exige um cuidadoso desgaste na superfície externa visível dos dentes para remover as imperfeições dentárias e promover uma camada homogênea e com espessura suficiente para que o laminado seja eficiente para corrigir os problemas de forma e cor do sorriso.

11. Os desgastes dentários necessários ao tratamento trazem riscos aos dentes?

Depende. Quando realizados de forma cuidadosa e seguindo um protocolo de segurança com planejamentos e guias técnicos de desgastes, o procedimento de desgaste é seguro e não traz riscos para fraturas ou perdas dos dentes.

12. Meus dentes ficarão sensíveis após o tratamento?

É pouco provável, mas pode acontecer. A sensibilidade dentária ao frio ou quente (principalmente o frio) é um relato raro associado aos tratamentos com facetas em porcelana. O erro na execução dos desgastes dentários, uso incorreto dos dessensibilizantes e adesivos de baixa qualidade estão associados à dor e sensibilidade nos tratamentos com facetas em porcelana.

13. Meus dentes são tortos e apinhados e a opção de correção através de aparelho ortodôntico não me agrada. Posso realinhar meus dentes apenas com as facetas em porcelana?

Pode. Entretanto, o problema do apinhamento dentário é melhor resolvido por meio de tratamento ortodôntico com aparelhos, principalmente em casos severos.

14. As facetas em porcelanas amarelam como o tempo?

Sim, mas em velocidade bem menor comparadas às restaurações ou facetas em resina. Pesquisas científicas e observações clínicas de facetas em porcelana, instaladas há mais de 10 anos, mostram que a manutenção do brilho e cor são achados constantes à maioria dos dispositivos instalados.

15. É necessário tratar o canal dos dentes antes de iniciar o tratamento?

Por vezes, os desgastes dentários precisam ser intensos para remover restaurações dentárias profundas ou corrigir dentes girados e mal posicionados. Nestas situações, o procedimento de desgaste pode atingir a polpa dentária e necessitar de tratamento de canal (endodôntico) para evitar processos inflamatórios posteriores ao tratamento com laminados.

16. Meu dente escureceu devido a problemas no tratamento de canal. A faceta em porcelana pode ser utilizada para recuperar dentes escurecidos por este problema?

Sim. Ao contrário do que acontece com as lentes de contato dental, facetas são laminados bem indicados para a correção de dentes escurecidos e acinzentados por problemas no tratamento endodôntico.

17. Tenho algumas próteses dentárias fixas. É possível instalar laminados cerâmicos ao lado de coroas construídas com o mesmo material?

Sim. Próteses dentárias e facetas em porcelana podem ser utilizadas e intercaladas em um mesmo sorriso sem que sejam notados contrastes de cor entre as técnicas.

 

DURABILIDADE.


18. Qual a durabilidade, em anos, das facetas em porcelana?

Os estudos científicos e achados clínicos de pacientes com facetas em porcelana instaladas há mais de 10 anos demonstram que aproximadamente 95% dos dispositivos instalados mantem-se satisfatórios (ótima qualidade) com relação à cor, brilho e adaptação aos dentes.

19. As facetas em porcelana são resistentes? Posso mastigar qualquer coisa sem me preocupar com fraturas ou descolamentos?

Sim. Facetas em porcelana são resistentes e permitem aos pacientes uma mastigação livre de restrições, exatamente como acontece com os indivíduos cujos dentes não são revestidos com laminados.

20. A substituição das facetas, passados muitos anos de uso, é um tratamento muito complexo?

O tratamento para substituição dos laminados cerâmicos é um procedimento delicado e que exige atenção redobrada do dentista para não desgastar os dentes. Fora esse detalhe, a substituição não traz outros contratempos para o paciente.

 

RISCOS E PROBLEMAS.


21. Quais são os problemas mais frequentes no tratamento com facetas em porcelana?

A insatisfação dos pacientes com o resultado final do tratamento é a reclamação mais frequente. E as causas para o problema são, na maioria das vezes, a deficiência técnica e artística dos laminados e a geração de expectativas irreais quanto aos resultados possíveis com o tratamento.

22. Qual o risco de descolamento acidental deste tipo de laminado cerâmico?

Casos de descolamento de facetas em porcelana são raros, sendo que a maioria dos dentistas relata casuística próxima ao zero para o problema. E para isso, o uso de cimentos adesivos de adesivos de boa qualidade aliado à indicação adequada da técnica ajudam para que os contratempos com descolamentos de laminados sejam raros.

23. Podem ocorrer infiltrações por cáries dentárias sob estes laminados?

Sim, porém são extremamente raras e associadas à remoção ineficiente da placa bacteriana (escovação dentária e uso de fio dental). É que os cimentos adesivos para a colagem dos laminados selam hermeticamente a área de contato entre dente e faceta, e somente a falta de cuidados simples com as facetas em porcelana trazem problemas maiores ao tratamento.

24. Fiz um tratamento com facetas em porcelana e o resultado ficou horrível. Dá para trocá-las?

Sim. A troca ou substituição de laminados cerâmicos (porcelana) é um procedimento possível porém que requer habilidade profissional dado os riscos para remoção da estrutura dentária localizada abaixo dos dispositivos laminados.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


25. Como é o tratamento, passo a passo?

1. Tratamento gengival e remoção de manchas profundas;
2. Moldagens e fotografias para diagnóstico;
3. Apresentação e autorização do planejamento estético e funcional;
4. Preparo da superfície dos dentes e moldagens dos dentes e instalação dos provisórios;
5. Colagem das facetas em porcelana.

26. O tratamento com facetas em porcelana precisa de provisórios?

Sim. A remoção da superfície de esmalte dos dentes para adaptação dos laminados requer proteção imediata até que todo o tratamento seja finalizado. Os provisórios, neste tipo de tratamento, são confeccionados com resinas acrílicas semelhantes às utilizadas em restaurações e oferecem estética compatível durante todo o período de tratamento.

 

TEMPO DE TRATAMENTO.


27. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo médio de duração do tratamento com facetas dentárias em porcelana é de 14 a 21 dias. Entretanto, dependendo da exigência estética do paciente ou desafios na elaboração de dentes com cores e detalhes ópticos não padronizados, podem ser necessários até 28 dias para a colagem finas dos laminados.

 

FACETAS EM PORCELANA VERSUS FACETAS EM RESINA.


28. Qual é a diferença entre faceta em porcelana e faceta em resina?

A substituição da porcelana por resina na técnica com laminados resulta em tratamentos com menor resistência à fraturas e baixa durabilidade da cor e brilho da superfície do laminado.

 

FACETAS EM PORCELANA VERSUS LENTES DE CONTATO DENTAL.


29. Quais são as diferenças entre facetas em porcelana e lentes de contato dental?

Basicamente, a faceta em porcelana é uma variação mais espessa das lentes de contato dental, sendo, portanto, ideais para transformações mais intensas na forma e cor do sorriso. Por outro lado, tem como desvantagem a necessidade de desgastes na superfície externa dos dentes para a adaptação passiva dos laminados.

30. Pelo que entendi, a lente de contato dental é a técnica mais moderna de tratamento com laminados cerâmicos. É verdade?

Não. A lente de contato dental é, assim como a faceta em porcelana, uma variação técnica dos laminados cerâmicos. A principal diferença entre elas é que os laminados são mais finos e delicados. Além disso, lentes de contato dental dispensam o uso de provisórios.

 

ANTES-E-DEPOIS.


31. Dá para simular o tratamento na técnica tipo antes-e-depois?

Sim. Programas de simulação de tratamentos tipo antes e depois são essenciais no design de laminados. Entretanto, resultados baseados apenas por imagens geradas digitalmente são pouco confiáveis e podem frustrar pacientes ao final do seu tratamento.

32. O que é o mockup?

É uma técnica que simula, sobre os dentes do próprio paciente, os resultados finais do tratamento.

 

CUIDADOS.


33. Quais são os cuidados que precisam ser tomados durante o tratamento?

Ao contrário do que ocorre nos procedimentos com lentes de contato dental ou fragmentos, no tratamento com facetas em porcelana é necessário o uso de provisórios, confeccionados com resina acrílica. Durante este período de espera recomenda-se uma dieta sem desafios à mastigação de alimentos resistentes - nada, porém, que impeça ao paciente uma vida social e profissional tranquilos.

34. Quais são os cuidados que precisam ser tomados após a colagem dos laminados?

O uso de escovas dentárias com cerdas macias, cremes dentários de boa qualidade (sem grânulos abrasivos calibrosos) e adoção de dieta com restrição a alimentos ácidos como cítricos e vinagres aumenta a durabilidade e manutenção da cor e brilho superficiais dos laminados, independente da técnica utilizada.

 

ARTISTAS E FAMOSOS.


35. Que tipos de laminados cerâmicos são utilizados nos tratamentos de transformação do sorriso de artista e famosos?

Basicamente, três técnicas: lentes de contato dental, fragmentos e facetas em porcelana – na maioria das vezes, são utilizadas as três técnicas concomitantemente.

 

PREÇO.


36. Qual a diferença no preço do tratamento com facetas ou lentes de contato dental?

O preço do tratamento com facetas em porcelana pode ser, em média, 20% superior à técnica com lentes de contato dental ou fragmentos cerâmicos. A diferença no valor deve-se, basicamente, à utilização de provisórios durante o período de espera pelo retorno dos laminados cerâmicos do laboratório de prótese dentária.

37. O laboratório de prótese dentária interfere tanto assim nos resultados finais e preço do tratamento?

Sim. O sucesso do tratamento com facetas em porcelana depende da habilidade artística e técnica do laboratório de prótese dentária utilizado. É por esse motivo que o número de protéticos dedicados para tratamentos com laminados dentários ainda é tão restrito. Converse com o seu dentista a respeito da qualidade das cerâmicas utilizadas (americanas e japonesas trazem resultados mais delicados e precisos) e do laboratório utilizado.

Facetas em resina

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é faceta em resina?

É um laminado em resina composta para recobrimento estético da parte externa dos dentes.

2. Quais são as indicações para a técnica?

Essencialmente, a correção de problemas de cor e forma dos dentes. As principais indicações são a correção estética de dentes com restaurações extensas e amareladas, o fechamento de espaços entre dentes (diastemas), pequenas correções na forma e cor de dentes anteriores ou até mesmo transformações estéticas mais marcantes do sorriso semelhantes às técnicas com lentes de contato dental e facetas em porcelana.

3. Quais situações contraindicam o tratamento com facetas em resina?

Modificações intensas e marcantes do sorriso, como alterações radicais de cor e forma, são contraindicadas para a técnica de laminação dentária com resinas. Exemplos disso são dentes mal posicionados (apinhamento) ou escurecidos por problemas no canal, que trazem desafios de correção melhor resolvidos com porcelanas.

4. Quais são as diferenças entre facetas em resina e facetas em porcelana?

Durabilidade, possibilidades para correções mais intensas e qualidade dos resultados estéticos são vantagens da técnica em porcelana sobre a versão em resina nos tratamentos com facetas. E isso decorre das melhores propriedades ópticas, de resistência e durabilidade das porcelanas sobre as resinas, especialmente nos tratamentos com múltiplos dentes e com exigências estéticas elevadas.

5. As facetas em resina são similares às lentes de contato dental?

Não. Lentes de contato dental são versões mais finas e delicadas das facetas em porcelana. Entretanto, em diversas situações, as duas técnicas possuem indicações semelhantes. É o caso do fechamento de espaços entre dentes (diastemas) ou pequenas correções da forma dos dentes.

6. Preciso desgastar meus dentes para realizar o tratamento?

Às vezes. Dentes com restaurações extensas e antigas,

7. É verdade que, com o tempo, as facetas em resina amarelam em pedem o brilho?

Sim. Embora o problema do amarelamento e perda do brilho também ocorram a técnica com porcelana, nas resinas a perda de qualidade é mais rápida e intensa comparada à técnica com porcelana.

8. Poderei comer qualquer coisa após o tratamento?

Diferente da técnica com porcelanas, as facetas em resina exigem restrições de dieta para mastigação de alimentos resistentes à trituração.

9. O que são hábitos para funcionais e como eles interferem no tratamento?

Hábitos como morder canetas, unhas e outros objetos são considerados disfuncionais. Dependendo da intensidade com que ocorrem, trazem riscos elevados para fraturas e descolamentos das facetas em porcelana.

10. Meus dentes ficarão sensíveis após o tratamento?

Até pode acontecer. Entretanto, a sensibilidade ao frio ou calor durante a ingestão de alimentos são eventos raros e que desaparecem ao longo de dias ou semanas.

11. Os tratamentos de transformações radicais do sorriso vistos em artistas e famosos podem ser realizados na técnica com facetas em resina?

Sim.

12. Meu dente escureceu devido a problemas no tratamento de canal. Posso recuperá-lo através da técnica com resina?

Depende da intensidade do escurecimento. As resinas mais modernas dispõem de sistemas de cores para o bloqueio de estruturas dentárias escurecidas. Entretanto, por ora, os resultados para a técnica com porcelanas são mais efetivos comparados às resinas para a recuperação da estética em dentes escurecidos por tratamento de canal (endodôntico).

13. Meus dentes são tortos e apinhados. Posso realinhá-los na técnica com resinas?

Não. O alinhamento de dentes tortos, inclinados e mal posicionados (apinhamento dentário) não é indicado para a técnica com resinas porque o realinhamento de dentes nestas situações exige desgastes dentários radicais, cuja técnica em porcelana é a mais apropriada e efetiva.

14. Dá para substituir o clareamento dental pelo tratamento com laminados em resina?

Depende. Apesar da técnica com laminados em resina possibilitar a alteração da cor dos dentes revestidos, o tratamento ideal inclui o clareamento dental como procedimento prévio para otimizar ainda mais os resultados estéticos.

15. Como é a adaptação dos laminados em resina junto às gengivas?

Esta é uma dificuldade deste tipo de técnica de laminação estética dos dentes. O ideal é que as bordas dos laminados estejam não sejam introduzidas internamente às gengivas para evitar o acúmulo de placa bacteriana e aparecimentos de doenças como a gengivite e periodontite.

16. Quais são os exames necessários para iniciar o tratamento?

Exames clínicos para avaliar a saúde das estruturas periodontais (gengivas) e radiográficos.

17. Tenho bruxismo. Posso fazer o tratamento com facetas em resina assim mesmo?

Depende. De maneira geral, não está indicado o tratamento com laminados em resina para pacientes com bruxismo com desgastes dentários severos, com ou sem uso de placa miorrelaxante para tratamento do distúrbio neuromuscular.

18. Se eu quebrar um pedaço de uma faceta em resina, dá para recuperá-la?

Sim. Aliás, esta é a característica mais interessante dos laminados na técnica com resina, e que faz falta à similar com porcelana (facetas, lentes e fragmentos).

 

TEMPO DE TRATAMENTO.


19. Quanto tempo dura o tratamento para revestir os dentes anteriores na técnica com laminados em resina?

Tratamentos de impactos com esta técnica são rápidos. Da primeira consulta para profilaxia e clareamento dental até o término do procedimento, apenas 2 ou 3 dias são suficientes para que tudo esteja pronto.

20. Quantas consultas são necessárias para realizar o tratamento?

Entre 1 a 2 consultas são suficientes até mesmo para tratamentos com muitos dentes envolvidos.

 

DURABILIDADE.


21. As facetas em resina são duráveis?

Depende. Quando comparadas com laminados cerâmicos como facetas em porcelana e lentes de contato dental, a durabilidade da técnica em resina é baixa.

22. De quanto em quanto tempo é preciso substituí-las?

Em média, entre 3 a 6 anos, dependendo do material e técnica utilizada, consumo de alimentos que escurecem ou agridem a resina superficial, força muscular de mastigação e outros fatores que interferem na durabilidade do tratamento.

23. Dá para recuperar as facetas em resina que amarelaram e perderam o brilho?

Às vezes. A técnica para repolimento superficial das resinas permite, dependendo do material utilizado, recuperar parte do brilho e cor original através da remoção de uma diminuta camada superficial de cobertura.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


24. Como é o tratamento com facetas em resina, passo a passo?

Os procedimentos, tempo de tratamento e número de consultas variam entre indivíduos. Entretanto, os procedimentos podem ser assim resumidos:
(1) Profilaxia e tratamento gengival;
(2) Clareamento dental;
(3) Confecção das facetas em resina;
(4) Instruções de higiene oral;
(5) Consultas de revisão.

 

RISCOS E PROBLEMAS.


25. Qual o risco para fraturas nas facetas em resina?

Podem ser frequentes, dependendo da localização, extensão, qualidade do material utilizado e tipo de oclusão (contato dos laminados com outros dentes durante o fechar da boca ou mastigação).

26. Qual o risco para descolamentos das facetas em resina junto aos dentes?

Mínimos, e raros. Os materiais dentários de qualidade superior oferecem adesão suficiente para resistir às forças mais intensas de compressão e tração durante a alimentação ou outros hábitos normais do dia-a-dia (mascar chicletes é um deles).

 

FACETAS EM RESINA VERSUS FACETAS EM PORCELANA.


27. As facetas em porcelana também podem substituir a técnica com resina quando os resultados não são os esperados?

Sim. Muitos dos indivíduos que buscam por tratamentos com facetas em porcelana já possuem dentes laminados com a técnica em resina. Para eles, a troca das resinas por porcelanas em facetas é uma evolução e aprimoramento estético para seus tratamentos.

28. Como é o procedimento para substituir as facetas em porcelana por facetas em resina?

É semelhante à substituição de restaurações dentárias antigas, manchadas e amareladas, podendo ser realizada em consulta única e rápida.

 

SIMULAÇÕES TIPO ANTES E DEPOIS.


29. Dá para fazer simulações tipo antes e depois para visualizar o resultado final do tratamento?

Sim. A técnica em resina para os laminados estéticos em odontologia permite a visualização antecipada dos resultados através das simulações fotográficas ou sobre modelos.

 

PREÇO DO TRATAMENTO.


30. O preço do tratamento com facetas em resina é mais baixo do que o similar com porcelanas?

Sim. A técnica em resina não necessita da mão-de-obra terceirizada (laboratório de prótese especializado em laminados cerâmicos), os materiais envolvidos são mais baratos e o número de consultas são reduzidos comparados aos tratamentos com facetas em porcelana.

 

CUIDADOS.


31. O que eu posso fazer para prolongar a vida das facetas em resina?

Cuidados preventivos como utilizar escovas dentárias com cerdas macias para diminuir o desgastes e perda do brilho superficial, diminuir o consumo de alimentos com alto poder de pigmentação como chás, cafés e cigarros e evitar a mastigação de alimentos muitos duros (rapaduras, pé-de-moleque...) são suficientes para prolongar a vida útil das facetas em resina.

Fragmentos cerâmicos

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é fragmento cerâmico?

É uma técnica derivada das facetas em porcelana para alterar a forma dos dentes de forma não invasiva, atendendo a pequenas necessidades para modificações dos dentes.

2. Quais são as indicações para a técnica?

Fraturas em dentes anteriores, fechamento de espaços entre dentes (diastemas) e pequenas correções de forma para harmonização estética do sorriso.

3. E quais são as contraindicações?

Reconstruções de fraturas dentárias extensas, fechamento de espaços entre dentes extensos e dentes manchados e amarelados.

4. Fragmento cerâmico e restauração dentária em porcelana é a mesma coisa?

No tratamento de dentes anteriores, fragmentos cerâmicos e restaurações em porcelana correspondem a uma mesma modalidade de tratamento. Entretanto, em dentes posteriores, as restaurações em porcelana correspondem aos blocos cerâmicos utilizados para a substituição de restaurações antigas em resina ou amálgama, ou mesmo para recuperar dentes destruídos por fraturas ou cáries dentárias.

5. Poderei comer qualquer coisa com elas?

Sim.

6. Os fragmentos podem ser confeccionados com resinas, como nas restaurações dentárias?

De certa forma, toda restauração dentária realizada com resina composta, desde que em dentes anteriores, também pode ser feita na técnica com fragmento cerâmico.

7. Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento é rápido, e o tempo médio até a colagem final dos fragmentos são 7 dias (2 consultas). Entretanto, diversos serviços odontológicos estão preparados para oferecer o tratamento em consulta única, com todos as etapas do tratamento realizadas em um mesmo dia.

8. Como os fragmentos são presos aos dentes?

Os fragmentos são colados aos dentes, em uma técnica semelhante aos procedimentos com lentes de contato dental.

9. Os fragmentos cerâmicos amarelam como o tempo?

A cerâmica odontológica, assim como acontece com as resinas compostas para restaurações, também amarelam. A diferença está na velocidade da perda da qualidade estética dos materiais cerâmicos, que acontece em velocidade algumas vezes mais lenta comparada à técnica com resina.

10. O tratamento dói?

Não. Os procedimentos envolvidos no tratamento são realizados sob efeito analgésico (anestesia) para evitar desconforto ou dores durante o tratamento.

11. Meus dentes ficarão sensíveis?

Pouco provável, já que os procedimentos necessários ao tratamento não são invasivos e não utilizam produtos que podem agredir à polpa dentária.

12. Dentes com muitas restaurações podem se beneficiar da técnica?

Nem sempre. Dependendo da extensão ou profundidade das restaurações, a técnica com fragmentos pode não ser eficiente para suprir as necessidades estéticas e de resistentes, cabendo aos procedimentos com facetas laminadas e lentes de contato dental a responsabilidade pelas correções necessárias.

13. Dá para utilizar a técnica com fragmentos cerâmicos para recobrir raízes dentárias expostas pela retração das gengivas?

Sim, e esta é uma das aplicações mais interessantes para o tratamento, que oferece proteção aos desgastes das raízes dentárias, elimina a dor e sensibilidade dentinária e ainda recupera a estética e harmonia do sorriso.

14. O tratamento é reversível?

Nem tanto, já que a remoção dos fragmentos envolve, ainda que em escala mínima, a remoção da estrutura dentária imediatamente abaixo à adesivagem dos dispositivos cerâmicos.

15. Como é feito o fechamento de espaços (diastemas) em dentes anteriores?

O fechamento de espaços entre dentes é uma das indicações mais interessantes para a técnica. O tratamento, simples, e que exige de uma a duas consultas, tem como vantagens a maior resistência a fraturas e amarelamento comparado à versão em resina composta da técnica.

 

DURABILIDADE E RESISTÊNCIA


16. Qual é a durabilidade do tratamento?

Devido à introdução recente da técnica, não existem trabalhos conclusivos com relação à durabilidade, em anos, para os fragmentos cerâmicos. Entretanto, tecnicamente considera-se o tratamento com a mesma longevidade dos procedimentos com facetas laminadas e lentes de contato dental – amplamente divulgada com sucesso próxima a 95%, passados 10 anos do tratamento.

17. A cerâmica utilizada nos fragmentos cerâmicos é resistente?

Sim. Na verdade, são vários os tipos de cerâmicas (porcelanas) utilizadas na fabricação dos fragmentos cerâmicos. Os principais são a cerâmica feldspática (porcelana odontológica), dessilicato de lítio e zircônia, todos representantes de materiais resistentes para suportar todo tipo de forças de compressão e tração presentes na mastigação.

 

DIFERENÇA ENTRE FRAGMENTOS CERÂMICOS E LENTES DE CONTATO DENTAL


18. Qual a diferença entre fragmento cerâmico e lentes de contato dental?

A extensão de recobrimento dos dentes. Enquanto as lentes de contato dental são utilizadas para revestir toda a superfície estética dos dentes, os fragmentos revestem apenas as partes dos dentes que necessitam de modificações na forma.

19. Quais são as vantagens dos fragmentos cerâmicos frente às facetas e lentes de contato dental?

A simplicidade e otimização da técnica para reparar apenas as áreas dos dentes que apresentam-se desarmônicas ou fraturadas, sem necessidade de desgastes dentários ou recobrimento de toda a superfície dentária.

20. Dá para combinar o fragmento cerâmico com outras técnicas com porcelanas dentárias?

Sim. O tratamento combinando facetas, lentes de contato e fragmentos cerâmicos é uma opção sofisticada e bastante utilizada para tratamentos com alta exigência estética, melhorando os resultados para tratamentos que elevado detalhamento estético.

 

ANTES E DEPOIS


21. Dá para simular, na técnica tipo antes-e-depois, os resultados do tratamento?

Sim. Simulações digitais, sobre modelos ou diretamente sobre dentes são comuns neste tipo de tratamento e, na maioria das vezes, são até mesmo essenciais para a aprovação estética do planejamento.

22. O que é o mock-up?

Mockups são simulações de tratamento realizadas diretamente sobre dentes, podendo, inclusive, serem utilizadas como provisórios. A aplicação mais comum dos mockups é a simulação para procedimentos com facetas laminadas e lentes de contato dental para observar os resultados futuros do tratamento.

 

PASSO-A-PASSO


23. Como é o passo-a-passo do tratamento?

(1) exames clínico-radiográficos,
(2) profilaxia e clareamento dentário, 
(3) simulações digitais e prototípicas, 
(4) preparo e moldagem,
(5) colagemdos fragmentos aos dentes.

 

PASSO-A-PASSO


24. Qual é o preço do tratamento com fragmento cerâmico?

É difícil estabelecer um preço médio para o tratamento com fragmentos porque o valor final depende de vários fatores que não podem ser computados com precisão, como a qualidade dos materiais utilizados, laboratório protético utilizado e outros itens.

Lentes de contato dental

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é lente de contato dental?

É uma variação técnica mais fina e delicada das facetas em porcelana, um laminado cerâmico (porcelana) desenvolvido para o recobrimento estético das partes visíveis dos dentes. O objetivo do tratamento é a correção da cor e forma dos dentes para obter sorrisos mais harmônicos e equilibrados.

2. Quais são as indicações desta técnica com laminados cerâmicos?

Correções na cor e forma de dentes desalinhados e sem harmonia, substituição de restaurações dentárias manchadas e desadaptadas e fechamento de espaços entre dentes (diastemas).

3. Quais situações contraindicam o tratamento?

Bruxismo, dentes com restaurações dentárias extensas, dentes amarelados que não respondem ao tratamento para clareamento dental, alinhamento de dentes apinhados e correções de cor em dentes escurecidos ou acinzentados devido a tratamento de canal (endodôntico) são algumas das situações contra indicadas para o tratamento com lentes de contato dental.

4. Quais exames são necessários para iniciar o tratamento?

Exames radiográficos simples. O uso de imagens geradas por tomografia computadorizada, ao contrário do tratamento com facetas em porcelana, não é necessário.

5. Preciso desgastar meus dentes na técnica com lentes de contato dental?

Não. E é exatamente essa a diferença fundamente entre as lentes de contato dental e as facetas em porcelana, uma versão mais espessa indicada para correções de impacto do sorriso.

6. Precisarei de provisórios durante o tratamento?

Não. O uso de facetas laminadas em resina como provisórios é necessário apenas no tratamento com facetas em porcelana.

7. As lentes de contato dental são aquelas técnicas utilizadas por artistas e famosos nos tratamentos para transformação de impacto do sorriso?

Na maioria das vezes, não. Atualmente, os tratamentos são feitos através da combinação de técnicas derivadas dos laminados cerâmicos, como facetas, lentes e fragmentos. Assim, transformações realizadas unicamente com técnicas com lentes são raras e pouco eficazes.

8. Precisarei recobrir todos os dentes para que os resultados de transformação estética do sorriso sejam marcantes?

Não. A maioria dos tratamentos estéticos de impacto para modificações do sorriso são obtidos apenas com a laminação dos seis dentes anteriores. Indivíduos com grande abertura do sorriso podem, eventualmente, necessitar do envolvimento de um ou dois dentes adicionais (pré-molares) em cada lado do sorriso para conseguir harmonia e equilíbrio em seus tratamentos.

9. Tenho um ou, no máximo, dois dentes, que necessitam de correção de cor. Posso contar com a lente de contato dental para recuperar apenas estes dentes?

Sim. As lentes de contato dental são ideais para a correção de dentes individualizados, como o fechamento de espaços em dentes anteriores (diastema de incisivos centrais).

10. O que são hábitos para funcionais e como eles interferem no tratamento?

Hábitos como morder unhas e canetas são classificados como para funcionais e são riscos para os tratamentos com laminados em porcelana dada as chances elevadas para fraturas e descolamentos dos dispositivos colados.

11. Pode haver acúmulo de tártaro sobre este tipo de laminado em porcelana?

Sim, exatamente como ocorre com a superfície dos dentes naturais.

12. Como é a adaptação das bordas das lentes às gengivas?

Quando bem adaptadas, as bordas são finas e adaptadas sem invadir o sulco gengival em contato com os dentes.

13. Meu dente escureceu devido a problemas no tratamento de canal. Posso recuperar a cor original desse dente com as lentes?

Não. Facetas em porcelana, laminados mais espessos comparados às lentes de contato dental, são os dispositivos mais indicados para os problemas de acinzentamento e escurecimento dentária por falhas no tratamento de canal (endodôntico).

14. Meus dentes ficarão sensíveis após o tratamento?

Dificilmente, já que os relatos de dor e sensibilidade dentária ao frio ou calor nos tratamentos com lentes de contato dental são raros. Isso se deve, principalmente, à ausência de desgastes dentários durante o tratamento. Situações de sensibilidade dentária devem ser investigadas para observar outros problemas relacionados aos dentes.

15. O tratamento ortodôntico pode ser realizado em dentes revestidos por laminados em porcelana?

Até podem, mas, na maioria das vezes, após a remoção dos braquetes ortodônticos é necessária a remoção e confecção de nova lente devido aos danos superficiais causados pela remoção do aparelho ortodôntico.

16. Posso modificar a cor dos meus dentes para tons brancos?

Nem sempre. Por serem finas e delicadas, as lentes de contato dental podem não resultar em tratamentos com dentes em cores muito claras – nestes casos, o procedimento com facetas em porcelana é a técnica mais indicada.

17. Qual é a cor mais utilizada neste tipo de técnica com laminados?

A1 é a cor padrão para conferir um sorriso mais harmônico, natural e clareado. Entretanto, a escolha por lâminas ainda mais claras são comuns, e depende apenas do gosto pessoal para serem utilizadas nos tratamentos.

18. O tratamento ortodôntico pode ser realizado em dentes revestidos por laminados em porcelana?

Até podem, mas, na maioria das vezes, após a remoção dos braquetes ortodônticos é necessária à remoção e confecção de nova lente devido aos danos superficiais causados pela remoção do aparelho ortodôntico.

 

DURABILIDADE


19. As lentes de contato dental são resistentes? Poderei comer qualquer coisa com elas?

Sim. Após a colagem dos laminados, é possível continuar com a dieta habitual, sem restrições a uma alimentação saudável.

20. Qual é a durabilidade, em anos, das lentes de contato dental?

Pesquisas científicas e relatos clínicos sobre a durabilidade e longevidade dos tratamentos com lentes de contato dental mostram que até 97% deles, passados dez anos de sua instalação, mostram-se bem adaptadas, sem infiltrações com excelentes propriedades de cor e brilho.

21. Após terminar o tratamento, os dentes não recobertos com os laminados podem ser clareados, a qualquer tempo?

Sim, desde que as lentes estejam protegidas da ação química dos agentes clareadores.

 

TEMPO DE TRATAMENTO


22. Quanto tempo dura o tratamento, da primeira à última consulta?

Em média, o tratamento dura entre 14 a 21 dias. Casos mais simples podem ser resolvidos em até 7 dias, enquanto os mais complexos podem necessitar de até 28 dias.

 

PASSO-A-PASSO


23. Como é o tratamento com lente de contato dental, passo a passo?

(1) Consulta inicial e exames radiográficos;
(2) Clareamento dentário, tratamento gengival, moldagens de diagnóstico e fotografias;
(3) Apresentação das simulações e aprovação do projeto;
(4) Moldagens definitivas;
(5) Colagem final dos dispositivos laminados.

 

RISCOS DE FRATURAS E DESCOLAMENTOS E OUTROS PROBLEMAS


24. Quais são os problemas mais comuns neste tipo de tratamento?

Resultados pouco resolutivos são os relatos mais frequentes para pacientes insatisfeitos com os resultados. Além disso, fraturas constantes podem ser resultados de indicações incorretas da técnica ou emprego de materiais de baixa qualidade na construção das lentes de contato dental ou colagem aos dentes.

25. Tenho medo de que as lentes descolem. Isso realmente pode acontecer?

São raros os casos de descolamentos das lentes de contato dental. Quando ocorrem, o problema deve-se mais à técnica inadequada de cimentação e baixa qualidade dos adesivos utilizada para fixar os laminados junto aos dentes do que às características próprias de resistência e durabilidade das lentes de contato dental.

26. Pode acontecer de o tratamento amarelar com o passar dos anos?

Pode. Apesar da longa durabilidade das lentes de contato dental, elas não são eternas. É que as cerâmicas odontológicas (porcelanas) utilizadas na confecção desses laminados não resistem à exposição excessiva e prolongada a corantes e alimentos capazes de corroer a superfície dos laminados, como vinagres.

 

CUIDADOS E HIGIENIZAÇÃO


27. O tratamento pode dificultar a escovação e facilitar o cúmulo de placa bacteriana sobre os dentes?

Quando mal executadas ou confeccionadas com material de baixa qualidade, há o risco para que as bordas em porcelana espessas e mal adaptadas atuem como fator de retenção para placa bacteriana, a principal causa para doenças gengivais como gengivite e periodontite.

28. Quais são os cuidados que precisam ser tomados para preservar a qualidade das porcelanas utilizadas no tratamento?

De fato, existem precauções e medidas que prolongam a vida das lentes de contato dental. Entre elas estão o uso de escovas dentárias com cerdas macias e diminuição no consumo de cítricos e alimentos com alto poder corante, como vinhos e cafés.

 

LENTE DE CONTATO DENTAL VERSUS FACETA EM PORCELANA


29. Qual é a diferença entre lente de contato dental e faceta em resina?

Muitas. Apesar de, em muitos momentos, ambas as técnicas compartilharem as mesmas indicações de tratamento, a diferença e resistência entre os materiais resultam em procedimentos com durabilidade e resolutividade diferentes.

30. Qual é a diferença entre lente de contato dental e faceta em porcelana?

Lentes de contato dental e facetas em porcelana são, ambas, variações em espessura e técnica dos laminados cerâmicos. Enquanto as lentes de contato são finas e delicadas, as facetas em porcelana são mais espessas e resistentes.

31. É possível combinar a técnica com lentes de contato dental com próteses dentárias ou facetas em porcelana?

Sim. Aliás, o uso combinado de técnicas com porcelanas com dispositivos como próteses dentárias em porcelana pura ou próteses dentárias com zircônio é o mais indicado para garantir que os procedimentos sejam minimamente invasivos e seguros aos dentes, otimizando ainda mais os resultados do tratamento.

 

SIMULAÇÕES TIPO ANTES-E-DEPOIS


32. Dá para fazer uma simulação do tipo antes-e-depois para visualizar antecipadamente os resultados do tratamento?

Sim. Simulações fotográficas e sobre modelos em gesso são auxiliares indispensáveis para os tratamentos com laminados cerâmicos. Entretanto, é importante estar ciente de que as simulações fotográficas podem ser enganosas, provocando frustrações com relação ao resultado final do tratamento. Já as simulações sobre modelos (3D) são mais precisas e fidedignas ao resultado final.

 

BRUXISMO E DENTES DESGASTADOS


35. Dá para usar uma placa de bruxismo adaptada a dentes revestidos com lentes de contato dental?

Sim, sem problemas.

36. Tenho bruxismo. Como isso pode interferir na durabilidade das lentes de contato dental?

O bruxismo é uma condição que contraindica o tratamento para pacientes que apresenta desgastes dentários, mesmo em estágios iniciais. Para pacientes com bruxismo a técnica mais adequada é o tratamento com facetas em porcelana.

37. Dá para recuperar dentes desgastados e curtos pelo bruxismo com esta técnica?

Às vezes. Dentes severamente desgastados são desafios às técnicas com laminados cerâmicos (lentes e facetas em porcelana) ou restaurações dentárias em resina devido aos riscos elevados para descolamentos e fraturas frequentes.

 

PREÇO


33. O preço do tratamento com lente de contato dental é maior do que a técnica com faceta em porcelana?

Não. O mais comum é o preço do tratamento com facetas em porcelana ser maior do que o tratamento com lentes de contato dental – dada a simplicidade desta comparada às facetas.

34. Por que o preço do tratamento com lentes de contato dental varia de dentista para dentista?

São vários os motivos pelo qual isto acontece. Qualidade do laboratório de prótese dentária utilizado, materiais e procedimentos auxiliares (simulações digitais e mockups) podem encarecer o preço do tratamento com laminados cerâmicos, independente da técnica utilizada.

Fechamento de espaços entre dentes (diastemas)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é diastema?

Diastema é o espaço natural existente entre dois dentes em qualquer região da arcada dentária.

2. Quais são as causas para o problema?

Discrepâncias entre o tamanho da arcada dentária e dentes, inserções musculares baixas e doenças gengivais crônicas correspondem à maioria das situações de espaços dentários entre dentes. Entretanto, embora menos comuns, existem outras causas, como o crescimento de tumores ou cistos em áreas próximas a raízes ou desalinhamento de dentes por perdas dentárias mesmo em regiões distantes à área diastemada.

3. Quais são os tratamentos disponíveis para fechar o diastema?

(1) restaurações dentárias com resinas ou porcelanas (técnica do fragmento cerâmico);
(2) facetas laminadas e lentes de contato dental;
(3) tratamento ortodôntico.

4. Qual deles é o mais eficiente?

A comparação entre técnicas para fechamento de diastemas sem exames clínicos e radiográficos não é adequada dada as diferenças de indicações para cada tipo de tratamento.

5. O que é black space?

Black space é um termo para descrever os espaços escuros entre dentes que aparecem pela ausência ou perda da papila gengival. A causa principal para o problema são as doenças gengivais (periodontite) e traumas por excesso de escovação. O black space não pode ser confundido com diastema.

6. O diastema traz riscosa os dentes?

Diretamente, não. Entretanto, espaços entre dentes facilitam o acúmulo da placa bacteriana associada a doenças gengivais como gengivite e periodontite, além do trauma mecânico às gengivas pela impacção de alimentos durante a mastigação, ambos riscos para retração das gengivas (recessão gengival).

7. A partir de qual idade o tratamento já pode ser realizado?

É preciso cautela para o diagnóstico de diastema em crianças, uma vez que nesses pequenos indivíduos os espaços entre dentes pode ser uma situação normal (adaptativa). Entretanto, já a partir dos 16 anos em mulheres e 18 anos em homens, já é possível dar início ao fechamento de espaços entre dentes, na técnica com restaurações dentárias ou aparelho ortodôntico.

8. As técnicas para fechamento de diastemas podem ser utilizadas para recuperar áreas com dentes perdidos ou ausentes?

Pouco provável, a não ser que os espaços por perdas dentárias ou dentes não erupcionados sejam estreitos e localizados na região anterior.

9. Se eu não fizer nada, este problema pode aumentar com o passar dos anos?

Sim, os relatos para aumento de espaços, com o passar dos anos, são frequentes e podem acontecer de forma progressiva e imperceptível.

10. Tenho notado o aparecimento e progressão de espaços entre meus dentes. O que pode estar acontecendo?

Em adultos, o aparecimento tardio de diastemas requer atenção. Problemas como cistos e tumores odontogênicos e ósseos, perda óssea por doenças periodontais ou readaptação dentárias a ausências de dentes em outras áreas das arcadas são ameaças potenciais para o aparecimento e progressão de espaços entre dentes, principalmente em região anterior.

11. O tratamento pode ser realizado em pacientes com bruxismo?

Sim, para a maioria dos casos. Entretanto, situações com desgastes dentários severos pelo bruxismo trazem riscos elevados para fraturas constantes e são melhor resolvidos pela combinação de técnicas com coroas dentárias fixas em porcelana.

12. O tratamento para fechamento de espaços entre os dentes dificulta a higienização dos dentes?

Não. A limpeza dos dentes submetidos à restaurações, facetas e lentes de contato dental utilizados para o fechamento de espaços entre dentes pode ser realizada com instrumentos de higienização simples como escovas dentárias e fio dental.

13. Dá para fechar espaços em dentes posteriores com as mesmas técnicas utilizadas em dentes anteriores?

Não é o mais indicado. Fechamentos por tratamento ortodôntico são técnicas indicadas para dentes posteriores dado que restaurações e técnicas com laminados são menos eficientes nestas regiões.

14. Em que situações se faz necessária a cirurgia para remoção de inserções musculares baixas?

Por vezes, a inserção de músculos e freios labiais se faz entre as coroas dentárias, impedindo o fechamento de espaços até mesmo através de tratamentos ortodônticos. Nesses casos, faz-se necessária a remoção cirúrgica desta estrutura anatômica para que o tratamento, independente da técnica, aconteça de forma otimizada e definitiva.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


15. Qual é o passo-a-passo do tratamento com fragmentos cerâmicos?

(1) tomadas fotográficas e moldagens para diagnóstico e planejamento; 
(2) aprovação do planejamento e simulações; 
(3) profilaxia, tratamento gengival e clareamento dental prévio; 
(4) moldagens;
(5) cimentação definitiva (colagem) dos fragmentos cerâmicos.

 

GENGIVAS


16. O fechamento de espaços entre os dentes pode trazer problemas às gengivas?

Não.

17. A cirurgia plástica gengival pode ser necessária antes de iniciar o tratamento?

Sim. Em diversas ocasiões o fechamento de diastemas requer a correção plástica cirúrgica das gengivas localizadas entre os espaços dentários para que os resultados finais sejam compatíveis com a higienização e melhorem os resultados estéticos.

 

CLAREAMENTO DENTAL E SIMULAÇÃO TIPO ANTES-E-DEPOIS


18. Preciso clarear meus dentes antes de iniciar o tratamento?

Sim. O clareamento dental e profilaxia (remoção de manchas e tártaro) em dentes que serão submetidos ao fechamento de espaços, nas técnicas com resinas ou porcelanas, é essencial para resultados estéticos mais efetivos e marcantes.

19. Dá para simular, na técnica tipo antes-e-depois, os resultados do tratamento?

Sim. Simulações sobre modelos (protótipos) ou digitais são comuns nos tratamentos para fechamento de diastemas na região anterior.

 

FECHAMENTO DE DIASTEMA COM RESTAURAÇÃO DENTÁRIA EM RESINA OU PORCELANA


20. O que é fragmento cerâmico?

Após o desenvolvimento de laminados cerâmicos mais resistentes e estéticos como as lentes de contato dental e facetas em porcelana, uma nova técnica apresentou-se ainda mais viável e segura para a correção de partes isoladas de dentes. Trata-se do fragmento cerâmico, uma lâmina parcial em porcelana para correções mais precisas e conservadoras.

21. O tratamento com restaurações ou fragmentos cerâmicos pode ser utilizado mesmo para o fechamento de múltiplos espaços entre dentes anteriores?

Sim. E esta é uma indicação correta tanto para restaurações quanto para fragmentos em regiões com diversos espaços entre dentes.

22. Existem riscos para a sensibilidade dental aumentada como resultado para fechamentos com restaurações dentárias?

Sim, apesar de pouco provável, a sensibilidade dental pós tratamento com restaurações dentárias pode ser um problema indesejável que, na maioria das vezes, cessa espontaneamente ao passar dos dias e semanas.

23. Que tipo de material é o mais indicado quando a técnica indicada é a restauração dentária?

Porcelana odontológica (cerâmica), dada a maior durabilidade e resistência ao amarelamento, ao passar dos anos, comparada à técnica com resina composta.

24. Como ficam as partes próximas às gengivas nas técnicas com laminados e restaurações?

Esteticamente aceitáveis, já que, na maioria das vezes, a colocação das bordas de laminados e restaurações internamente às gengivas é contraindicado por riscos de retração gengival.

25. Qual é o risco para fraturas e quedas das restaurações dentárias em resina utilizadas no tratamento?

Falhas no fechamento de espaços com restaurações dentárias dependem da qualidade dos materiais utilizados e da execução técnica do procedimento que, quando negligenciados, podem resultar em descolamentos frequentes de restaurações dentárias em resina ou porcelana.

26. As restaurações dentárias podem amarelar com o passar dos anos?

Sim, principalmente na técnica com resinas compostas.

27. O fechamento de espaços entre dentes com restaurações traz riscos para a retenção de alimentos?

Não deveria, já que existem técnicas e materiais adequados para que o procedimento atenda às necessidades estéticas e funcionais sem o problema de acúmulo de alimentos e placa bacteriana nas áreas em contato com dentes ou sob elas.

 

FECHAMENTO DE DIASTEMA COM E LENTES DE CONTATO DENTAL.


28. Quais são as vantagens e desvantagens das lentes de contato dental no fechamento de espaços em dentes anteriores?

A durabilidade, já que os resultados estéticos com resinas para restaurações podem, na maioria das vezes e dependendo da qualidade do material utilizado, ser semelhantes independente do material utilizado.

29. Dá para corrigir o problema de exposição das raízes (recessão gengival) utilizando as técnicas laminadas com lentes de contato dental e facetas em porcelana?

Sim, quando também existem indicações para correções de outros problemas nos dentes que serão submetidos ao tratamento.

30. Quando o fechamento de diastemas com lentes de contato dental e facetas laminadas é mais apropriada frente às técnicas com restaurações dentárias?

Situações que exigem, além do fechamento de espaços entre dentes, correções na cor e forma de dentes são melhor resolvidas através das lentes de contato dental e facetas laminadas.

 

FECHAMENTO DE DIASTEMA COM APARELHO ORTODÔNTICO.


31. É melhor realizar o fechamento de diastemas com aparelhos ortodônticos ou partir logo para restaurações dentárias?

Depende. Fatores locais como a extensão e localização do diastema, ou a presença de inserções musculares baixas, ou fatores comportamentais como a necessidade de urgência estética ou financeira influenciam diretamente na seleção da técnica mais apropriada. Assim, o planejamento para fechamento de espaços entre dentes precisa ser discutido com o seu dentista levando estes e outros fatores em consideração.

32. Quanto tempo dura o tratamento com aparelho ortodôntico para fechamento de diastema?

Depende da extensão do espaço e diversos outros fatores que influenciam no tempo da terapia ortodôntica.

33. Quando a técnica com prótese dentária fixa em porcelana está indicada para corrigir o problema?

Pacientes com bruxismo severo e com próteses dentárias antigas são indicações comuns para fechamentos resolutivos, duráveis e seguros.

 

PREÇO


34. Qual o preço do tratamento para fechar diastemas em dentes anteriores?

É difícil estabelecer até mesmo o preço médio para o tratamento dado que o mesmo depende da técnica utilizada.

ODONTOLOGIA ESTÉTICA CURATIVA

Profilaxia (limpeza dos dentes)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é profilaxia?

Em odontologia, é a remoção da placa bacteriana e manchas aderidos à superfície dos dentes. Popularmente conhecida como “limpeza dos dentes”, o procedimento visa prevenir doenças gengivais, cáries dentárias e restabelecer, até certo ponto, a harmonia estética dos dentes.

2. Qual é a importância deste tipo de procedimento?

Prevenir o aparecimento de doenças gengivais crônicas (gengivite e periodontite) através da diminuição da carga bacteriana em contato com gengivas e prevenir o manchamento definitivo dos dentes.

3. Quais são os procedimentos realizados durante a consulta para profilaxia?

Remoção de manchas e placa bacteriana por instrumentos odontológicos específicos, exame bucal completo para detecção de cáries, doenças gengivais e lesões em mucosas, instruções de higiene oral e, eventualmente, aplicação tópica de flúor.

4. O que são gengivite e periodontite?

São doenças gengivais crônicas causadas pelo acúmulo de placa bacteriana na interface entre dentes e gengivas. Os principais sinais e sintomas são sangramento gengival, vermelhidão e inchaço. Além disso, na periodontite também ocorre a reabsorção do osso alveolar (suporta as raízes dentárias), com consequências que vão desde a retração da gengiva até perdas dentárias múltiplas.

5. De quanto em quanto tempo é preciso realizar o procedimento?

O tempo de retorno do paciente para a profilaxia dos dentes depende da susceptibilidade individual à formação de cáries e doenças gengivais, presença de próteses e restaurações dentárias que facilitam o acúmulo de placa e hábitos de higiene oral pessoal – entre outros fatores que também importam.

6. Quais são as vantagens para meus dentes neste tipo de procedimento odontológico?

Prevenção de doenças e eliminação de manchas sob a superfície dentária.

7. Quais são as indicações para a profilaxia dental?

Prevenção de doenças gengivais e cáries, diminuição de riscos para infecções em cirurgias bucais e remoção de manchas superficiais.

8. Quais são as contraindicações à profilaxia?

Nenhuma.

9. Qual a diferença entre profilaxia e tratamento para doenças gengivais crônicas?

A profilaxia faz parte da terapia para tratamento de doenças gengivais. Entretanto, ela não prevê a remoção de tártaro ou da placa bacteriana instalada em regiões profundas do sulco gengival.

10. A profilaxia pode ser feita em pacientes com aparelhos ortodônticos?

Sim, a profilaxia não só é indicada como essencial para manter a saúde das gengivas nos pacientes em tratamento ortodôntico.

11. O tratamento dói?

Não. Entretanto, em alguns pacientes pode haver desconfortos que cessam passados algumas horas do procedimento.

12. Por que diabéticos e fumantes precisam realizar este tipo de procedimento com frequência acima do habitual?

Diabéticos e fumantes são suscetíveis às doenças gengivais crônicas (gengivite e periodontite). Nestes indivíduos, diversas modificações fisiológicas alteram a qualidade da resposta do organismo à agressão provocada pelas bactérias presentes na placa bacteriana. O resultado é o agravamento das doenças gengivais pré-existentes, e que podem ser prevenidas através da profilaxia realizada sistematicamente.

13. Quanto tempo dura a consulta?

Entre 45 a 60 minutos.

14. A profilaxia previne a retração gengival?

Sim. Consultas frequentes previnem doenças como a periodontite, uma forma mais grave da gengivite responsável pela exposição de raízes e retrações gengivais.

15. A profilaxia substitui o clareamento dental para recuperar a cor original dos meus dentes?

Não, o procedimento não tem capacidade para clarear dentes amarelados.

Restauração dentária em resina

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a restauração em resina?

É uma técnica odontológica para restaurar cavidades e fraturas dentárias utilizando, para isso, um material polimérico (resina composta) cujas propriedades mecânicas e estéticas próximas às encontradas nos dentes permitem reconstruções harmônicas e duráveis.

2. Restauração dentária e obturação de dentes é a mesma coisa?

No entendi popular, sim. Obturação dentária é a forma como a maioria das pessoas refere-se às restaurações dentárias. Entretanto, o termo técnico para obturação refere-se, na verdade, à última etapa do tratamento de canal (endodôntico). Portanto, uma confusão entre dois procedimentos diferentes que, de qualquer forma, não traz complicações de entendimento entre pacientes e dentistas.

3. Quais são as etapas, passo a passo, do tratamento?

O passo-a-passo do tratamento com restauração dentária em resina é simples e rápido. Basicamente, a cavidade ou local de fratura são limpos até ficarem isentos de substâncias indesejadas como cáries dentárias, restos de restaurações antigas ou contaminações. Após, são aplicados produtos que conferem adesão das resinas às paredes dos dentes. Por fim, aplica-se, camada a camada, a resina composta sobre o dente até que a reconstrução esteja completa.

4. Quais são as indicações das restaurações dentárias em resina?

Cavidades e pequenas fraturas são as indicações mais comuns. Além disso, a técnica também pode ser utilizada para fechamento de espaços entre dentes (diastemas), recobrimento de cavidades formadas em raízes dentárias (retração gengival) e correções estéticas em dentes desgastados ou com má formação dentária.

5. E quais são as contraindicações?

Cavidades e fraturas extensas, como as que ocorrem em dentes posteriores com múltiplas paredes defeituosas, ou fraturas dentárias em que mais de 40% da parte visível do dente está perdida.

6. Quais são as diferenças entre a resina e a porcelana utilizadas para restaurar dentes?

A resina composta é um material menos resistente à ação compressiva e abrasiva comparada à porcelana odontológica (cerâmica), e também amarelam e escurecem mais rapidamente comparadas à técnica cerâmica. O resultado destas características são restaurações que se deformam rapidamente proporcionalmente à extensão do reparo.

7. Poderei comer qualquer coisa em dentes restaurados com materiais resinosos?

Sim.

8. A restauração dentária em resina pode substituir restaurações escuras com amálgama, eliminando o escurecimento do dente?

Sim. Entretanto, dentes permanentes manchados pelo metal de restaurações podem não recuperar totalmente a cor original devido ao acinzentamento permanente da estrutura dental pela corrosão metálica pelo amálgama de prata.

9. Por que a restauração em resina perde a forma inicial depois de alguns anos de uso? Isso interfere em alguma coisa?

Realmente, com o tempo, as resinas perdem a forma original, um problema relacionado às propriedades limitadas do material para resistir às cargas compressivas, de tração e abrasivas que acometem os dentes durante a mastigação e apertar dos dentes. Como consequência, os desgastes nas restaurações podem alterar e movimentar os dentes, trazendo problemas na harmonia estética e funcional dos dentes e arcadas dentárias.

10. Como o tratamento de canal interfere na restauração em resina?

O tratamento de canal não interfere na durabilidade, longevidade e resultados estéticos do procedimento. Entretanto, o escurecimento dos dentes por problemas no tratamento de canal pode ser impossível de ser mascarados pela técnica restauradora com resinas, exigindo, para tanto, a adoção de porcelanas como alternativa eficiente para recuperar a cor de dentes escurecidos por tratamento de canal.

11. É verdade que as resinas podem ser utilizadas no tratamento da retração da gengiva?

Sim, desde que utilizadas para a prevenção de novos desgastes dentários, redução da sensibilidade dentinária ou trauma nas gengivas por ação de cerdas de escovas dentárias, em dentes cujas raízes expostas encontram-se nos estágios iniciais da recessão gengival.

12. Como o bruxismo interfere nos resultados do tratamento?

De forma geral, o bruxismo acelera o desgaste das resinas e traz risco de fraturas em procedimentos restauradores realizados em dentes anteriores. Dependendo da severidade do distúrbio, até mesmo contraindicar o uso de materiais resinoso no reparo de fraturas localizadas em dentes anteriores ou cavidades em dentes posteriores.

13. Se for preciso tratar o canal em um dente restaurado com resina, será necessário remover todo o procedimento restaurador já realizado?

É, sim, recomendável a remoção das resinas para evitar que problemas como as infiltrações cariosas por falhas na adesão entre materiais confeccionados em tempos diferentes trazem até mesmo riscos de perdas dentárias.

 

DURABILIDADE E RESISTÊNCIA


14. As restaurações dentárias em resina são resistentes?

Depende. A resistência das restaurações em resina depende do tamanho da cavidade ou fratura, e da qualidade do material dentário. Assim, falhas e deformações nas técnicas restauradoras com resinas estão associadas ao emprego do material para recuperação de cavidades e fraturas extensas ou contraindicadas para a técnica.

15. Porque a durabilidade dos materiais resinosos utilizados em dentes posteriores são inferiores aos procedimentos restauradores de dentes anteriores?

Em dentes anteriores, estes materiais estão livres do contato de compressão e atrito com outros dentes durante a mastigação, além da menor ação abrasiva dos alimentos. O resultado é a diferença de durabilidade dependendo da localização em que o procedimento restaurador é realizado.

 

PROBLEMAS E INFILTRAÇÃO POR CÁRIE DENTÁRIA


16. Pode haver sensibilidade ao frio ou quente após o dente ter sido restaurado?

Embora rara, a sensibilidade dentinária residual pós restauração dentária em resina pode,sim, ocorrer e, em situações ainda menos frequentes, até mesmo exigir a remoção da restauração recém confeccionada para o tratamento adequado da sensibilidade residual.

17. Pode ocorrer infiltração por cárie dentária sob materiais resinosos?

Sim. Várias situações colaboram para a infiltração cariosas sob restaurações em resina, como má adaptação, confecção inadequada do procedimento restaurador, higiene bucal deficiente ou falhas decorrentes de baixa qualidade do material utilizado.

 

PASSO-A-PASSO


18. Quais são as diferenças no passo-a-passo entre a restauração em resina e a restauração em porcelana?

A recente evolução técnica dos materiais para restaurações dentárias vem diminuindo as diferenças de operação clínica nos tratamentos restauradores. Prova disso é que já é possível confeccionar restaurações em porcelana em uma única consulta, exatamente como ocorre na técnica em resina.

 

RESTAURAÇÃO EM PORCELANA


19. O que é a restauração dentária em porcelana?

A restauração dentária em porcelana é uma técnica de restauração indireta para restaurar dentes que substitui a resina pela porcelana odontológica (cerâmica). A vantagem do procedimento é melhorar a adaptação do material à cavidade, diminuir os riscos para infiltrações por cárie dentária e aumentar a durabilidade e resistência ao amarelamento do material.

20. Qual dos dois materiais é o mais durável: resina ou porcelana?

Além de mais resistente, a técnica com porcelana (cerâmica odontológica) para restaurar dentes é também mais durável – para ter uma ideia, em determinadas situações a expectativa de vida da técnica em porcelana é superior em até 4X, em anos, à técnica em resina.

21. Qual material é mais eficiente para evitar as infiltrações por cárie dentária: resina ou porcelana?

Quando as indicações para uso de ambos os materiais se dão de maneira correta, os riscos para infiltrações por cárie dentária são semelhantes.

 

ANTES E DEPOIS


22. As restaurações em resina amarelam com o tempo?

Sim. Um dos principais problemas do material é o amarelamento e manchamento por alimentos, como o fumo, vinho, corantes, cafés e legumes verdes.

23. A simulação digital tipo antes-e-depois para tratamentos restauradores em dentes anteriores é importante?

Não. A técnica digital de simulação tratamentos estéticos em odontologia tem caráter meramente especulativo do ponto de vista estético. Entretanto, a simulação através da técnica com modelos tridimensionais pode ser necessária para visualizações mais realistas de resultados, na técnica tipo antes e depois.

 

RESTAURAÇÕES AMARELADAS


24. Tenho algumas restaurações amareladas. Preciso trocá-las ou existe ou algum procedimento para recuperá-las?

O interessante do emprego de materiais resinosos é que, em algumas situações, é possível recuperá-los através do polimento superficial cuidadoso do material – uma técnica simples e poderosa para recuperar restaurações amareladas e sem brilho.

 

CLAREAMENTO DENTAL


25. O clareamento dental pode ser utilizado para recuperar a cor de restaurações?

Não. O clareamento dentário, caseiro ou profissional, não modifica a cor ou brilho dos materiais utilizados em procedimentos restauradores, independente da técnica utilizada.

 

CUIDADOS


26. É verdade que os refrigerantes e até mesmo iogurtes podem prejudicar o brilho e lisura dos materiais utilizados para procedimentos restauradores?

Sim. E não somente refrigerantes e iogurte como também alimentos cítricos – como os sucos de laranja ou limão-, vinagres e até mesmo o vinho. Cuidado para ingeri-los em excesso.

27. Quais são os cuidados preventivos que aumentam a durabilidade e longevidade dos materiais resinosos utilizados em procedimentos restauradores?

Consumir moderadamente alimentos cítricos (limão, laranjas), vinhos, corantes, cafés e chás (chimarrão) contribuem uma vida mais longa e bonita para as resinas. Além disso, o uso de escovas dentárias macias contribui para restaurações mais brilhantes e polidas por muito mais tempo.

28. As restaurações com material resinoso facilitam o acúmulo de restos de alimentos e placa bacteriana?

Não. O acúmulo de alimentos ou placa bacteriana além do esperado é sinal de mal adaptação ou erros de desenho anatômico do tratamento.

29. O tratamento ortodôntico com aparelho pode prejudicar os materiais resinoso?

Sim. Os braquetes ortodônticos localizados sobre ou muito próximo a restaurações danificam a superfície das resinas sendo que, na maioria das vezes, é necessária a substituição do material.

 

PREÇO


30. Qual o preço da restauração em resina?

São inúmeros os fatores que interferem na elaboração do preço do tratamento, sendo impossível, até mesmo, elaborar um valor médio para o procedimento.

31. O preço da restauração em resina em dentes anteriores é maior do que quando realizada em dentes posteriores?

Não, a princípio. Entretanto, fraturas dentárias em dentes anteriores exigem algumas etapas específicas para a execução da restauração que demandam mais custos e tempo, e que podem interferir no preço da restauração em resina.

32. Como o preço interfere na qualidade do tratamento com restaurações em resina?

A variação na qualidade dos materiais utilizados nas restaurações influência não apenas no preço, mas na durabilidade, longevidade e resultados estéticos do tratamento, fatores que dependem das propriedades dos materiais utilizados nos procedimentos restauradores.

Restauração dentária em porcelana

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a restauração dentária em porcelana?

É uma técnica de restauração dentária indireta que utiliza a porcelana (cerâmica odontológica) como material para a reconstrução de dentes destruídos por cáries ou fraturas ou ainda para substituir restaurações antigas e defeituosas feitas com amálgama ou resina composta.

2. Quais são as indicações desta técnica restauradora?

Cavidades formadas por cáries dentárias e substituição de restaurações antigas e defeituosas em resina ou amálgama de prata (metálica) estão as principais indicações para restaurações em porcelana.

3. E em que situações as restaurações em porcelana devem ser evitadas?

Não existem restrições, a princípio, para o procedimento restaurador com porcelana odontológica. Entre tanto, pequenas necessidades de restaurações saem-se melhor quando a resina composta é o material de eleição.

4. Quanto tempo dura o tratamento?

A duração média do tratamento é de 1 semana para trabalhos confeccionados em laboratórios protéticos, ou 1 a 2 horas para tratamentos realizados em consultórios que dispõem de fresadoras computadorizadas.

5. Quais são as implicações no tratamento no uso de porcelana frente às resinas?

A porcelana é um material com propriedades mecânicas (durabilidade e resistência) e ópticas (cores e transparências) e químicas (resistência ao amarelamento) superiores à resina, tanto para utilização em restaurações dentárias quanto para tratamentos com próteses dentárias em porcelana e laminados cerâmicos (facetas e lentes de contato dental).

6. Poderei comer qualquer coisa ao final do tratamento?

Pode. A técnica de restauração indireta em porcelana permite mastigações despreocupadas para que você mantenha todo o prazer da alimentação livre de restrições.

7. Meus dentes ficarão sensíveis?

Pode acontecer. Embora a sensibilidade seja um sintoma raro nos tratamentos restauradores, o problema pode aparecer nos primeiros dias após a cimentação definitiva da restauração. Na maioria às vezes, entretanto, o desconforto desaparece passados alguns dias, enquanto situações mais severas (e raras) podem necessitar a remoção do material recém instalado sobre o dente para que procedimentos adequados para combater a sensibilidade sejam realizados.

8. Pode haver problemas de infiltração abaixo das restaurações dentárias em porcelana?

Sim. Entretanto, estas são situações isoladas e raras comparadas aos procedimentos realizados com resinas compostas. Tal diminuição no risco para infiltrações devem-se à maior precisão de adaptação do material e eliminação da contração característica das técnicas restauradoras diretas.

9. A restauração em porcelana pode ser realizada em dente anterior?

Sim. E dá-se a essa técnica o nome de restauração por fragmentação cerâmica, uma variação técnica das lentes de contato dental em porcelana.

10. Meu dente tem tratamento de canal. Isso muda alguma coisa?

Não.

11. Se for preciso realizar um tratamento de canal em um dente restaurado com cerâmica, será preciso removê-la para que os canais sejam acessados?

Sim. Embora o acesso direto para o tratamento de canal (endodôntico) sobre restauração em porcelana seja um procedimento possível, o ideal é trocar todo o bloco cerâmico após o acesso (perfuração).

12. Posso iniciar tratamento ortodôntico com aparelho em dentes restaurados com cerâmicas?

Sim. Não existem restrições à colagem de braquetes ortodônticos em dentes com restaurações em porcelana, desde que os braquetes não estejam colocados sobre elas. É que a colagem destas estruturas sobre cerâmicas odontológicas acarretam a perda do brilho após a sua remoção.

13. A restauração em porcelana facilita o acúmulo de restos de alimentos e placa bacteriana?

Não. Na verdade, ocorre exatamente o contrário com as cerâmicas, já que a maior lisura superficial dificulta o acúmulo da placa bacteriana, responsável pelo aparecimento de lesões cariosas e doenças como a gengivite e periodontite.

14. O que acontecerá com a superfície da porcelana após o clareamento dental caseiro?

Permanecerá com a mesma cor original - ao contrário dos dentes naturais, que ficarão mais claros. É por isso que o tratamento para clareamento dental precisa ser feito antes de procedimentos como a restauração dentária em porcelana.

15. Ouvi dizer que o metal presente nas restaurações em amálgama de prata podem manchar restaurações em porcelana. É verdade?

Não. A porcelana é uma excelente alternativa para a substituição das restaurações confeccionadas com amálgama.

16. Tenho bruxismo. De que forma o distúrbio interfere nos resultados do tratamento?

O bruxismo não é uma contraindicação para o tratamento restaurador na técnica com cerâmicas. Além de resistentes às forças compressivas extremas causadas pelo distúrbio, a restauração em porcelana previne o aparecimento de dentes desgastados pela ação do distúrbio.

 

DURABILIDADE E RESISTÊNCIA


17. As restaurações dentárias em cerâmica são resistentes?

Sim, resistentes o suficiente para que você leve uma vida normal, sem se preocupar com os alimentos que está ingerindo, como se todos os dentes fossem isentos de restaurações.

18. Qual é a durabilidade do tratamento?

Estudos sobre a durabilidade de restaurações dentárias em porcelana instaladas há mais de 12 anos mostraram resultados satisfatórios (ausência de infiltrações e boa aparência estética) para 94% dos dispositivos analisados. Números excelentes. Já os estudos comparativos realizados com restaurações em resina, analisados pelo mesmo período de tempo utilizado na pesquisa com porcelanas (12 anos), mostraram resultados satisfatórios para apenas 16%.

 

PASSO-A-PASSO


19. Qual é a diferença no passo-a-passo entre os procedimentos restauradores com resina e porcelana?

Basicamente, os procedimentos restauradores com porcelanas necessitam de moldagens dos dentes em tratamento, fato que não ocorre com o uso de materiais resinosos. Entretanto, existem técnicas com restauração dental em resina às quais as moldagens podem ser necessárias, exatamente como acontece no procedimento com cerâmicas.

20. A restauração em porcelana pode ser realizada concomitante aos procedimentos com facetas e lentes de contato dental?

Sim. Os tratamentos que combinam facetas laminadas em porcelana e lentes de contato dental com restaurações dentárias confeccionadas com o mesmo material trazem resultados estéticos marcantes e mais harmônicos, e com maior durabilidade para o procedimento restaurador.

 

ANTES-E-DEPOIS


21. Dá para simular digitalmente, na técnica tipo antes-e-depois, os resultados do tratamento?

Sim.

 

PORCELANA VERSUS RESINA: QUAL O MELHOR MATERIAL PARA RESTAURAÇÕES?


22. Porcelana ou resina. Qual o melhor material para restaurações dentárias?

Em quase todas as situações, a porcelana traz maior durabilidade, resistência e pouca alteração de cor, ao longo dos anos, comparada às resinas dentárias. Entretanto, em algumas situações as resinas entregam resultados próximos às porcelanas.

23. As restaurações em resina amarelam com o tempo. Pode acontecer o mesmo com a porcelana?

Até pode, mas em velocidade e intensidades de amarelamento bem menores às observadas nas restaurações em resina. Não existe um valor ou taxa de amarelamento (alteração de cor) que compare a resistência ao manchamento desses materiais, porém observa-se que as porcelanas podem resistir 2, 3 ou 4 vezes mais comparadas às resinas, em restaurações dentárias.

24. Quais são as desvantagens das porcelanas frente às resinas utilizadas em procedimentos restauradores?

O preço mais elevado do tratamento e um maior número de consultas são desvantagens óbvias da técnica em porcelana, motivo pelo qual a maioria dos procedimentos restauradores ainda são realizados com resinas compostas.

 

CUIDADOS


25. Quais são os cuidados que aumentam a durabilidade e longevidade das restaurações em porcelana?

Existem várias medidas que aumentam a durabilidade das restaurações cerâmicas. Entre as principais estão o uso de escovas dentárias com cerdas macias, cremes dentais com controle de abrasão e adoção de dieta sem ingredientes que agridem aos materiais utilizados em procedimentos restauradores, como refrigerantes e cítricos.

26. É verdade que os refrigerantes afetam negativamente as porcelanas presentes em restaurações e próteses dentárias?

Sim. Refrigerantes, e também iogurtes, são potencialmente agressivos aos materiais utilizados em restaurações, próteses, facetas e lentes de contato dental.

 

PREÇO


27. Qual é o preço da restauração em porcelana em dentes anteriores?

O preço exato do tratamento varia conforme a qualidade dos materiais e laboratórios dentários envolvidos no tratamento. Além disso, outros custos operacionais também influenciam no preço, fazendo com que o estabelecimento de um valor aproximado para o tratamento pode induzir o paciente a escolhas desastrosas. Converse com o seu dentista sobre preços para melhores esclarecimentos.

28. Qual o preço da restauração em porcelana comparada à versão em resina composta?

Os tratamentos restauradores com a técnica de restauração indireta com cerâmicas apresentam preços mais elevados comparados à técnica com resinas. A real diferença de preço depende de muitos fatores, como a qualidade das porcelanas e do laboratório de prótese utilizado.

29. Como o preço interfere na qualidade dos tratamentos restauradores?

As técnicas e qualidade do material utilizado pode diminuir a durabilidade estética e funcional dos procedimentos restauradores.

Recuperação de dentes desgastados

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Quais são as causas para os desgastes dentários?

Desgastes dentários podem aparecer como decorrência da abrasão (contato mecânico entre dentes ou contra instrumentos de higienização oral) ou erosão (cavidades formadas por substâncias químicas). Dentes mal posicionados, bruxismo e má formação do esmalte e dentina são causas secundárias que facilitam o aparecimento ou intensificação a perda de estrutura dental ao longo dos anos.

2. Os desgastes dentários trazem riscos aos dentes?

Sim. Além dos problemas estéticos e de mastigação, os desgastes progressivo dos dentes podem ser a causa para danos às articulações temporomandibulares (dores e estalidos), fraturas dentárias, tratamentos endodônticos (de canal) e até mesmo perdas dentárias.

3. Como eu posso recuperar os dentes que ficaram pequenos devido a desgastes?

Basicamente, através de dois tipos de materiais: porcelana e resina compostas. A partir destes materiais, são seis as técnicas disponíveis: restauração dentária em resina, restauração dentária em porcelana, faceta laminada em porcelana, lente de contato dental, prótese dentária em porcelana ou, mais recentemente, através dos fragmentos cerâmicos.

4. Quais são as contraindicações nos tratamentos para recuperar dentes desgastados?

Não existem contraindicações. O distúrbio na articulação temporo-mandibular (DTM), entretanto, pode ser um contratempo para o início dos procedimentos de reconstrução das estruturas dentárias destruídas, assim como o bruxismo exige planejamento adequado para que as falhas nos procedimentos restauradores sejam evitadas.

5. Qual é o melhor material para recuperar dentes desgastados: resina ou porcelana?

Resinas e porcelanas possuem aplicações diferentes, sendo difícil, portanto, estabelecer uma hierarquia para a qualidade e durabilidade entre esses materiais.

6. É possível combinar resinas e porcelanas no tratamento para recuperar dentes desgastados?

Sim. A personalização dos tratamentos para dentes com estrutura dentária reduzida resulta no emprego de vários tipos de materiais e técnicas reconstrutivas. O resultado são tratamentos mais optimizados, estéticos e duráveis.

7. Pode haver desgastes excessivos devido ao contato de dentes naturais com porcelanas de próteses dentárias e restaurações?

Sim. Um problema comum para perdas excessivas de estrutura dentária é o contato do esmalte dentário com a porcelana de restaurações e próteses dentárias. Esta, por ser mais dura do que o esmalte, frequentemente provoca desgastes excessivos no esmalte dentário, principalmente em casos com muitas próteses dentárias instaladas.

8. Qual é a diferença de durabilidade entre resina e porcelana nos tratamentos para recuperar dentes desgastados?

Embora as pesquisas científicas sobre durabilidade de resinas e porcelanas em restaurações e próteses não estabeleçam valores médios de duração ao longo dos anos, é sabido que a porcelana traz maior durabilidade e resistência à deformação e perda de cor e brilho comparada à resina composta.

9. O tratamento é rápido?

Depende. A extensão dos desgastes, número de dentes envolvidos e técnicas restauradoras utilizadas trazem grandes variações no tempo de tratamento que só podem ser precisados durante consulta odontológica.

10. Existe relação entre a diminuição precoce da estrutura dental e retração gengival?

Não diretamente. Desgastes dentários não são causas para a retração de gengivas, e sim consequência da exposição das raízes dentárias antes protegidas á ação abrasiva das cerdas das escovas dentárias.

11. Tenho algumas ausências dentárias (dentes extraídos). Isso pode estar relacionado com o problema?

Sim. As perdas dentárias não recuperadas implicam na sobrecarga mastigatória dos dentes remanescentes, o que frequentemente implica na perda de estrutura dental sadia compensatória.

 

RISCOS E PROBLEMAS FREQUENTES


12. Existem contraindicações para o uso de lentes de contato dental e facetas na recuperação de dentes desgastados?

Sim. O uso de lentes de contato dental e facetas em porcelana na recuperação dos desgastes dentários severos traz riscos para fraturas e descolamentos destes tipos de laminados. Assim, dependendo do caso, estas técnicas restauradoras são contraindicadas contraindicar para reconstruir a forma e tamanho original dos dentes.

13. Dá para aproveitar o tratamento e também modificar o formato original dos dentes para um desenho mais estético e harmônico?

Sim. Os tratamentos de transformação de impacto do sorriso com facetas laminadas e próteses dentárias fixas podem ser utilizados para recompor a estrutura dentária perdida por desgastes dentários. Entretanto, somente uma análise cuidadosa da extensa das perdas de estrutura dentárias pode precisar a viabilidade da técnica com laminados cerâmicos para o tratamento em questão.

14. A redução não fisiológica da estrutura dentária pode estar associada à sensibilidade dentinária?

Sim, já que os desgastes das resinas compostas presentes em restaurações dentárias podem expor a dentina localizada abaixo do esmalte dentário, dando origem a dores passageiras por estímulos como o frio, doces e alimentos cítricos.

 

PASSO-A-PASSO


15. O que pode ser feito para prevenir os desgastes dentários?

A detecção prematura dos desgastes que ocorrem de forma exagerada devido ao mal posicionamento dos dentes (oclusão) ou bruxismo pode eliminar ou diminuir a velocidade de progressão das perdas de estrutura dental. O tratamento ortodôntico e uso de placas de bruxismo, por exemplo,são terapias preventivas comuns contra o problema.

16. Tenho dores constantes no ouvido. Isso pode estar relacionado com os desgastes?

Não como causa direta. Entretanto, desgastes excessivos podem estar associados a distúrbios na articulação temporo-mandibular, causas frequentes para dores nas articulações, músculos e ouvidos.

17. Como o tratamento com aparelhos ortodônticos (ortodontia) pode ajudar com o problema?

Por vezes, o mal posicionamento dos dentes resulta em contatos prematuros, provocando desgastes dentários excessivos. O tratamento ortodôntico tem, entre vários objetivos, restabelecer contatos dentários harmônicos e sem riscos para desgastes não fisiológicos dos dentes.

 

BRUXISMO


18. O tratamento pode ser realizado em pacientes com bruxismo severo?

Sim.

19. Crianças também podem apresentar o problema?

Sim. Aliás, o bruxismo e desgastes dentários precoces são até mais frequentes em crianças do que em adultos. Entretanto, a perda de estrutura dentária em crianças é compensada pela troca de dentição nesses indivíduos – o que já não acontece em adultos.

20. Uso uma placa de bruxismo para dormir. Será preciso refazê-la após o tratamento para recuperar as perdas precoces de estrutura dental?

Sim. Após a alteração da anatomia dos dentes, quer pelo uso de restaurações, laminados cerâmicos ou próteses dentárias, é necessária a confecção de nova placa devido à modificação na forma dos dentes recuperados.

21. É verdade que a redução não fisiológica da estrutura dental pode até mesmo contraindicar o tratamento com implantes dentários e ósseo integrados?

Sim. Desgastes dentários podem estar associados ao bruxismo, que, em determinadas situações, pode até mesmo contraindicar o uso de implantes ósseo integrados para recuperar áreas com ausências dentárias.
Além disso, desgastes excessivos podem diminuir a “altura da mordida” a tal ponto que inexiste espaço vertical para o uso da técnica com implantes ósseo integrados.

22. Qual é a causa para os desgastes dentários que ocorrem perto das gengivas e raízes dentárias?

A abrasão das cerdas das escovas dentárias sobre raízes dentárias expostas pela recessão gengival (retração da gengiva) são causas para perdas extensas na estrutura dental sadia. O problema é que, diferente do que acontece com a coroa dentária, nas raízes inexiste o esmalte dentário, uma estrutura dura e resistente aos desgastes provocados pela exceção. E o resultado nas raízes dentárias é a formação de cavidades profundas, dor e sensibilidade dentinária aumentada.

 

ANTES E DEPOIS - RESTAURAÇÕES DENTÁRIAS EM RESINA E PORCELANA


23. Dentes anteriores são mais suscetíveis aos desgastes dentários?

Não. O que acontece é que, nesses dentes, a perda de estrutura dentária é mais visível e mais extensa comparada aos dentes posteriores.

24. É possível que os desgastes dentários apareçam mesmo em indivíduo sem tratamento com aparelhos ortodônticos?

Sim. O uso de aparelhos ortodônticos, em si, não elimina os riscos para a perda excessiva de estrutura dentária, e sim a qualidade dos resultados de harmonização das posições dentárias decorrentes do tratamento.

 

LENTES DE CONTATO DENTAL E FACETAS LAMINADAS


25. Dá para recuperar dentes desgastes com técnicas com lentes de contato dental e laminados cerâmicos?

Sim. As técnicas laminadas com lentes de contato dental e facetas em porcelana podem ser utilizadas em vários estágios dos desgastes dentários, exceto quando a perda de estrutura dentária é excessiva.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


26. Qual é o preço do tratamento para recuperar dentes desgastados?

Não existe um valor médio para o preço do tratamento para recuperar estruturas dentárias perdidas por desgastes, dado a variabilidade da extensão dos problemas, número de dentes envolvidos e matérias utilizados no tratamento.

27. Os desgastes podem estar relacionados com problemas de má formação dos dentes?

Sim. Problemas que ocorrem durante a formação do esmalte e dentina, como a displasia do esmalte ou fluorose dentária, tornam as superfícies dos dentes mais suscetíveis à ação ácida de diversos alimentos da dieta normal dos indivíduos.

28. O tratamento pode ser realizado em idosos?

Sim. Idosos estão entre os indivíduos que mais se beneficiam pela reconstrução estética e funcional de dentes com severas perdas de estrutura dental.

29. Sou portador de uma prótese removível (ponte móvel). Pode haver alguma relação deste dispositivo protético com a diminuição progressiva do tamanho dos dentes?

Sim. Os dentes utilizados em pontes móveis, por serem construídos com resinas, desgastam-se facilmente. E quando isso acontece, a sobrecarga de superfícies dentárias sadias podem sofrer desgastes excessivos para compensar a perda de estrutura dos dentes em resina. É por isso que a troca mais frequente de próteses dentárias removíveis é tão importante para manter a saúde do sistema estomatognático.

Recuperação de dente fraturado ou quebrado

 

PRIMEIROS CUIDADOS


1. Quais são os primeiros cuidados que precisam ser tomados após a fratura de dentes durante a mastigação?

Nenhum. Não tente reposicionar ou colar a parte fraturada (que se desprendeu) do dente remanescente. E, acaso permaneçam áreas pontiagudas no dente quebrado, procure imediatamente o dentista para evitar cortes em línguas e mucosas da cavidade oral.

2. Esses cuidados são os mesmos adotados para dentes fraturados por traumas (pancadas e quedas)?

Não. Cuidados com dentes e cavidade oral em indivíduos com fraturas por traumas são diferentes devido aos riscos para fraturas ósseas, cortes profundos e até mesmo problemas graves à saúde como o traumatismo craniano. Quedas e choques com traumas à cabeça ou face requerem consultas emergenciais independente da severidade e extensão do acontecimento.

3. Posso colar a parte fraturada junto ao dente que quebrou?

Não deveria. Tentativas de colagens caseiras trazem riscos à saúde por diversas formas, como a ingestão de agentes cimentantes tóxicos ou colagens em posições inadequadas – com riscos para cortes em mucosas e gengivas. Assim, evite procedimentos caseiros e dirija-se ao dentista mais próximo.

4. Tenho compromissos sociais e de trabalho. O dentista poderá resolver o problema estético em uma única consulta de urgência?

Sim. Existem técnicas com resinas compostas para a confecção de restaurações provisórias que permitem ao pacientes retomar suas atividades normais até que o tratamento definitivo seja finalizado.

5. Não consigo encontrar nenhum dentista para realizar uma consulta de urgência. E agora?

O tratamento para dentes quebrados requer tratamento imediato dados os riscos para cortes em línguas, lábios e bochechas, dores por exposição da dentina, artérias e nervos, infecções e processos inflamatórios pela exposição da parte interna dos dentes e cáries dentárias infiltrativas ou sobre a superfície dentária remanescente.

 

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO


6. Que tipos de exames são utilizados para diagnosticar o problema?

Exames clínicos e radiográficos simples; tomografias computadorizadas.

7. Quais são os sintomas mais comuns para dentes quebrados?

O diagnóstico é simples, já que uma parte é deslocada quando o problema ocorre. Além disso, dor e sangramento provenientes das gengivas e parte interna dos dentes podem acompanhar a fratura.

 

TRATAMENTOS


8. Quais são os tratamentos para recuperar dentes quebrados?

As alternativas terapêuticas dependem de vários fatores, como por exemplo, a localização e extensão da fratura. As mais comuns são as restaurações dentárias em resina, restaurações dentárias em porcelana, próteses dentárias (coroa ou jaqueta), colagem da parte fratura à estrutura dentária remanescente ou até mesmo o uso de implantes dentários para casos em que a extração do dente que quebrou é a única solução.

 

RAIZ FRATURADA OU QUEBRADA


9. A raiz do dente quebrado também pode ter sofrido algum dano?

Sim. Fraturas em raízes são problemas que pode acompanhar dentes quebrados e exigem exames e tratamentos específicos.

10. Como o dentista sabe que a raiz foi danificada?

Através de exames radiográficos e presença de sintomas como dores durante a mastigação.

11. A raiz fratura pode ser recuperada?

Nem sempre. Ao contrário das fraturas que acometem apenas a coroa dentária, raízes dentárias fraturadas muito abaixo do osso que sustenta os dentes podem ser impossíveis de serem tratadas.

12. Pode ser possível ter ocorrido fratura na raiz dentária e o dentista não ter identificado o problema?

Sim. Muitas vezes, a fratura de raízes não apresenta sintomas e não pode ser identificada através dos exames radiográficos realizados pelo dentista, no consultório. É por isso que o exame tomográfico após choques e tombos com traumas aos dentes é recomendado.

 

RESTAURAÇÃO DENTÁRIA


13. Da parte que sobrou do dente, ainda existe uma restauração antiga. Precisarei substituí-la antes de recuperar o dente que quebrou?

Sim. A substituição de restaurações dentárias remanescentes é essencial para evitar riscos de infiltração por cárie dentária devido à dificuldade de adesão de materiais novos a materiais antigos e submetidos ao fluxo salivar constante.

14. No caso da técnica que utiliza a própria parte fraturada para reparar o dente quebrado, pode acontecer de ficar visível a linha de união entre as partes?

Até pode acontecer, mas não é o resultado esperado para a maioria dos tratamentos.

15. Quais são as vantagens e desvantagens da restauração dentária em resina para recuperar dentes quebrados ou fraturados?

Rapidez, baixo custo e excelentes resultados estéticos são vantagens evidentes das restaurações dentárias em resina. Já a baixa resistência às cargas compressivas, amarelamento ou manchamento prematuros na superfície das resinas são desvantagens inerentes ao material polimérico utilizado – e que precisam ser discutidos com o paciente antes de iniciar o tratamento.

16. A restauração realizada na consulta emergencial é provisória ou definitiva?

Dependendo da extensão e localização da fratura, a consulta emergencial pode apenas permitir a construção de restaurações provisórias, necessitando de agendo posterior para a confecção de dispositivos restauradores definitivos.

17. A restauração dentária em porcelana é indicada para quais situações?

Exatamente as mesmas situações recomendadas para a reconstrução de dentes fraturados com na técnica com resinas. O objetivo da técnica com porcelana é aumentar a durabilidade e resultados estéticos nos tratamentos para recuperar dentes quebrados ou fraturados.

18. Porcelana ou resina: qual é melhor tipo de restauração dentária para o dente que quebrou?

Porcelanas (cerâmicas) são mais resistentes aos desgastes do dia-a-dia quando comparadas às resinas compostas para restaurações, o que se traduz em maior durabilidade ao longo dos anos.

19. Dá para recuperar o dente fraturado com facetas laminadas ou lentes de contato dental?

Sim, dependendo da forma, localização e extensão da parte fraturada.

 

TRATAMENTO DE CANAL (ENDODÔNTICO)


20. Será preciso tratar o canal para reconstruir o dente que quebrou?

Às vezes.

21. Meu dente que quebrou tinha o canal tratado. Esta pode ter sido a causa para a fratura dentária?

O tratamento de canal (endodôntico) não é causa para enfraquecimento de dentes. Entretanto, dentes com o canal tratado normalmente apresentam-se com a estrutura dentária reduzida devido à destruição por cáries dentárias ou remoção excessiva de estrutura dental durante o procedimento endodôntico.

22. O que é a técnica com porcelana pura para próteses dentárias fixas?

Muitas vezes, a parte que se desprende do dente é muito extensa para ser recuperada pela técnica com restauração em resina composta. E quando o problema ocorre em dentes anteriores, região que exige tratamentos com elevado grau de sofisticação estética, indica-se a técnica com prótese dentária fixa em porcelana pura, que oferece máxima resistência e estética em procedimentos com jaquetas ou coroas em porcelana.

 

PINO PROTÉTICO


23. O que é o pino protético indicado para recuperar o dente que quebrou?

Nas situações com fraturas muito extensas, o uso de pinos protéticos (núcleos) é indicado para aumentar a resistência e retenção do material utilizado na recuperação do dente destruído.

 

PRÓTESE DENTÁRIA FIXA EM PORCELANA


24. O que pode ser feito quando o problema se dá sobre a porcelana de coroa dentária fixa?

Dependendo da extensão e localização, dá para restaurar a área fraturada com resinas compostas, na técnica semelhante às restaurações sobre dentes naturais.

25. Por que a prótese dentária fixa em porcelana pode ser a técnica ideal para recuperar dentes quebrados?

Fraturas extensas podem ser desafios para técnicas restauradoras com resinas compostas, problema que só pode ser resolvido através de coroas ou jaquetas em porcelana, que recobrem toda a estrutura dentária remanescente.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS


26. Em que situações a melhor solução é o tratamento com implantes dentários?

Diversas situações com fraturas dentárias cujas bordas dentárias remanescentes estão localizadas profundamente ao osso que suporta as raízes dentárias podem necessitar da remoção do dente e instalação de implante dentário para posterior suporte de prótese dentária fixa em porcelana como tratamento definitivo e seguro.

 

CIRURGIA GENGIVAL


27. O que é a cirurgia para aumento de coroa clínica indicada para recuperar o dente que quebrou?

Por vezes, a fratura dentária estende-se até abaixo da gengiva e osso que suporta as raízes dentárias. Nestes casos, o reposicionamento cirúrgico através da cirurgia plástica gengival das margens fraturadas acima da gengiva é essencial para a continuação dos tratamentos com restaurações e próteses dentárias.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


28. Qual é o preço do tratamento para recuperar dentes quebrados?

O preço do tratamento para recuperar dentes destruídos por traumas depende da técnica e dos materiais utilizados no tratamento. Assim, o custo envolvendo restaurações dentárias em resina é mais em conta quando comparados aos procedimentos com implantes dentários.

Recuperação de dente fraturado por trauma

 

PRIMEIROS CUIDADOS


1. Quais são os primeiros cuidados frente a traumas orofaciais?

Traumas orofaciais com avulsão dentária (dente que se desprendeu do osso e gengivas) ou fraturas completas na coroa dentária têm sequência de medidas que visam a preservação da área traumatizada e reimplantação da raiz ou coroa dentária quebrada. A lista com os cuidados inclui:
- lavar o local do trauma com panos umedecidos com água filtrada;
- aplicar gelo no local do trauma, protegendo a pele do contato direto com o frio;
- coletar o dente avulsionado ou a coroa quebrada e acondicioná-lo em local adequado;
- dirigir-se a ao consultório odontológico mais próximo o mais rápido possível.

2. Essas medidas também valem para crianças?

Traumas na face ou cabeça, em crianças, necessitam de cuidados que vão além dos já descritos acima. Mesmo aos pequenos tombos ou choques leves recomenda-se o encaminhamento para serviços médicos emergenciais para que sejam adotadas providências contra complicações mais graves - como traumatismo craniano ou hemorragias internas.

3. Quando o atendimento médico emergencial deve ser prioridade ante os problemas dentários causados por tombos e choques (traumas)?

Pacientes traumatizados com cortes com sangramento intenso e que não cessam passados poucos minutos do choque, ou situações com confusão mental ou desmaios durante e após o trauma, necessitam ser conduzidos ao atendimento médico emergencial, seja ele em hospitais ou posto de saúde.

4. Qual é a diferença entre concussão e avulsão?

Concussão é o estado em que o dente traumatizado encontra-se com mobilidade excessiva ou em posição alterada. Já a avulsão ocorre quando o dente traumatizado desloca-se por completo das gengivas (dente que caiu por tombos ou pancadas diretas).

5. Devo limpar o dente ou pedaço da coroa dentária que foi perdido?

Não tente limpar ou remover detritos aderidos à superfície da raiz ou coroa dentária deslocada durante o trauma – apenas acondicione-os em local adequado e deixe que o dentista faça isso de forma a não deteriorar a delicada superfície que reveste as raízes dentárias.

6. Como devo acondicionar o dente que caiu para levá-lo até o dentista?

Panos umedecidos com água limpa ou potes contendo água destilada – ou até mesmo leite – são locais adequados para preservar a integridade biológica da coroa ou raiz dentária deslocada. Acondicionar o dente com cuidado é essencial para que o mesmo possa ser reimplantado, melhorando os índices de sucesso do tratamento.

7. O dente que caiu (avulsionado) foi encontrado em local sujo. Ele ainda serve para ser reimplantado?

Sim, mas não tente você mesmo limpar o dente ou coroa dentária deslocada.

8. Os lábios e mucosas no local do choque foram cortados e estão sangrando intensamente. O dentista também pode tratar o problema?

Pacientes com traumas (quedas, tombos, pancadas e choques) com cortes extensos e sangramentos que não cessam passados alguns minutos do choque devem, preferencialmente, serem conduzidos a serviços médicos emergenciais pelos riscos à saúde que o quadro descrito traz.

 

DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO


9. Como é feito o diagnóstico para dentes quebrados e fraturados?

O diagnóstico, essencialmente clínico, é acompanhado de exames radiográficos convencionais.

10. O que o dentista examinará na consulta de urgência?

Além de examinar a extensão da fratura, o dentista irá verificar a existência de avulsões dentárias e fraturas nos ossos maxilares.

11. Que outros exames podem ser solicitados pelo dentista além do rx?

Exames tomográficos.

12. Qual é o prognóstico para dentes quebrados por traumas?

A taxa de sucesso do tratamento depende da localização da fratura dentária, severidade da avulsão, tempo de permanência do dente avulsionado fora da cavidade oral, presença de germes dentários e diversos outros fatores que importam no prognóstico para dentes traumatizados por quedas ou choques frontais.

 

TRATAMENTO


13. O que será feito no consultório odontológico durante a consulta de urgência?

Durante a consulta odontológica de urgência para tratamento de traumas dentários o dentista adota os seguintes procedimentos:
- limpeza cuidadosa do local traumatizado;
- rx odontológico;
- sutura de tecidos moles traumatizados;
- limpeza da coroa ou raiz dentária deslocada;
- colagem da coroa deslocada ou reimplantação do dente avulsionado;
- contenção rígida do dente reimplantado.

14. Não achei a parte quebrada do dente. E agora?

Não se preocupe. Existem diversas técnicas para recuperar, de forma temporária mas eficiente, coroas dentárias quebradas, na técnica com restauração dentária em resina.

15. Como é feita a colagem da coroa dentária quebrada junto ao dente?

A união da coroa dentária fraturada junto à estrutura dentária remanescente faz-se através de cimentos e resinas específicas para o problema, com excelente solução estética.

16. O tratamento que cola a parte da coroa dentária que caiu novamente ao seu local original é eficiente?

A maioria dos procedimentos de colagem de fragmentos dentários deslocados por traumas são estáveis e permitem uma mastigação livre de restrições.

17. Será preciso tratar o canal do dente quebrado ou avulsionado por trauma (quedas, tombos e pancadas)?

Quando a fratura dentária expõe a polpa dentária, o tratamento endodôntico de canal pode ser necessário durante ou depois do procedimento, nas situações com extensa exposição da cavidade dentária contendo nervos e vasos sanguíneos. Já para dentes avulsionados, o tratamento de canal está indicado para todas as situações, passados 120 dias da reimplantação do dente.

18. A mobilidade dentária após o trauma pode estabilizar sozinha, como o passar do tempo?

Sim, entretanto o dente pode estabilizar-se em posição diferente da original, dando origem a problemas não só estéticos como dificuldades para mastigação e fechamento das arcadas.

 

CONTENÇÃO RÍGIDA (IMOBILIZAÇÃO DENTÁRIA TEMPORÁRIA)


19. O que é a contenção rígida de dentes avulsionados?

É a estabilização fixa do dente avulsionado ou em concussão. O objetivo da técnica, que é feita através de fio ortodôntico, é manter estável o dente traumatizado no alvéolo dental até que o processo de reintegração da raiz ao osso esteja completo.

20. Se for mesmo necessária realizar a contenção rígida do dente que amoleceu ou caiu, quanto tempo é preciso esperar para que o dente esteja novamente fixado ao osso e gengivas?

Entre 45 a 90 dias, dependendo da gravidade do problema.

21. Se o trauma acontecer em dente anterior, como ficará, esteticamente, a contenção rígida realizada nesta região?

Haverá déficit estético sobre o dente imobilizado – à semelhança do que acontece com pacientes submetidos a tratamentos ortodônticos com fios e braquetes.

 

REIMPLANTAÇÃO DENTÁRIA


22. A reimplantação do dente avulsionado após trauma é um tratamento que funciona?

Depende. Diversas pesquisas científicas apontam para bons índices de sucesso para dentes reimplantados até 2 horas após a avulsão (deslocamento) do dente, e desde que acondicionados em local adequado até o procedimento de reinserção da raiz dentário no alvéolo dentário.

23. Após a colagem ou reimplantação do dente, ainda pode aparecer algum dano ao dente fraturado ou avulsionado, ao longo dos anos?

Sim. Dentes avulsionados ou quebrados são elementos sujeitos a problemas de reabsorção extensa e interna de raízes e coroas dentárias que, na maioria das vezes, leva à perda do dente quando não são realizados exames radiográficos periódicos.

 

EXTRAÇÃO DENTÁRIA


24. Existe o risco da fratura da coroa dentária ser tão extensa que seja preciso remover todo o dente?

Sim. Dependendo da extensão e localização da fratura, pode não ser possível recuperar o dente quebrado por técnicas como restaurações, colagens do fragmento dentário deslocado ou próteses dentárias.

 

CIRURGIA BUCO FACIAL


25. A cirurgia buco facial pode ser necessária no tratamento de traumas dentários e orofaciais?

Sim. Fraturas dos ossos que suportam as raízes dentárias podem necessitar de cirurgias orofaciais para reposicionar (reduzir) e estabilizar o osso fraturado.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS


26. Qual é o preço do tratamento para recuperar o dente que ficou soltou após a pancada ou queda?

O preço deste tipo de tratamento pode variar – consulte o seu dentista para se informar com precisão o custo real do procedimento.

27. Se o dente traumatizado for condenado por danos irrecuperáveis, é possível instalar um implante dentário no mesmo local?

Sim. E, dependendo da integridade óssea no local traumatizado, é possível instalar o implante na mesma consulta para a remoção do dente fraturado ou quebrado por trauma dentário.

Recuperação de raiz dentária fraturada

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é fratura radicular?

É a perda de integridade das raízes dentárias devido ao aparecimento de trinca ou separação completa entre a raiz e a coroa dentária.

2. Quais são os sinais e sintomas destas fraturas?

Mobilidade dos dentes e inflamação das gengivas no local da trinca são os sinais mais frequentes. Dor e sensação de que há “algo estranho” com o dente também são sintomas frequentemente relatados. Entretanto, é preciso estar atento ao fato de que nem sempre todos os sintomas aparecem ao mesmo tempo.

3. Como é feito é diagnóstico?

Através de exames radiográficos específicos, sondagens e análise dos sinais e sintomas.

4. De que forma uma raiz pode fraturar?

Raízes quebradas ou fraturadas podem ser o resultado do enfraquecimento da estrutura dental por cárie dentária, infiltrações sob restaurações ou próteses dentárias, utilização inadequada de pinos metálicos, técnica incorreta para tratamento de canal (endodôntico), desgaste nas restaurações dentárias antigas com resina composta ou amálgama ou ainda a sobrecarga excessiva sobre os dentes, que atuam de forma sozinha ou conjunta.

5. Quando a tomografia computadorizada deve ser solicitada?

Fraturas em raízes dentárias são difíceis de serem detectadas por exames radiográficos convencionais. Nestas situações, o uso de imagens tomográficas computadorizadas é indispensável para o diagnóstico preciso do problema.

6. Como o bruxismo está relacionado com o problema?

O bruxismo é fonte para forças excessivas de contato e apertamento de dentes, causa frequente para fraturas em coroas e raízes dentárias.

7. O que fazer para prevenir dentes e raízes quebradas e fraturadas por bruxismo?

O uso de placas acrílicas miorrelaxantes é efetivo para proteger dentes do apertamento e ranger característicos do problema.

8. Se for possível recuperar a raiz dentária problemática, será preciso tratar o canal?

Dependendo da localização da fratura e integridade da polpa dentária, que contém estruturas nobres como vasos sanguíneos e nervos, pode ser necessário o tratamento endodôntico para prevenir inflamações e dores durante e após o tratamento da raiz dentária quebrada.

9. Após algum tempo com as gengivas inflamadas, o problema parece que desapareceu. Posso deixar o dente assim mesmo?

Não. A cronificação dos sinais e sintomas inflamatórios associados a raízes e dentes fraturados e quebrados é uma situação comum que, na maioria das vezes, resulta na perda do osso que pode servir de suporte para implantes dentários.

10. O que pode acontecer se eu deixar a raiz problemática sem nenhum tratamento?

Inflamações gengivais e ósseas, com perda progressiva do osso que suporta a raiz dentária fraturada, são situações comuns quando a medida tomada após o diagnóstico do problema é a opção pela manutenção da raiz fraturada.

 

O TRATAMENTO, PASSO-A-PASSO


11. Quais são os tratamentos para recuperar raízes dentárias quebradas ou fraturadas?

Infelizmente, a maioria das fraturas em raízes possui prognóstico pouco animador. Em algumas poucas situações, entretanto, como no caso de fraturas pontuais próximas às bordas das gengivas ou que acontecem na ponta das raízes, a tentativa para recuperar a raiz afetada pode ser tentada como meio de evitar a extração dentária direta.

12. Qual é o passo-a-passo do tratamento que remove a raiz dentária quebrada?

Descartada a possibilidade técnica de recuperação da raiz problemática, é preciso remover a raiz para que não ocorra a instalação e disseminação de processo inflamatório no local da fratura. De maneira geral, os procedimentos desencadeiam-se da seguinte forma:
- moldagem para confeccção de provisório em resina acrílica;
- remoção da raiz dentária fraturada ou quebrada;
- instalação do provisório em resina e, opcionalmente, implante dentário ósseointegrado;
- remoção de suturas passados 7 a 10 dias da cirurgia para remoção de raiz;
- início para procedimentos para instalação de prótese dentária definitiva.

13. É possível recuperar a raiz quebrada ou fraturada através da técnica com restauração em resina?

Depende. A localização da fratura acima da margem óssea alveolar e manutenção da integridade estrutural do dente afetado, por exemplo, permite a recuperação da raiz dentária fraturada ou quebrada através de restauração em resina composta.

14. O que é a técnica com aparelho ortodôntico para recuperar raízes dentárias fraturas ou quebradas?

A recuperação de fraturas que ocorrem próximas à bordas das gengivas, por vezes, é feita através da erupção passiva por aparelho ortodôntico, uma técnica eficiente e rápida para expor as margens problemáticas localizadas internamente às raízes dentárias com problemas.

 

CIRURGIA E EXTRAÇÃO DA RAIZ DENTÁRIA QUEBRADA


15. O que é a cirurgia para aumento de coroa clínica?

É o rebaixamento das margens das gengivas que circundam os dentes para que o dentista tenha acesso direto até os limites das fraturas ou cáries dentárias que afetam raízes e coroas dentárias.

16. Se for necessário remover a raiz dentária quebrada, ficarei sem dente no local da extração?

Não. Provisórios com função estética são colocados no local para inexistam danos estéticos locais. O procedimento é realizado através de 3 técnicas: prótese provisória móvel acrílica presa aos dentes por grampos metálicos, prótese provisória acrílica presa com resina composta estética aos dentes laterais da raiz dentária removida ou prótese acrílica preso rigidamente a implantes dentários e ósseos integrados.

17. Desgastes dentários em raízes com a gengiva retraída são riscos para quebras ou fraturas radiculares?

Sim. Desgastes excessivos em raízes dentárias expostas (gengiva retraídas) podem enfraquecer a estrutura dental e ser a causa para dentes quebrados ou fraturados.

 

PINO PROTÉTICO E PRÓTESE DENTÁRIA FIXA


18. Quais são as soluções protéticas fixas e definitivas para repor o dente extraído?

São várias as técnicas, como as próteses dentárias fixa em porcelana ancoradas sobre implantes dentários ou sobre dentes vizinhos ao local da extração dentária.

19. Qual é o melhor tipo de prótese provisória para a situação: fixa ou removível?

Dependendo da capacidade de adaptação do paciente, a prótese dentária removível, para uso como dispositivo móvel, pode ser a solução mais eficiente e cômoda para o período de espera pelo tratamento definitivo.

20. Tenho outros pinos metálicos instalados em meus dentes. Posso substituí-los por versões em fibra de vidro ou carbono?

Sim. A substituição de pinos metálicos por versões em fibra de vidro ou carbono são previnem o aparecimento de fraturas e dentes quebrados causadas pelo efeito cunha em raízes dentárias.

21. O que é a prótese dentária adesiva?

É um dispositivo protético fixo e definitivo confeccionado em porcelana sobre metal ou zircônio que utiliza as superfícies dentárias internas como apoio fixo para a peça protética.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS


22. Dá para instalar um implante dentário ósseo integrado no mesmo dia da remoção da raiz problemática?

Sim, desde que existam condições ósseas e biológicas favoráveis.

23. Quanto tempo é preciso esperar até que a prótese dentária fixa definitiva seja instalada sobre o implante dentário ósseo integrado?

Em média, de 90 a 120 dias, dependendo do tipo de implante dentário ósseo integrado utilizado. Entretanto, alguns fabricantes disponibilizam implantes que já podem ancorar a prótese dentária fixa definitiva já a partir de 21 dias passados da cirurgia para instalação do implante dentário.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


24. Quanto custo o tratamento para recuperar raízes dentárias fraturadas ou quebradas?

O preço do tratamento depende dos procedimentos realizados. Implantes dentários, por exemplo, trazem custos mais elevados comparados a técnicas mais simples.

25. Qual tipo de prótese dentária é mais em conta se for preciso remover a raiz que quebrou?

A prótese dentária fixa adesiva é mais em conta comparada às outras técnicas para repor dentes extraídos, independente da causa.

Substituição de restauração escurecida ou amarelada

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Por que as restaurações dentárias em resina amarelam ou escurecem com o tempo?

Os polímeros, materiais plásticos utilizados na confecção de resinas para restaurações, não são estáveis em presença dos fluidos salivares. Aliado à pigmentação superficial por corantes da dieta e atividade microbiano, o resultado são restaurações amareladas e escurecidas com o passar dos anos.

2. Dá para recuperar restaurações amareladas sem substituí-las?

Sim. Dependendo do tipo de manchamento e intensidade do amarelamento do material restaurador, pode ser possível, através do polimento superficial, recuperar a cor e brilho originais dos dispositivos restauradores. O procedimento, que pode ser realizado tanto em restaurações dentárias escurecidas em resina ou metal, requer análise mais cuidadosa para verificar a efetividade do procedimento recuperador.

3. É possível que o escurecimento observado no dente restaurado seja resultado da alteração de cor por tratamento de canal?

Sim. O tratamento de canal (endodôntico) é uma das principais causas para o escurecimento da dentina e esmalte dentário. Nesses casos, o procedimento requer o clareamento dentário interno prévio ao procedimento para trocar a restauração dentária amarelada ou escurecida.

4. Quais são os materiais restauradores alternativos a resinas utilizadas em restaurações?

Amálgama de prata (em desuso), porcelana e zircônia.

5. Meus dentes anteriores possuem restaurações antigas e escurecidas. Vale a pena substituí-las pela técnica de recobrimento total com facetas laminadas e lentes de contato dental em porcelana?

Dependendo da extensão e profundidade da restauração, sim. As vantagens para a adoção de lentes de contato dental e facetas em porcelana são a melhora dos resultados estéticos e durabilidade elevada comparada às técnicas com resinas.

6. Como prevenir o amarelamento precoce das restaurações?

Medidas simples como a diminuição no consumo de cafés, chás e vinhos são suficientes para garantir resinas brilhantes e claras por períodos prolongados de tempo. Além disso, o uso de escovas dentárias macias evita a perda de brilho e polimento das superfícies dentárias restauradas, aumentando a durabilidade das propriedades estéticas dos materiais.

7. É preciso utilizar escovas dentárias especiais para aumentar a durabilidade dos materiais restauradores?

Sim. Para preservar o brilho e lisura de resinas, utilize apenas escovas dentárias com cerdas macias, além de dentifrícios como o mínimo de agentes abrasivos em sua composição.

8. Dá para trocar apenas a parte da restauração dentária que está com alteração de cor?

A substituição parcial de restaurações problemáticas é indicada apenas às pequenas fraturas em procedimentos recentes. Falhas extensas por fraturas ou envelhecimento natural das resinas compostas são indicadas para a remoção completa do material e confecção de novo tratamento restaurador.

9. O que é a infiltração por cárie dentária?

É a perda da estrutura dental localizada imediatamente abaixo do dispositivo restaurador utilizado causado pela infiltração de bactérias na interface entre dente e material restaurador.

10. O clareamento dental prévio ao tratamento restaurador é indicado em que situações?

Em todas as situações em que existem discrepância entre a cor de dentes e dispositivos restauradores, ou quando o objetivo do tratamento são dentes mais claros e harmônicos.

11. É possível recuperar restaurações dentárias amareladas através da técnica de clareamento dentário caseiro utilizada para dentes naturais?

Não. Materiais odontológicos restauradores não sofrem o efeito de agentes clareadores, independente da técnica utilizada.

12. Meu dente continuou manchado e escurecido mesmo após a substituição do material restaurador antigo. O que aconteceu?

Materiais odontológicos trazem riscos para manchas permanentes na estrutura dentária, e que só podem ser removidos através do desgaste da superfície manchada.

 

RISCOS, PROBLEMAS E SENSIBILIDADE DENTÁRIA


13. O tratamento para trocar restaurações dentárias antigas traz riscos aos dentes?

Dependendo da extensão ou localização, a remoção da restauração ou parte da estrutura dentária pode atingir ou chegar muito próxima à polpa dentária, indicando a necessidade para tratamento endodôntico (de canal), ou enfraquecer as paredes dentárias do dente recém restaurado.

14. Meu dente ficou sensível após o procedimento de troca de restauração. O que está acontecendo?

Agressões durante procedimentos restauradores podem resultar em dentes com sensibilidade aumentada para variações intensas de temperatura (frio ou calor). O tratamento pode se dar desde a aplicação tópica de agentes dessensibilizantes a até mesmo a remoção completa do procedimento realizado.

 

RESTAURAÇÃO DENTÁRIA EM RESINA COMPOSTA.


15. Quanto tempo dura a restauração dentária em resina?

É difícil estabelecer a vida média de dispositivos restauradores dada a importância da qualidade do material e extensão do reparo na durabilidade deste tipo de procedimento odontológico.

16. Qual é a influencia da qualidade das resinas utilizadas em restaurações dentárias na velocidade de escurecimento do dispositivo?

Elevada. A qualidade do material e da técnica para polimento utilizado na confecção de restaurações em resina está diretamente relacionada à resistência ao amarelamento ao longo dos anos. O terceiro fator que mais influencia no escurecimento em dentes restaurados são os pigmentos da dieta normal.

17. Como é o tratamento para trocar ou substituir restaurações dentárias escurecidas em resina, passo a passo?

Simples e fácil, e quase sempre seguindo o protocolo operacional descrito abaixo:
1. anestesia;
2. remoção da resina e parte da estrutura dentária aderida a ela;
3. limpeza da cavidade e aplicação de agentes adesivos;
4. construção da restauração em resina;
5. acabamento e polimento final.

 

RESTAURAÇÃO METÁLICA EM AMÁLGAMA DE PRATA


18. Vale a pena trocar a restauração metálica em amálgama por resinas ou até mesmo porcelanas?

Depende. Os riscos para infiltrações por cárie dentária e resultados estéticos são superiores para as técnicas com resinas e porcelanas. Entretanto, é preciso avaliar a extensão (tamanho) da restauração escurecida em metal, já que procedimentos com resinas podem apresentar durabilidade inferior nas trocas de restaurações dentárias extensas.

19. Trocar a restauração dentária metálica escura eliminará todo o acinzentamento dos meus dentes?

Nem sempre. Em algumas ocasiões, a corrosão decorrente do metal da restauração com amálgama de prata é tão intensa que a remoção completa das estruturas dentárias afetadas pode trazer riscos de integridade aos dentes. Nestes casos, o dentista deixa uma parte da estrutura dentária escurecida.

 

RESTAURAÇÃO DENTÁRIA EM PORCELANA


20. Quais são as vantagens da restauração dentária em porcelana?

A porcelana utilizada em odontologia (cerâmica odontológica) traz maior resistência ao desgaste e amarelamento ao longo dos anos – sinônimos para maior durabilidade do tratamento.

21. O que é a técnica restauradora por fragmento cerâmico?

É um procedimento mais sofisticado e preciso para correções estéticas e funcionais para defeitos de cor e forma, em dentes anteriores ou posteriores. Derivado das facetas em porcelana, proporciona maior durabilidade e resistência ao amarelamento e escurecimento característicos das resinas compostas.

 

LENTES DE CONTATO DENTAL E FACETAS


22. Dá para trocar ou substituir a restauração em resina que amarelou por laminados cerâmicos na técnica com lente de contato dental?

Sim. A troca de resinas em dentes anteriores, quando extensas e antigas, por lentes de contato dental podem trazer resultados estéticos superiores e longevidade incomparável frente à técnica com resinas.

23. Qual é a diferença entre faceta em resina e porcelana?

O material e o tempo de tratamento, que na técnica com porcelana pode necessitar de até 2 consultas.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


24. Qual o preço para trocar a restauração dentária escurecida pela técnica com resina?

O preço do tratamento pode variar dependendo da localização, extensão, material restaurador utilizado e técnica para confecção do procedimento, sendo, portanto, difícil estabelecer um valor médio para o tratamento.

25. Qual técnica restauradora é a mais cara: resina ou porcelana?

Normalmente, porcelana.

Substituição de restauração em metal (Amálgama)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Qual é o material utilizado nas restaurações dentárias escurecidas?

Restaurações escuras em metal são confeccionadas com ligas metálicas amalgamadas aos dentes cujos principais componentes são a prata e o mercúrio - além de outros metais presentes em concentrações menores.

2. Por que o metal da restauração em amálgama de prata escurece?

Com o tempo, a liga metálica de amálgama de prata sofre corrosão superficial devido à ação da saliva. O resultado são dentes escurecidos e manchados pelos óxidos desprendidos no processo de corrosão metálico.

3. Os metais utilizados nestas restaurações trazem riscos à saúde?

O mercúrio utilizado em restaurações com amálgama de prata é tóxico. Entretanto, as baixas concentrações e associação com a prata em técnicas restauradoras permitem o uso seguro do material, desde que respeitadas as normas técnicas e de confecção do metal.

4. Quais são as vantagens aos dentes decorrentes da substituição das restaurações metálicas com amálgama de prata por outros tipos de materiais?

Resultados estéticos superiores e menores riscos para infiltrações por cárie dental.

5. E quais são as desvantagens?

Indicações inapropriadas e falhas na execução no tratamento para trocar restaurações metálicas escurecidas (amálgama de prata) podem resultar em dentes sensíveis, perda da eficiência da mastigação, infiltrações por cáries dentárias ou ainda riscos elevados para fraturas na estrutura dentária remanescente.

6. O que é a infiltração por cárie dentária?

É a destruição da interface de contato entre dente e materiais odontológicos restauradores – ou mesmo sob próteses dentárias fixas, facetas laminadas e lentes de contato dental. O problema, que tem como causa as falhas na adaptação (frestas) de restaurações ou acúmulo de placa bacteriana nas interfaces, traz riscos elevados para perdas dentárias e inflamação dos tecidos moles existentes na cavidade interna dos dentes (artérias, veias e nervos).

7. O que é a tatuagem por amálgama de prata?

É a pigmentação permanente das gengivas e mucosas da cavidade oral devido à absorção de pequenas partes de metal que frequentemente se desprendem das restaurações metálicas. O problema aparece sob a forma de manchas escuras e delimitadas que só podem ser removidas através de técnicas cirúrgicas.

8. Quais são as alternativas para trocar restaurações dentárias escurecidas com amálgama de prata?

Restaurações dentárias em porcelana ou resina composta, ou ainda próteses dentárias fixas em porcelana (coroas), são técnicas consagradas e fartamente documentadas por pesquisas científicas como alternativas confiáveis, duráveis e mais estéticas para substituir o metal de dentes restaurados e escurecidos por amálgama de prata.

9. Tenho uma restauração escura em metal que quebrou apenas uma parte. Dá para recuperar apenas a porção fraturada, sem remover o resto da restauração?

Sim, mas apenas em caráter provisório, dado que a união entre metal com porcelana ou resina, na técnica restauradora, não é eficiente e sujeita a riscos elevados para infiltrações por cárie.

10. É preciso remover todo o amálgama de prata de restaurações ao substituí-lo por outro material?

Sim. A substituição completa do metal escurecido no procedimento de troca e substituição da restauração é recomendada para evitar problemas de infiltração por cárie dentária.

11. Minha restauração escurecida em metal fraturou. Posso refazê-la por outra com o mesmo material?

Com certeza. O amálgama de prata ainda é um material bastante utilizado em tratamentos odontológicos dada a facilidade técnica e baixa custos envolvidos, interessantes para diversas situações.

12. É preciso tratar o canal antes de remover o amálgama de prata de restaurações dentárias muito extensas?

Dependendo da profundidade e escurecimento do metal em dentes restauradores, pode ser necessário o tratamento endodôntico (canal) preventivo para eliminar problemas de intoxicação pulpar pela proximidade dos materiais utilizados nas restaurações em porcelana.

13. Dá para trocar mais de uma restauração escurecida em metal ao mesmo tempo?

Sim.

14. Quando é necessário partir para uma coroa dentária em porcelana?

Dependendo da extensão da restauração escurecida pelo metal, pode ser necessário, para garantir suporte e durabilidade razoáveis, o abraçamento completo da estrutura dental. E para estas situações, coroas dentárias fixas em porcelana são as melhores opções disponíveis.

15. Dá para saber antecipadamente as chances de fraturas em dentes restaurados e escurecidos por amálgama?

Não é possível estabelecer, com precisão, riscos potenciais para falhas em restaurações metálicas. Entretanto, um checklist com problemas em dentes restauradores pode estabelecer a necessidade para a substituição de restauração dentária em amálgama de prata.

16. Como o bruxismo interfere na seleção do material restaurador ideal?

O bruxismo traz desafios aos procedimentos restauradores devido às forças para funcionais que resultam, na maioria das vezes, em desgastes e dentes quebrados (fraturados). Assim, a escolha por porcelanas, mais resistentes aos desgastes, pode ser essencial para garantir maior longevidade e problemas decorrentes do desgaste precoce de restaurações dentárias.

17. Como saber se o dente que está escurecido e acinzentado tem como causa o manchamento por metal ou falhas no tratamento de canal?

De fato, dentes escurecidos podem confundir pelas causas e, em muitas situações, nem é possível distinguir o que está causando o problema de cor nos dentes atingidos. Raio x e exames clínicos na integridade auxiliam na obtenção de diagnósticos mais precisos.

 

DURABILIDADE DA RESTAURAÇÃO METÁLICA EM AMÁLGAMA DE PRATA


18. Qual é a durabilidade, em anos, da restauração dental em amálgama?

A durabilidade de diversos tipos de materiais para tratamentos restauradores em odontologia é motivo para muitas pesquisas - e pouco consenso. No caso do amálgama de prata, é esperada sobrevida média de 4 a 10 anos, tempo certamente inferior às porcelanas para restaurações e semelhante às resinas compostas utilizadas com os mesmos propósitos.

 

O TRATAMENTO, PASSO-A-PASSO


19. Dá para simular, tipo antes-e-depois, o resultado final do tratamento?

Sim.

20. Como é o tratamento, passo a passo, para trocar ou substituir o metal da restauração dentária por resina ou porcelana?

O passo-a-passo do tratamento pode variar conforme a técnica, extensão da restauração dental e intercorrências. Ainda assim, é possível estabelecer um padrão de procedimentos durante a troca do amálgama de prata.
(1) Exame radiográfico;
(2) Anestesia e remoção da restauração metálica;
(3) Limpeza da cavidade;
(4) Isolamento absoluto;
(5) Nova restauração dentária.

 

RESTAURAÇÃO DENTÁRIA EM RESINA OU PORCELANA


21. Porcelana ou resina. Qual destes materiais é o mais indicado?

A porcelana odontológica (cerâmica) traz resultados estéticos e duráveis mais efetivos comparados ao metal ou resina utilizados em restaurações dentárias. Entretanto, novos materiais recentemente introduzidos no mercado já trazem propriedades ópticas e de resistência semelhantes ou até mesmo superiores às porcelanas – é o caso da zircônia, um óxido resistente e estético utilizado para a construção de próteses dentárias em porcelana pura.

22. Qual é a durabilidade, em anos, das restaurações em resina e porcelana?

Pesquisas odontológicas recentes demonstram que, passados 10 anos, 95% dos dentes restaurados com porcelanas apresentam-se sem infiltrações e com excelente integridade marginal, com estabilidade de cor. Entretanto, em porcelana, resultados semelhantes são encontrados em dentes restaurados passados apenas 3 anos – um tempo 5X menor comparado à versão em porcelana.

23. Restaurações em resina e porcelana amarelam com o tempo?

Sim. O problema do amarelamento é uma característica indesejável desses materiais. Entretanto, a alteração de cor é mais intensa nas resinas, um problema que acomete as porcelanas de forma significativamente menos intensa e visível.

24. É clareamento dental é necessário antes de iniciar o tratamento para trocar restauração em dentes escurecido ou acinzentado por metal?

Depende. O clareamento dental realizado antes do início dos tratamentos restauradores confere resultados mais estéticos e harmônicos. Além disso, a utilização de resinas e porcelanas em dentes escurecidos podem impedir o clareamento dental futuro devido às diferenças de cores resultantes entre dentes clareados e restaurações selecionadas nas cores anteriores ao procedimento clareador.

25. Troquei o amálgama de prata escurecido por uma restauração dentária em resina mas o dente continuou escuro. Por que isso aconteceu?

O metal utilizado para restaurações pode corroer e escurecer a estrutura dental, um problema também comum em dentes que suportam próteses dentárias fixas. Muitas vezes, a quantidade de estrutura dental manchada é tão extensa que a sua remoção completa traz riscos à durabilidade e longevidade do tratamento restaurador. Nesses casos, o dentista opta pela remoção das paredes mais escurecidas, permanecendo, entretanto, partes dos dentes que continuam com aspecto escurecido.

26. Dá para combinar a cor de restaurações em resina ou porcelana com facetas laminadas ou lentes de contato dental?

Sim. É possível combiná-las para que todo o tratamento fique exatamente na mesma cor que os dentes naturais, conferindo mais harmonia e estética para pacientes mais exigentes com a estética do sorriso.

27. A técnica com fragmento cerâmico pode ser utilizada para trocar restaurações escurecidas em amálgama?

Pode. A técnica com fragmentos é, de certa forma, idêntica ao procedimento restaurador realizado com blocos em porcelana conhecido pela técnica on-lay cerâmico.

28. Meu dente restaurado com resina composta ficou sensível. O que pode ter acontecido?

A sensibilidade pós troca de restauração dentária escurecida com metal é uma possibilidade. As causas para o problema é a aplicação de agentes adesivos à estrutura dentária para fixação de resinas e porcelanas. O problema, entretanto, pode ser resolvido através da remoção dos materiais recém instalados sob a estrutura dental.

29. O que muda no tratamento se o motivo para a alteração de cor no dente for a falha no tratamento de canal?

Nestes casos, o tratamento clareador interno é essencial para clarear o dente que está amarelado, escurecido ou acinzentado.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


30. Qual é o preço para trocar uma única restauração dentária em amálgama por resina ou porcelana?

É difícil estabelecer uma média de preços para tratamentos odontológicos dada a variabilidade te tipo e qualidade dos materiais utilizados, dificuldade de execução técnica e diversos outros fatores que precificam o procedimento restaurador.

31. Por que o preço da restauração dentária em porcelana é superior à técnica análoga em resina composta?

O preço mais elevado para o tratamento restaurador com porcelanas deve-se ao custo laboratorial envolvido e à necessidade de um maior número de consultas odontológicas. Entretanto, o tratamento para trocar ou substituir restauração em dente que ficou escuro por corrosões do amálgama de prata já podem ser realizados em consulta único, um fato que vem diminuindo o preço destes procedimentos cerâmicos.

Tratamento da infiltração por cárie dentária

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é infiltração por cárie dental?

A infiltração é uma lesão cariosa (cárie) que estende-se entre as paredes dos dentes e dispositivos de restauração como restaurações dentárias, próteses dentárias e laminados cerâmicos (lentes de contato dental, facetas e fragmentos).

2. Quais são as causas para o problema?

A adaptação inadequada de restaurações, próteses e laminados cerâmicos (lentes de contato dental e facetas) aos dentes resulta em frestas passíveis de infiltração por bactérias oriundas da cavidade oral ou placa bacteriana – esta última formada pela higienização deficiente. Além disso, pode haver a perda de integridade entre dentes e dispositivos restauradores e protéticos pela decomposição natural por tempo – exposição dos materiais odontológicos aos fluidos da cavidade oral.

3. Quais são os riscos aos dentes que decorrem da infiltração cariosa?

Fraturas, quedas de restaurações, necessidade para tratamento de canal (endodôntico), perdas de estrutura dental extensa com indicações para tratamento com prótese dentária fixa em porcelana e até mesmo perdas dentárias estão entre as mais comuns.

4. A infiltração dói?

Nem sempre, já que o problema pode ocorrer em dentes com tratamento de canal ou de forma tão lenta que a progressão nem mesmo é percebida na forma de dor.

5. Como eu sei que estou com o problema?

Dor, mau hálito, gengivas inchadas, sangramento gengival e fio dental que se rompe durante a higienização oral e restaurações ou próteses dentárias que se desprendem são os sinais e sintomas mais comuns.

6. Como é feito o diagnóstico da infiltração sob prótese dentária ou restauração dentária em resina ou amálgama?

Exames clínicos dos sinais e sintoma como dor, cavidades dentárias e próteses ou restaurações soltas e radiográficos (convencionais ou tomográficos) são os mais comuns.

7. Pode haver infiltração por cárie dentária sem dor?

Sim. Dentes tratados endodônticamente (endodontia) não apresentam quadros dolorosos frente à destruição por cárie dentária. Além disso, em algumas situações a instalação e até mesmo a progressão da infiltração dental se dá de forma indolor e só percebida pela formação de cavidades ou quedas de próteses dentárias ou restaurações.

8. Qual é a relação entre a gengiva inchada e inflamada e a infiltração por cárie dentária?

Os problemas de adaptação entre dentes e bordas de próteses dentárias instaladas internamente à gengiva atuam como acumuladores da placa bacteriana, causa para infiltrações e doenças gengivais (gengivites e periodontites).

9. Qual é a relação entre o sangramento gengival e a infiltração por cárie dentária?

O sangramento é um dos sinais de inflamação gengival que decorre do acúmulo de placa bacteriana em cavidades e frestas de dentes infiltrados - um problema comum em dentes cujas restaurações estendem-se até as bordas gengivais ou que servem de suportes para próteses dentárias em porcelana.

10. O exame radiográfico feito pelo dentista é suficiente para detectar a cárie embaixo de restauração?

Nem sempre. Restaurações metálicas com amálgama, por exemplo, podem máscara, com facilidade, a presença de cavidades com cáries dentárias – até mesmo extensas – em imagens radiográficas convencionais.

11. A infiltração em obturação é o mesmo problema que pode ocorrer em restaurações dentárias?

Sim. Na verdade, o termo obturação é uma forma popular para descrever a técnica com restauração em metal ou resina para dentes cariados ou fraturados.

12. Este tipo de problema também pode ocorrer em dentes laminados com facetas e lentes de contato dental?

Sim. Estes tipos de falhas em dispositivos restauradores odontológicos são vistos também em facetas e lentes de contato dental, da mesma forma como aparecem abaixo de restaurações em resina, amálgama ou porcelana ou ainda sob prótese dentária fixa.

13. A infiltração pode ser a causa para o mau hálito?

Sim. São frequentes os relatos para indivíduos com halitose por acúmulo de placa bacteriana sob dentes com restaurações e próteses dentárias com o problema, o qual pode ser resolvido pelo fechamento adequado destes pontos de retenção de bactérias causadoras do mau hálito.

14. A infiltração pode aparecer em gengivas?

Não, este tipo de problema não afeta os tecidos gengivais ou mucosas da cavidade oral.

 

TRATAMENTO


15. Como é o tratamento para a infiltração por cárie dentária?

Dependendo da localização, extensão e tipo de dispositivo restaurador afetado, o tratamento pode ir desde o reparo da restauração dental afetada a até mesmo a remoção do dente (extração), em casos de infiltrações muito extensas.

16. O que fazer quando a cárie infiltra-se abaixo de prótese dentárias (coroa, jaqueta ou pivô)?

O mais comum é a remoção da prótese afetada e da lesão cariosa afetada, e confecção de novo dispositivo protético.

17. O que fazer quando a cárie infiltra-se abaixo de restaurações dentárias?

A localização, extensão e tipo de material afetam o tratamento para eliminação de áreas destruídas por cáries dentárias. Nesses casos, a solução vai desde pequenas restaurações reparativas a até restaurações em blocos cerâmicos (porcelanas).

18. Após a detecção da infiltração, é preciso tratá-la imediatamente?

Sim. O tratamento imediato para o problema é prudente devido a riscos para infecções, inflamações e fraturas dentárias que podem ocorrer em momentos em que o acesso a dentistas pode ser impeditivo.

19. Existe algum tipo de remédio para o tratamento da infiltração?

Não. O tratamento é a remoção da lesão cariosa e confecção de reparo ou substituição do dispositivo restaurador afetado pelo problema.

 

PREVENÇÃO


20. Dá para prevenir a problema da infiltração cariosa?

Sim. A manutenção periódica (consultas) para verificar a integridades de restaurações e próteses dentárias fixas e substituição de dispositivos restauradores antigos, mal adaptados ou com desenho que dificuldade a higienização são duas medidas básicas para prevenir o problema.

Tratamento da sensibilidade dental

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a sensibilidade dental?

A sensibilidade dental (ou dentinária) aumentada é uma resposta dolorosa anormal dos dentes a estímulos externos como a ingestão de alimentos frios, quentes ou ácidos.

2. Quais as causas para o problema?

A principal causa para a sensibilidade dental aumentada é a exposição da dentina, uma camada interna dos dentes, que pode, inadvertidamente, ficar exposta. O problema, mais comum em dentes com gengivas retraídas, também pode ser o resultado de procedimentos restauradores, clareamento dental ou até mesmo como resultado de lesões por cárie dentária.

3. Que outros problemas também podem deixar os dentes sensíveis?

Inflamações pulpares ou alterações teciduais e humorais dos tecidos confinados internamente aos dentes (polpa, artérias, nervos e conjuntivo; sensibilidade pós-operatória em restaurações dentárias e pós-cimentação definitiva (colagem) de facetas e lentes de contato dental.

4. Como a escovação dos dentes está associada ao aparecimento do problema?

A escovação com pressão exagerada das cerdas das escovas sobre os dentes pode traumatizar as gengivas e expor as raízes dentárias. Além disso, após a retração das gengivas, as cerdas das escovas também podem provocar cavidades nas raízes dentárias, diminuindo o isolamento das terminações nervosas internas às raízes dentárias.

5. Por que a ingestão de alimentos frios e doces provoca dores tão intensas em dentes sensibilizados?

A proximidade dos nervos presentes no canal dentário com a superfície das raízes expostas deixa os dentes bastante sensíveis à ação do frio.Já a ingestão de doces e carboidratos provoca uma rápida diminuição do PH local, provocando dores sobre as raízes dentárias pela mesma proximidade do local com os nervos dentários.

6. Quais alimentos estão associados ao aparecimento e intensificação do problema?

Alimentos cítricos (laranja e limão), ácidos (vinagre e vinho) e doces estão entre os principais alimentos associados à dor provocada e passageira em dentes sensibilizados.

7. É verdade que os cremes dentais específicos para clarear dentes podem intensificar o problema?

Sim. Cremes dentais possuem agentes abrasivos, que facilitam a eliminação de manchas e placa bacteriana sobre a superfície dos dentes. Entretanto, o excesso de pressão das cerdas das escovas sobre os dentes, aliado ao uso excessivo de creme dental, podem levar ao aparecimento da sensibilidade dental devido ao desgaste das raízes dentárias (abrasão) que estão expostas.

8. A dor e sensibilidade ao frio e doces pode ser sinal de cárie dentária?

Sim. Aliás, é importante fazer o diagnóstico diferencial de sensibilidade dentinária por exposição de raízes dentárias de cáries dentárias, principalmente quando este ocorre sob restaurações ou próteses dentárias fixas.

9. A sensibilidade dental traz riscos para perdas dentárias?

Não, a sensibilidade dentinária aumentada é apenas um sintoma para problemas que podem estar ocorrendo sobre coroas ou raízes dentária.

10. Ouvi dizer que o bruxismo também é responsável pelo aparecimento de dentes sensíveis. Isto é verdade?

Sim. O bruxismo está diretamente associado ao aparecimento da sensibilidade dentária aumentada – apesar dos mecanismos para tal problema não terem sido completamente elucidados.

11. A dor e sensibilidade dentinária pode ter como causa inflamações no canal do dente (endodônticas)?

Sim. Alguns estados de inflamação endodônticos podem deixar os dentes mais sensíveis ao frio e calor, confundido o dentista quanto ao diagnóstico correto para o problema.

 

SENSIBILIDADE ASSOCIADA À RETRAÇÃO GENGIVAL


12. Por que a retração das gengivas deixa os dentes sensíveis?

Ao retrair-se, as gengivas expõem o cemento, uma camada fina e frágil que isola a dentina (camada sensível ao toque e alimentos frios e ácidos). Além da própria exposição da raiz, os desgastes provocados pelas cerdas das escovas dentárias também atuam para eliminar, por completo, esta camada, o que só aumenta a intensidade das dores provocadas pela sensibilidade dentária.

13. A sensibilidade pode provocar a retração gengival?

Não. O que ocorre é o contrário: a retração gengival é que pode dar início à dor ao frio, quente, doces e alimentos cítricos em dentes sensibilizados.

14. Meu dente está sensível ao toque. Isso também pode estar sendo causado pela retração das gengivas?

Até pode, entretanto, são raras as situações em que a dor ao toque deve-se à recessão das gengivas. O mais provável é que problemas como inflamações da polpa dentária ou periodontais sejam responsáveis pelo problema, que também podem ter como causas cáries dentárias ou problemas na oclusão dentária (relação de contato entre dentes nas arcadas dentárias).

 

SENSIBILIDADE DURANTE E APÓS O CLAREAMENTO DENTAL


15. Estou pensando em clarear meus dentes porém estou com medo de que meus dentes fiquem sensíveis. E agora?

Com razão, dentes sensíveis são motivos para preocupações em paciente em tratamento para clareamento dental - seja o procedimento realizado em consultório (consulta única) ou caseiro (com moldeiras em silicone). Indivíduos com extensas retrações na gengiva, por exemplo, devem ser submetidos apenas ao clareamento dental realizado pelo dentista, em consultório, pela possibilidade desta técnica para proteger as raízes dentárias expostas da ação direta dos géis clareadores utilizados no tratamento.

16. Se meus dentes ficarem sensíveis durante o clareamento dental, o que deve ser feito?

A sensibilidade dental cessa espontaneamente passados alguns dias do término do tratamento. Já se as dores aparecem durante o clareamento dentário, o dentista pode prescrever analgésicos simples ou aumentar os intervalos entre as sessões caseiras do procedimento clareador.

 

SENSIBILIDADE APÓS RESTAURAÇÃO DENTÁRIA


17. Meu dente ficou sensível logo após a obturação do dente. E agora?

Em algumas situações, os dentes ficam sensíveis após procedimentos restauradores com resinas ou porcelanas - o mais comum é quando o material utilizado para restaurar dentes é a resina composta. O tratamento consiste na remoção da restauração (obturação) recém confeccionada por outra técnica compatível biologicamente com o dente.

 

TRATAMENTOS


18. É verdade que mascar goma diminui o problema de dentes sensíveis à ingestão de água fria?

Sim, embora os mecanismos responsáveis pela diminuição da sensibilidade dentinária aumentada associada ao hábito frequente para mascar gomas.

19. Quais são os tratamentos disponíveis para a sensibilidade dental?

A aplicação de agentes dessensibilizantes, utilização de cremes dentais especializados, recobrimento de raízes expostas com resinas, proteção com facetas laminadas e lentes de contato dental, aplicação de laser terapêutico, tratamento de canal e a cirurgia plástica gengival para recobrimento de raízes expostas estão entre os tratamentos mais utilizados na eliminação e prevenção da sensibilidade dentinária aumentada.

20. O tratamento com laser é eficiente para resolver o problema?

O laser terapêutico, em odontologia, de baixa ou alta frequência, pode ser utilizado no tratamento para a sensibilidade aumentada. Entretanto, a operação inadequada do equipamento pode provocar danos às estruturas dentárias internas (artérias, veias e vasos), dando origem à dor e desconforto dentários.

21. Existe algum tipo de medicação, aplicada pelo dentista, para resolver o problema de forma imediata?

Sim. Dessensibilizantes profissionais, flúor e adesivos dentinários para restauração estão entre os principais produtos utilizados na prevenção e eliminação do problema imediata de dentes sensíveis à alimentos gelados e doces.

22. Recobrir as raízes dentárias expostas com resina composta é realmente eficiente para o tratamento da sensibilidade dental?

Sim. A restauração dentária em dentes sensíveis é eficiente e de aplicação fácil, rápida e resolutiva.

23. É possível recobrir as retrações gengivais com lentes de contato dental e facetas laminadas em porcelana para o tratamento da sensibilidade dental?

Sim. Entretanto, esta técnica não pode ser utilizada para dentes cuja recessão gengival é extensa devido aos riscos para fraturas e sensibilidades por diferença no coeficiente elástico entre dentes e laminados cerâmicos.

24. Como a cirurgia plástica gengival pode ajudar no tratamento da sensibilidade dentinária?

A cirurgia plástica gengival para recobrimento de raízes expostas (retração gengival) é um procedimento eficiente na recomposição estética e proteção contra estímulos dolorosos externos, sendo considerado o tratamento ideal não apenas para o tratamento da dor associada à recessão gengival como também para a prevenção da progressão de perda de inserção das bordas gengivais.

25. Os cremes dentários dedicados ao tratamento da sensibilidade dental são eficientes?

Os cremes dentários com agentes dessensibilizantes são eficientes no bloqueio imediato e temporário. Entretanto, é preciso entender que o tratamento para dentes sensíveis com cremes dentais não definitivos, e funcionam enquanto o produto é aplicado sobre as raízes sensibilizadas.

26. E quais são as substâncias utilizadas para a eliminação imediata da sensibilidade dental?

O flúor é o mais tradicional, porém um efeito duradouro e eficiente pode necessitar de várias consultas para surtir o efeito. Adesivos são eficientes, de rápida ação, porém sem efeito duradouro. Dessensibilizantes profissionais são substâncias desenvolvidas especificamente para prevenir a sensibilidade dental em pacientes com retração gengival, ou como técnica preventiva ao aparecimento da sensibilidade nos tratamentos com facetas e lentes de contato dental.

27. Meus dentes ficaram sensíveis após o tratamento com facetas e lentes de contato dental. O que pode ser feito para resolver o problema?

Após a instalação definitiva (colagem) dos laminados cerâmicos, pouco pode ser feito para diminuir a sensibilidade dentinária aumentada. Para esses pacientes, a terapia analgésica pode ser necessária até que o problema cesse espontaneamente.

28. Existe algum tipo de tratamento caseiro para eliminar o problema de dentes sensíveis?

Existem poucos recursos fitoterápicos para o tratamento da sensibilidade dentária aumentada.

29. Sensibilidade nos dentes ao comer doces. Como isso acontece e como é o tratamento?

Ao ingerir doces, o PH do ambiente bucal cai rapidamente e pode provocar dores que perduram por poucos segundos. O tratamento vai desde a aplicação de agentes dessensibilizantes à cirurgia plástica gengiva para tratamento da retração gengival.

30. O tratamento de canal é efetivo para o problema?

O tratamento de canal (endodôntico) é um procedimento para o esvaziamento dos tecidos internos aos dentes. Embora seja um procedimento popular e comum, deve ser utilizado como alternativa de terapia apenas quando as outras técnicas disponíveis foram ineficientes ou descartadas.

31. Qual a relação entre sensibilidade dental e aparelhos ortodônticos?

A relação entre o aparecimento de dentes sensíveis e tratamentos com aparelhos ortodônticos já foi descrito em algumas pesquisas científicas. A principal causa para o problema seria a exposição das raízes durante as movimentações dentárias típicas do tratamento devido ao posicionamento do dente em posições que favorecem a migração apical das bordas gengivais.

 

PREVENÇÃO


32. Qual o melhor tipo de escova dental para prevenir o aparecimento de dentes sensíveis?

Escovas com cerdas macias estão indicadas para a prevenção ao aparecimento da sensibilidade dentária aumentada.

CIRURGIA PLÁSTICA GENGIVAL

Alinhamento e nivelamento gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o alinhamento e nivelamento gengival?

É um tratamento cirúrgico com finalidade estética e funcional para alinhar e nivelar as gengivas ao redor de dentes, laminados cerâmicos, próteses e implantes dentários.

2. Nivelamento e alinhamento gengival são a mesma coisa?

Nem sempre. Em certas ocasiões, nivelamento gengival diz respeito à correção do contorno e volume das gengivas, ao contrário do alinhamento, uma técnica para harmonizar a posição e forma de contorno das gengivas ao redor dos dentes.

3. Quais são as indicações do alinhamento e nivelamento cirúrgico de gengivas?

São várias, indo desde aumentar a espessura da gengiva escurecidas sobre implantes dentários e raízes escurecidas, alinhar gengivas com linhas do sorriso, nivelar as bordas gengivas para que todas estejam no mesmo nível, melhorar a adaptação de próteses, lentes de contato dental e facetas e outras aplicações para procedimentos estéticos de impacto.

4. Quais são as contraindicações deste tipo de tratamento?

Pacientes com diabete descontrolada, fumantes acima de 12 cigarros diários e com doenças gengivais infecciosas (gengivite e periodontite) são contraindicações temporárias e comuns para o início do tratamento.

5. A cirurgia para alinhar e nivelar gengivas dói?

Não, entretanto podem ser esperados desconfortos cujos sintomas podem ser controlados por analgésicos simples, nos 3 primeiros dias passados do procedimento.

6. A cirurgia para alinhamento e nivelamento gengival utiliza enxertos de gengiva?

Às vezes. Em algumas situações, pode ser necessário corrigir o volume da gengiva através da enxertia de tecido gengival coletado do próprio paciente.

7. Os resultados são definitivos?

Sim.

8. O nivelamento e alinhamento gengival corrigirá integralmente os defeitos estéticos a que se dispõe solucionar?

É muito provável que isso aconteça. Entretanto, em algumas situações pode ser necessária a repetição do problema para que os resultados saiam exatamente com planejado.

9. A cirurgia para alinhar as gengivas é a mesma utilizada para corrigir o sorriso gengival?

De fato, é uma cirurgia bastante semelhante para corrigir o sorriso gengival, um problema estético caracterizado pela exposição excessiva da gengiva acima dos dentes ao falar ou sorrir.
A técnica comum às duas correções é a gengivoplastia.

10. Que tipos de exames são necessários para iniciar o tratamento?

Exames radiográficos e clínicos convencionais.

11. Os pontos de sutura utilizados na cirurgia ficarão visíveis?

Na maioria das vezes. Entretanto, podem ser utilizados fios de sutura estéticos finos e com cores semelhantes às gengivas, difíceis de serem percebidos.

12. Este tipo de procedimento pode ser utilizado para corrigir o problema da retração gengival?

Não, embora em muitos momentos as técnicas utilizadas nos dois procedimentos sejam idênticas.

13. O tratamento para nivelar gengivas pode ser realizado em mais de um dente?

Sim. Assim como o ocorre com o alinhamento gengival, o nivelamento pode ser feita em até 6 dentes anteriores, em um mesmo procedimento.

14. O tratamento para nivelar gengivas pode ser realizado concomitante com a cirurgia para instalação do implante dentário no ósseo integrado?

Sim.

15. O alinhamento e nivelamento de gengivas pode ser utilizado na correção estética do sorriso gengival?

Não. A correção do sorriso gengival utiliza técnicas de cirurgia plástica gengival diferentes da utilizada no nivelamento das gengivas.

16. Minha gengiva está escurecida e acinzentada devido a uma antiga prótese com base metálica instalada em meus dentes. O nivelamento das gengivas pode corrigir este tipo de problema?

Sim, esta é uma das indicações para a técnica cirúrgica descrita.

 

TIPOS DE CIRURGIAS PARA ALINHAMENTO E NIVELAMENTO GENGIVAL.


17. Como é a cirurgia para alinhar e nivelar as gengivas?

Existem duas técnicas principais para o tratamento. A primeira é a gengivoplastia, técnica com recorte e remodelamento gengival; a outra é a gengivectomia, procedimento semelhante à gengivoplastia que, ao contrário desta, recorta o osso que envolve a coroa e a raiz dentária. (classificação particular para as técnicas).

 

PÓS-OPERATÓRIO E TEMPO DE RECUPERAÇÃO.


18. Precisarei ficar em repouso?

Dependendo da extensão cirúrgica, pode ser preciso repouso por até 7 dias.

19. Como é o pós-operatório da cirurgia para nivelamento gengival?

Tranquilo, para a maioria dos casos. Já os procedimentos complexos em que grande volume de gengiva e osso são removidos podem necessitar de cuidados especiais por até 7 dias passados do procedimento cirúrgico.

20. Quanto tempo é preciso esperar para ver os resultados definitivos?

Entre 2 a 3 semanas de cicatrização já é possível observar resultados próximos ao definitivo com relação à posição final das gengivas operadas.

21. Quanto tempo é preciso esperar, após a cirurgia, para iniciar tratamentos com próteses dentárias ou laminados cerâmicos como lentes de contato dental e facetas?

90 dias.

 

A CIRURGIA PARA ALINHAR E NIVELAR GENGIVAS, PASSO A PASSO.


22. Como é o passo-a-passo da cirurgia para alinhar e nivelar gengivas?

O protocolo cirúrgico do tratamento pode sofrer variações dependendo da técnica e sub-técnicas envolvidas. Ainda assim, os procedimentos podem ser resumidos assim :

(1) Exames clínicos e radiográficos;
(2) Simulação e confecção de mockups;
(3) Tratamento gengival;
(4) Cirurgia plástica gengival;
(5) Remoção dos pontos de sutura.

 

GENGIVECTOMIA VERSUS GENGIVOPLASTIA.


23. Qual das duas técnicas é a mais indicada para corrigir gengivas desalinhadas e sem harmonia?

Ambas. O mais importante é saber as diferenças de indicações entre elas.

24. A gengivectomia pode ser realizada sem remoção de osso?

Sim. Quando utilizada no tratamento de doenças gengivais, o termo assume a mesma significação da gengivoplastia, ou seja, remoção da gengiva em excesso.

 

SORRISO GENGIVAL


25. O alinhamento gengival pode ser utilizado para tratamentos estéticos com facetas em porcelana e lentes de contato dental?

Sim.

26. Dá para simular os resultados, tipo antes-e-depois, da cirurgia plástica gengival?

Sim. Existem diversas técnicas e programas para simular, com relativa precisão, os resultados dos tratamentos cirúrgicos para alinhamento de gengivas.

 

ENXERTO DE GENGIVAS.


27. Sobre o enxerto gengival, qual é local de coleta deste material?

Palato ou região posteriores aos últimos molares, inferior ou superior, nas técnicas com enxertos coletados do próprio paciente; ou ainda os enxertos produzidos em laboratório e que podem ser confeccionados com materiais animais ou artificiais.

28. Que outros tipos de materiais podem ser utilizados no tratamento?

Diversos materiais podem ser utilizados, com sucesso, para o nivelamento gengival, como membranas artificiais de colágeno ou obtidas pela centrifugação do sangue do próprio paciente (PRF).

29. Qual deles é melhor?

Segundo diversas pesquisas científicas, os resultados são próximos para qualquer situação.

 

PREÇO DO TRATAMENTO.


30. Qual é o preço da cirurgia plástica gengival para alinhamento?

O preço das cirurgias em odontologia depende de uma série de fatores que compõem os custos do tratamento e, além disso, variam de dentista para dentista.

Cirurgia para reposicionamento labial

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a cirurgia para reposicionamento labial?

É um procedimento cirúrgico - também conhecido como contenção labial - indicado para eliminar ou aliviar os danos estéticos provocados pelo sorriso gengival.

2. O que é o sorriso gengival alto?

É a exposição de 3mm ou mais da gengiva localizada acima dos dentes ao falar, rir ou sorrir. O diagnóstico é simples e pode ser feito pelo próprio indivíduo frente ao espelho do banheiro.

3. Como é o tratamento?

O reposicionamento labial cirúrgico reduz uma parte da mucosa (parte interna) do lábio superior, limitando o livre movimento muscular que responsável pela exposição, em demasia, da gengiva localizada acima dos dentes. O objetivo do procedimento é reduzir a profundidade do sulco labial, motivo pelo qual também é conhecida como cirurgia para redução do sulco labial (denominação em desuso).

4. Quais são as causas para o sorriso gengival alto?

A erupção passiva alterada dos dentes, crescimento excessivo do osso maxilar, hiperplasia gengival (crescimento da gengiva sobre a coroa dentária) e a hiperatividade muscular do músculos do lábio superior estão entre as causas mais frequentes para o sorriso com exposição excessiva da gengiva.

5. Quais são indicações da cirurgia para reposicionamento labial?

Correções estéticas da exposição excessiva da gengiva cujas causas são a hiperatividade dos músculos do lábio superior ou o crescimento excessivo do osso maxilar - ou, em uma situação também comum, a combinação de ambas as causas.

6. Os resultados são definitivos?

Sim, os resultados são estáveis a longo prazo e já podem ser observados imediatamente ao final do procedimento cirúrgico.

7. Quais são as contraindicações deste tipo de cirurgia?

Hiperplasia gengiva e erupção passiva alterada dos dentes, cujas causas não decorrem do posicionamento inadequado dos lábios e podem tratados por técnicas mais simples como a gengivoplastia ou a cirurgia plástica gengival com envolvimento ósseo.

8. A cirurgia para reposicionamento labial dói?

Desconfortos dolorosos podem estar presentes no pós-operatório das cirurgias plásticas em gengivas, independente da técnica. Entretanto, as dores podem ser controladas por analgésicos simples ministrados nos primeiros dias passados do procedimento cirúrgico.

9. Existem variações técnicas da cirurgia para reposicionamento labial?

Sim.

10. A cirurgia para reposicionamento labial pode interferir na fala e deglutição?

Não.

11. A cirurgia para reposicionamento labial é reversível?

Sim, porém trata-se de procedimento complexo e com pós-operatório sensível a complicações.

12. O tratamento pode ser realizado em pessoas de qualquer idade?

Sim.

13. Quais exames são necessários para dar início ao tratamento?

Exames radiográficos e clínicos para avaliar o comprimento do osso maxilar e dos lábios, profundidade do sulco gengival e biotipo da gengiva, extensão de movimentação dos lábios superiores e outras informações que importam para a seleção do tratamento ideal.

14. Existem tratamentos alternativos à correção do sorriso gengival através da técnica de bloqueio de movimentação labial excessiva?

Sim. Tratamento ortodôntico com aparelhos, cirurgia ortognática para disjunção maxilar e miectomia (eliminação ou diminuição dos músculos do lábio superior) são alternativas à cirurgia para reposicionamento labial por diminuição da mucosa de revestimento dos lábios.

15. Quais são as técnicas cirúrgicas que podem ser associadas ao reposicionamento labial e em que situações elas estão indicadas?

A cirurgia para contenção labial pode ser associada ao aumento de coroa clínica, para casos em que a gengiva está crescida sobre a parte visível dos dentes, e também às técnicas com enxertos endógenos e exógenos, para resultados ainda mais eficientes.

16. Por que estas técnicas alternativas são pouco utilizadas?

Apesar de eficientes, técnicas alternativas à cirurgia convencional para correção do sorriso gengival alto são sensíveis a problemas e complicações pós-operatórias, motivo pelo qual são indicadas para casos mais severos de sorriso gengival.

 

A REDUÇÃO DO SORRISO GENGIVAL ATRAVÉS DO REPOSICIONAMENTO LABIAL CIRÚRGICO.


17. O que é a miectomia?

A miectomia (corte para diminuição do comprimento) dos músculos de elevação dos lábios superior é uma técnica cirúrgica com pós-operatório delicado e com resultados poucos previsíveis - um procedimento que também mostra-se instável ao longo dos anos.

18. Na técnica com preenchimento do sulco nasal com enxertos também é preciso reduzir a mucosa presente na parte interna do lábio superior?

Dependendo da intensidade do sorriso gengival alto pode necessária a remoção da mucosa labial superior. Entretanto, o objetivo da técnica com enxertos é evitar esta excisão de tecido mole, resultando em pós-operatório ainda mais simples.

19. Por que podem ser necessárias duas cirurgias para resolver a exposição excessiva das gengivas?

Na maioria das vezes, a cirurgia remove uma faixa pequena de gengiva no intuito de evitar remoções extensas que resultariam na limitação excessiva da movimentação dos lábios. Assim, os dentistas preferem dividir a cirurgia em duas etapas, ambas com pequenas remoções de mucosa, garantindo um tratamento mais seguro e previsível.

20. O que pode limitar o sucesso cirúrgico do tratamento?

O crescimento excessivo do osso maxilar é um desafio à correção do sorriso gengival alto. Enquanto a hiperatividade dos músculos do lábio superior oferece prognóstico mais favorável, em algumas situações o que se observa é apenas o alívio estético do sorriso com exposição excessiva da gengiva – o que, no entanto, pode ser o suficiente para recuperar a harmonia e autoestima do indivíduo acometido pela condição.

21. Quais são as desvantagens da cirurgia para retenção labial por diminuição do sulco gengival?

A necessidade de realização de duas cirurgias para correção do sorriso gengival, pós-operatório que pode exigir alguns dias em repouso e erros de simetria são os mais conhecidos. Além disso, o exagero na contenção da movimentação labial tem sido descrito, em alguns casos, como inapropriados, necessitando de correções cirúrgicas para recuperar a harmonia do sorriso.

 

PÓS-OPERATÓRIO E TEMPO DE RECUPERAÇÃO


22. Como é o pós-operatório cirúrgico?

Inchaço e vermelhidões fazem parte do quadro clínico pós-cirúrgico do tratamento, mas que não ocorrem de maneira intensa e podem ser controlados, assim como a dor, por medições analgésicas e anti-inflamatórias simples.

23. Precisarei ficar em repouso após a cirurgia?

Sim. Entretanto, o número exato de dias, que pode varia de 5 a até 14 dias, depende da extensão e combinação do reposicionamento labial com outras técnicas cirúrgicas.

 

GENGIVOPLASTIA E GENGIVECTOMIA.


24. O que é a cirurgia para aumento de coroa clínica?

É um procedimento para eliminar o osso ou gengiva que circundam as partes visíveis dos dentes. Indicado para diversas situações como o acesso a fraturas e cavidades cariosas internas às gengivas, também é indicado para diminuir o falso sorriso gengival que tem na hiperplasia das gengivas a causa para o problema estético.

25. Como a gengivectomia e a gengivoplastia podem resolver o problema do sorriso gengival?

Estas duas técnicas de cirurgia plástica gengival são indicadas para aumentar o comprimento da coroa clínica de dentes cuja exposição exagerada das gengivas ao sorrir ou falar tem como causa o crescimento excessivo das gengivas (hiperplasia gengival) ou a erupção dentária alterada, ou ainda em situações em que o crescimento ósseo excessivo das arcadas é a causa para o problema.

 

TOXINA BOTULÍNICA.


26. O toxina botulínica (botox) pode ser utilizado concomitante à cirurgia para conteção labial?

Não. O tratamento com toxina botulínica, recomendado para a exposição excessiva da gengiva causada pela hiperatividade muscular dos lábios, não é recomendado para uso concomitante com a cirurgia plástica gengival, independente da indicação.

27. Em que situações a toxina botulínica pode ser utilizada?

Na hiperatividade labial, em que a movimentação excessiva dos lábios é a causa para o sorriso gengival que pode ser aliviado com técnicas que produzem paralisia muscular parcial ou total.

 

PREÇO DA CIRURGIA PARA REPOSICIONAMENTO LABIAL


28. Qual é o preço da cirurgia para reposicionamento labial para tratamento do sorriso gengival?

Não é fixo, e depende de vários fatores que compõem o custo total do tratamento.

Cirurgia plástica gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Qual é a finalidade da cirurgia plástica gengival?

As cirurgias plásticas realizadas em gengivas têm como finalidade a recomposição estética ou funcional dos tecidos que envolvem os dentes, resolvendo problemas na forma, volume e extensão das gengivas.

2. Qual é a diferença entre cirurgia plástica gengival e cirurgia plástica periodontal?

Nenhuma, considerando-se a aplicação didática dos termos – cujas diferenças técnicas são restritas ao ambiente profissional.

3. Quais são as indicações para o tratamento?

Alinhamento, nivelamento e remodelamento na altura e espessura da gengiva para tratamentos que vão desde o recobrimento de raízes expostas pela retração gengival até as cirurgias estéticas para eliminação do sorriso gengival.

4. Quem pode realizar o procedimento?

A cirurgia plástica gengival é indicada para indivíduos acima dos 12 anos de idade e com ausências de sinais inflamatórios gengivais.

5. Quais são as técnicas cirúrgicas mais comuns?

Gengivoplastia, gengivectomia e enxertos de tecidos coletados do próprio indivíduo ou artificiais são três técnicas fundamentais à cirurgia plástica gengival.

6. A cirurgia em gengivas dói?

Não, desde ao procedimento cirúrgico e pós-operatório sejam administrados anestésicos e analgésicos pertinentes aos procedimentos realizados.

7. O sorriso gengival alto pode ser corrigido através de alguma dessas técnicas?

Sim. Uma das indicações mais populares da cirurgia plástica gengival é a recuperação da harmonia do sorriso através do remodelamento do contorno das gengivas sobre dentes em indivíduos cujas gengivas são excessivamente expostas ao falar ou sorrir.

8. É verdade que existe uma técnica de cirurgia plástica gengival sem pontos de sutura?

Existe, e é bastante comum. Exemplos dela são as cirurgias para sorriso gengival alto ou nivelamento de zênite gengival, que, devido à medição por tomografia computadorizada, dispensam o rebatimento traumático da gengiva. O resultado disso são cirurgias menos invasivas e com períodos de recuperação e cicatrização mais curtos comparados às técnicas convencionais com pontos de sutura.

9. Gengivas retraídas também podem ser recuperadas através da cirurgia plástica gengival?

Sim. O recobrimento de raízes dentárias expostas pela migração das bordas das gengivas já é a indicação mais comum para o tratamento, um procedimento eficiente que pode ser realizado em um ou simultaneamente em vários dentes com gengivas retraídas.

10. Pode acontecer recidiva do tratamento com o passar do tempo?

Sim, porém o problema só é encontrado nas cirurgias gengivais com enxerto para recobrimento de recessões na gengiva. Entretanto, se por um lado as cirurgias para nivelamento gengival e sorriso gengival alto não trazem o problema, nas cirurgias com enxertos a recidiva do tratamento é esperado em até 50% dos pacientes, em um prazo de 7 anos após a cirurgia gengival.

11. Que outros problemas estéticos também podem ser resolvidos pela cirurgia plástica gengival?

Remoção de manchas escurecidas em gengivas pela técnica de peeling tecidual, recuperação de fraturas dentárias ou até mesmo de raízes, fechamento de espaços escuros entre dentes ou eliminação cirúrgica de gengiva inflamada – além de outras necessidades estéticas e funcionais nem tão comuns.

12. Dá para fechar os espaços escuros entre dentes que aparecem junto com as retrações da gengiva?

Até é possível, entretanto, este é um dos procedimentos cirúrgicos com gengivas menos previsíveis e efetivos, devendo ao dentista informar ao paciente as chances de sucesso do tratamento baseado em várias condições locais e sistêmicas associadas à eficácia da cirurgia.

13. A cirurgia gengival também pode ser utilizada para tratar gengiva inflamada?

Sim. Por vezes, a remoção cirúrgica da gengiva inflamada faz-se necessária como parte dos procedimentos da terapia gengival para doenças como gengivites e periodontites.

14. Posso fazer o procedimento em mais de um dente, simultaneamente?

Sim.

15. Existem restrições à cirurgia plástica gengival em pacientes fumantes?

Pacientes que fumam acima de 10 a 12 cigarros por dia apresentam cicatrização tecidual mais lenta e passível de complicações pós-cirúrgicas. São várias as formas como o cigarro atua para atrapalhar na cicatrização gengival, como a diminuição da microcirculação local de sangue. Entretanto, um protocolo de abstinência temporária para o fumo (1 dia antes e 14 dias após a cirurgia) diminui essas limitações, equiparando as taxas de sucesso da cirurgia gengival semelhantes à pacientes não fumantes.

16. Sou diabético. De que forma esta doença interfere nos resultados e indicações do tratamento?

A diabete controlada não interfere nas cirurgias gengivais. Entretanto, em indivíduos descompensados, a cicatrização tecidual não corresponde ao esperado e pode resultar em infecções ou deiscências.

17. Vou fazer um tratamento estético com facetas e lentes de contato dental. Quanto tempo antes de iniciar esse tratamento preciso fazer a cirurgia plástica na gengiva?

Organize-se para realizar a cirurgia pelo menos 90 dias antes de iniciar as moldagens para as facetas, lentes ou mesmo próteses dentárias em porcelana. Quando esse tempo é menor do que os 90 dias indicados, pode haver diferença entre a borda da peça em porcelana e a borda da gengiva. Por isso, mesmo que sua gengiva já pareça estar bonita há mais de 2 meses, aguarde o período recomendado para não ter que refazer o tratamento.

18. A cirurgia plástica gengival pode ser realizada após o crescimento da gengiva após o tratamento com aparelho ortodôntico?

Sim, a gengivoplastia é técnica apropriada para correções da hiperplasia inflamatória que pode acometer pacientes após o tratamento ortodôntico.

 

PÓS-OPERATÓRIO E TEMPO DE RECUPERAÇÃO


19. Como é a recuperação pós-cirúrgica do tratamento?

O tempo de recuperação das cirurgias realizadas em gengiva depende da extensão, localização e técnica cirúrgica utilizada, indo desde procedimentos com recuperação imediata a até mesmo cirurgias que exigem o repouso dos pacientes (faltas a compromissos sociais e de trabalho) por até 7 dias.

20. É verdade que precisarei ficar por até uma semana em repouso após procedimentos envolvendo enxertos de gengiva?

Dependendo da extensão e técnica cirúrgica, sim. A cirurgia para remodelamento gengival realizada nos seis dentes anteriores, por exemplo, - e que foi realizada na técnica com remoção de osso e pontos de sutura-, utiliza um cimento protetor do local operado que precisa ficar em posição por até 7 dias – e que é esteticamente pouco aceitável. Entretanto, trata-se de procedimentos pouco usuais e que possuem alternativas técnicas mais compatíveis com o dia-a-dia do paciente.

21. Quais são os cuidados e recomendações mais comuns que devem ser seguidos no pós-operatório?

Os cuidados pós-operatórios nos procedimentos sem enxertos de gengiva são mais simples: nas primeiras 24 horas é proibido ingerir alimentos quentes e resistentes, prática de esportes ou atividades que envolvem esforço físico intenso e escovação no local da cirurgia; passadas as primeiras 24 horas é permitida a prática de esportes e ingestão de alimentos quentes; passados 3 dias da cirurgia já é possível retomar as atividades laborais e esportivas normalmente. Já nas cirurgias com enxertos recomenda-se, nos 7 primeiros dias, evitar a ingestão de alimentos quentes e sólidos, prática esportiva ou esforço físico intenso e a escovação no local operado.

22. A recuperação cirúrgica da cirurgia plástica gengival com enxertos é mais demorada?

Sim. O sucesso nas cirurgias com enxertos de gengivas depende dos cuidados pós-operatórios que exigem diversas medidas restritivas aos pacientes submetidos ao procedimento – e que podem se estender por até 7 dias passados da cirurgia plástica gengival.

23. Ficar 7 dias sem escovar no local operado traz riscos para mau hálito?

Não. Neste período, o paciente faz uso de bochechos com substâncias que impedem a formação da placa bacteriana causadora da halitose.

PASSO-A-PASSO


24. Como é cirurgia plástica gengival, passo a passo?

Um protocolo com procedimentos cirúrgicos, passo a passo, pode dar origem a confusões a cerca da cirurgia plástica gengiva dada a variedade de técnicas utilizadas no tratamento.

25. É preciso tomar alguma medicação após o procedimento?

Sim. Analgésicos, por até 48 horas após a cirurgia, e eventualmente antibióticos podem ser prescritos para o período pós-operatório aos procedimentos.

26. Quanto tempo dura o procedimento?

Em média, entre 60 a 90 minutos, independente do tipo e extensão do procedimento.

27. Dá para simular os resultados da cirurgia plástica gengival, antes e depois?

Até dá. Entretanto, dada a variabilidade dos resultados de cicatrização tecidual – que variam de paciente para paciente e também podem ter previsibilidade de acordo com a técnica e condições locais -, não é recomendável a utilização de simulações fotográficas ou sobre modelos, tipo antes-e-depois, para que os resultados finais do tratamento não tragam frustrações pela discordância com as simulações realizadas.

 

GENGIVOPLASTIA E GENGIVECTOMIA


28. O que é gengivoplastia?

É uma técnica cirúrgica com múltiplas indicações realizada apenas pela remoção das gengivas, deixando intacto o osso que circunda as raízes ou até mesmo a coroa dentária.

29. O que é gengivectomia?

Um procedimento cirúrgico semelhante à gengivoplastia que requer, ao contrário da última, o remodelamento do osso ao redor das raízes dentárias para que os resultados planejados sejam alcançados.

30. Gengivectomia ou gengivoplastia. Qual é a melhor técnica?

Nenhuma delas, já que, por possuírem indicações de tratamento diferentes, a comparação entre as técnicas não faz sentido.

31. O que pode dar errado durante e após o procedimento?

As intercorrências durante a cirurgia plástica gengival são raras. Entretanto, elas podem ocorrer com alguma frequência após o procedimento. A principal delas é o descolamento do enxerto gengival nas cirurgias para recobrimento de raízes expostas encontradas na retração da gengiva. Já a cirurgia plástica gengival para sorriso alto praticamente não traz intercorrências trans ou pós-operatórias.

 

ENXERTOS DE GENGIVAS


32. Para que servem os enxertos de gengiva?

Enxertos gengivais possuem aplicações tão variadas que as indicações vão desde o recobrimento de raízes expostas a até mesmo a alteração de cor em gengivas escurecidas e acinzentadas pelo metal de próteses dentárias, implantes dentários e ósseos integrados.

 

SORRISO GENGIVAL


33. Quais são as técnicas cirúrgicas para corrigir o sorriso gengival alto?

O sorriso gengival pode ser corrigido por apenas uma única técnica, ou então pela combinação de duas ou mais. Os procedimentos mais comuns para diminuir a exposição exagerada das gengivas ao sorrir são a gengivoplastia, gengivectomia e a contenção cirúrgica da hipermobilidade dos lábios.

 

RETRAÇÃO GENGIVAL


34. Quais são as técnicas cirúrgicas para corrigir a recessão ou retração das gengivas?

As cirurgias para recobrir raízes dentárias expostas são divididas em duas técnicas: com ou sem utilização de enxertos de gengiva. Entre elas, existem dezenas de variações técnicas que podem ser utilizadas combinadas.

35. De onde são coletados os enxertos de gengiva para corrigir o problema?

O local doador mais comum é o palato, sendo que a remoção pode ser através da remoção completa de uma pequena parte da gengiva ali localizada, ou então pela remoção de uma pequena camada interna às gengivas do palato.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


36. Qual é o preço da cirurgia plástica gengival?

O preço dos procedimentos cirúrgicos envolvendo cirurgias depende de vários fatores que não podem ser colocados nem ao mesmo como referência para valores dada a possibilidade para decisões equivocadas por pacientes que necessitam destes tipos de procedimentos.

Cirurgia para correção do sorriso gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o sorriso gengival?

O sorriso gengival alto, ou apenas sorriso gengival, é a exposição inapropriada e exagerada da gengiva localizada acima da parte mais alta dos dentes, e que aparece ao falar, rir ou sorrir.

2. Além do déficit estético, que outros problemas estão associados com o sorriso gengiva?

Os danos estéticos são os mais relatados pelos indivíduos afetados pelo problema. Entretanto, depende da causa e da quantidade de gengiva depositada sobre os dentes, o tratamento facilita a remoção da placa bacteriana para a prevenção de doenças gengivais como a gengivite e a periodontite.

3. Quais são as causas para este problema?

São várias. As mais comuns são a erupção alterada dos dentes, o crescimento exagerado do osso maxilar e a hipermobilidade dos músculos dos lábios superiores ao falar ou sorrir.

4. O que é o falso sorriso gengival?

É a exposição inapropriada das gengivas causada pelo crescimento gengival (hiperplasia), natural ou inflamatória, sobre os dentes – uma condição com tratamento cirúrgico simples.

5. Como diagnosticar o problema?

Ao sorrir, é recomendável, do ponto de vista estético, a exposição de apenas 85% da superfície dos dentes anteriores. Nestas condições, espera-se que apenas a gengiva localizada entre os dentes (ameia gengival) seja visível ao falar ou sorrir. Ainda assim, pode acontecer de aparecer entre 1 a 2 mm da gengiva localizada acima dos dentes nestas mesmas condições, uma situação que ainda é considerada estética e harmônica.

6. O que pode ser corrigido neste tipo de cirurgia plástica gengival?

A exposição exagerada da gengiva e a forma de contorno das gengivas ao redor das coroas dentárias; déficit de harmonia das gengivas com lábios.

7. Quem precisa realizar o tratamento?

Indivíduos com exposição da gengiva superior a 2mm acima dos dentes, em tratamentos com alto envolvimento estético com facetas e lentes de contato dental ou que necessitam de correções gengivais para o alinhamento e nivelamento gengival (equalização do zênite gengival).

8. Quais são as contraindicações da correção cirúrgica do sorriso gengival alto?

Indivíduos com doenças gengivais infecciosas (gengivite e periodontite), uso de tabaco e diabete não controlada são situações que contraindicam o tratamento cirúrgico do problema.

9. A cirurgia plástica para sorriso gengival dói?

Dores e desconfortos podem estar associados às cirurgias plásticas em gengivas. A administração de analgésicos até mesmo simples, entretanto, é suficiente para que o pós-operatório do tratamento se dê de forma confortável e sem contratempos ao paciente.

10. A cirurgia plástica gengival eliminará completamente a exposição exagerada das gengivas?

Nem sempre. Casos mais complexos, como a exposição exagerada das gengivas por crescimento exagerado das maxilas ou exposições acima de 10 mm, são desafiadores. Nesses casos, o que se vê é o alívio estético para o problema, o que pode ser suficiente para recuperar a harmonia do sorriso.

11. Pode ocorrer recidiva do tratamento para correção do sorriso gengival alto?

Não, já que o resultado da correção cirúrgico do sorriso gengival é definitivo. Exceto para os casos de hiperplasias medicamentosas ou inflamatórias (gengivites e periodontites, respiração bucal), não existem motivos para a recidiva da cirurgia plástica gengival.

12. Quais são os exames necessários para iniciar o tratamento?

Basicamente, são necessários 3 exames:
(1)Exames clínicos para análise da saúde gengival e profundidade de sondagem gengival,
(2) exames radiográficos e tomográficos (para cirurgias sem emprego de pontos de sutura) e
(3) moldagens para modelos em gesso para construção de guias cirúrgicos e simulações de resultados.

13. A cirurgia para correção do sorriso gengival alto pode dar origem a problemas como a gengivite ou a periodontite?

Não há relatos científicos de que a cirurgia plástica gengival para correção do sorriso gengival alto para dar origens ou facilitar o aparecimento de gengivite ou periodontite.

14. Pacientes fumantes e diabéticos podem realizar o tratamento?

Diabéticos não controlados e fumantes (acima de 10 cigarros diários) apresentam até 2,5X mais dificuldade para cicatrização do que pacientes não fumantes e saudáveis. Entretanto, um protocolo de abstinência temporária para o consumo de tabaco e o controle dos níveis glicêmicos trazem os processos de cicatrização das gengivas na cirurgia corretiva do sorriso gengival alto para índices próximos aos encontrados em pacientes saudáveis.

15. Gengivas hiperplasiadas pelo uso de aparelho ortodôntico também podem se beneficiar da cirurgia plástica gengival para correção do sorriso gengival alto?

Sim.

16. Sou respirador bucal e minhas gengivas estão hiperplasias devido ao problema. Esta técnica cirúrgica pode ser indicada para corrigir as gengivas crescidas?

Sim.

17. Enxertos de gengiva também serão utilizados no tratamento?

Às vezes.

 

TÉCNICAS CIRÚRGICAS PARA CORREÇÃO DO SORRISO GENGIVAL


18. Como corrigir o sorriso gengival?

O tratamento é realizado através de cirurgia plástica gengival e é dividido em dois tipos: o primeiro é a gengivoplastia, que é o recorte da gengiva em excesso; o outro é a gengivectomia, um procedimento mais complexo que remove, além da gengiva em excesso, uma parte do osso que circunda a coroa dentária.

 

PÓS-OPERATÓRIO E TEMPO DE RECUPERAÇÃO


19. Qual o tempo de recuperação do tratamento?

Em média, são necessários entre 24 horas a até 7 dias em repouso livres de atividades que exijam esforços físicos ou a exposição das gengivas que, durante estes dias, podem estar esteticamente incompatíveis com atividades sociais e profissionais.

20. Precisarei tomar algum tipo de medicamento após a cirurgia?

Depende. A gengivoplastia, versão mais simples do procedimento, é bem aportada apenas pela administração de anestésicos simples, prescritos por até 48 horas após o procedimento; já as cirurgias da gengiva com alto grau de complexidade exigem a administração de antibióticos por até 10 dias passados do procedimento cirúrgico.

21. Quanto tempo é preciso esperar, após a cirurgia, para dar início ao tratamento com lentes de contato dental ou facetas laminadas em porcelana?

90 dias.

22. A cirurgia para correção do sorriso gengival leva pontos de sutura?

Dependendo da extensão da correção e da técnica utilizada, pode ser necessário o uso de pontos de sutura por um período de 7 a até 14 dias passados do procedimento.

 

A CIRURGIA, PASSO A PASSO.


23. Como é a cirurgia plástica para corrigir o sorriso gengival, passo a passo?

A cirurgia para a correção do sorriso gengival alto é realizada em 3 consultas:
(1) Primeira consulta: confecção de modelo em gesso para diagnóstico, simulação de resultado e construção de guias cirúrgicos e ainda a solicitação de tomografia computadorizada;
(2) Segunda consulta: realização da cirurgia através do recorte da gengiva (gengivoplastia) ou recorte da gengiva e osso (gengivectomia); dependendo da técnica, ainda pode ser necessária a sutura por pontos isolados.
(3) Terceira consulta: realizada entre 7 a 14 dias passados da cirurgia plástica gengival, é dedicada à remoção dos pontos de sutura - quando houver - ou do cimento cirúrgico, e monitoramento dos resultados.

24. Quais são as complicações podem ocorrer durante ou após a cirurgia?

As complicações trans-cirúrgicas da cirurgia plástica gengival são mínimas e, quando ocorrem, imediatamente corrigidas. Após a cirurgia, problemas como sangramento gengival mais intenso nas primeiras 12 horas após procedimento podem ser comuns. Outro problema comum pode ser a necessidade de retiro de eventos sociais e profissionais por até 7 dias para pacientes cujas cirurgias utilizam pontos cirúrgicos associados a cimentos cirúrgicos para proteção da gengiva operada.

 

CIRURGIA PARA CONTENÇÃO LABIAL


25. O que é a cirurgia para contenção labial?

É um procedimento cirúrgico que diminui o comprimento de lábios e inserções musculares para diminuir a hipermobilidade dos músculos envolvidos no sorriso.

26. A cirurgia para contenção labial do sorriso gengival é complicada?

Sim. Tanto o pós-operatório quanto a técnica cirúrgica utilizada são delicados exigem a atenção dos pacientes quanto às recomendações e cuidados que precisam ser tomados por até 30 dias passados do tratamento.

 

BOTOX NA CORREÇÃO DO SORRISO LABIAL


27. O botox é eficiente para corrigir o sorriso gengival?

Às vezes. O sucesso do tratamento com botox para evitar a exposição excessiva das gengivas nem sempre funciona. A ideia para o uso da toxina botulínica, nestes casos, é o alívio estético da condição provocada pela hipermobilidade dos músculos envolvidos no sorriso.

 

CIRURGIA ORTOGNÁTICA PARA CORREÇÃO DO SORRISO GENGIVAL


28. O que é a cirurgia ortognática e como ela pode eliminar a exposição exagerada das gengivas ao sorrir?

A cirurgia ortognática é um procedimento para correções ósseas complexas. O objetivo do tratamento, neste caso, é diminuir o crescimento ósseo exagerado da maxila.

29. Como é o pós-operatório da cirurgia ortognática?

Bastante complexo, exigindo algumas semanas em recuperação e espera de até 60 dias em contenção rígida das maxilas.

 

GENGIVOPLASTIA VERSUS GENGIVECTOMIA


30. Como a gengivoplastia e a gengivectomia participam da correção cirúrgica do sorriso gengival?

De várias formas, já que as duas técnicas representam os dois procedimentos mais utilizados na redução da exposição excessiva das gengivas ao sorrir.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


31. Quanta custa a cirurgia plástica para sorriso gengival?

O preço deste tipo de tratamento não segue um padrão e depende da complexidade da técnica utilizada e procedimentos auxiliares como simulações e mockups.

Cirurgia para correção da retração gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é recessão ou retração gengival?

É a exposição das raízes dentária devido à migração das margens das gengivas (recessão gengival) em direção às raízes.

2. Quais são as causas para o problema?

São várias as causas, e frequentemente duas ou mais delas atuam conjuntamente para que a condição apareça. As mais frequentes são as doenças gengivais infecciosas causadas pelo acúmulo de placa bacteriana e os traumas de escovação pelo excesso de pressão das cerdas da escova contra as gengivas.

3. Além dos problemas estéticos, quais outras complicações estão associadas à exposição das raízes dentárias devido à retração das gengivas?

Sensibilidade dental, cáries dentárias e formação de cavidades sobre as raízes dentárias.

4. O que é a cirurgia plástica gengival para tratamento de retração gengival?

É um procedimento plástico-cirúrgico para recobrimento com gengivas das raízes dentárias expostas.

5. Existem técnicas diferentes para as cirurgias plásticas em gengivas retraídas?

Sim. A variação técnica mais importante é a que divide a cirurgia plástica gengival para tratamento da recessão entre os procedimentos que utilizam enxertos de gengiva e os que realizados sem o uso do dispositivo tecidual.

6. E quais são as contraindicações destas técnicas cirúrgicas?

Fumantes severos (consumo superior a 12 cigarros diários) e diabéticos descontrolados são contraindicados para o procedimento cirúrgico.

7. Os resultados cirúrgicos do tratamento de gengivas retraídas?

Pesquisas recentes mostram que os resultados podem ser superiores a 90% de sucesso, passados 5 anos do tratamento. Tudo depende da seleção correta da técnica e condições ideais para que o tratamento seja resolutivo e durável.

8. Os resultados da correção cirúrgica para tratamento da retração gengival são previsíveis?

Depende. A previsibilidade da cirurgia gengival para tratamento da recessão gengival depende de diversos fatores, como a severidade e extensão da recessão gengival. Além disso, situações como dentes girados ou extruídos, perda da papila dentária ou biótipo fino de gengiva também contribuem para que a previsibilidade dos resultados da cirurgia plástica gengival para tratamento da retração da gengiva seja limitado.

9. É verdade que dentes girados e mal posicionados diminuem os índices de sucesso da cirurgia?

Sim.

10. Como o tipo de gengiva influenciam nos resultados do tratamento?

A espessura da gengiva está diretamente relacionada com o sucesso do tratamento. Assim, gengivas mais finas – e, portanto, mais delicadas – trazem desafios maiores aos resultados cirúrgicos do que gengivas mais espessas.

11. Quais são os exames necessários para o procedimento?

Exames clínicos iniciais e radiográficos convencionais – tomografias são indicadas para casos mais complexos.

12. O osso perdido ao redor de raízes também é recuperado através da cirurgia gengival para tratamento da recessão gengival?

Não, o tratamento aborda apenas o restabelecimento da arquitetura gengival perdida.

13. Quais são os tratamentos alternativos à cirurgia plástica gengival para recobrimento de raízes expostas?

Embora a restauração com resinas ou porcelanas (fragmento cerâmico) para recobrir gengivas retraídas não seja classificada como alternativa verdadeira às cirurgias gengivas para recobrimento radicular, ainda assim é uma boa técnica para lidar com problemas como a sensibilidade dentária e prevenção à formação de cavidades por trauma de escovação.

14. Precisarei tomar algum tipo de medicação antes e após a cirurgia?

Dependendo da extensão do procedimento, como o uso de enxertos gengivais, pode ser necessário o suporte antibiótico para o tratamento – além de analgésicos.

15. A cirurgia plástica para retração gengival pode ser realizada em pacientes fumantes?

O tabaco interfere de forma negativa nos resultados do tratamento. Um protocolo de abstinência é normalmente solicitado para dias anteriores e posteriores ao procedimento cirúrgico. Além disso, o consumo diário inferior a 12 cigarros intermediários parece não interferir nos resultados cicatrizadores finais do tratamento.

16. Sou diabético. Essa doença interfere no tratamento?

Sim. Entretanto, quando controlada, os resultados cirúrgicos e cicatrização do procedimento não trazem diferenças comparadas a pacientes saudáveis.

17. A cirurgia para tratamento da retração gengival pode ser realizada em mais de um dente afetado pela recessão gengival?

Sim.

18. É possível fechar os espaços escuros entre os dentes com esta técnica?

Nem sempre, já que os resultados da cirurgia plástica para gengivas retraídas não trazem prognósticos animadores quando a gengiva localizada entre os dentes já foi atingida pela retração.

19. A cirurgia pode ser realizada em dentes que servem de suporte para próteses dentárias?

Sim, porém existem ressalvas. É que a presença de próteses dentárias mal adaptadas ou com problemas de design impossibilita o tratamento cirúrgico em gengivas retraídas - e a substituição destes dispositivos defeituosos é essencial para o sucesso do procedimento.

20. Existem riscos para perdas dentárias se a retração gengival não for tratada?

Sim. Entretanto, este não é o percurso para a maioria dos casos de recessão gengival, um problema cuja progressão depende de diversos fatores como localização, biótipo gengival, profundidade, hábitos de higienização oral e diversos outros fatores que contribuem para a evolução contínua do problema.

21. Qual é a diferença entre os procedimentos cirúrgicos para correção de gengivas retraídas e a cirurgia para correção do sorriso gengival?

São tratamento opostos. Enquanto no procedimento para correção do sorriso gengival os objetivos são conseguidos pela remoção de tecido gengival – combinado ou não com remoção de tecido ósseo, nos procedimentos cirúrgicos para correção de raízes dentárias expostas o objetivo é estender o comprimento da gengiva associada à recessão gengival.

22. Vou realizar um tratamento com laminados cerâmicos (facetas e lentes de contato dental). Qual o momento ideal para realizar a cirurgia, antes ou depois dos procedimentos para laminados?

Antes.

23. Qual destes tratamentos para o recobrimento de raízes expostas traz melhores resultados: restauração dentária em resina ou cirurgia gengival?

O recobrimento de raízes expostas com restaurações dentárias com resina composta não é, sem si, tratamento para a retração gengival. Entretanto, a prevenção ao aumento dos desgastes sobre as raízes e diminuição da sensibilidade pode ser o resultado da adoção destas técnicas.

24. A cirurgia para tratamento da retração gengival também pode ser utilizada para gengivas escurecidas pela presença de implantes dentários?

Até pode. Entretanto, existem variações técnicas entre os dois tratamentos que fazem diferenças importantes nos resultados finais do tratamento.

25. O clareamento dental caseiro pode afetar as gengivas reconstruídas cirurgicamente?

Não. Entretanto, não são aconselháveis procedimentos clareadores, independente da técnica, nos primeiros 90 dias passados da cirurgia.

26. Indivíduos com bruxismo também podem ser submetidos à cirurgia plástica gengival para correção da recessão gengival?

Sim.

27. Estas técnicas cirúrgicas também podem ser utilizadas para tratar a sensibilidade dental aumentada?

Sim, e esta é uma das indicações para o procedimento.

28. A cirurgia para correção de gengivas retraídas pode ser utilizada para esconder as bordas escurecidas existentes em próteses dentárias antigas?

Não. Apesar da procura crescente por tratamentos desse tipo, a substituição do dispositivo protético defeituoso é o tratamento mais eficaz para resolver os problemas estéticos e funcionais decorrentes de bordas metálicas em próteses dentárias.

 

PÓS-OPERATÓRIO E RECUPERAÇÃO DA CIRURGIA PARA TRATAMENTO DA RETRAÇÃO GENGIVAL.


29. Quantos dias em repouso exige a cirurgia para correção da gengiva retraída?

Na técnica sem enxertos gengivais, dois a três dias são suficientes para o retorno às atividades sociais e profissionais. Já na técnica com enxerto, dependendo da extensão ou uso de cimentos cirúrgicos, podem ser necessários até 7 dias em repouso.

30. O que pode dar errado após no pós-operatório da cirurgia para correção da gengiva retraída?

Nas cirurgias com enxertos, pode haver deslocamento do tecido enxertado, um problema que exige a repetição do procedimento - porém passível controle pela adoção dos cuidados pós-operatórios recomendados.

31. Precisarei mudar a forma como higienizo dentes e gengivas após o procedimento?

Sim, já que o trauma de escovação sobre a região operada, assim como a espessura da gengiva, são os dois fatores responsáveis pela recidiva da retração da gengiva.

 

ENXERTOS DE GENGIVAS.


32. Como os enxertos são utilizados no recobrimento da raiz dentária exposta?

Enxertos de gengiva coletados do próprio paciente são considerados o “padrão ouro” para o recobrimento de raízes expostas (recessão gengival). A técnica consiste em recobrir a raiz exposta com retalhos teciduais para que, após a cicatrização, seja obtida uma nova gengival em formato e extensão semelhantes às condições ideais.

33. De onde é coletado o enxerto gengival utilizado nessas cirurgias?

Do palato, em área distante ao local de fixação do tecido coletado.

34. Como ficará o local de onde o enxerto gengival foi coletado?

Assim como acontece com a área enxertada, na área de coleta do enxerto gengival são necessários pontos de sutura para restabelecer a anatomia local, o que requer cuidados especiais pós-operatórios e repouso específico.

 

GENGIVOPLASTIA NO TRATAMENTO DE GENGIVAS RETRAÍDAS.


35. A cirurgia para recobrimento de raízes dentárias expostas e gengivoplastia são a mesma coisa?

Não. Por gengivoplastia entende-se o recorte da gengiva em excesso para fins estéticos e funcionais. Entretanto, em determinados momentos, esta técnica pode fazer parte da cirurgia para tratamento da retração gengival.

36. A gengivoplastia pode ser realizada concomitante à cirurgia para tratamento da recessão gengival?

Sim.

 

CUIDADOS E PREVENÇÃO.


37. Qual é o tipo ideal de escova dental para prevenir as retrações gengivais?

Estudos científicos comprovam que escovas com cerdas macias são mais efetivas na prevenção da recessão gengival comparada às versões com cerdas rígidas. Entretanto, é preciso estar atento que escovas com cerdas mais delicadas exigem técnica apropriada para que a remoção da placa bacteriana se dê de forma efetiva e não traga riscos para doenças como gengivite e periodontite.

38. O que pode ser feito para evitar a recessão gengival?

A adoção de técnicas e instrumentos de higienização que não traumatizem gengivas e mucosas e, ao mesmo tempo, sejam eficientes na remoção da placa bacteriana causadora de doenças gengivais (gengivite e periodontite) são excelentes métodos na prevenção da gengiva retraída.

 

SIMULAÇÕES TIPO ANTES-E-DEPOIS.


39. Dá para simular os resultados, na técnica antes-e-depois, deste tipo de tratamento?

Sim, desde que respeitados os limites de previsão para procedimentos que dependem do resultado de cicatrização individual de cada paciente.

 

PREÇO DA CIRURGIA PARA TRATAMENTO DA RETRAÇÃO GENGIVAL.


40. Qual é o preço da cirurgia para retração gengival?

Os procedimentos cirúrgicos em odontologia dependem de vários fatores para a formação do preço destes tratamentos que só podem ser estabelecidos pelo dentista, em consulta.

Cirurgia gengival para implantes dentários

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Qual é o objetivo da cirurgia plástica gengival para implantes dentários?

Corrigir problemas na forma e cor das gengivas localizadas junto a implantes ósseos integrados e próteses dentárias fixas em porcelanas.

2. Quais são as indicações deste tipo de procedimento?

Recuperar falhas estéticas e funcionais como a exposição das roscas de implantes dentários, o desalinhamento das gengivas e o pouco volume gengival - entre vários outros detalhes que podem ser corrigidos pelo procedimento.

3. O procedimento cirúrgico é essencialmente estético?

Não. A reconstrução da arquitetura gengival ao redor de implantes dentários também tem como objetivo restabelecer uma condição favorável (compatibilidade anátomo-biológica) para a higienização e adaptação das partes protéticas de próteses fixas em porcelana.

4. Quais são os exames solicitados previamente à cirurgia gengival?

Exames radiográficos simples ou tomográficos.

5. É necessário o uso de enxertos gengivais nestes procedimentos cirúrgicos?

Dependendo do defeito gengival, pode ser necessária a utilização de enxertos gengivais coletados do próprio paciente ou oriundos de técnicas processadas artificialmente, como o osso bovino liofilizado.

6. O que é o osso bovino liofilizado?

É um material utilizado para reparar falhas ósseas, alternativo aos enxertos ósseos coletados do próprio paciente. A matriz óssea utilizada é a bovina, sendo o material resultante da técnica é um osso biologicamente compatível com seres humanos e sem riscos para contaminações.

7. Quando é preciso utilizar gengiva para enxertos sobre implantes dentários, de onde ela é coletada?

Existem várias áreas doadoras para enxertos gengivais coletados do próprio paciente. A principal delas é o palato.

8. Qual é a durabilidade dos resultados da cirurgia plástica gengival para implantes dentários?

A durabilidade de cirurgias plásticas gengivais dependem de vários fatores, como uso de enxertos, biotipo gengival e local da cirurgia.

9. Como é o pós-operatório?

Dependendo do uso de enxertos gengivais e extensão da cirurgia, o pós-operatório pode requerer alguns dias em repouso até que o local operado esteja estável e sem inchaços.

10. São necessários pontos de sutura neste tipo de tratamento?

Quase sempre.

11. O tratamento dói?

A maioria dos pacientes não relatam dores durante e após o procedimento cirúrgico.

12. É preciso tomar alguma medicação durante o tratamento?

Sim. Podem ser utilizados antibióticos, analgésicos e até mesmo os anti-inflamatórios no tratamento.

13. Quanto dias em repouso são necessários após a cirurgia gengival?

Tudo depende da extensão cirúrgica do procedimento. Na maioria das vezes, recomenda-se o repouso e inatividade para exercícios físicos por até 36 horas passadas da cirurgia.

14. Durante o período com pontos de sutura, meu sorriso ficará esteticamente prejudicado?

Depende. Existem fios de sutura com propriedades estéticas que possibilitam a retomada de atividades sociais e laborais, sem problemas. Entretanto, dependendo da quantidade de gengiva exposta ao sorrir (sorriso gengival), pode ser necessário mais dias em repouso porque a extensão e exposição cirúrgica nestes indivíduos são mais elevadas do que o comum.

15. A cirurgia é realizada durante ou após a instalação do implantes dentário?

Dependendo da situação, a cirurgia plástica gengival para implantes dentários pode ser utilizada antes, durante e após a instalação do implante dentário.

16. O que é a regeneração tecidual guiada?

É um conjunto de técnicas cirúrgicas visando o reparo e regeneração do osso e gengival em contato com implantes dentários ósseos integrados para resoluções estéticas e anatômicas otimizadas.

17. O que é a técnica com enxertos de PRF?

O plasma rico em plaquetas é uma membrana natural obtida a partir do sangue coletado do próprio paciente. É indicada para ganhos de volume de gengiva em situações exclusivas ou para acelerar o processo cicatricional em situações como extrações dentárias ou correções de tecido mole em procedimentos com implantes dentários.

18. A cirurgia pode ser utilizada para corrigir problemas em implantes dentários instalados há mais de 1 ano?

Sim, e corrigir falhas ósseas e gengivais em áreas com implantes dentários instalados há muitos anos é uma das principais indicações para a técnica.

19. Minha gengiva próxima ao implante instalado ficou escura. Que tipo de cirurgia pode ser utilizada para resolver o problema?

Enxertos gengivais para ganho de volume tecidual.

20. O procedimento cirúrgico não resolveu completamente o escurecimento da gengiva ao redor do implante dentário. O que pode estar acontecendo?

O material utilizado na construção de próteses dentárias fixas em porcelana e implantes dentários podem ser escuros e favorece o escurecimento gengival. A substituição destas estruturas por materiais mais estéticos, como as zircônias, favorece a construção de resultados mais naturais e harmônicos.

21. O tratamento pode ser combinado com outros tipo de cirurgias plásticas para gengivas?

Sim.

22. Quanto tempo após a cirurgia minhas gengivas estarão nas condições estéticas e anatômicas planejadas?

A cicatrização tecidual de gengivas apresenta dois estágios. No primeiro, que pode durar até 30 dias passados da cirurgia, a aparência da gengiva apresenta-se sem sinais cirúrgicos e em excelente estado estético. 
Já no estágio seguinte, que dura entre os primeiros 30 dias e pode se extender a até 180 dias passados da cirurgia plástica gengival, ocorrem pequenas mas importantes mudanças anatômicas que conferem ainda melhor resolução estética e arquiteturas dos tecidos da cavidade oral ao redor de implantes dentários ósseointegrados.

23. É possível corrigir a estética da gengiva ao redor de implantes dentários sem uso de enxertos gengivais?

Sim. Existem técnicas cirúrgicas de manipulação do tecido mole que permitem a reconstrução estética em diversas situações, sem uso de enxertos de tecido gengival coletados do próprio paciente.

24. Este tipo de cirurgia pode ser utilizado no tratamento da gengiva inflamada ao redor dos implantes dentários?

Sim. Em muitas situações, a remoção da gengiva que está inflamada ao redor dos implantes dentários é parte do tratamento da peri-implantite, uma doença infecciosa que acomete as estruturas que circundam e suportam os implantes dentários.

25. Tenho um implante dentário que está com mobilidade e foi condenado pelo dentista. Os procedimentos cirúrgicos gengivais podem recuperar o problema?

Não. A mobilidade de implantes dentários é uma complicação grave que quando compromete a estabilidade para próteses dentárias requer procedimentos que vão além dos procedimentos cirúrgicos em gengivas.

26. Os enxertos gengivais podem ser utilizados para recuperar a gengiva perdida próxima a dentes extraídos há muito tempo?

Sim. A perda de volume devido à extração dental pode ser recuperada através de enxertos de gengiva ou técnicas de alocamento tecidual.

27. Quais são as complicações associadas às cirurgias estéticas para implantes dentários?

O fracasso cirúrgico em cirurgias estéticas deve-se, principalmente, à utilização de enxertos de gengiva e osso para reconstrução da arquitetura anatômica na área aonde está instalado o dispositivo ósseo integrado.

Cirurgia gengival para aumento de coroa clínica

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a cirurgia gengival para aumento de coroa clínica (ACC)?

É um procedimento plástico-cirúrgico que aumenta a parte visível do dente (coroa clínica) através da remoção da gengiva e osso que circundam a estrutura dentária.

2. Qual é o objetivo do procedimento?

Expor as bordas dentárias localizadas abaixo das gengivas para que moldagens e restaurações sejam realizadas sem riscos para formação de frestas e desadaptações. Além disso, a técnica também pode ser utilizada na correção do sorriso gengival alto ou construção de anatomia local mais propícia para a higienização dos dentes.

3. Quais são as indicações para esta técnica?

Fraturas e destruições por cáries dentárias localizadas abaixo do osso e gengiva ou correção do sorriso gengival alto.

4. Que situações contraindicam a cirurgia para aumento de coroa clínica?

Nos casos em que a cirurgia resulte em risco para acúmulo de placa bacteriana ou restos alimentares pela dificuldade de higienização do local, ou ainda perda de suporte funcional para as raízes dentárias.

5. Como é realizado o procedimento?

A cirurgia para aumento de coroa clínica (ACC) é realizada em consulta única. As principais etapas incluem a anestesia local, incisão cirúrgica e recorte gengival, remoção do osso marginal em excesso e sutura a pontos isolados da gengiva remanescente.

6. A cirurgia dói?

Desconfortos são situações comuns nas cirurgias realizadas em gengivas e mucosas. Entretanto, a dor pode ser controlada por analgésicos simples, administrados nos primeiros dias do tratamento.

7. Serão utilizados enxertos de gengivas na cirurgia para aumento de coroa clínica?

Raramente.

8. Quais são as alternativas à cirurgia gengival para aumento de coroa clínica?

Quando o ACC não pode ser realizado, pode ser necessário remover o dente. Nestas condições, os tratamentos com implantes dentários ou próteses dentárias na técnica com pôntico preso a dentes naturais são alternativas terapêuticas consagradas e viáveis.

9. É possível realizar, em uma mesma consulta, a cirurgia para aumento de coroa clínica conjuntamente com outros procedimentos como a restauração dentária em resina?

Sim. E a este procedimento dá-se o nome de restauração trans-cirúrgica.

10. Este tipo de cirurgia é semelhante à técnica para alinhamento e nivelamento gengival?

Em alguns momentos, sim. A cirurgia para aumento de coroa clínica é uma das técnicas utilizadas para alinhar e nivelar gengivas, sendo classificadas, portanto, como parte das técnicas para cirurgias plásticas gengivais para aumento de coroa clínica.

11. Pode haver retração gengival em decorrência do procedimento?

Sim. Complicações na cicatrização tecidual ou execução inadequada do procedimento podem resultar em raízes dentárias expostas, uma sequela indesejada e que pode trazer complicações e dificuldades terapêuticas para recomposição do problema.

12. Cirurgia para aumento de coroa clínica ou implantes dentários. Qual é o mais indicado?

Depende. A seleção da técnica mais apropriada para tratamentos odontológicos depende de vários fatores, como o biótipo gengival e ósseo, anatomia local e condições gerais de saúde do paciente – uma decisão que depende de minucioso exame clínico, anamnésico e radiográfico para não resultar no tratamento.

13. Os resultados do tratamento são permanentes?

Sim, e já podem ser observados algumas semanas passadas da cirurgia plástica gengival tipo ACC.

14. Este tipo de cirurgia pode ser realizado em indivíduos com retração da gengiva?

Sim.

15. O aumento de coroa clínica pode ser indicado para tratar doenças como a gengivite ou periodontite?

Este tipo de cirurgia até pode fazer parte da adequação bucal para recuperação da saúde das gengivas. Entretanto, não constitui uma terapia, em si, para eliminar a infecção e inflamação periodontal.

16. A alteração da arquitetura óssea local pode afetar dentes vizinhos?

Não. Entretanto, erros na execução cirúrgica do procedimento podem danificar a arquitetura óssea e gengival de dentes vizinhos ao local operado, com complicações que podem ser até mesmo irreversíveis.

 

PÓS-OPERATÓRIO NA CIRURGIA PARA AUMENTO DE COROA CLÍNICA.


17. Como é o pós-operatório cirúrgico da cirurgia para aumento de coroa clínica (ACC)?

Simples. Na maioria das vezes, o paciente repousa até o final do dia do procedimento, abstendo-se de esforços físicos e atividades laborais. Dores e inchaços faciais são incomuns e passíveis de controle por analgésicos simples, e a restrição a bochechos e ingestão de alimentos quentes são restritos às primeiras 24 horas passadas da cirurgia.

18. Será prescrita alguma medicação antes, durante e após o procedimento?

Sim. Além de analgésicos, pode ser necessária a administração de antibióticos e até mesmo anti-inflamatórios, dependo da quantidade de osso removido ou condições de saúde local.

19. Precisarei ficar em repouso?

Sim. Reservar o dia do procedimento para repouso completo é uma recomendação comum. Entretanto, procedimentos menos complexos não são impeditivos para atividades laborais e sociais, desde que executadas sem esforços físicos.

20. Os pontos de sutura utilizados na cirurgia ficarão aparecendo?

Às vezes. Dependendo do local, as suturas a pontos isolados podem aparecer ao falar ou sorrir. Entretanto, o uso de fios de sutura transparentes compatibiliza o paciente para que suas atividades sociais e profissionais possam ser retomadas são contratempos estéticos.

21. Como é feita a higienização oral no local operado?

Dependendo da localização e extensão da cirurgia para aumento de coroa clínica, pode ser necessário utilizar dispositivos especiais para higienizar o local operado, o que exige dedicação e destreza manual do paciente para uso de escovas especiais.

 

TEMPO DE RECUPERAÇÃO NA CIRURGIA PARA AUMENTO DE COROA CLÍNICA.


22. Qual o tempo de recuperação da cirurgia para aumento de coroa clínica (ACC)?

De até 12 horas passadas do momento da cirurgia.

23. Qual o tempo de cicatrização para que as gengivas fiquem na posição e formato planejados?

Entre 1 a 3 meses, dependendo da extensão e localização do procedimento.

 

A CIRURGIA, PASSO A PASSO.


23. Como é o passo-a-passo da cirurgia para aumento de coroa clínica (ACC)?

(1) Exames clínicos e radiográficos;
(2) Cirurgia;
(3) Remoção de sutura.

 

GENGIVOPLASTIA E SORRISO GENGIVAL ALTO


24. Este tipo de cirurgia plástica gengival pode ser realizado em mais de um dente?

Sim.

25. Tenho sorriso gengival alto. Esta técnica pode ser utilizada para corrigir o problema?

Dependendo da causa para o problema, a cirurgia para aumento de coroa clínica pode ser suficiente para corrigir a condição estética desfavorável causada pelo crescimento da gengiva e osso sobre a coroa clínica dos dentes.

 

PRÓTESE DENTÁRIA PROVISÓRIA


26. Por que pode ser preciso confeccionar uma prótese dentária concomitante à cirurgia?

Próteses dentárias provisórias, confeccionadas em acrílico, ajudam na remodelação das gengivas para que o tratamento definitivo seja mais otimizado com relação à estética e facilidade de higienização de dentes e gengivas.

 

PREÇO DA CIRURGIA PARA AUMENTO DE COROA CLÍNICA


27. Qual é o preço da cirurgia para aumento de coroa clínica (ACC)?

Os preços são variados.

Cirurgia com enxerto gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o enxerto gengival?

É uma técnica em odontologia que utiliza partes de gengivas coletados do próprio indivíduo para reconstituir gengivas problemáticas ou ausentes, nos tratamentos realizados através da cirurgia plástica gengival.

2. Quais são as indicações destas técnicas?

São várias. As mais comuns são o recobrimento de raízes dentárias expostas por retração gengival (gengiva retraída) e aumento de espessura de gengivas em tratamento com próteses dentárias fixas ou implantes ósseos integrados.

3. Que outras situações também indicam o uso de enxertos em gengivas?

O recobrimento de furcas (região entre as raízes dentárias de molares) e utilização em cirurgias para reposicionamento labial do sorriso para correção do sorriso gengival.

4. A técnica com tecidos enxertados pode ser utilizada na cirurgia plástica gengival?

Sim. Diversos procedimentos cirúrgicos com finalidade estética utilizam-se de gengivas enxertadas para corrigir e harmonizar gengivas com dentes e lábios, como, por exemplo, nos tratamentos com prótese dentária ou laminados – lentes de contato dental e facetas em porcelana.

5. Como são coletadas as gengivas utilizadas nos tratamentos com enxertos?

Através de um procedimento cirúrgico rápido e simples realizado com anestesia local.

6. De que local são coletados os enxertos?

O mais comum é a coleta da gengival localizada no palato e posterior aos últimos molares inferiores. Entretanto, qualquer gengiva presente na cavidade bucal é apta para fornecer o tecido gengival necessário para o tratamento.

7. Existe rejeição à cirurgia com enxerto de gengiva?

Não, já que o tecido enxertado é parte do organismo do próprio paciente. O que pode acontecer são complicações pós-cirúrgicas como perda de fixação do tecido enxertado ou infecções.

8. Quais são os riscos do tratamento?

Procedimentos cirúrgicos, independente da técnica e localização, são passíveis de infecções, processos inflamatórios e pós-operatórios dolorosos – apesar da pequena incidência destes problemas na cirurgia plástica gengival com enxerto de gengiva.

9. Os resultados da cirurgia plástica gengival com enxertos são iguais para todo mundo?

Não. Diversos fatores contam para o sucesso do tratamento, como a espessura e fibrosidade das gengivas receptoras, assim como da qualidade do tecido coletado. Além disso, condições ambientais – como o consumo de cigarros – e biológicos – como a diabete – também contribuem para diminuir o grau de previsibilidade dos resultados destas técnicas cirúrgicas.

10. O tratamento é definitivo?

Nem sempre. Procedimentos para recobrimento de raízes dentárias expostas, por exemplo, podem recidivar passados alguns anos do tratamento. E os principais motivos para o problema são as indicações e execuções inadequadas das cirurgias, doenças gengivais causadas por falhas na higienização dos dentes, movimentações dentárias ou o trauma das gengivas pelo excesso de pressão das cerdas das escovas contra os tecidos gengivais.

11. A técnica pode ser utilizada para recuperar papilas reabsorvidas (gengiva entre dentes)?

Na maioria das vezes não.

12. Minhas gengivas sangram. Essa situação traz alguma complicação ao tratamento?

Sim. Doenças gengivais como gengivite e periodontite podem contraindicar a cirurgia plástica gengival com enxerto até que as condições de saúde dos tecidos gengivais e periodontais estejam re-estabelecidos.

13. O tratamento com enxerto de gengiva pode ser utilizado para tratar a sensibilidade dental?

Sim. A retração da gengiva (recessão gengival) pode ser a causa para a sensibilidade aumentada a estímulos frios ou alimentos doces ou ácidos. Nestas situações, o tratamento é uma excelente alternativa para eliminar dentes sensíveis ao frio ou alimentos doces ou cítricos.

14. O tratamento pode ser realizado em áreas com múltiplos dentes com recessão de gengiva?

Sim.

15. O enxerto gengival pode ser realizado concomitante ao enxerto ósseo?

Sim. Diversos problemas estéticos e funcionais em odontologia exigem o enxerto ósseo gengival conjugado para solucionar problemas em tratamentos com próteses e implantes dentários com ósseos integrados.

16. A gengiva escurecida e acinzentada ao redor de próteses dentárias sobre pinos metálicos ou implantes pode ser tratada com estas técnicas?

Sim.

17. Dá para simular o resultado da cirurgia com enxerto gengival na técnica tipo antes-e-depois?

Até dá, entretanto os resultados nem sempre podem ser fidedignos ao que se vê na simulação digital fotográfica, na técnica tipo antes-e-depois.

18. Existem materiais alternativos que dispensam a utilização de gengiva coletada do próprio paciente nos procedimentos para recobrimento de raiz dentária exposta?

Sim. É o caso do prf, membrana produzida a partir do sangue humano centrifugado, ou dos materiais sintéticos fabricados e indicados para as mesmas finalidades da gengiva humana.

19. E por que estes materiais sintéticos não substituem o enxerto de gengiva coletada do próprio paciente?

Porque os resultados são quase sempre inferiores. É por isso que a técnica com gengiva enxertada é considera o padrão ouro na cirurgia plástica para recobrimento da raiz dentária exposta.

20. O uso de materiais sintéticos alternativos ao enxerto de gengiva aumenta o preço do tratamento?

Quase sempre.

21. Como é o tratamento para recobrir a raiz dentária exposta por retração da gengiva?

O tratamento consiste na coleta de tecido conjuntivo localizado no palato ou outras regiões doadoras. Após a remoção do tecido e sutura do local doador, faz-se a sutura do tecido coletado na área em que se deseja recuperar a retração gengival.

22. O que é o enxerto gengival livre?

Ao contrário da técnica com enxerto gengival conjuntivo, nesta versão cirúrgica (gengival livre) a gengiva é coletada na sua totalidade, removendo-se, para isto, todas as camadas de tecido que compõe a estrutura doadora.

23. O que é o enxerto gengival conjuntivo?

É uma técnica cirúrgica que coleta apenas a parte interna da gengiva (tecido conjuntivo). As principais vantagens deste tipo de procedimento é o pós-operatório ameno, tempo de recuperação menor e resultados mais efetivos para diversas aplicações nos tratamentos estéticos e funcionais em gengivas.

24. O enxerto gengival pode ser utilizado para o preenchimento para diminuição do sorriso gengival?

Não. O aumento de volume neste tipo de tratamento se dá através de membranas artificiais ou naturais, trazendo tempo de recuperação menor e redução no preço do tratamento.

25. Minhas gengivas estão retraídas. Este tipo de tratamento, além da recuperação estética do problema, também previne o aumento da recessão gengival?

Sim. O recobrimento da raiz dentária exposta, além de eliminar a sensibilidade dental e problemas estéticos, também tem a função de prevenir o aumento da retração e recessão gengival e facilitar a remoção da placa bacteriana facilmente acumulada nas áreas com raízes dentárias expostas.

 

PÓS-OPERATÓRIO E TEMPO DE RECUPERAÇÃO


26. Como é o pós-operatório?

Dependendo da extensão e do local aonde são coletados os enxertos, o pós-operatório pode exigir alguns dias em repouso - com o paciente tomando uma série de cuidados para evitar intercorrências. Desconforto doloroso, edemas e alteração de cor são eventuais e passíveis de controle, fazendo da cirurgia gengival com enxertos um procedimento simples e previsível.

27. E como é o pós-operatório na região em que o enxerto é coletado?

Nas áreas em que os tecidos para enxertos são coletados, o pós-operatório é mais sensível a dores e inchaços que o sítio receptor. Entretanto, nada que não possa ser controlado com analgésicos simples.

28. Qual o tempo de recuperação da cirurgia com enxerto gengival?

Sim. O mais comum são períodos de repouso – livre de atividades físicas e sociais – que duram entre 1 a 3 dias. Entretanto, dependendo da extensão e do local de coleta ou enxertia, podem ser necessários até 7 dias em repouso pós cirurgia plástica gengival.

29. É verdade que após a cirurgia plástica gengival precisarei ficar vários dias sem ingerir alimentos duros ou até mesmo pastosos?

Não. Nas primeiras 24 horas são recomendadas refeições com alimentos pastosos e frios.

30. O tempo de recuperação da cirurgia com enxerto sintético é mais rápido?

Sim, e esta é a principal vantagem para uso destes tipos de materiais em tratamentos odontológicos.

 

DOR E INTERCORRÊNCIAS CIRÚRGICAS


31. O tratamento dói?

Desconfortos são comuns às cirurgias em gengivas. Entretanto, o controle da dor com analgésicos simples já é suficiente para que o tratamento se dê, em todas as etapas, sem dores ou outros desconfortos durante o período de recuperação do tratamento.

32. Quais são as complicações mais comuns a este tipo de tratamento?

O deslocamento e a perda do tecido enxertado, nos primeiros dias passados do procedimento, são as complicações mais comuns.

 

A CIRURGIA COM ENXERTO DE GENGIVAS, PASSO A PASSO.


33. Com é, passo a passo, a cirurgia com enxerto gengival?

A cirurgia plástica gengival com enxertos tem protocolos diferentes conforme a extensão, localização e técnica selecionada. Ainda assim, um passo-a-passo dos procedimentos cirúrgicos comuns à maioria das técnicas pode ajudar na hora de organizar a agenda ao preparar-se para o procedimento.
(1) Avaliação clínica e radiográfica;
(2) Tratamento gengival;
(3) Cirurgia plástica gengival;
(4) Remoção das suturas;
(5) Consultas de retorno.

 

GENGIVOPLASTIA E GENGIVECTOMIA


34. Gengivoplastia e cirurgia com enxerto gengival é a mesma coisa?

Não. A gengivoplastia é uma técnica para correção de problemas estéticos e funcionais unicamente pelo recorte de tecidos moles.

35. O enxerto de gengivas pode ser utilizado concomitante à gengivectomia?

Até pode, mas não faz sentido, já que a gengivectomia é um procedimento para remover a gengiva em excesso que resulta de doenças gengivais inflamatórias ou até mesmo como resultado da terapia periodontal.

 

CUIDADOS


36. Precisarei modificar a forma como escovo meus dentes e gengivas após o tratamento?

A escovação traumática é um dos motivos para a recidiva da retração em gengivas. Assim, após as cirurgias, todos os pacientes são submetidos a revisões e instruções para técnicas corretas de higienização (escovação) dos dentes submetidos à terapia que, dependendo da situação, podem modificar a forma como o paciente escova suas gengivas.

37. Escovo meus dentes com muita força. Isso pode atrapalhar os resultados do tratamento?

Sim. O excesso de pressão das cerdas das escovas dentárias contra os tecidos gengivais diminui o sucesso imediato e posterior dos procedimentos cirúrgicos odontológicos em tecidos moles.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS


38. De que forma a técnica com tecido enxertado pode beneficiar tratamentos com implantes dentários?

As perdas dentárias são sempre acompanhadas de reabsorção do osso e gengiva. Assim, para recuperar a perda de volume gengival com comprometimento estético, a cirurgia plástica da gengiva para enxertos com gengivas são essências para recuperar a harmonia do sorriso.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


39. Qual é o preço da cirurgia gengival com enxerto?

Não existe um preço fixo para este tipo de tratamento dada a variação de fatores como dificuldade técnica, extensão e localização do procedimento e outras variáveis utilizada para compor os custos da cirurgia.

TRATAMENTO DAS DOENÇAS GENGIVAIS

Gengivite

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é gengivite?

É uma infecção crônica das gengivas que, se não tratada, pode evoluir para a periodontite crônica, uma forma mais agressiva da doença e que tem na reabsorção óssea e perda de inserção gengival características não encontradas na gengivite.

2. Como a gengivite aparece?

Bactérias presentes na placa ou tártaro, aderidos à coroa e raiz dentária, provocam reações inflamatórias inespecíficas nos tecidos gengivais, quando não removidas corretamente durante a higienização dos dentes.

3. Quais são os sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico da doença?

Sangramento, vermelhidão, inchaço e dor são os sinais e sintomas mais comuns da gengivite. Entretanto, é preciso estar atento ao fato de que nem todos eles podem ocorrer simultaneamente ou estarem em fases visualmente identificáveis.

4. A gengivite é uma doença grave?

Não. Entretanto, por se tratar de uma inflamação crônica que pode evoluir para casos mais graves - como a periodontite crônica ou agressiva - ou ainda atuar como agente agravante de doenças sistêmicas como as coronarianas e respiratórias ou a diabetes, a gengivite requer tratamento especializado para eliminar as bactérias causadoras da condição, bem como dos fatores responsáveis pela instalação da doença.

5. Qual é a diferença entre gengivite e periodontite?

A reabsorção do osso que sustenta as raízes dentárias, podendo ou não estar acompanhados de retração visível das gengivas, é uma característica só encontrada na periodontite. Entretanto, o diagnóstico da doença não é visual e necessita de avaliação pelo dentista para ser detectada e prontamente tratada.

6. O tratamento dói?

O tratamento pode trazer desconfortos que, quando aparecem, podem ser eliminados através de anestésicos ministrados durante e após o tratamento.

7. É verdade que gestantes precisam de cuidados especiais com a saúde das gengivas durante a gestação?

Sim. Alterações hormonais durante a gravidez, principalmente as que acontecem durante o segundo e oitavo mês de gravidez, estão associadas a alterações no percurso normal da gestante. Parto pré-maturo, pré-eclâmpsia e diminuição no peso de recém-nascidos são descritos pela literatura odontológica como causas para os problemas gestacionais.

8. Toda gengivite evolui para a periodontite?

Nem sempre. Existem casos de gengivites que perduram por anos e não evoluem para a doença periodontal, dado que comprova que fatores locais e sistêmicos atuam para alterar a resposta individual à doença.

9. O sangramento das gengivas durante a escovação também é sinal da doença?

Nem sempre. Traumas mecânicos sobre gengivas causados por instrumentos de higiene como escovas dentárias, fio dental ou outros dispositivos para remoção de placa bacteriana e restos de alimentos podem provocar sangramentos. Entretanto, quando o sangramento é diário, é sinal de que se trata de doença gengival previamente ao local do trauma.

10. A gengivite é contagiosa?

Não. Mesmo tratando-se de doença infecciosa, não há transmissão da doença gengival entre indivíduos, independe da forma e tempo de contato entre eles.

11. Estou em tratamento com aparelho ortodôntico. Precisarei removê-lo para tratar a gengivite?

Dependendo do local dos dispositivos ortodônticos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento de movimentação e contenção dentária para realizar o tratamento gengival.

12. Sou fumante. Como isso aumenta a suscetibilidade à gengivite?

O tabaco altera a reposta inflamatória local e sistêmica, facilitando a reabsorção do osso que sustenta raízes e aumentado os riscos para perdas dentárias precoces. Com relação às gengivites, o tabaco age diminuindo o sangramento gengival característico da doença, mascarando problemas mais sérios e com riscos aos dentes como os citados anteriormente.

13. Quais doenças podem provocar o sangramento ou crescimento das gengivas?

Diabetes, HIV e estresse são exemplos comuns de doenças e estados psicológicos que afetam diretamente as respostas inflamatórias e imunológicas gengivais, exagerando o quadro clínico característico do problema. Além disso, outras doenças como o herpes zóster, líquen plano e leucemia frequentemente produzem manifestações clínicas que requerem diagnóstico rápido devido à gravidade destas doenças.

14. A gengivite é hereditária?

Admite-se, hoje em dia, que 50% dos indivíduos são mais suscetíveis ao aparecimento de doenças periodontais comparados a outros indivíduos, fato também associado à gengivite.

15. Qual o risco para perdas dentárias associadas à gengivite?

A gengivite não traz riscos para perdas dentárias. Entretanto, dada a facilidade da infecção para avançar para uma forma mais agressiva (periodontite), recomenda-se a procura por tratamento específico para o problema.

16. É verdade que a gengivite pode ser o resultado do uso de medicações?

Sim. Diversos tipos medicações estão associados a crescimentos gengivais intensos e rápidos (hiperplasias) ou sinais inflamatórios característicos da gengivite, como é o caso do sangramento gengival. Entre as medições relacionadas a hiperplasias estão a fenitoína e hidantoína; anticoncepcionais são exemplos de medicações associados a sinais inflamatórios mais intensos causados pelo acúmulo de placa bacteriana. Consulte seu dentista para informações mais detalhadas sobre medicações com manifestações gengivais.

17. Qual a relação entre doenças gengivais e próteses dentárias?

Próteses dentárias fixas (coroas, jaquetas ou pônticos), dependendo da forma como são confeccionadas, podem servir como fatores retentivos para acúmulo de placa bacteriana, facilitando o aparecimento de doenças gengivas. Desconforto, sangramento e fio dental que se rompe com frequência são frequentes em indivíduos com próteses dentárias defeituosas e associadas a gengivites ou periodontites, necessitando da remoção destes dispositivos protéticos.

18. Após o tratamento ortodôntico minhas gengivas ficaram crescidas. Isso tem tratamento?

Gengivas crescidas (hiperplasiadas) frequentemente estão associadas a indivíduos submetidos a tratamentos com aparelhos ortodônticos e com remoção inadequada de placa bacteriana. Muitas vezes, o crescimento gengival é tão intenso que, mesmo após o tratamento convencional da gengivite, ainda permanece tecido gengival hiperplásico sobre os dentes. Nestas condições, a cirurgia plástica gengival pode restabelecer a arquitetura normal e saudável das gengivas.

19. Qual é a relação entre gengivite e diabetes?

As doenças gengivais, com ou sem perda óssea, são intensificadas devido à alteração das respostas inflamatórias causadas pela diabetes. Nos indivíduos com diabete não controlada, a instalação e os sinais clínicos se dão de forma mais intensa que o normal. Além disso, a gengivite também pode alterar o percurso normal da própria diabetes, agravando a própria doença.

 

TRATAMENTO DA GENGIVITE


20. Como é o tratamento para a gengivite?

O tratamento consiste na remoção da placa bacteriana e tártaro (cálculo oral) - sítios de colonização para as bactérias causadoras da doença. Além disso, instruções de higiene oral personalizada, remoção de áreas retentoras de placa bacteriana, medição e registro da saúde gengival e monitoramento da evolução das doenças são outros procedimentos comuns ao tratamento da doença.

21. Quanto tempo dura o tratamento?

Dependendo da severidade e extensão da doença e resposta individual ao tratamento, o tratamento pode ser realizado em uma única consulta ou prolongar-se por até mesmo 3 a 4 consultas.

22. Será preciso utilizar antibióticos durante o tratamento?

São raras as situações em que antibióticos são prescritos como tratamento auxiliar da gengivite, estando mais associados no tratamento de doenças gengivais agravadas por doenças sistêmicas ou comportamentais ou periodontites agressivas ou que não respondem à terapia convencional.

23. Como prevenir a gengivite?

A gengivite é uma doença gengival causada pelo acúmulo de placa bacteriana junto às gengivas, podendo, portanto, ser prevenida pela remoção correta desta camada de bactérias. E para que isso aconteça, adotar hábitos diários e frequentes de higienização oral pode prevenir o aparecimento de gengivite.

 

RETRAÇÃO GENGIVAL


24. A gengivite pode causar a retração gengival?

Depende. A gengivite, por si só, não é causa para a recessão ou retração gengival. Entretanto, é preciso entender que a periodontite, uma forma mais severa da gengivite, provoca a retração das gengivas e a distinção desta da gengivite não pode ser realizada pelo próprio paciente. Assim, quando houver um quadro com gengivas que doem, sangram ou inflamam, pode estar ocorrendo retração das gengivas.

25. A retração gengival favorece o aparecimento da gengivite?

Sim. Gengivas retraídas dificultam a remoção da placa bacteriana responsável pela gengivite e periodontite.

 

CIRURGIA PLÁSTICA GENGIVAL E GENGIVOPLASTIA


26. É preciso algum tipo de cirurgia plástica gengival durante o tratamento?

Raramente, exceto para casos de hiperplasias gengivais associadas a medicamentos como a fenitoína e nifedipina, ou gengivas crescidas durante o tratamento ortodôntico – e que não voltaram à sua arquitetura findo o tratamento com aparelho e posterior tratamento gengival.

27. Como a gengivoplastia pode ajudar no tratamento e prevenção da gengivite?

A gengivoplastia (gengivectomia) pode modificar a forma das gengivas para que a remoção da placa bacteriana, durante a higienização dos dentes, se dê de forma fácil e rápida.

 

PREVENÇÃO E CUIDADOS


28. Que doenças sistêmicas podem causar ou intensificar as doenças gengivais associadas à placa bacteriana?

Doenças cardíacas, infecções respiratórias e alterações no percurso de gestação estão cientificamente associadas às doenças gengivais como agentes causadores ou intensificadores das doenças citadas. A depressão por alteração na produção normal de seretonina, embora careça de estudos científicos mais esclarecedores, é outra doença que tem nas doenças gengivais (gengivite e periodontite) uma provável causa para o problema.

29. De quanto em quanto tempo precisarei consultar o dentista após o tratamento?

O tempo entre consultas depende da severidade da doença, áreas para retenção de placa bacteriana e qualidade pessoal da higiene oral, estabelecidos pelo dentista após o sucesso do tratamento gengival.

30. Qual o melhor tipo de escova dentária disponível?

Escovas com cerdas macias estão indicadas à higienização dos dentes para a maioria dos indivíduos. Entretanto, a escova mais adequada, assim como outros dispositivos de higiene oral, pode necessitar de auxílio profissional para treinamento adequado para remoção da placa bacteriana.

31. Existem diversos tipos de produtos para enxague bucal à venda em mercados e farmácias. Preciso utilizá-los?

Apenas quando recomendados por dentistas estes tipos de enxaguantes bucais, independente da composição química ou facilidade para compra sem receita médica, podem ser utilizados. Isso porque muitos deles têm efeitos adversos como manchamentos intensos de dentes e alteração do paladar; já outros os efeitos são mínimos, e, portanto, desnecessários como auxiliares na prevenção de doenças gengivais ou cáries dentárias.

32. Além do uso de escovas dentárias, quais outros dispositivos de higiene oral estão disponíveis para a remoção adequada da placa bacteriana?

Fio dental, escovas interdentais, escovas com tufos únicos e palitos de madeira são alguns dos mais conhecidos dispositivos para remoção de placa bacteriana. Mas diversos outros tipos de equipamento de limpeza dental podem ser encontrados no mercado, e a discussão sobre a necessidade e eficiência dos mesmos precisa ser discutida com o seu dentista – para evitar danos gengivais mais sérios, como a retração gengival.

Periodontite

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é periodontite?

É uma infecção nas estruturas periodontais caracterizada pelo colapso dos tecidos gengivais e perda do osso de suporte das raízes dentárias que ocorre de forma lente - daí o nome correto de periodontite crônica para a doença.

2. Quais são as causas da doença?

A principal causa para a doença periodontal é a placa bacteriana patogênica localizada internamente às gengivas e os fatores predisponentes locais (susceptibilidade) individuais.

3. Quais são os sintomas mais comuns?

Os principais sinais e sintomas da doença são o sangramento gengival, presença das gengivas avermelhadas e inchadas e mobilidade de retração gengival.

4. A periodontite é uma doença grave?

Depende. Se não tratada a tempo, ela pode levar a danos como a retração das gengivas ou múltiplas perdas dentárias. Além dos danos locais,a infecção periodontal também influencia o percurso de doenças cardíacas, respiratórias e diabetes, além da alteração do percurso normal de gestação – entre outras doenças sistêmicas.

5. Como é feito o diagnóstico da periodontite?

O diagnóstico da doença é feito através da sondagem das gengivas e análise dos exames radiográficos,que verificam a presença de pus e sangramento gengival em áreas profundos do periodonto.

6. Qual a diferença entre periodontite e gengivite?

Essencialmente, na periodontite a inflamação das gengivas são acompanhadas de perdas de inserção das gengivas (retração) junto à coroa e raiz dentária, resultado da destruição do osso e ligamentos responsáveis pela estabilidade e arquitetura dento-gengival.

7. Qual é a diferença entre a periodontite comum (crônica) da periodontite agressiva?

Basicamente, é a diferença na velocidade e forma de progressão das perdas ósseas e de inserção das gengivas. Além disso, ao contrário da periodontite comum (crônica), na periodontite agressiva a maioria dos indivíduos atingidos situa-se abaixo dos 35 anos e o componente hereditário é ainda mais importante do que na doença periodontal crônica, exigindo tratamento rápido.

8. É possível que a doença ocorra mesmo sem a presença de inchaço e sangramento das gengivas?

Sim. Em muitos indivíduos, a mobilidade dos dentes, que é um sinal para casos mais avançados da doença, pode ser o primeiro e único sintoma perceptível. Apesar desta não ser uma condição rara, diagnósticos tardios para a doença periodontal, principalmente em fumantes, são comuns e expõem os indivíduos a danos irreversíveis em gengivas e osso de suporte.

9. A periodontite é contagiosa?

Não, a periodontite não é transmitida pelo contato direto (saliva).

10. A periodontite é hereditária?

Diversos estudos odontológicos apontam que 30% dos indivíduos, na população em geral, são suscetíveis à instalação e progressão acelerada da doença comparados a indivíduos normais, em condições semelhantes. Além disso, em 50% dos casos diagnosticados de periodontite o componente hereditário é a causa principal para a doença.

11. Que outras doenças também alteram a instalação e percurso das doenças periodontais?

HIV, diabetes e leucemia são doenças que frequentemente trazem manifestações clínicas sobre as gengivas e mucosas da cavidade oral. Herpes zóster vírus e líquen plano, por exemplo, são doenças com manifestações gengivais sem associação com gengivites ou periodontites prévias.

12. A periodontite impede o tratamento com implantes dentários de ósseos integrados?

Frequentemente. Quando a doença periodontal está ativa, os índices de sucesso no tratamento com implantes dentários ósseo-integrados são baixos. Entretanto, o tratamento e eliminação da infecção periodontal permite a instalação de implantes dentários semelhantes a indivíduos sem a doença.

13. Qual a relação do estresse com as doenças periodontais necrosantes?

O estresse está associado às doenças gengivais necrosantes, um tipo de inflamação gengival que produz desde áreas de necrose em gengivas (GUNA) até a destruição do osso de suporte das raízes (PUNA) - mau hálito é outra característica marcante para a doença.

14. Qual a relação do tabaco (fumo) com a periodontite?

Fumantes possuem alterações locais e sistêmicas que modificam as respostas inflamatórias nas doenças periodontais, favorecendo a instalação e progressão de retrações gengivais, mobilidade dentárias e perdas de dentes, bem como a facilidade para a instalação da doença.

15. Por que o fumo é tão perigoso para perdas dentárias por reabsorção do osso que suporta as raízes dentárias?

O fumo altera a resposta local e imunológica das gengivas à instalação, progressão e resposta de cicatrização no tratamento da periodontite. Além disso, o fumo dificulta o diagnóstico precoce da doença periodontal pela diminuição do sangramento gengival característico da gengivite e periodontite.

16. Qual a relação entre diabetes e periodontite?

A diabete modifica as respostas imunológicas e inflamatórias frente à infecção causada pelas bactérias presentes na placa bacteriana, aumentando a velocidade de progressão do osso que sustenta as raízes dentárias. Além disso, a infecção periodontal atua agravando a própria diabetes – ou seja, uma intensifica a severidade da outra.

 

TRATAMENTO DA PERIODONTITE


17. Como é o tratamento da periodontite?

A abordagem terapêutica para a periodontite crônica (progressão lenta) dá-se através da remoção do tártaro, placa bacteriana patogênica e tecidos infectados causadores da doença, associada a instruções personalizadas de higienização oral e controle periódico da atividade da doença.

18. Quanto tempo dura o tratamento?

Depende da extensão, severidade e posicionamento dos dentes, o que pode significar tratamentos compreendidos entre 1 a até mesmo 12 a 15 consultas odontológicas.

19. O tratamento da periodontite dói?

Não.

20. Serão administrados antibióticos durante o tratamento?

Situações como severidade da doença, fatores predisponentes e insucessos em tratamento anteriores indicam o uso de antibióticos como amoxicilinas e metronidazol para resultados mais efetivos.

21. O que acontecerá se a doença não for tratada?

Retração gengival, mobilidade e perdas dentárias são sequelas frequentes. Além disso, há o risco aumentado para interferência na instalação e percurso de diversos tipos de doenças sistêmicas.

22. Após o tratamento, o osso reabsorvido pela doença irá se regenerar?

Em parte. Na maioria das vezes, o reparo das falhas ósseas causadas pelo problema é nulo ou mínimo, o mesmo se dando para as alterações na arquitetura das gengivas que circundam dentes.

23. Estou em tratamento com aparelho ortodôntico. Preciso remover o dispositivo ortodôntico para iniciar o tratamento periodontal?

Isso pode ser necessário, dependendo da severidade de inflamação e hiperplasia da gengiva em contato com o fio e braquete ortodôntico.

24. Como eu saberei que o tratamento deu certo?

A remissão do processo inflamatório das doenças periodontais é considerada bem sucedida quando, além do desaparecimento de vermelhidão e inchaço gengival, é eliminado o sangramento gengival que ocorre de forma espontânea, provocada (durante a higienização oral) ou ao exame odontológico com sondas específicas para avaliação de saúde periodontal.

25. A periodontite está associada a próteses dentárias?

Próteses dentárias trazem dificuldades adicionais à remoção da placa bacteriana em contato com a superfície destes dispositivos, seja por falhas de adaptação ou o design inapropriado. É preciso entender que o sangramento de gengivas em contato com coroas e jaquetas dentárias pode ser sinal de perda óssea extensa nas raízes que sustentam as próteses dentárias – um risco elevado para infiltrações por cáries dentárias e extrações.

26. Possuo alguns dentes com alguma mobilidade. Será preciso extraí-los?

Depende. Se estiverem sem infecções periodontais e a mobilidade não traz desconfortos durante a mastigação, não existem motivos que indiquem a remoção de dentes com mobilidade dentária.

27. Será preciso algum tipo de cirurgia nas gengivas durante o tratamento?

Talvez. A cirurgia gengival permite ao dentista o acesso a áreas profundas,em gengivas, para remover o tártaro e placa bacteriana causadores da doença, ou então como forma de reconstrução de arquitetura gengival mais compatível com a saúde.

28. Como o dentista sabe que a doença foi tratada?

Antes de começar o tratamento, o dentista mede a perda de inserção das gengivas junto ao dente e a quantidade de retração das gengivas – além da presença de sangramento das gengivas. Passados alguns meses do tratamento, são realizadas novas medidas que, comparadas às iniciais, permitem diagnosticar a atividade da doença.

29. Minha gengiva ficou retraída devido à periodontite. Após o tratamento, elas voltarão à posição normal?

Não. A retração gengival, sequela de doença periodontal, não retorno à posição original (recobrimento de toda a raiz dentária) após o término do tratamento da periodontite crônica.

 

RISCO PARA PERDAS DENTÁRIAS


30. A periodontite traz risco para perdas dentárias?

Sim. Junto com as cáries dentárias, a doença periodontal é a maior causa para extrações dentárias devido à perda de sustentação dos dentes.

31. Como o dentista sabe quando é preciso remover o dente acometido pela doença?

Uma série de exames que incluem desde a mobilidade dos dentes, impossibilidade técnica para remoção de bactérias e localização do dente acometido pela doença faz parte de um checklist de fatores que indicam a viabilidade para tratamento da periodontite frente à remoção do dente (extração dentária).

 

CIRURGIA PLÁSTICA PERIODONTAL E GENGIVOPLASTIA


32. A cirurgia com enxertos de gengiva e osso pode recuperar os danos provocados pela doença periodontal?

Às vezes. Enxertos gengivais e ósseos têm sido preconizados para a reconstrução de osso e gengivas perdidos pelo problema, para as mais variadas situações e necessidades, e depende de fatores como o biótipo gengival, intensidade da perda óssea e localização para que os resultados sejam previsíveis e efetivos.

 

PREVENÇÃO E CUIDADOS


33. Qual é a relação do estresse com a periodontite crônica?

O estresse psicológico está associado ao aparecimento e progressão da periodontite, e a suspeita principal é para a alteração imunológica que altera a resposta do hospedeiro frente à infecção periodontal.

34. Utilizo enxaguantes bucais comprados em farmácia. Isso pode prevenir o aparecimento da doença?

Não. A função de determinados tipos de enxaguantes bucais é auxiliar no controle bacteriano durante e após o tratamento da periodontite ou cirurgias gengivais que impedem a remoção da placa bacteriana causadora de cáries dentárias e doenças gengivais.

35. Posso utilizar apenas a escova dentária e fio dental para higienizar dentes com sequelas da doença periodontal?

Dependendo do grau de retração das gengivas, o uso de dispositivos de higienização específicos para a remoção adequada da placa bacteriana pode ser imprescindível para a prevenção das doenças periodontais. Escovas interdentais, unitufo e passa-fio são exemplos de equipamentos de higiene oral para indivíduos com retrações gengivais.

36. De quanto em quanto tempo será preciso retornar à consulta de manutenção do tratamento?

As consultas de manutenção são parte imprescindível no tratamento da periodontite, e são estabelecidas de acordo com a severidade, dificuldade de higienização dos dentes e sucesso do tratamento – o que pode colocar a frequência de retorno às consultas entre 30 a 180 meses.

Periodontite agressiva

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é periodontite agressiva?

É uma infecção rara e agressiva nas estruturas de suporte dos dentes (gengivas, ligamento periodontal e osso) que promove a rápida e quase sempre irreversível perda de inserção das raízes a estas estruturas.

2. Quais são as causas desta doença?

São várias e com atuação concomitante (multifatorial), em que componentes hereditários e presença de placa bacteriana com alto poder de causar doenças gengivais são essenciais.

3. Este tipo de infecção gengival acomete indivíduos em qualquer idade?

Na verdade, indivíduos abaixo dos 35 anos correspondem à quase totalidade dos casos da doença. E, entre eles, a faixa que vai entre os 13-14 anos até 25 anos de idade é a mais prevalente – não à toa, essa doença das estruturas de suporte das raízes era chamada de periodontite juvenil.

4. Quais são os sinais e sintomas da doença?

Sangramento e inchaço das gengivas e dor são os sinais e sintomas mais comuns. Entretanto, nem sempre todos eles podem ser observados durante a ação da doença. Em muitas situações, apenas o sangramento excessivo das gengivas pode ser notado, sendo que a doença é descoberta somente depois da perda extensa de osso e gengiva ao redor dos dentes.

5. Como é feito o diagnóstico da doença?

O primeiro passo é identificar a existência de doenças sistêmicas que podem afetar as gengivas e osso de suporte, como diabetes, leucemia e infecção por HIV. Se inexistentes, o dentista parte para examinar a profundidade das gengivas e realizar exames radiográficos detalhados. Por fim, é investigada a ocorrência da doença entre familiares, um fator importante para confirmar o diagnóstico da periodontite agressiva e diferenciá-la de outras doenças gengivais com sinais e sintomas semelhantes.

6. A falta de escovação dos dentes pode ser a causa principal para a doença?

Pouco provável. Apesar da presença de placa bacteriana ser um fator indispensável para o aparecimento da infecção, uma das características da periodontite agressiva é que ela aparece mesmo na presença de quantidades mínimas da placa bacteriana. Assim, apenas o acúmulo de placa bacteriana junto às gengivas é pouco para provocar danos ao osso e gengiva tão rápidos e agressivos.

7. Quais são as diferenças entre periodontite agressiva e periodontite de progressão lenta (crônica)?

A velocidade de progressão da destruição óssea e perda de inserção gengival (retração) e a alta incidência em indivíduos jovens.

8. Qual é o risco para perdas dentárias decorrentes deste tipo de doença?

Elevados quando a doença não é diagnosticada nos estágios iniciais da infecção ou não tratada de forma conveniente.

9. A periodontite agressiva atinge a todos os dentes?

Nem sempre. Existem dois tipos de periodontite agressiva: o primeiro acomete poucos dentes, sendo os molares e incisivos os únicos a sofrerem com o problema. Já o segundo, que acomete indivíduos até os 30-35 anos, todos os dentes podem apresentar destruições ósseas e perda de inserção gengival.

10. A periodontite agressiva acomete apenas pacientes jovens, portanto?

Preponderantemente até indivíduos entre 30-35 anos, mas já foram detectados sinais da doença em indivíduos em faixas mais elevadas de idade e em crianças.

11. Tenho vários dentes com gengivas retraídas. Posso estar com o problema?

A retração gengival é um problema comum na maioria dos indivíduos acimas dos 30 anos de idade, e pode ser que a condição seja o sinal de doença periodontal de avanço crônico ou traumas às gengivas por força excessiva durante a escovação dos dentes – situações que também exigem tratamentos específicos.

12. A periodontite agressiva é hereditária. Quais são as implicações disso?

Aconselha-se que todos os familiares de pacientes atingidos pela doença sejam submetidos a exames periodontais detalhados para verificar a saúde dos tecidos gengivais e sinais de perdas ósseas ao redor das raízes dentárias.

13. Como é o tratamento da periodontite agressiva?

O tratamento consiste na instrução para controle efetivo da placa bacteriana, raspagem e alisamento mecânico dos dentes acometidos pela doença para eliminar bactérias e tecidos infectados e a administração de antibióticos e agentes químicos controladores de placa bacteriana.

14. Quantos dias duram o tratamento?

O tratamento precisa ser rápido e com consultas intervaladas, no máximo, em 2 dias, para que todos os procedimentos odontológicos sejam realizados durante a janela de cobertura antibiótica (7 a 10 dias).

15. O tratamento é definitivo?

Nem sempre. Uma nova reavaliação da saúde periodontal é realizada 4-6 semanas após o término do tratamento. Dependendo da resposta do organismo ao tratamento, pode ser necessária uma nova intervenção mecânico-antibiótica para retratar o problema, que pode aparecer mesmo após a remoção mecânica completa da placa bacteriana e tecidos necróticos localizados profundamente às gengivas.

16. O tratamento dói?

Não, mas pode haver desconforto por até 12 horas após a realização dos procedimentos, facilmente administrável por analgésicos simples.

17. Que tipos de antibióticos são utilizados durante o tratamento?

Atualmente, o protocolo antibiótico preconiza o uso concomitante de metronidazol e amoxicilina por 7 dias. Entretanto, tetraciclinas e clindamicinas podem ser utilizadas para o tratamento de pacientes alérgicos a determinados tipos de antibióticos.

18. Que tipos de sequelas podem aparecer ao final do tratamento?

Perda óssea marginal definitiva, retração das gengivas e, momentaneamente, sensibilidade dental nas raízes raspadas.

19. Dá para recuperar a retração gengival decorrente da periodontite agressiva?

Dependendo do local e extensão da recessão gengival, o tratamento cirúrgico regenerativo pode recuperar o osso e gengivas perdidos pela infecção gengival.

20. A periodontite agressiva pode aparecer em crianças?

Sim, embora esta seja uma condição ainda mais rara que a própria periodontite de progressão rápida.

21. A doença é contagiosa?

Embora infecciosa, a periodontite de progressão rápida não é contagiosa e não é transmitida pelo contato direto por saliva.

22. Qual é a relação da doença com a gengivite?

Ao contrário do que ocorre com a periodontite crônica, a gengivite pode não ser um estágio inicial (perceptível) para a periodontite de progressão rápida, apesar de necessária ao aparecimento da periodontite agressiva.

23. Precisarei modificar meus hábitos de escovação após o tratamento?

Depende da capacidade para remover placa bacteriana ou presença de áreas retentivas à mesma pela alteração da anatomia óssea e gengival nos locais atingidos pela doença, pode ser necessário adotar técnicas e dispositivos de higiene acessórios para a prevenção e manutenção da saúde das gengivas.

24. O tratamento dá certo em todas as ocasiões?

Nem sempre. Em algumas situações, o retratamento pode ser necessário para eliminar a infecção por completo, uma condição que depende da susceptibilidade individual dos indivíduos ao aparecimento da doença e à intensidade (velocidade de progressão) com que ela atinge as estruturas de suporte das raízes dentárias.

25. É preciso realizar algum tipo de cirurgia gengival durante o tratamento?

Depende. Em algumas situações, o acesso para a remoção da placa bacteriana está em regiões muito profundas ou de difícil acesso por técnicas convencionais para a remoção mecânica do aglomerado bacteriano. Nestas condições, faz-se necessário o acesso direto cirúrgico.

Periodontite necrosante

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é periodontite necrosante?

A periodontite necrosante, cuja sigla é PUNA, é uma entre as 3 doenças periodontais inflamatórias cuja principal características é a rápida formação de úlceras e necroses em gengivas e mucosas – as outras duas são a gengivite necrosante (GUNA) e a estomatite necrosante (NOMA).

2. Quais são as diferenças entre a gengivite necrosante e a periodontite necrosante?

A periodontite necrosante, ao contrário da gengivite necrosante, provoca intensa destruição no osso que circunda as raízes - na maioria das vezes, irreversível. Entretanto, a distinção entre as duas doenças não se faz mais necessária dada a rápida progressão da gengivite necrosante para a periodontite necrosante e a similaridade do tratamento odontológico dos dois problemas.

3. Quais são as causas para este tipo de doença?

A doença periodontal necrosante está intimamente ligada à debilidade do sistema imunológico associada à presença de placa bacteriana junto às gengivas.

4. Quais são os sinais e sintomas mais comuns?

Úlceras e necroses nas papilas e margens gengivais, sangramento gengival, formação de crateras entre os dentes (ausência da gengiva), dor, aumento de volume dos nódulos linfáticos, febre e mal-estar.

5. Esta doença deixa algum tipo de sequela nas gengivas?

Na maioria das vezes, sim. Além da destruição do osso que envolve as raízes dentárias, perda de inserção das gengivas e retração gengival são situações frequentemente vistas após o tratamento da doença.

6. Periodontite necrosante e periodontite agressiva são a mesma coisa?

Não. Ainda que a velocidade de progressão da destruição óssea na periodontite agressiva seja rápido, na periodontite necrosante os sinais e sintomas são ainda mais intensos que o verificado na forma agressiva da doença.

7. A periodontite necrosante é hereditária?

Existem suspeitas de que a doença necrosante apresente características hereditárias – fato nunca comprovado cientificamente.

8. A periodontite necrosante é contagiosa?

Não.

9. O estresse psicológico pode ser uma das causas para o aparecimento da doença?

Sim. Doenças e situações supressoras do sistema imunológico são causas para a instalação das doenças gengivais necrosantes.

10. Que outras doenças sistêmicas estão associadas às doenças periodontais necrosantes?

Leucemia e infecção pelo HIV estão diretamente associadas às doenças periodontais necrosantes.

11. Como o dentista diferencia o estresse da leucemia e infecção pelo HIV como causas para a periodontite necrosante?

Na maioria das vezes, as manifestações clínicas da periodontite necrosante são mais intensas quando associadas à leucemia e infecção pelo HIV. Além disso, nestas doenças o quadro sistêmico dos pacientes são debilitadores comparado à periodontite necrosante causada pelo estresse psicológico.

12. É verdade que problemas relacionados ao sono também podem ser causas para doenças periodontais agressivas?

Sim. De forma semelhante ao estresse psicológico, distúrbios do sono alteram a resposta imunológica, motivo para respostas inflamatórias exacerbadas frente ao acúmulo de placa bacteriana junto às gengivas.

13. Como é o tratamento da doença periodontal necrosante?

O objetivo do tratamento é eliminar as bactérias e tecidos infectadas através da curetagem e raspagem das superfícies dentárias e tecidos orais, ao qual podem ser administrados antibióticos e agentes químicos de placantes.

14. Esta doença periodontal pode voltar a aparecer mesmo após o sucesso do tratamento?

Sim. Indivíduos afetados pela doença possuem maior propensão ao aparecimento da doença periodontal necrosante e devem ser submetidos a um controle de saúde gengival mais intenso comparados a indivíduos não propensos à condição.

15. O tratamento dó?

Não. Entretanto, eventuais desconfortos pós-tratamentos podem ser o resultado dos procedimentos para remoção do tecido necrosado e placa bacteriana no local das lesões, mas que cessam algumas horas passadas do tratamento.

16. A administração de medicações é necessária para que o tratamento dê certo?

Sim.

Retração gengival

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é retração gengival?

A retração ou recessão gengival é a migração das margens das gengivas a partir da sua posição original, expondo as raízes dentárias ao ambiente bucal.

2. Quais as causas para o problema?

São várias as causas para a exposição inapropriada das raízes dentárias – e, na maioria das situações, atuando simultaneamente para o início e progressão da recessão. Entretanto, duas delas estão associadas à maioria dos casos: inflamações gengivais por acúmulo de placa bacteriana (periodontite) e trauma mecânico repetitivo devido à pressão excessiva as cerdas das escovas contra as gengivas.

3. O que é periodontite?

É uma doença infecciosa que atinge a estruturas de suporte das raízes dentárias, reabsorvendo o osso que envolve as raízes e provocando a perda de inserção das gengivas às paredes radiculares.

4. Meus dentes estão com várias raízes expostas e ouvi falar que isso é sinal de periodontite agressiva. Isso é verdade?

A periodontite de progressão rápida (agressiva) é uma variação mais destrutiva da periodontite crônica (comum). Rara, atinge preferencialmente indivíduos até 35 anos de idade – a faixa mais acometida pela doença é entre 14 a 24-25 anos. Se o aparecimento de raízes expostas em seus dentes se deu de forma rápida e você está nesta faixa de idade, procura imediatamente o seu dentista.

5. O que é placa bacteriana?

É uma película pegajosa e esbranquiçada aderida sobre os dentes devido à ausência ou ineficiente durante a higienização dos dentes. Composta por uma matriz celuloide e colônias de bactérias patogênicas responsáveis pelo aparecimento de cáries, gengivites e periodontites.

6. Que outros problemas podem aparecer em decorrência da retração das gengivas?

Raízes dentárias expostas trazem riscos elevados para o aparecimento de cáries dentárias, sensibilidade dental, formação de cavidades sobre as raízes pela ação traumática das cerdas de escovas durante a escovação e o aumento da velocidade de progressão da própria recessão gengival, entre outros problemas.

7. Como o tártaro está relacionado com a recessão gengival?

O tártaro é uma estrutura rígida e porosa formada pela calcificação da placa bacteriana não removida. Fortemente aderido às raízes e coroas dentárias, serve de abrigo para colônias de bactérias causadoras da periodontite e gengivite.

8. A retração gengival pode levar a perdas dentárias?

Sim. Quando não tratadas, pode haver progressão na destruição do osso que suporta as raízes dentárias até que a manutenção dos dentes em boca torna-se inapropriada.

9. O que é o trauma gengival por escovação e como evitá-lo?

A pressão excessiva das cerdas das escovas durante a higiene dos dentes pode traumatizar as gengivas a ponto de deslocar a borda das gengivas de sua posição original. Trata-se do trauma de escovação por exceção de força, cuja sequela pode ser a retração gengival irreversível e que requer procedimentos cirúrgicos para recobrimento de raízes dentárias expostas.

10. Meus dentes sangram durante a escovação. Como isso está relacionado com a retração das gengivas?

O sangramento gengival, que pode ocorrer de forma espontânea ou provocada, pode ser sinal de perda óssea pela ação inflamatória da placa bacteriana sobre os tecidos periodontais. Entretanto, é preciso saber que nem sempre este sangramento é sinal de perdas ósseas – neste caso, dizemos tratar-se de gengivite, um estágio inicial da periodontite.

11. É verdade que a alergia ao metal de próteses dentárias fixas metalocerâmicas pode ser a causa para raízes expostas?

Sim. Segundos diversas pesquisas científicas, aproximadamente 19% das mulheres apresentam alergias inflamatórias ao metal presente em próteses dentárias metalocerâmicas que, se não removidas, levam à destruição do suporte periodontal. O resultado são gengivas retraídas como resposta ao processo inflamatório crônico induzido pelo metal de próteses.

12. É possível que restaurações dentárias mal adaptadas sejam a causa para a recessão das gengivas?

Sim. Restaurações dentárias mal adaptadas facilitam o acúmulo de placa bacteriana, causa para doenças gengivais, exposição das raízes dentárias e cáries dentárias.

13. Como o biotipo gengival interfere no aparecimento e tratamento da recessão gengival?

As gengivas apresentam variações de espessura de indivíduos para indivíduos. Gengivas mais finais são mais suscetíveis à exposição das raízes dentárias, principalmente sob a ação traumática das cerdas das escovas dentárias durante a escovação dos dentes. Já na fase de tratamento, o biótipo gengival diminui o sucesso nos procedimentos cirúrgicos – com ou sem enxertos -, porém sem implicações nos procedimentos de remoção das bactérias patógenas (raspagem e alisamento de raízes infectadas) responsáveis pelas doenças gengivais.

14. Quando a retração gengival atinge dentes com próteses dentárias, é necessária a substituição destes dispositivos protéticos?

Dependendo da técnica e materiais utilizados na confecção de próteses fixas, pode ser necessário substituí-las para que a estética e riscos para acúmulo e placa bacteriana sejam mínimos.

 

TRATAMENTO DA RETRAÇÃO GENGIVAL


15. Como a retração gengival pode ser tratada?

O tratamento da retração gengival envolve duas fases distintas: na primeira, os agentes causadores do problema são eliminados; na segunda, são adotadas medidas preventivas e terapêuticas para recobrimento de raízes expostas.

16. Como é realizada a primeira fase do tratamento?

A primeira fase compreende a eliminação dos agentes causadores. A raspagem das raízes infeccionadas e eliminação de fatores retentivos de placa bacteriana são os principais procedimentos nesta etapa, fundamental para evitar a progressão da perda óssea e perda de inserção das gengivas.

17. Após o procedimento de raspagem radicular para tratamento da gengivite e periodontite, as gengivas retraídas podem voltar à posição original?

Pouco provável, já que o reparo ou regeneração das estruturas de suporte das raízes dentárias perdidas são difíceis de serem obtidos seja pela remoção das bactérias patogênicas da doença periodontal ou procedimentos regenerativos do periodonto de suporte.

18. Como é a resposta ao tratamento periodontal em pacientes diabéticos?

Indivíduos com diabete controlada respondem favoravelmente ao tratamento periodontal para eliminação das bactérias patogênicas responsáveis pela gengivite e periodontite. Por outro lado, quando descontrolada (sem tratamento), estas respostas mostram-se desfavoráveis e podem necessitar de suporte medicamentoso e repetição dos procedimentos periodontais.

19. Sou fumante. Como o tabaco interfere no tratamento da retração gengival?

As substâncias químicas presentes no tabaco atuam de forma local ou sistêmica na microcirculação sanguínea dos tecidos periodontais, alterando as respostas inflamatórias e imunológicas às infecções bacterianas provenientes da placa bacteriana aderida às superfícies dentárias, agindo desfavoravelmente na resposta ao tratamento periodontal e acelerando a progressão da perda do osso de suporte das raízes dentárias.

20. Pode ser necessário o uso de antibióticos no tratamento da recessão gengival?

Sim, algumas condições de desenvolvimento da doença são beneficiadas pelo uso da terapia antibiótica temporária no tratamento das doenças gengivais. É o caso da terapia gengival realizada em pacientes com diabete não controlada ou outras doenças sistêmicas que atuam sobre as estruturas periodontais e na resposta humoral ao processo infeccioso periodontal.

21. Por que o dentista mede as profundidades das gengivas?

A medição da profundidade das gengivas permite quantificar a perda de inserção das gengivas à coroa e raízes dentárias e avaliar a existência de sangramentos localizados sub-gengivalmente – sinal importante para avaliar a atividade da periodontite (perda de osso e inserção de gengivas).

22. Como a retração gengival está relacionada com o tratamento com aparelhos ortodônticos?

Dispositivos ortodônticos para movimentações dentárias facilitam o acúmulo da placa bacteriana associada às cáries dentárias e doenças gengivais. Além disso, em certas ocasiões, a movimentação dos dentes pode levar à perda do osso de suporte dos dentes, trazendo com ela a exposição das raízes dentárias pela recessão das gengivas.

23. Meu dentista receitou o bochecho de gluconato de clorexidina a 0,12%, por alguns dias. O que é esse produto?

É uma substância química, de uso temporário, que auxilia na diminuição de bactérias responsáveis pelas doenças gengivais. (de placagem química).

24. Qual a relação entre o posicionamento dos dentes nas arcadas dentárias e o tratamento da recessão gengival?

Dentes apinhados, girados e mal posicionados são, muitas vezes, facilitadores para o acúmulo de placa bacteriana. Além disso, a forma como os dentes estão posicionados podem implicar em tábua óssea e gengivas finas e delicadas, suscetíveis à destruição óssea e perda de inserção gengival vistos na periodontite.

25. Como fazer para recuperar o osso reabsorvido?

Um dos maiores desafios à odontologia, senão o maior, é regenerar ossos e ligamentos periodontais responsáveis pelo suporte das raízes dentárias. Na maioria das vezes, os resultados para diversas técnicas de enxertia óssea ou indução regenerativa são frustrantes a longo prazo. Em outras, são necessárias diversas intervenções para a arquitetura gengival e óssea seja reconstruída.

26. O tratamento de raspagem e alisamento radicular para remover placa bacteriana e tártaro localizados sub-gengivalmente dói?

Não, já que a analgesia prévia (anestesia) utilizada nos procedimentos periodontais permite que o tratamento seja realizado sem dores ou incômodos, antes e após o tratamento.

 

RESTAURAÇÃO DENTAL


27. A restauração dentária pode tratar a raiz dentária exposta?

Não. A técnica com restauração dentária pode ser utilizada para proteger as raízes dentárias de desgastes e sensibilidade e ainda facilitar a remoção de placa bacteriana. Ainda assim, o procedimento não é, em si, um tratamento para a retração de gengivas retraídas.

28. A restauração dentária próxima a gengivas pode ser a causa para a recessão gengival?

Sim. É o que acontece quando as bordas localizadas junto ou internamente às gengivas (sulco gengival) estão com falhas de adaptação – fato que facilita o acúmulo de placa bacteriana.

 

CIRURGIA GENGIVAL E PÓS-OPERATÓRIO


29. Quais são as técnicas cirúrgicas disponíveis para o tratamento da recessão gengival?

As duas principais técnicas para recobrimentos de raízes dentárias expostas são a cirurgia plástica gengival com uso de enxertos gengivais e a cirurgia plástica gengival com retalhos modificantes sem enxertos. Além disso, o que se tem são combinações e variações das duas técnicas apresentadas.

30. Qual é a previsibilidade e durabilidade da cirurgia plástica gengival para recobrimento da raiz exposta?

A durabilidade dos resultados das cirurgias plásticas periodontais merece, sim, atenção especial, já que, em algumas situações, 50% das gengivas operadas apresentam recidiva do tratamento passados sete anos do procedimento. Já a previsibilidade depende da análise de diversos fatores, como o biotipo gengival, extensão e localização da recessão gengival, presença de papilas gengivais intactas e cuidados intensivos no pós-operatório do tratamento.

 

PREVENÇÃO


31. Qual é o design ideal para escovas dentárias?

Não existe um design ideal para as escovas dentárias. O que se sabe, entretanto, é que a quantidade e flexibilidade das cerdas das escovas são mais eficientes à remoção da placa bacteriana.

32. Apenas o uso da escova dentária durante a higienização dos dentes já é suficiente para a prevenção de doenças periodontais que resultam na exposição das raízes dentárias?

Para a maioria das pessoas, não. É que, já a partir dos 30 anos de idade, é preciso utilizar algum tipo de dispositivo auxiliar de higiene oral para atingir áreas aonde as cerdas das escovas não conseguem remover alimentos e placa bacteriana.

33. Qual é o melhor dispositivo de higiene oral complementar às escovas dentárias: fio-dental, fita-dental, escova uni-tufo ou escova interdental?

Os dispositivos de higiene oral são diferentes entre si porque são desenvolvidos para necessidades (dificuldades) individuais de remoção de placa bacteriana. Por exemplo: nas regiões em que o uso de escovas interdentais está indicado o fio-dental mostra-se ineficiente para a remoção de placa bacteriana. E o mesmo raciocínio é utilizado para os diversos tipos de dispositivos de higienização dos dentes.

34. De quanto em quanto tempo precisarei retornar ao dentista para reavaliar a saúde das gengivas?

A periodicidade de retorno às consultas de avaliação da saúde de gengivas depende de vários fatores que apenas o dentista pode estabelecer. Pacientes mais suscetíveis ao aparecimento e progressão de gengivites e periodontites, por exemplo, podem necessitar de consultas de revisão a cada 90 dias, enquanto a outros recomenda-se o retorno a cada 360 dias.

Sangramento gengival

 

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1. Quais são as causas do sangramento em gengivas?

O acúmulo de placa bacteriana junto aos dentes infecciona e inflama as gengivas. O resultado é um processo inflamatório que tem como uma das características o sangramento das gengivas. Traumas em gengivas, ulcerações herpéticas e outras doenças dos tecidos orais também podem são motivos para sangramentos que ocorrem de forma espontânea ou provocada.

2. O sangramento gengival é perigoso?

Gengivas que sangram trazem riscos mínimos à vida. Entretanto, o problema pode ser sinal para doenças graves e que oferecem risco elevado à vida, como é o caso da leucemia de avanço agudo ou infeção pelo HIV. Na maioria das vezes, entretanto, a ocorrência é sinal de doenças gengivais crônicas como gengivite e periodontite.

3. O que é gengivite e periodontite?

São doenças infecciosas que atingem o periodonto, uma estrutura anatômica que sustenta as raízes dentárias e é formada pelo osso, ligamentos periodontais e gengivas em contato com raízes e coroa dentária.
A gengivite é o processo inflamatório dos tecidos periodontais que ocorre sem perda do osso alveolar de suporte às raízes. Por sua vez, na periodontite, além do processo inflamatório espelhado pelas estruturas periodontais, também ocorre a perda do osso alveolar.

4. O que é a placa bacteriana e qual sua relação com doenças gengivais?

A placa bacteriana, ou biofilme, é uma massa pegajosa formada sobre os dentes pela ausência ou deficiência na higienização dos dentes. Composta por até 400 tipos diferentes de bactérias, pode conter grupos bacterianos potencialmente agressivos para o estabelecimento de gengivite ou periodontite, na sua forma aguda ou crônica.

5. Que riscos aos dentes o sangramento gengival pode estar evidenciando?

O sangramento gengival pode ser sinal de atividade da periodontite, uma doença das gengivas que resulta na perda do osso que suporta as raízes.A ação destrutiva progressiva desta doença pode ter consequências que vão desde a retração das gengivas e mobilidade dos dentes até perdas dentárias em múltiplos dentes.

6. Qual tipo de sangramento é mais perigoso: espontâneo ou provocado?

Segundo algumas pesquisas, na maioria das vezes o sangramento gengival que ocorre de forma espontânea traz riscos mais elevados para reabsorção óssea e perdas dentárias. Além disso, a forma espontânea para hemorragia gengival pode ser sinal para doenças como leucemia e infecção por HIV, estas sim, com riscos elevados à saúde.

7. Quais são os tratamentos disponíveis?

Terapias locais, como a remoção mecânica da placa bacteriana e tártaro localizados sub-gengivalmente e uso de bacteriostáticos químicos, e terapias sistêmicas, como a administração de antibióticos, são os procedimentos mais comuns no tratamento da gengivite e periodontite. Além disso, a mudança nos hábitos de higienização dos dentes complementa um tratamento para uma doença multifatorial.

8. Quanto tempo dura o tratamento?

Depende da severidade da doença e do número de dentes envolvidos. No tratamento das gengivites, poucos dias são suficientes para recuperar a saúde das gengivas. Já no tratamento da periodontite, podem ser necessárias várias semanas para o restabelecimento da saúde periodontal.

9. Dá para curar o sangramento apenas com a escovação dentária?

Gengivites em estágio inicial podem ser o resultado do acúmulo de placa bacteriana passível de remoção simples por escovas dentárias. Entretanto, a manutenção dos sintomas inflamatórios requer terapia gengival realizada por cirurgião-dentista para que a saúde no local seja restabelecida.

10. O que é periodontite agressiva?

É uma doença gengival de progressão rápida cujo processo de reabsorção óssea ocorre em velocidade muitos superiores às doenças gengivas crônicas. A condição, que ataca principalmente pacientes jovens, requer tratamento rápido e com suporte medicamentoso. Nestes indivíduos, as consultas de manutenção da saúde gengival em períodos curtos.

11. O que é GUNA?

É uma forma agressiva de doença gengival associada ao estresse e problemas no sistema imunológico. Os principais sinais e sintomas da doença são dor intensa, sangramento gengival espontâneo, inchaço e vermelhidão tecidual e desaparecimento das papilas nos locais atingidos pelo problema.

12. Quais são as causas sistêmicas para o sangramento gengival?

Infecção pelo HIV, leucemia, deficiências hepáticas e doenças do sangue são as mais frequentes. É por isso que o tratamento imediato para o problema é tão importante.

13. É verdade que as doenças gengivais podem ser a causa para doenças sistêmicas?

Sim. A associação entre doenças gengivais e diversas doenças, como diabetes, alterações no percurso natural da gestação e problemas cardíacos são, há algum tempo, objeto de diversas pesquisas que comprovam a associação entre doenças gengivais e como causadoras ou intensificadoras das doenças sistêmicas descritas.

14. Qual é a relação do sangramento gengival com próteses dentárias?

Próteses dentárias fixas desadaptadas são suscetíveis ao acúmulo de placa bacteriana que, não removida de maneira adequada, causam doenças gengivais crônicas que se não tratadas podem levar a perdas ósseas irreversíveis.

15. Qual é a relação do sangramento gengival com restaurações dentárias?

Assim como acontece com as próteses dentárias com adaptação inadequada, restaurações dentárias, em resina ou metal, podem agir como fonte para retenção de placa bacteriana e instalação de processo inflamatório gengival.

16. O mau hálito pode ter como causa o sangramento gengival?

Sim. A associação entre halitose e doenças gengivais (sangramento gengival) é a causa mais frequente para o mau hálito quando comparada com problemas estomacais.

17. Qual é o melhor tipo de escova dentária para prevenir o problema?

A maioria das escovas dentárias vendidas no mercado brasileiro é eficiente para a remoção da placa bacteriana causadora de doenças gengivais. Assim, mais importante do que o tipo de escova dentária é o uso regular de fio dental associado à técnica de escovação que se dê, no mínimo, por 2 minutos.

18. O fio dental é realmente necessário para complementar a higiene oral com escovas dentárias?

Sim. A higienização oral realizada unicamente com escovas dentárias é ineficiente para remover a placa bacteriana aderida às superfícies dentárias localizadas entre dentes (proximais e interproximais). Assim, fio dental e outros dispositivos de higiene oral são indispensáveis para restabelecer e manter a saúde das gengivas.

Halitose (mau hálito)

 

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1. O que é a halitose?

A halitose, ou mau hálito, é uma condição em que odores desagradáveis emitidos a partir da respiração podem ser perceptíveis tanto por quem emite quanto por quem está próximo ao emissor.

2. Qual é a prevalência do mau hálito?

25% dos indivíduos acima dos 65 anos, segundo algumas pesquisas, apresentam o problema - abaixo dos 20 anos, a porcentagem de indivíduos atingidos chega a 10%.

3. Quais são as características do odor?

Com características sulfurosas, os odores desagradáveis emitidos pela condição são descritos como próximos a “ovo podre, repolho, pungente, tipo alho e amoniacal” pela maioria dos indivíduos próximos aos portadores do problema.

4. Como eu posso saber se estou com o problema?

Na maioria das vezes é o próprio paciente, através de testes simples, quem desconfia do problema. Entretanto, a forma mais adequada para diagnosticar a halitose é a realizada pelo dentista, em consultório odontológico.

5. Existem equipamentos para precisar o diagnóstico?

Sim. Diversos equipamentos e testes clínicos estão disponíveis para certificar ao paciente a existência de odores desagradáveis durante a respiração.

6. É verdade que muitos indivíduos com mau hálito não sabem que estão com o problema?

Sim. É bastante comum que o indivíduo com halitose não identifique o problema por já estar acostumado com o problema. É o caso, por exemplo, do odor desagradável emitido pela respiração por doenças gengivais, condição que aparece vagarosamente e dá tempo para que o indivíduo se acostume como o mau odor.

7. Quais são as causas do mau hálito?

As causas da halitose são dividas em intra-oral (90% dos casos) e extra-oral (10% dos casos). Na intra-oral, o odor desagradável tem quase sempre como causas as doenças gengivais e os depósitos bacterianos sob a língua. Já na halitose extra-oral, as causas vão desde diabetes mellitus, uso de medicações, sinusites crônicas, obstrução nasal, abcesso nasofaríngeo, bronquites, pneumonia e até mesmo câncer nos pulmões.

8. Como saber se o mau hálito é originado na cavidade bucal (intra-oral) ou proveniente de outras estruturas do corpo (extra-oral)?

Diversos testes realizados no consultório médico ou do dentista identificam a causa para o problema, como a diferenciação do odor emitido pela respiração ou proveniente da boca, exames clínicos da gengiva, língua e dentes e análise exames radiográficos e por imagens.

9. Qual é a contribuição das doenças gengivais para o problema?

Gengivite e periodontite são doenças infecciosas que secretam, na cavidade oral, substâncias capazes de alterar o odor bucal, portanto, passíveis de serem as causas para o cheiro desagradável frequente proveniente da cavidade oral.

10. Como a língua pode ser a causa para o mau odor bucal?

A língua é o local com maior acúmulo de bactérias na cavidade oral. A parte posterior é a área mais crítica para o problema, região em que restos alimentares e centenas de células mortas contribuem para aumentar ainda mais o mau hálito.

11. É verdade que o mau hálito causado por problemas estomacais são mínimos?

Sim. Em raras circunstâncias o estômago é a causa para a condição. Isso porque, normalmente, o esôfago está sempre fechado, e o odor desagradável proveniente do trato gastrointestinal só pode ser percebido através da eructação ou vômito.

12. Sinto um “gosto ruim” na boca. Isto também será resolvido pelo tratamento da halitose?

Dificilmente, já que a associação entre paladar desagradável e mau hálito, exceto quando a causa para o problema são as doenças gengivais, não existe.

13. Como a diabete mellitus e a cirrose hepática contribuem para o mau odor respiratório?

Excesso de dimetil sulfeto na saliva, substância que produz odores desagradáveis na respiração e hálito, é frequente em pacientes diabéticos ou acometidos pela cirrose hepática.

14. O que é a saburra lingual?

É uma placa esbranquiçada ou amarelada contendo bactérias, células mortas e restos de alimentos acumulada na parte mais posterior da língua. Formada principalmente pela diminuição da produção de saliva, também pode ter como causas o ronco, apneia do sono e até mesmo uso de aparelhos ortodônticos.

15. Como o raspador de língua pode ajudar na diminuição do odor desagradável no hálito?

A remoção da saburra acumulada na parte posterior da língua, quando esta é a causa para o problema da halitose, é eficiente para diminuir ou até mesmo eliminar a condição. O raspador deve ser utilizado duas vezes ao dia, com 5 passadas a cada vez.

16. Existe algum remédio para tratar o problema?

Específicos, não. O que existem são medicações para tratar doenças que podem dar origem ao mau hálito respiratório. Como exemplo tem-se a diabetes mellitus, que pode necessitar de controle medicamentoso para controle do quadro glicêmico.

17. A halitose pode ser temporária?

Sim. A condição pode ser o resultado de períodos prolongados em jejum, imediatamente após o consumo de alimentos como cebola e alho ou cigarros.

18. Pode acontecer de eu achar que tenho mau hálito mas o problema não existir?

Sim. É a chamada pseudo-halitose, uma situação em que o indivíduo tem certeza de que está com odores desagradáveis porém o problema não pode ser detectado pelo dentista mesmo através de equipamentos específicos. O problema, também conhecido com halito fobia, pode ser uma expressão psicológica de aversão ao mau hálito, uma condição que pode aparecer, por exemplo, após a experiência com a chamada pedra na amígdala.

19. Qual é o tratamento para a pseudo-halitose?

Muitas vezes, o aconselhamento psicológico pode ser necessário para amenizar as limitações impostas em indivíduos acometidos pelo problema.

20. Notei que meu mau hálito só aparece nas manhãs. Isso é possível?

Sim. É o mau hálito matinal, um problema essencialmente cosmético que atinge indivíduos saudáveis. A causa para o problema é a diminuição da salivação durante o período de sono. A remoção da saburra, antes de dormir, têm se mostrado eficiente para eliminar ou diminuir o problema.

21. O estresse psicológico e ciclo menstrual também podem ser a causa para o mau hálito?

É verdade. Algumas pesquisas científicas associaram as duas condições ao aparecimento de mau odor proveniente da cavidade oral.

22. Qual é o tratamento da halitose de origem fora da cavidade oral?

Depende da causa para o mau odor respiratório, já que as múltiplas doenças associadas ao problema, como, por exemplo, a diabete mellitus ou até mesmo o câncer de pulmão, têm terapias específicas.

23. É verdade que alguns medicamentos podem ser a causa para a halitose?

Sim.

24. Quando é necessário procurar um médico otorrinolaringologista para tratar a halitose?

Exceto quando as causas para a condição são as doenças gengivais ou próteses e restaurações que atuam como acumuladores de placa bacteriana, o médico otorrinolaringologista pode substituir o dentista no tratamento do problema – principalmente nos casos em que a causa são infecções crônicas da cavidade nasal e seios paranasais.

25. Quais medicamentos estão associados com o aparecimento do mau hálito expiratório?

Diversas medicações para tratamento de alergias, pressão alta, antidepressivos e sinusites podem dar origem à halitose proveniente do sangue. É o caso, por exemplo, do tabaco, álcool, cloral hidratado, nitritos e nitratos, dimetil sulfóxido, dissulfiram, anfetaminas e outras medicações também associadas ao problema.

26. Os enxaguantes bucais são eficazes para eliminar o mau cheiro do hálito?

Além da raspagem da língua, enxaguatórios bucais são defendidos como terapias auxiliares no combate ao mau hálito de origem na cavidade oral. Entretanto, as pesquisas científicas sobre o tema não são conclusivas e carecem de estudos melhores para que a terapia por enxague de agentes químicos seja uma indicação primária.

27. Como os cremes dentais ajudam no tratamento?

Cremes dentais facilitam a remoção da saburra da língua e placa bacteriana em contato com dentes e gengivas. Entretanto, não existem cremes específicos para o tratamento do mau odor de origem bucal dado que não existem comprovações científicas de que agentes antimicrobianos utilizados nestes cremes sejam eficientes na terapia da halitose.

28. O tratamento da halitose de origem bucal (intra-oral) é efetivo?

Os índices de cura quando a causa para o mau hálito é intra-oral são elevados.

29. Existem escovas específicas para pacientes com o problema?

Não. Entretanto, é preciso tomar alguns cuidados, como não exagerar na pressão das cerdas das escovas contra a língua, para não gerar traumas (cortes e processos inflamatórios) nos locais de remoção da saburra lingual.

30. É verdade que o excesso de escovação e forças excessivas contra gengivas também podem ser a causa do mau hálito?

Sim.

31. É verdade que o consumo de determinados alimentos podem ser a causa para o mau hálito?

Sim, mas a mau hálito decorrente da alimentação é passageiro e desaparece passadas algumas horas da ingestão do alimento.

32. Próteses dentárias e restaurações infiltradas também podem ser a causa para o problema?

Sim. O acúmulo de placa bacteriana abaixo de próteses dentárias fixas ou móveis ou restaurações dentárias pode ser a causa para o mau odor proveniente da cavidade oral. O tratamento é a substituição destes dispositivos infiltrados.

33. O que é a xerostomia e como ela está associada com o problema?

É uma reclamação quase sempre subjetiva de que a boca está frequentemente seca resultante da diminuição real da produção de saliva. O problema, que pode ser a causa para o mau odor de origem bucal, requer tratamento específico para descobrir causa para diminuição da salivação que vão desde o uso de medicamentos até tumores e síndromes que acometem glândulas salivares.

34. Como tratar a halitose que tem origem no nariz e na garganta?

O mau odor respiratório com origem no nariz e garganta têm tratamento específico e variado que vai desde o uso de antibióticos e corticoesteroides a até mesmo cirurgias.

35. Como prevenir o mau hálito?

A higienização competente dos dentes, gengivas e língua são suficientes através de escovas de dentes e fio dental é eficiente para eliminar e prevenir a halitose de origem oral. Uso de raspadores e enxaguantes bucais podem ser indicados por dentistas em determinadas situações.

36. A halitose de origem oral é hereditária?

Até o momento, não existem comprovações científicas para o problema.

37. Como o cigarro está relacionado com o problema?

O consumo de tabaco altera direta e indiretamente o odor do hálito proveniente da boca, seja pela incorporação de elementos do próprio tabaco seja por aumentar a produção da saburra lingual ou ser risco para o agravamento de doenças periodontais.

TRATAMENTO DO BRUXISMO E DORES OROFACIAIS (ATM)

Dor de cabeça e pescoço associada ao bruxismo e ATM

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a DTM?

DTM, sigla para disfunção temporo-mandibular, é a desordem funcional nas estruturas que compõem articulação entre os ossos mandibular e temporal, a ATM.

2. Quais estruturas são afetadas pelo problema?

Discos articulares, ligamentos e músculos associados à articulação têmporo-mandibular (ATM), e, eventualmente, nervos próximos à região, são estruturas que interferem na desordem e podem atuar isoladamente ou em conjunto como causas para desordens funcionais e dores orofaciais.

3. Quais são os sintomas do distúrbio?

Dores orofaciais (cabeça e pescoço), estalidos e limitações mastigatórias e de fonação são os sintomas mais frequentes para o problema.

4. Qual é a relação do bruxismo com o distúrbio da ATM?

O bruxismo, hábito parafuncional de apertar e ranger os dentes, frequentemente faz parte dos sintomas do distúrbio da ATM. Entretanto, a associação do bruxismo como causa para a DTM nunca foi comprovada por pesquisas científicas - fato pelo qual ambos os problemas são classificados como distúrbios independentes.

5. O bruxismo sempre evolui para o distúrbio da ATM?

Na verdade, não existe comprovação científica para a hipótese do bruxismo como causa ou percurso evolutivo para o distúrbio da ATM, fato pelo qual dentistas tratam os dois distúrbios de forma independente.

6. Quais são os tratamentos para dores orofaciais na cabeça e pescoço associadas ao DTM?

Existem dois tipos de tratamentos: de função imediata, e que tem como objetivo o tratamento da dor, e de longo prazo, cujo objetivo é minimizar e prevenir os danos anatômicos às estruturas da ATM.

7. O tratamento para a dor de cabeça e pescoço causada pelo bruxismo é semelhante ao utilizado na terapia da DTM?

Às vezes. No bruxismo, o tratamento contra a dor envolve, além da adoção de placa miorrelaxante, a adoção de dietas macias, uso de relaxantes musculares e aplicação diárias de compressas de água quente para melhor disseminação da medicação.

8. Qual é o tratamento imediato das dores orofaciais associadas ao distúrbio da ATM?

A prescrição de analgésicos, restrição a alimentos resistivos à mastigação, uso de compressas quentes e, eventualmente, a adoção de placas resilientes (macias) são as primeiras atenções no tratamento da dor de cabeça, pescoço e ouvido associadas ao DTM.

9. Quais são as medicações indicadas para tratar a dor de cabeça e pescoço associada ao distúrbio da ATM?

Relaxantes musculares e anti-inflamatórios são as medicações de uso frequente no tratamento do problema.

10. As placas para tratamento do bruxismo e da DTM são semelhantes?

Às vezes. No tratamento da dor associada ao bruxismo a placa utilizada é quase sempre a versão rígida construída com acrílico transparente. Já no tratamento da DTM a versão mais comum é a placa macia construída com siliconas.

11. Quais são os exames auxiliares ao tratamento do distúrbio da ATM?

A palpação e auscultação da ATM e músculos associados à mastigação, bem como os testes de limitação de abertura e movimentos mandibulares, estão entre os exames mais frequentes para DTM. Eventualmente, exames radiográficos simples, ou mais complexos como a ressonância magnética, são solicitados para diagnósticos em situações mais complexas do distúrbio.

12. Meu ouvido produz um estalido forte ao abrir e fechar. O que pode estar acontecendo?

Os estalidos produzidos durante movimentos de abertura ou lateralidade da mandíbula são provocados pela movimentação desarmônica do disco articular que recobre o côndilo de articular da mandíbula ao osso articular. Entretanto, é preciso entender que o problema, de forma isolada, nem sempre é sinônimo para DTM.

13. Qual é o papel da placa de bruxismo acrílica (rígida) no tratamento do DTM?

Existem pesquisas científicas que relatam a proteção das estruturas da ATM, o que poderia servir como fator para diminuir ou impedir a progressão do distúrbio, no tratamento com placas para bruxismo não resilientes (rígidas).

14. Qual é o tipo ideal de placa de bruxismo ideal para o tratamento da dor associada ao DTM?

Existem dois tipos de materiais utilizados no tratamento da dor de pescoço, cabeça e ouvido associada ao DTM: moles(silicone) ou rígidas(acrílica). Enquanto a primeira é indicada para o tratamento da dor aguda associada ao distúrbio, a placa acrílica é recomendada para a prevenção e proteção das estruturas da ATM.

15. O tratamento para a dor de cabeça, pescoço e nuca associados ao bruxismo e distúrbio da ATM também podem ser utilizados para tratar as causas dos problemas?

Às vezes. É preciso ter em mente que os procedimentos para tratar as dores associadas aos dois problemas em questão diferem daquelas que tratam as causas para os problemas.

16. Como a ansiedade e estresse psicológico atuam no distúrbio temporo-mandibular associado à dor na cabeça e pescoço?

A ansiedade e estresse são cientificamente comprovados como fatores indutores e perpetuadores da dor de cabeça e ouvido associada ao DTM, cujo controle resulta em episódios de dores orofaciais esparsos e menos intensos. Entretanto, e preciso estar atento ao fato de as dores também podem ter como causa o bruxismo, um distúrbio ainda mais associado a quadros de ansiedade e estresse psicológico.

17. Como a fisioterapia pode ajudar no tratamento da dor e disfunção da articulação temporo-mandibular?

A fisioterapia é um tratamento auxiliar no controle das dores orofaciais musculares e articulares, sendo responsável pela prevenção e tratamento de contraturas e disfunções musculares diversas - e que influenciam diretamente na evolução do distúrbio.

18. O que é o travamento de abertura da mandíbula associada ao DTM?

Por vezes, o deslocamento do disco articular presente na ATM é tão intenso que ocorre o bloqueio temporário da movimentação livre da mandíbula durante a abertura e fechamento da boca.

19. É verdade que as ausências dentárias podem estar associadas à dor na cabeça e pescoço?

Não existem comprovações científicas que associam ausências dentárias como causas ou atuação agravante para as dores orofaciais ou disfunções de abertura e fechamento da mandíbula.

20. Como é o feito o diagnóstico que identifica o bruxismo como a única causa para a dor de cabeça e pescoço?

O quadro sintomatológico do bruxismo, que inclui a dor na cabeça e pescoço – e torcicolos frequentes –, na maioria das vezes, não apresenta dores nas estruturas articulares entre a mandíbula e a cabeça (osso temporal). Quando estas últimas apresentam sintomatologia, o dentista solicita alguns exames para comprovar que a origem das dores se deve ao distúrbio da ATM.

21. Quando o tratamento cirúrgico é necessário à terapia da dor de cabeça e pescoço associada ao distúrbio da ATM?

São cada vez menos indicadas as cirurgias para tratamento da DTM, conforme indicam diversas pesquisas científicas. Casos isolados de traumas ou artroses em estados avançados são indicações isoladas para intervenções cirúrgicas na ATM, que possui estruturas delicadas e difícil acesso.

22. As rupturas dos ligamentos da articulação temporo-mandubular necessitam de intervenção cirúrgica?

Quando as rupturas ligamentos que compõem a ATM não trazem limitações funcionais - abertura e fechamento de boca, travamento de mandíbula frequente, dificuldades na mastigação e fonação -, o tratamento cirúrgico pode ser uma opção na terapia da dor de cabeça e pescoço associada ao DTM. Entretanto, em alguns indivíduos as limitações funcionais podem estar incompatibilizadas com uma vida saudável – o que requer a cirurgia para tratamento do distúrbio da ATM.

23. Existe algum tipo de cirurgia indicada para o tratamento do bruxismo?

Não, já que o bruxismo, por se tratar de um reflexo neuro-muscular responsável pela hiperatividade dos músculos da mastigação, não pode ser tratado por procedimentos cirúrgicos.

24. O que é a crepitação da articulação temporo-mandubular (ATM)?

A crepitação é um dos sons disfuncionais que podem estar presentes na DTM. O barulho é produzido pela perfuração total do disco da articulação, permitindo o contato direto entre a mandíbula e osso temporal (crânio) durante os movimentos de aberturas e lateralização dos dentes inferiores.

25. O que é artrocentese? Quando ela é necessária?

A artrocentese é um procedimento cirúrgico para drenagem do líquido contido na ATM com o objetivo de eliminar os componentes humorais inflamatórias do local.

26. O tratamento da dor de cabeça e pescoço associada ao distúrbio temporo-mandibular é rápido?

O quadro sintomatológico (eliminação das dores) sim. Entretanto, o tratamento que atua nas causas do distúrbio pode necessitar até mesmo de meses para que a remissão do quadro seja perceptível.

27. Que procedimentos caseiros podem ser adotados para amenizar a dor associada à DTM?

Em alguns casos, a adoção de dieta macia associada ao uso de compressas quentes após a ingestão de relaxantes musculares – quase sempre indicados para indivíduos nas fases mais intensas do bruxismo – pode, sim, amenizar a dor de cabeça e pescoço associada à disfunção temporo-mandibular, principalmente nos casos em que as dores são originadas por rupturas ligamentares.

28. Qual é o papel da toxina botulínica no tratamento da dor de cabeça e pescoço associada ao DTM?

A toxina botulínica é uma eficiente alternativa no tratamento da dor aguda na DTM, podendo ser utilizada como opção após respostas insatisfatórias dos tratamentos mais conservadores da disfunção.

29. A toxina botulínica também pode ser utilizada no tratamento da dor de cabeça e pescoço associada ao bruxismo?

Sim.

30. Como a reeducação postural pode ajudar no tratamento do distúrbio?

Diversas pesquisas científicas relacionam problemas posturais com o aparecimento do distúrbio da ATM, mas que carecem de dados mais conclusivos com relação aos resultados dos tratamentos de reeducação postural na diminuição da sintomatologia das dores de cabela e pescoço associadas à disfunção temporo-mandibular.

31. O que são hábitos parafuncionais? Como eles interferem no DTM?

Mascar chicletes, roer unhas e morder canetas e lápis são exemplos de hábitos parafuncionais, cuja repetição excessiva, que não traz ganhos funcionais, está associada ao problema do bruxismo, mas que carecem de comprovação científica como causa ou perpetuadora da disfunção temporo-mandibular.

32. É possível eliminar o estalido e barulho das articulações apenas com a adoção da placa para o bruxismo?

Nem sempre. Em algumas situações apenas as intervenções cirúrgicas podem ser capazes de solucionar o problema, já em outras situações o paciente tem que conviver com o problema porque os riscos e limitações às cirurgias deste tipo são elevados.

33. Qual é a diferença entre artrose e distúrbio temporo-mandibular?

São doenças diferentes que podem compartilhar sinais e sintomas semelhantes, e que, portanto, possuem terapêutica específica. A artrose, mais associada a dores no ouvido, também pode ser a causa para a dor na cabeça e pescoço.

34. Bruxismo e distúrbio da ATM são hereditários?

Existe, sim, um comportamento hereditário ainda não estudo na sua abrangência e forma de atuação na origem e progressão do bruxismo e da DTM.

35. Como diferenciar a enxaqueca das dores provenientes do bruxismo e distúrbio temporo-mandibular?

De fato, a sintomatologia dolorosa das três condições é semelhante em diversas situações. Entretanto, na maioria das vezes, a enxaqueca é seguida de náuseas e sensibilidade aumentada à luz, sintomas não presentes nas dores de cabeça e pescoço associadas às condições estomatológicas.

36. Como é feito o diagnóstico do distúrbio da ATM causada por doenças degenerativas?

O quadro clínico da DTM causada por doenças degenerativas (artroses) é mais intenso. Eventualmente, febre e edema (inchaço) acompanham as dores. Além disso, os barulhos sentidos pelo paciente são percebidos durante toda o movimento de abertura da boca – ao contrário dos estalidos característicos das rupturas em ligamentos da articulação temporo-mandibular. O diagnóstico é essencialmente por imagens (ressonância magnética).

37. Os danos à ATM provenientes de traumas podem dar origem a dores na cabeça e pescoço?

Sim. Acidentes com traumas às estruturas da ATM são causas para dores orofaciais cujo tratamento é, na maioria das vezes, semelhante ao utilizados para a sintomatologia dolorosa da DTM.

Bruxismo

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é bruxismo?

É uma atividade parafuncional e inconsciente dos músculos da mastigação que resulta no ranger ou apertamento involuntário dos dentes. O distúrbio, que é neuromuscular, está associado a problemas como desgastes e fraturas em dentes e restaurações, dores na cabeça e pescoço e outros problemas dentários.

2. O que é um bruxômano?

É o indivíduo que apresenta os sintomas do bruxismo.

3. Qual é a causa deste distúrbio?

O bruxismo não tem uma causa específica - o mais comum é encontrar dois ou mais fatores responsáveis pelo aparecimento do problema. O que sabe, até o momento, é que a pré-disposição genética, perfil psicológico e alterações anatômicas e dentárias favorecem o início e progressão do problema.

4. Quais são os principais sinais e sintomas do bruxismo?

Desgastes dentários, movimentação dos dentes, fraturas em restaurações e próteses dentárias estão entre os sinais mais comuns. Já os sintomas mais comuns são dores de cabeça, ouvido e dentárias; barulhos causados pelo impacto entre os dentes durante o sono também são formas de diagnóstico do distúrbio.

5. Quais são os tipos de bruxismo?

A divisão do bruxismo pode ser feita em diurno e noturno, com relação ao período de ocorrência para o problema; já com relação à presença de desgastes dentários o bruxismo é dividido em excêntrico (com desgastes) e cêntrico (sem desgastes).

6. O bruxismo tem cura?

Não. A terapia para o distúrbio consiste na prevenção de problemas decorrentes do bruxismo, como desgastes dentários e dores musculares, e diminuição da frequência e intensidade da atividade muscular parafuncional característica do problema.

7. Qual o risco para perdas dentárias causadas pelo bruxismo?

Baixas. Perdas dentárias pelo excesso de apertamento ou contato traumático entre os dentes, e que tem como causa a hipertrofia e hiperatividade muscular originadas pelo bruxismo, não são frequentes. Os mais comuns são fraturas em dentes, restaurações e próteses dentárias.

8. O bruxismo pode entortar os meus dentes?

Sim. Alterações na posição dos dentes são comuns a pacientes bruxômanos.
Deve-se a isto os desgastes dentários parafuncionais característicos do distúrbio, que, por fim, acarretam no movimento de acomodação dos dentes para adaptação às alterações nas formas dos dentes.

9. Indivíduos sem desgastes dentários também podem apresentar o distúrbio?

Sim. É o caso do bruxismo cêntrico, em que o apertamento dos dentes, sem movimentações excêntricas da mandíbula, é o responsável pelas dores do distúrbio.

10. Minhas restaurações estão sempre caindo. O bruxismo pode ser a causa para o problema?

Sim. Fraturas e deslocamentos de restauração dentária em resina, amálgama ou cerâmicas são caraterísticas do contato traumático e excessivo próprios dos pacientes bruxômanos.

11. Qual a relação do bruxismo com a ansiedade e estresse psicológico?

É intima a relação do distúrbio muscular com a ansiedade e outros problemas psicológicos. A ação potencializadora e iniciadora da ansiedade sobre o bruxismo é facilmente relatada pelos próprios indivíduos bruxômanos. É por isso que os fatores psicológicos precisam ser abordados no tratamento do problema.

12. Como a posição postural influi no bruxismo?

Pesquisas científicas apontam que a postura inadequada durante a execução de atividades caseiras ou laborais contribuem para a intensificação dos sintomas do distúrbio.

13. Durante o bruxismo noturno meus dentes ficam rangendo todo o período do sono?

Não. Os episódios de ranger, apertar e bater os dentes entre si, característicos do bruxismo noturno, repetem-se entre 6 a 8 vezes durante o sono – cada episódio pode durar por até 8 segundos. Ou seja, o bruxismo noturno atua em poucos episódios e de ocorrência rápida durante todo o período de sono do bruxômano.

14. Como este distúrbio afeta as restaurações dentárias?

Desgastes e modificações frequentes na anatomia em dentes restaurados com resinas causados pelo apertamento e ranger frequente dos dentes podem ser causa para problemas como fraturas e movimentações de dentes.

15. O que fazer nos períodos com dores mais intensas (surto) na cabeça e pescoço?

Além da adoção de procedimentos como o uso de compressas quentes sobre músculos doloridos, a adoção de dieta macia e pastosa e consumo de fármacos miorrelaxantes e uso da placa para bruxismo durante o dia estão associados á diminuição dos sintomas e tempo de atividade muscular mais intensa.

16. Como os hábitos parafuncionais como morder lápis e roer unhas interferem no problema?

Além da perpetuação do distúrbio, os hábitos parafuncionais também contribuem para a hipertrofia dos músculos da mastigação associados ao problema.

17. O bruxismo tem causas espirituais?

A crença para causas espirituais do bruxismo relata à idade média, porém não existem estudos sobre o assunto.

18. O bruxismo traz riscos ao tratamento com implantes dentários?

Sim. O bruxismo é um fator de risco aos tratamentos com implantes dentários, visto que os contatos traumáticos e excessivos entre os dentes, em paciente bruxômanos, podem causar fraturas sobre o corpo do implante dentário ósseo integrado.

19. O bruxismo acordado também desgasta os dentes?

Sim. Em alguns indivíduos, a hiperatividade muscular se dá mesmo com o paciente acordado. O problema, que aparece em períodos de maior concentração – trabalho e estudo são exemplos de períodos de maior intensidade do bruxismo acordado – também necessita de proteção dentária através do uso de placa miorrelaxante para bruxismo.

 

DIAGNÓSTICO


20. Como é feito o diagnóstico do bruxismo?

Através da observação clínica dos sinais e sintomas como desgastes dentários, dificuldade para abrir a boca ao acordar, barulhos e estalidos escutados durante o sono e dores frequentes nos músculos da cabeça e pescoço.

21. Que outros exames podem ser solicitados?

Exames radiográficos realizados em consultório ou tomografias podem auxiliar no diagnóstico isolado em dentes suspeitos de fraturas e outros problemas associados ao bruxismo.

 

DISTÚRBIO NA ATM


22. O que é a disfunção temporo-mandibular da ATM (DATM)?

A DATM é a lesão de pelo menos uma das estruturas da articulação temporo-mandibular (ATM) responsáveis pela articulação da mandíbula junto ao crânio - e que pode ter como causa traumas, artrites e artroses. Lesões nos ligamentos e disco articular são os exemplos de problemas mais comuns nessas estruturas, sendo as dores e limitações para a abertura e movimento da mandíbula os sintomas mais comuns ao distúrbio.

23. Quer dizer então que bruxismo e DTM não são a mesma coisa?

Sim. A confusão entre bruxismo e distúrbio temporo-mandibular é bastante comum - muito provavelmente pela proximidade das estruturas envolvidas nos dois problemas, e associação da DTM com a oclusão dentária. A DATM, portanto, pode ocorrer de forma independente ao bruxismo.

24. O bruxismo sempre evolui para a DTM?

Essa é uma discussão antiga e motivo para muitas pesquisas científicas. Até o momento, não foi entendida como o bruxismo pode induzir o aparecimento da DTM, em humanos. Entretanto, a associação entre o bruxismo e estresse psicológico é relacionada como causa para a evolução do problema para a DTM.

 

TRATAMENTO


25. Como tratar o bruxismo?

O tratamento para o distúrbio depende do tipo e intensidade dos sinais e sintomas apresentados. Entretanto, a utilização de placas acrílicas miorrelaxantes (placa para bruxismo) e administração de analgésicos e relaxantes durante os períodos de maior atividade muscular fazem parte da terapia muscular para a quase totalidade dos casos.

26. É verdade que a toxina botulínica pode ser utilizada no alívio do sintoma doloroso presente no bruxismo?

Sim, mas é preciso ter cautela na utilização da terapia botulínica no tratamento da dor associada ao bruxismo.
O uso da toxina botulínica no tratamento do distúrbio requer cautela.

27. Como a fisioterapia pode auxiliar no tratamento do bruxismo?

A fisioterapia é uma auxiliar importante no combate à sintomatologia dolorosa característicos do distúrbio. A ação relaxante e reposicionamento muscular e postural contribuem para o bloqueio do feedback progressivo dos hábitos musculares parafuncionais em pacientes bruxômanos.

28. Vou fazer um tratamento para recuperar os desgastes dentários provocados pelo bruxismo. Quais as recomendações para o tratamento?

O planejamento e simulação sobre modelos das restaurações e próteses dentárias é essencial para especificar a altura e desenho dos dispositivos que serão utilizados.

29. Como o uso de medicações para controle do humor ou apetite interferem no bruxismo?

Ainda não está bem estabelecida a associação entre surtos do distúrbio e medicações psicoativas. O fato é que essas drogas alteram o percurso natural do problema, algumas vezes aliviando e em outras acentuando os sintomas.
A comunicação com o médico responsável pelo tratamento neurológico é essencial.

30. Qual a relação do bruxismo com o uso do aparelho ortodôntico?

Existem relatos científicos que associam o uso prolongado do aparelho ortodôntico com o aparecimento do bruxismo e do distúrbio da ATM. O mecanismo preciso de como o tratamento ortodôntico pode causar esses problemas não foi explicado dada a complexidade causal e multifatorial da situação.

 

PLACA MIORRELAXANTE PARA BRUXISMO


31. Como este distúrbio afeta as restaurações dentárias?

Desgastes e modificações frequentes na anatomia em dentes restaurados com resinas causados pelo apertamento e ranger frequente dos dentes podem ser causa para problemas como fraturas e movimentações de dentes.

32. Como a placa para bruxismo atua no tratamento do problema?

A desprogramação neuromuscular , proteção dos dentes e relaxamento muscular são três formas conhecidas de atuação da placa miorrelaxante para bruxismo no distúrbio. Em conjunto, essas funções são capazes de diminuir a intensidade e frequência da hiperatividade muscular e ainda proteger as estruturas articulares e musculares de lesões decorrentes do distúrbio.

33. A placa miorrelaxante para bruxismo confeccionada em acrílico tem a mesma função da placa macia confeccionada em silicone?

Não. A indicação da placa miorrelaxante macia para tratamento do bruxismo é eventual e só deve ser indicada para a terapia do bruxismo cêntrico (menos de 5% dos casos) ou tratamento das dores associadas aos distúrbios na ATM.

34. Qual é a diferença entre placa para bruxismo e placa miorrelaxante?

Nenhuma, já que, indiferente do material utilizado no tratamento (acrílico ou silicone), as duas tem a função de proteger os dentes e relaxar a hiperatividade muscular.

35. Além do uso da placa para bruxismo, quais são as recomendações para os períodos de surto do problema?

Procedimentos caseiros como o uso de compressas quentes, adoção de dieta pastosa e macia e utilização de medicação para relaxamento muscular ajudam na remissão dos sintomas e encurtamento da atividade mais intensa do distúrbio.

36. Qual o preço médio da placa para bruxismo?

A variação no preço do dispositivo é grande e influenciado por diversos fatores, fato que torna difícil até mesmo estabelecer uma faixa de preço para o tratamento.

37. Qual a diferença entre a placa dura e a mole no tratamento do bruxismo?

Além das evidentes características físicas, já que a placa mole é confeccionada em silicone transparente enquanto a rígida é uma estrutura semi-transparente confeccionada em acrílico, a indicação de uso.

38. A placa miorrelaxante para bruxismo deve ser utilizada todas as noites?

Sim. O uso intermitente noturno em pacientes bruxômanos pode ser ineficiente para a desprogramação neuro-muscular do distúrbio.

39. Acho a placa resiliente (mole) mais estética que a placa rígida. Posso utilizá-la no lugar da acrílica?

Não. As placas macias para o bruxismo possuem indicações diferentes das placas rígidas, e não devem ser utilizadas sem a orientação profissional.

40. Qual é, então, a indicação para a placa macia para bruxismo confeccionada com silicone?

O bruxismo cêntrico (sem desgastes dentários) é a indicação mais apropriada para a placa miorrelaxante macia.Outra indicação para a placa macia é a remissão de dores na DTM.

 

CIRURGIAS


41. As cirurgias realizadas na articulação temporomandibular (ATM) podem ser utilizadas para tratar o bruxismo?

Não.

 

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO BRUXISMO


42. O tratamento medicamentoso para o bruxismo é suficiente para curá-lo?

Não. O uso de medicações no tratamento da hiperatividade dos músculos da mastigação é terapia auxiliar adotada com frequência nos períodos mais intensos do distúrbio.

 

TRATAMENTO CASEIRO DO BRUXISMO


43. O que é o tratamento caseiro do bruxismo?

É um conjunto de medidas e hábitos a serem adotados divulgados em diversos meios de comunicação que, entretanto, carecem de comprovação científica e podem até mesmo trazer riscos para danos irreversíveis na ATM ou intensificação do distúrbio.

Placas para bruxismo

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é e para que serve a placa para bruxismo?

É uma estrutura rígida e transparente, encaixada sobre os dentes superiores, que previne desgastes dentários e danos aos músculos e à articulação temporo-mandibular (ATM). O nome correto para o dispositivo é placa miorrelaxante para bruxismo, dada a capacidade do aparelho para diminuir a hiperatividade dos músculos da mastigação.

2. Para quem está indicado o uso deste dispositivo?

Indivíduos com desgastes em dentes anteriores e posteriores (bruxismo excêntrico), com ou sem dores em músculos e articulações; indivíduos com dores na face e pescoço, sem sinal de desgastes dentários (bruxismo cêntrico); dores auriculares com origem na articulação temporo-mandibular (ATM).

3. Em que casos estão indicadas as placas para bruxismo confeccionadas em acrílico?

De forma geral, o dispositivo é indicado para a maioria dos casos de bruxismo, indo desde indicações para pacientes com desgastes dentários em estágios iniciais, até indivíduos com desgastes severos intensos, hipertrofias musculares e desconfortos nos músculos do pescoço, face e cabeça.

4. Quais são os materiais utilizados na confecção destas placas?

Acrílico nas placas rígidas, e polipropileno para placas resilientes (macias).

5. Qual material é o mais indicado para o tratamento do bruxismo?

Como as indicações do acrílico ou polipropileno são diferentes, a comparação sobre qual o melhor material para uso em placas de bruxismo não faz sentido. A diferença entre os materiais utilizados se faz exatamente porque as indicações para uso do dispositivo são diferentes.

6. Tem como fazer uma placa de bruxismo em casa, sem consultar um dentista?

Não. O tratamento caseiro do bruxismo através de dispositivos confeccionados pelos próprios pacientes é altamente desaconselhável por ser causa para problemas como movimentações dentários, fraturas e danos às estruturas da ATM.

7. Existe alguma versão mais estética da placa para bruxismo para o uso no dia-a- dia?

Não. O uso diário da placa pode ser essencial para alguns pacientes e a preocupação com a estética comprometida do sorriso pode ser uma preocupação.

8. A placa para bruxismo provoca cáries?

O uso inapropriado do dispositivo pode estar relacionado com o aparecimento de cáries dentárias. Entretanto, o aparecimento do problema está associado à falta de escovação e higienização correta dos dentes, além do uso inadequado do dispositivo.

 

TRATAMENTO: OMO UTILIZAR A PLACA PARA BRUXISMO.


9. A placa miorrelaxante cura o bruxismo?

O bruxismo, um reflexo neuro-muscular, não tem cura. A função do dispositivo é prevenir o aparecimento de desgastes sobre os dentes e danos aos músculos e estruturas das articulações temporo-mandibulares.

10. Quantas consultas são necessárias para tratar o distúrbio?

Basicamente, duas consultas para a confecção da placa para bruxismo, e mais duas para o acompanhamento da adaptação inicial do paciente à estrutura.

11. Por quanto tempo precisarei utilizar a placa?

Não existe tempo de tratamento protocolar para o bruxismo. Em tese, o uso da placa miorrelante deve acompanhar o indivíduo por toda a vida.

12. Como é a adaptação à placa nos primeiros dias do tratamento?

Os primeiros dias de adaptação à placa miorrelaxante para bruxismo são os mais críticos. Dores leves sobre os dentes, salivação intensa e deslocamento constante da placa são relatos frequentes sobre os primeiros dias de adaptação ao dispositivo. Com o passar do tempo, entretanto, a adaptação se faz completa e os inconvenientes desaparecem.

13. Posso interromper o uso da placa a qualquer momento e voltar a usá-la apenas nos períodos de dor ou apertamento mais intenso?

Até pode, mas a decisão precisa ser tomada em conjunto com o dentista para que um protocolo de desuso seja elaborado de acordo com a severidade do distúrbio.

14. A placa para bruxismo pode alterar a qualidade do meu sono?

Sim, principalmente nos primeiros dias de adaptação ao aparelho para bruxismo. A continuação de piora na qualidade e quantidade de horas dormidas, associadas à placa, exige o acompanhamento médico especializado como forma de auxílio à adaptação e confecção de dispositivos apropriados.

15. As gengivas podem ser afetadas pelo tratamento?

Relatos de problemas gengivais, como a gengivite comum, são raros e estão associados ao uso inadequado da placa para bruxismo ou sobre-extensão do dispositivo sobre as gengivas. Outra causa para gengivas inchadas e inflamadas durante o uso do aparelho para bruxismo é higienização deficiente ou ausente das gengivas.

16. Como a placa miorrelaxante para bruxismo é utilizada?

O uso terapêutico padrão se faz durante à noite, enquanto o paciente está dormindo – momento mais frequente para o apertar e ranger dos dentes). Entretanto, bruxômanos que também apresentam sinais do distúrbio durante o dia, podem estender o uso noturno para diversos momentos durante o dia, principalmente durante os períodos de surto do problema.

17. Estou acordando sem a minha placa. O que pode estar acontecendo?

Diversos fatores que vão desde dispositivos pouco retentivos, que apertam em demasia os dentes, que não contatam de forma apropriada os dentes da arcada antagonista a até mesmo placas que foram confeccionados muito espessos – apenas para ficarmos nos principais problemas relacionadas com a situação -, que podem ser a causa para dispositivos que soltam- se, sem que o paciente perceba, dos dentes.

18. Quanto tempo leva para confeccionar a placa para bruxismo?

Em média, 5 dias úteis.

19. Como a placa para bruxismo interfere no ronco e apneia?

A forma como o dispositivo é confeccionado pode posicionar a mandíbula em posições que favorecem o aparecimento do ronco ou até mesmo da apneia obstrutiva crônica. Indivíduos com tendência para esses problemas podem necessitar de acompanhamento médico especializado para verificar como o dispositivo esta originado ou acentuando esses problemas.

20. Tenho observado que, após iniciar o tratamento para o bruxismo com a placa acrílica, minha garganta amanhece seca e, eventualmente, com dores. Como posso resolver isso?

Pacientes bruxômanos com alterações anatômicas nas vias respiratórias podem apresentar sintomas como dores e pré-disposição para inflamações orofágicas. O acompanhamento médico especializado pode ser necessário para ajudar na confecção e adaptação aos dispositivos miorrelaxantes.

21. O que acontecerá se eu ficar algumas semanas ou meses sem utilizar o dispositivo?

Muito provavelmente o dispositivo rígido não poderá ser encaixado, de forma confortável, aos dentes. Nestes casos, é necessária a confecção de nova placa de mordida.

22. Existem variações entre as placas confeccionadas com o mesmo material?

Sim. As placas podem ter modificações no design, dependendo da indicação e problema apresentado pelo paciente.

23. A placa para bruxismo pode entortar os meus dentes?

Não. Pelo contrário, já que a placa pode até mesmo substituir o aparelho para contenção pós tratamento ortodôntico.

24. Já utilizo uma placa para contenção dos dentes pós tratamento ortodôntico. E agora?

Continue usando-a normalmente. Em algumas situações, a placa para contenção pode ser substituída pela própria placa para bruxismo.

 

PLACA RÍGIDA MIORRELAXANTE.


25. Qual é o material utilizada na confecção das placas rígidas miorrelaxantes?

Acrílico transparente ou em cores selecionadas pelo próprio paciente.

26. A placa rígida para tratamento do bruxismo é desconfortável?

No começo do processo de adaptação, sim. Entretanto, passadas algumas semanas, os dispositivos rígidos mostram-se mais confortáveis comparados às placas macias.

 

PLACA MACIA MIORRELAXANTE.


27. Quais são as indicações para o uso de placa macia para bruxismo?

As placas para bruxismo macias (não confundir com as placas moles para uso com géis clareadores) são indicadas para pacientes com sintomatologia dolorosa intensa nos distúrbios de ATM (articulação temporo-mandibular). Outra indicação para o dispositivo macio é o tratamento do bruxismo cêntrico (uma versão do distúrbio que não deixa marcas de desgastes nos dentes).

 

DURABILIDADE.


28. Qual a durabilidade da placa para bruxismo confeccionada em acrílico?

Em indivíduos que a utilizam diariamente, o tempo médio de vida das placas para bruxismo é de 2 anos.

29. Como eu posso saber se a minha placa foi corretamente confeccionada?

É realmente difícil para o paciente saber se existem problemas na confecção do dispositivo. Deslocamentos constantes, dificuldade no encaixe, dores nos dentes após o uso e não remissão dos sinais e sintomas do bruxismo são alguns dos problemas relacionados a placas problemáticas.

 

CUIDADOS E LIMPEZA.


30. Como limpar e guardar a placa para bruxismo?

A limpeza da placa precisa ser diária. Para isto, basta utilizar creme dental aplicado por escova dental. Uma caixa plástica e arejada, normalmente fornecida pelo próprio dentista, oferece proteção e deixa a placa sempre seca – evitando a formação de fungos.

31. Por que a minha placa está amarelando e ficando com mau cheiro?

O mal acondicionamento (locais úmidos e sem ventilação) e falta de higienização diária (escovação) são os responsáveis pelo amarelamento e aparecimento de manchas escuras (fungos) no seu dispositivo. Consulte o seu dentista porque a contaminação fúngica do acrílico da placa para bruxismo requer a reconfecção da mesma.

 

PREÇO.


32. Qual o preço da placa para bruxismo em acrílico e silicone?

O preço da placa de bruxismo e silicone pode variar de acordo com muitos fatores, dificultando até mesmo falar em valores médios. Procure o seu dentista e solicite um orçamento.

33. Achei elevado o preço da placa para bruxismo confeccionado em acrílico. Posso substituí-la pela versão em silicone?

Não. O uso inapropriado de placas de silicone pode acentuar as movimentações mandibulares características do ranger dos dentes. Em casos mais extremos, podem acontecer danos irreversíveis às estruturas anatômicas da articulação temporo-mandibular.

PRÓTESES DENTÁRIAS

Dentadura (Prótese total)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a dentadura?

Dentadura é uma prótese que recobre toda a gengiva de suporte – daí o nome prótese total – e que está indicada para o tratamento de pacientes totalmente desdentados. Confeccionada em resina acrílica ou em versão flexível, tem como vantagens recuperar a mastigação e estética do sorriso e diminuir a velocidade de reabsorção das arcadas dentárias.

2. Quais são as indicações para o tratamento com dentaduras?

A indicação mais comum é a recuperação estética e funcional (mastigação e fala) de pacientes desdentados - ou cujos dentes ainda presentes estão em condições incompatíveis com a saúde e mastigação. Em outras situações, é indicada como prótese provisória para pacientes em tratamento com implantes dentários ósseos integrados.

3. O tratamento com dentadura (prótese total) é um tratamento obsoleto?

Embora ainda muito utilizadas, as dentaduras são dispositivos protéticos obsoletos que trazem muitos desafios para uma mastigação eficiente e sem restrições.

4. A prótese total estabiliza o processo progressivo de perda óssea que ocorre após as perdas dentárias?

Sim. De fato, após as perdas dentárias, os ossos maxilares iniciam um progressivo processo de reabsorção e perda óssea que perdura por toda a vida dos indivíduos.
O uso de dentaduras bem adaptadas sobre rebordos ósseos sem dentes não cessa esse processo, porém diminui a velocidade das perdas ósseas por reabsorção.

5. É verdade que, com o passar dos anos, fica cada vez mais difícil a adaptação a próteses dentárias removíveis tipo dentadura e ponte móvel?

Sim. O envelhecimento diminui a espessura e qualidade (falência na produção de colágeno) das gengivas e mucosas orais. Além disso, outros problemas como a diminuição do fluxo salivar e perda do tônus e potência muscular contribuem para o aumento da dificuldade de uso de dentaduras em pacientes idosos.

6. De quanto em quanto tempo é preciso trocar este tipo de prótese dentária?

Próteses dentárias removíveis, segundo diversas pesquisas odontológicas, precisam ser trocadas de 4 em 4 anos para que os dispositivos estejam em contato saudável com o osso remanescente constantemente reabsorvido e compensar o desgaste do material utilizado na confecção dos dispositivos.

7. O que pode acontece quando eu não troco a minha prótese removível em até 4 anos de uso?

São vários os problemas que podem aparecer, como a perda da eficiência mastigatória, estética deficiente pelo envelhecimento do material utilizado, aceleração da velocidade de perda do osso de suporte pela perda de qualidade da adaptação da prótese às gengivas, crescimento das gengivas (hiperplasia), risco para câncer bucal pelo trauma provocado por próteses desadaptadas, entre outros problemas.

8. Dentaduras antigas e desadaptadas trazem risco para o câncer bucal?

Sim. O câncer bucal é um dos tipos mais frequentes de neoplasias nos seres humanos. Dentaduras antigas e desadaptadas são riscos para o trauma frequente das mucosas – uma situação cientificamente comprovada como causa para o câncer bucal.

9. Quais são os tipos de dentaduras disponíveis?

Além da dentadura (prótese total) convencional, também existem as versões fixa, flexível e com base em silicone.

 

VANTAGENS, DESVANTAGENS E PROBLEMAS


10. Quais são as desvantagens das dentaduras frente a outros tipos de próteses dentárias?

A prótese total é um dispositivo que traz limitações mastigatórias, de fala e estética. Não à toa, é motivo para indivíduos inseguros, frustrados e deprimidos com o resultados do tratamento.

11. Estou bem adaptado à minha prótese, apesar de já estar com ela há mais de 4 anos. Porque eu preciso trocá-la?

O conforto mastigatório em pacientes com uso de prótese dentária removível esconde problemas como a perda óssea que ocorre em velocidades elevadas e riscos elevados para o câncer bucal por trauma constante das gengivas. Assim, a substituição ou troca da dentadura a cada 4 anos é um tratamento preventivo e indicado.

12. Quais são as vantagens da dentadura fixa sobre a dentadura convencional (removível)?

A dentadura fixa sobre implantes dentários ósseos integrados permite uma mastigação rígida e sem deslocamento da prótese total. A estabilidade ao falar é outra vantagem importante.

 

TEMPO DE TRATAMENTO E PASSO-A-PASSO


13. Quanto tempo dura o tratamento?

Em média, entre 1 a 3 semanas. Entretanto, muitos serviços odontológicos oferecem o tratamento em até 2 dias. Tudo depende da estrutura do serviço prestado.

14. Como é o tratamento com dentaduras, passo a passo?

O tratamento é simples. O dentista faz uma moldagem preliminar para a confecção de moldeiras personalizadas. Na segunda consulta é realizada uma segunda moldagem, mais precisa e detalhada do que a primeira, e são feitos registros para a escolha do tamanho e localização dos dentes.
Na terceira consulta é realizado o teste estético, mastigatório, de fonação e deglutição da dentadura. E, na última consulta, o paciente recebe, definitivamente, a prótese total.

 

ESTÉTICA, MASTIGAÇÃO E FONAÇÃO


15. Por que ainda tenho dificuldade para mastigar com a minha prótese total?

A dificuldade para mastigação em dentaduras adaptadas pode ter várias causas, como posicionamento inadequado de dentes ou as bordas de dentaduras muito extensas.
A consulta odontológica para diagnosticar os motivos dos desconfortos é essencial para resolver o problema.

16. O que pode ser feito para melhorar a qualidade de mastigação com próteses removíveis?

A mastigação com dentaduras é, sem dúvidas, uma ação complexa. Já foi comprovado que, em pacientes portadores de duplas dentaduras, a força muscular pode estar diminuída em até 85%.Outra dica é cortar os alimentos em pequenos tamanhos, e ficar atento para o desgaste excessivo do acrílico dos dentes da prótese total.

17. Com relação ao acrílico utilizado na confecção da prótese, existem diferenças na estética e qualidade dos materiais utilizados?

Atualmente, todas as dentaduras são construídas com dentes em acrílico. Mas existem diferenças na qualidade e estética importantes nesses dentes que implicam em maior durabilidade e reprodução de diversos detalhes de cor e transparência presentes em dentes naturais.

18. Posso escolher dentes mais longos para a minha próxima prótese?

A seleção do tamanho e forma de dentes para prótese totais dependem de fatores como a largura a altura dos maxilares. A escolha por dentes mais longos depende, portanto, por condições anatômicas que precisam ser analisadas em conjunto com a predileção estética do paciente.

19. Por que a minha dentadura ainda machuca minhas gengivas?

Diversos fatores interferem na adaptação e conforto para mastigação, como dentaduras muito antigas, mal confeccionadas, diminuição da salivação, infecções por fungos e aumento da fragilidade tecidual gengival.
A consulta odontológica é imprescindível para solucionar o desconforto e sangramento da gengiva em paciente com dentaduras.

20. Por que os dentistas não utilizam, como antigamente, dentes confeccionados em porcelana para melhorar a qualidade estética do tratamento?

De fato, dentes de dentadura em porcelana já foram motivo para próteses totais mais sofisticadas. O problema, entretanto, é que o pouco conforto de mastigação e as lesões articulares provocadas pelos dentes de porcelana inviabilizaram a continuação da fabricação desses dispositivos.

21. Por que a minha dentadura desloca-se quando eu falo?

Entre as principais causas para a falta de estabilidade em próteses totais está a sobre-extensão das bordas da prótese, baixa salivação, reabsorção óssea maxilar e desadaptação da base da dentadura junto ao osso.
A existência, entretanto, de outras causas para o problema faz necessária a consulta ao dentista para o diagnóstico e tratamento do problema.

 

DURABILIDADE E MATERIAIS UTILIZADOS


22. Qual a durabilidade, em anos, de uma prótese total?

4 anos.

23. Qual é o material utilizado na confecção da prótese total?

Resina acrílica (polímero).

24. Como aumentar a durabilidade da prótese total?

A escovação diária para remoção de restos alimentares e bactérias é fundamental para manter limpas e em bom estados as dentaduras.

 

DENTADURA FIXA


25. O preço do tratamento com dentadura fixa é muito elevado?

O preço do tratamento com dentaduras fixas é estabelecido pela dificuldade dos procedimentos e do material utilizado – principalmente, os implantes dentários ósseo-integrados.
É por isso que a variação de preços entre tratamentos, mesmo em um mesmo profissional, pode variar.

26. O tempo de tratamento com dentadura fixa é mais elevado comparado ao dispositivo removível convencional?

Quase sempre. É que, na maioria das vezes, o tratamento com prótese total sobre implantes dentários requer um período de cicatrização do osso ao redor dos implantes (período de osseointegração), uma situação que pode aumentar em até 6 meses o tempo de espera para que o tratamento esteja finalizado.

 

DENTADURA FLEXÍVEL


27. A dentadura flexível é mais confortável do que a dentadura convencional?

Sim. Entretanto, o processo de adaptação a prótese total com base flexível pode não ocorrer dentro do tempo esperado – ou, em situações também comuns, nem mesmo acontecer.
O uso de bases resilientes (confortáveis) é indicada para auxiliar a adaptação de pacientes submetidos a tratamentos cirúrgicos para redução da hiperplasia gengival ou instalação de implantes dentários, em indivíduos que não podem dispor de períodos de até 21 dias pós cirurgias sem uso da dentadura.

28. A dentadura flexível tem custo mais elevado que a técnica convencional em resina acrílica?

Quase sempre. Entretanto, a formatação de custos para tratamentos com próteses dentárias depende de vários fatores que, dependendo da situação, podem até mesmo fazer com que o custo de procedimentos com dentaduras flexíveis sejam até mesmo inferiores ao dispositivo confeccionado com resina acrílica.

 

DENTADURA EM SILICONE


29. O que é a dentadura em silicone?

É um tipo de prótese total aonde a parte que entra em contato com gengivas e mucosas é confeccionada com material macio e resiliente, o silicone.

30. Qual é a indicação para este tipo de prótese total?

Reembasamento provisório para tratamento de infecções fúngicas, hiperplasia gengival ou como material imediato para oferecer conforto após a cirurgia para instalação de implantes dentários.

31. A dentadura em silicone pode ser utilizada de forma definitiva?

Não.

 

OUTRAS DÚVIDAS SOBRE PRÓTESE TOTAL


32. O reembasamento da base da dentadura vale a pena?

Depende. O reembasamento da base da dentadura é um procedimento bastante popular, porém não recomendável, para o reaproveitamento de prótese antigas e mal adaptadas.
A única indicação para o procedimento é auxiliar o processo de adaptação à dentaduras novas.

33. Dormir sem próteses realmente traz mais conforto ao paciente?

Sim. Apesar do pouco esclarecimento sobre o assunto para a maioria dos portadores de prótese total, dormir sem dentaduras permite o descanso dos tecidos orais, imprescindíveis para o aumento de conforto de uso dessas próteses.
Além disso, algumas pesquisas científicas fazem correlação entre o descanse noturno das gengivas com diminuição da velocidade de progressão da reabsorção ósseas dos maxilares.

34. Qual a relação entre câncer bucal e dentaduras?

A mucosa é um tecido propenso a originar displasias (lesões pré-cancerosas) quando submetida a traumas constantes. Com a mucosa oral não é diferente, e as dentaduras mal adaptadas agem como agentes traumatizantes para essas mucosas.
É por isso que existem muitas campanhas de saúde que estimula a troca de dentaduras antigas e desadaptadas como forma de evitar o aparecimento do câncer bucal.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


35. Quanta custa o tratamento com dentadura?

A prótese total não tem um preço médio porque diversos fatores, como a qualidade dos materiais utilizados nos dentes e o serviço prestado pelo laboratório de prótese dentária, influenciam na determinação do preço da dentadura.

Dentadura fixa

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a dentadura fixa?

É uma prótese total confeccionada em acrílico ou porcelana, rigidamente fixada sobre implantes dentários ósseos integrados, que permite uma mastigação eficiente e sem movimentação do dispositivo protético.

2. Para quem está indicado este tipo de prótese total?

A dentadura fixa está indicada para pacientes que utilizam dentaduras convencionais (prótese total) ou próteses do tipo ponte móvel suportada por um número muito reduzido de dentes.

3. O tratamento com dentadura fixa é o mesmo que tratamento com prótese dentária tipo protocolo?

Sim. A prótese dentária tipo protocolo é uma das denominações para as dentaduras que são fixas às arcadas dentárias através de implantes dentários ósseos integrados.

4. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo do tratamento com dentadura fixa depende de vários fatores, sendo a qualidade óssea e o tipo de implante utilizado os dois principais. Em alguns casos o tratamento completo pode ser realizado em apenas 30 dias. Entretanto, o tempo médio observado é de 4 a 5 meses para a maioria dos casos; casos isolados podem necessitar de até 7 meses de tratamento para a instalação definitiva da dentadura fixa.

5. Ficarei sem a prótese dentária que uso atualmente em algum momento do tratamento?

Embora raras, em algumas situações o paciente pode necessitar de alguns dias sem o uso de próteses dentárias até a normalização ou compatibilização da gengiva operada com dentaduras convencionais – em situações mais extremas o período pode estender até 7 dias pós cirurgia.

6. Sou fumante. Posso realizar o tratamento?

Sim. Fumantes são pacientes que podem necessitar de um protocolo específico de abstinência temporária do uso do tabaco (acima de 10 cigarros diários). Isso melhora os índices de sucesso para a cicatrização tecidual e ósseo integração dos implantes dentários, em números praticamente próximos a pacientes não fumantes.

7. Quais os exames necessários para iniciar o tratamento?

São 3 os exames necessários: (1) exame clínico inicial; (2) exame tomográfico; (3) exame de sangue (hematócrito completo).

8. Poderei comer tudo o que eu quiser com a prótese total fixa?

Sim. Ao contrário da dentadura convencional, que traz limitações e desconfortos durante a mastigação, a dentadura fixa permite uma mastigação semelhantes às dentições naturais, sem restrições quanto ao tamanho ou tipo de alimentos.

9. A diabete mellitus é uma contraindicação?

A diabete descompensada (nível glicêmico acima de 125 mg/dl, em jejum) é um fator para o insucesso do tratamento com próteses dentárias fixas sobre implantes dentários.
Entretanto, pacientes diabéticos controlados não experimentam números significativamente diferentes para o sucesso no tratamento com dentadura fixa sobre implantes dentários.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


10. Qual é o passo-a-passo do tratamento com dentadura fixa?

(1) Exames e moldagens preparatórios; (2) confecção de prótese pós-cirúrgica; (3) cirurgia para instalação dos implantes dentários ósseo-integrados e prótese pós-cirúrgica; (4) confecção da dentadura fixa definitiva.

11. Por que é tão importante a confecção da prótese provisória para uso durante o período ósseo de integração dos implantes dentários?

O uso de próteses provisórias durante o período ósseo de integração no tratamento para dentadura fixa não é obrigatório. Entretanto, pacientes experimentam mais conforto e melhores resultados finais quando a prótese provisória faz parte do tratamento com dentadura fixa.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS


12. Quais são as vantagens da dentadura fixa sobre a dentadura móvel convencional?

São várias as vantagens da dentadura fixa sobre a dentadura convencional que implicam diretamente na saúde e qualidade de vida dos seus portadores.
As principais estão relacionadas a sua estabilidade 100% rígida e sem movimentos, melhorando a qualidade da mastigação e fonação, eliminando dores e desconfortos e trazendo segurança estética e mastigatória.

13. O tratamento com prótese total fixa sobre implantes dentários deixará minha boca "murcha e sem volume"?

Não. O objetivo do tratamento é restabelecer, artificialmente, a anatomia dentária e óssea perdidas. A diminuição de volume percebidas por alguns pacientes submetidas pelo tratamento tem como causa a eliminação da extensa borda em resina das dentaduras e pontes móveis.
Devido ao longo tempo de uso dessas próteses, o paciente pode ser acostumar com esta estética fora do padrão, o que pode causar o estranhamento no tratamento com dentaduras fixas.

14. É possível realizar o tratamento com dentadura fixa concomitante na arcada superior e inferior?

Sim. Aliás, é uma situação bastante comum e até mesmo recomendável para indivíduos que necessitam do tratamento com dentaduras fixas sobre implantes dentários nas duas arcadas.

DENTADURA FIXA EM PORCELANA


15. O que é a dentadura fixa em porcelana?

É uma prótese dentária fixa com tamanho diminuto que repõem apenas o osso e dentes perdidos após a extração dos dentes. Neste tipo de prótese total, os resultados estéticos e de durabilidade são maiores comparados à técnica convencional acrílica.

16. Qual tipo de dentadura fixa é melhor: em porcelana ou acrílico?

A dentadura fixa confeccionada em porcelana traz resultados estéticos superiores à dentadura fixa acrílica; a durabilidade também é um fator de vantagem da dentadura em porcelana sobre a acrílica.

 

ESTÉTICA E DURABILIDADE


17. Qual a durabilidade da dentadura fixa?

Não existem pesquisas científicas que especificam a durabilidade exata para a dentadura fixa.
Entretanto, a durabilidade para a dentadura fixa confeccionada em porcelana é bastante superior à dentadura fixa confeccionada em resina acrílica, dado os desgastes que podem estar presentes nos dentes acrílicos utilizada nesta última.

18. É verdade que a dentadura fixa pode ser confeccionada com os dentes em porcelana?

Sim. Além disso, também é possível confeccionar toda a estrutura interna sem a presença de metais, na técnica conhecida com prótese dentária sobre implantes com zircônia e cerâmica.

19. A prótese provisória utilizada no tratamento com dentadura fixa é bonita?

Sim. É uma prótese que, na ampla maioria das vezes, é superior em estética e qualidade de mastigação comparada às próteses antigas utilizadas antes de iniciar o tratamento.

20. O que é a gengiva artificial em porcelana?

É uma gengiva confeccionada unida à prótese total fixa, em porcelana, para recompor estéticas com perda óssea severa.

21. Dá para simular o resultado do tratamento, na técnica tipo antes-e-depois, no tratamento com dentadura fixa?

Até pode ser feita, entretanto os testes estéticos e de mastigação feitos durante o tratamento com as futuras próteses provisórias e definitivas são mais eficientes para a visualização do resultado final do tratamento comparada às simulações digitais tipo antes-e-depois.

22. Tenho sorriso gengival alto – exposição exagerada da gengiva ao sorrir. Isso pode ser resolvido com o tratamento com dentadura fixa?

Não. O sorriso gengival, em casos mais severos, é um problema ósseo-esquelético que não pode ser solucionado com o tratamento com dentadura fixa. Casos mais leves podem, em algumas situações, serem corrigidos com o tratamento. Entretanto, a utilização da gengiva artificial em cerâmica (porcelana) oferece bons resultados estéticos, compatíveis com a naturalidade necessária para o sorriso em pacientes com o problema.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS E CIRURGIA DE INSTALAÇÃO


23. Os mesmos implantes dentários utilizados no tratamento com dentadura fixa em acrílico podem suporta uma versão em porcelana desta prótese?

Nem sempre. A prótese total fixa confeccionada em porcelana exige um número elevado de implantes instalados em áreas com excelente implantação óssea, diferente da técnica com acrílico, que traz menor compressão sobre os implantes dentários instalados.

24. A cirurgia para instalação dos implantes dentários dói?

A instalação cirúrgica dos implantes ósseos integrados é feita sob anestesia, garantindo a ausência de dor durante o procedimento. Durante o pós-operatório pode ser observado desconforto inicial para o uso da prótese dentária, situação que pode ser administrada pelo uso de medicação analgésica.

25. É verdade que a dentadura fixa já pode ser presa aos implantes dentários no mesmo dia de instalação dos mesmos?

Não. Na maioria das vezes, a dentadura ou ponte móvel antiga está tão problemática que uma nova prótese precisa ser confeccionada para instalação sobre a região operada para conferir mais segurança e conforto durante o período de integração dos implantes dentários.
Em algumas situações, entretanto, as próteses instaladas no dia da cirurgia podem ser rigidamente fixadas sobre os implantes dentários recém instalados. De qualquer forma, a dentadura fixa definitiva só é definitivamente instalada após o período ósseo integração completa dos implantes dentários, que se dá entre 21 a 180 dias, dependendo da condição óssea e do tipo de implante utilizado.

26. Quantos implantes dentários são necessários para o tratamento com dentadura fixa?

Já a partir de 4 implantes dentários é possível a instalação de dentaduras fixas, tanto para arcada superior quanto inferior. Entretanto, o protocolo para o aumento da segurança e sucesso do tratamento é a instalação do maior número possível de implantes dentários em cada arcada óssea.

27. Ouvi dizer que o tratamento com prótese total fixa necessita de enxertos ósseos. Isso é verdade?

Depende. A quantidade de osso perdido em pacientes parcial ou totalmente desdentados depende de vários fatores, como o tempo de ausência dos dentes, fatores genéticos e qualidade das próteses utilizadas sobre o rebordo desdentado.

28. Quais são os tipos de enxertos que podem ser utilizados para otimizar os resultados do tratamento?

Basicamente, os enxertos para esses tratamentos são divididos em enxertos de osso oriundo do próprio paciente (autógenos), ou que provém de fontes externas como o osso bovino ou humano liofilizado (exógenos), ou ainda o “osso artificial” (sintético).

29. O que é a cirurgia para levantamento dos seios maxilares (sinus lifting)?

É uma técnica para enxerto de osso liofilizado ou sintético para aumento de volume ósseo em regiões em contato com os seios maxilares, uma região vazia na arcada superior que pode ser parcialmente preenchida com osso enxertado para melhorar a retenção e estabilidade dos implantes dentários.

30. É verdade que a etapa cirúrgica no tratamento com implantes dentários importados é mais curta comparada aos implantes dentários nacionais?

Sim. Alguns fabricantes internacionais para implantes dentários oferecem superfícies e designs modificados que podem diminuir o tempo do tratamento com implantes dentários de 5 para apenas 1 mês de tratamento.
Entretanto, tudo depende da qualidade e quantidade de osso disponível para o tratamento com dentaduras fixas.

31. Os implantes dentários importados são realmente melhores que os nacionais?

Depende. O Brasil possui excelentes fabricantes de implantes dentários que apresentam toda as características essenciais para o tratamento com dentaduras fixas.
Entretanto, casos mais complicados podem, sim, serem beneficiados pelas melhores características encontradas em determinados implantes dentários importados. É uma questão pessoal e financeira que depende do paciente.

 

PREÇO DO TRATAMENTO COM DENTADURA FIXA SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS


32. Como o preço do tratamento interfere na qualidade final do tratamento?

O preço do tratamento com dentadura fixa depende da qualidade dos implantes dentários e do laboratório de prótese dentária utilizado.
Já é bem sabido que existem até mesmo implantes não certificados pelo Ministério da Saúde, assim como alguns fabricantes de implantes dentários disponibilizam modelos com design e superfície que aumentam a taxa de sucesso do tratamento com dentadura fixa.

33. Se eu optar pelo uso de implantes dentários importados para o tratamento, qual a influência da minha decisão sobre o preço final do tratamento?

O preço final do tratamento com implantes dentários importados pode elevar o preço do tratamento em até 30% do valor final.

Prótese dentária flexível

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a prótese dentária flexível?

É o nome popular dado à prótese removível do tipo dentária ou ponte móvel confeccionada em material termoplástico ou em silicone. O objetivo de uso do material é conferir maciez para gengivas e mucosas debilitadas e frágeis, de forma provisória, com manutenção da mastigação e estética do sorriso.

2. Que tipos de próteses dentárias podem ser confeccionados com estes materiais?

São 3 os dispositivos protéticos confeccionados a partir destes materiais:
- dentadura flexível
- dentadura em silicone
- ponte móvel flexível

3. Estas próteses dentárias são realmente flexíveis como o nome indica?

Exceto a dentadura em silicone, sim.

4. Qual é o material utilizado na confecção da prótese dentária flexível?

Um material termoplástico flexível após a polimerização, de propriedade patente da Flexite.

5. Qual é a diferença entre a dentadura flexível e a dentadura em silicone?

O tipo de material e a indicação de tratamento. Enquanto a prótese flexível é confeccionada em material de que permite a torção do dispositivo, a versão em silicone é confeccionada em material rígido tradicional cujas partes que entram em contato com gengivas e mucosas são macias devido ao silicone utilizado nestes dispositivos protéticos.

6. A prótese dentária flexível é melhor do que a versão rígida?

Não. Apesar de mais estéticas, a adaptação aos dispositivos protéticos flexíveis são mais demorados e difíceis, motivo pelo qual a maioria dos tratamentos para repor dentes com prótese dentária removível ainda se faz através da técnica tradicional rígida com acrílico (dentadura) ou acrílico com estrutura em metal (ponte móvel).

7. Poderei comer qualquer coisa com estes tipos de dispositivos protéticos?

Depende. Existem restrições quanto à ingestão de alimentos com prótese removíveis – independente da técnica de confecção utilizada.Entretanto, a dentadura flexível parece ser menos eficiente do que a ponte móvel metálica para o corte e trituração dos alimentos – fato que, entretanto, carece de comprovação científica.

8. Dá para dormir sem ter que remover este tipo de dispositivo protético?

Até dá. Entretanto, assim como qualquer tipo de prótese, o recomendado é removê-las antes de dormir. Isso permite o descanso dos dentes e gengivas de suporte, trazendo mais conforto e segurança para o dia seguinte de uso.

9. Poderei utilizar, de forma definitiva, a prótese dentária flexível?

Até o momento, o uso na forma definitiva da prótese dentária flexível se dá na técnica com ponte móvel, para uso máximo de até 2 anos.

10. Este tipo de dispositivo protético pode substituir a prótese dentária convencional em qualquer situação?

Não. Existem restrições quanto ao emprego dos dispositivos flexíveis na reabilitação de dentes perdidos por extrações.

 

RESULTADOS ESTÉTICOS


11. Os resultados estéticos das próteses dentárias flexíveis são superiores à versão convencional destes dispositivos?

Exceto para as dentaduras em silicone, cuja adição de material resiliente no interior das mesmas não interfere na estética do tratamento, sim.

12. Os grampos utilizados na retenção da prótese parcial removível ficarão imperceptíveis?

Existe, de fato, uma melhora sensível na estética do sorriso pela substituição do metal utilizado nos grampos de retenção de pontes móveis rígidas. Entretanto, o uso de termos como “grampos invisíveis” ou “grampos estéticos” pode ser fantasioso e de emprego propagandístico que pode deixar os pacientes frustrados quanto aos resultados finais do tratamento.

13. Dá para utilizar dentes mais estéticos no tratamento com este tipo de dispositivo flexível?

Sim.

14. É verdade que a cor do material utilizado pode ser selecionada exatamente na cor das gengivas e dentes?

Sim. Aliás, está é uma grande vantagem da técnica comparada aos demais dispositivos protéticos do tipo removível disponíveis.

15. Os resultados estéticos da prótese dentária flexível são semelhantes às próteses dentárias em porcelana?

Não. O uso de porcelanas (cerâmica odontológica) em tratamentos odontológicos são insuperáveis no quesito estética, durabilidade e resistência às fraturas.

 

DESVANTAGENS E PROBLEMAS


16. Como é o processo de adaptação a este tipo de prótese dentária?

Exceto para a dentadura em silicone, a adaptação dá-se de forma lenta quando comparada aos dispositivos protéticos tradicionais. O problema deve-se exatamente à flexibilidade da própria prótese, que dificulta a acomodação e repetição dos movimentos musculares de mastigação, deglutição e fonação.

17. O material utilizado na confecção do grampo de retenção da prótese dentária flexível prejudica os dentes?

Clinicamente, até o momento, não foram observados danos aos dentes de suportados provocados pelos grampos estéticos (confeccionados na cor dos dentes e gengivas do paciente).

18. Quais são os problemas mais frequentes apresentados por este tipo de dispositivo protético?

A dificuldade para adaptação inicial e menor eficiência mastigatória comparada às técnicas rígidas são desvantagens no tratamento com materiais flexíveis ou macios (silicone).

 

DURABILIDADE


19. Qual a durabilidade da prótese dentária flexível?

Não existem estudos conclusivos sobre a durabilidade da prótese dentária flexível. Entretanto, a constatação clínica para as dentaduras flexíveis é que, para até 2 anos de uso, as próteses continuam em boas condições de adaptação e ausência de microrganismos aderidos.

20. Como fazer para aumentar a durabilidade e longevidade deste tipo de dispositivo protético?

Os cuidados com as próteses removíveis são os mesmos que orientam os usuários de próteses dentárias: remover as próteses ao dormir, realizar higienização diária com escovas e não ultrapassar o período limite de utilização dos dispositivos indicado pelo dentista.

21. A prótese dentária flexível é mais frágil do que as próteses convencionais?

Não. Ao contrário do que pode parecer, até mesmo quedas que podem danificar próteses removíveis em metal, ou dentaduras acrílicas, não provocam danos estruturais importantes às dentaduras flexíveis.

 

TEMPO E PASSO-A-PASSO DO TRATAMENTO


22. Como é o passo-a-passo do tratamento para dentadura flexível?

É semelhante ao tratamento com prótese parcial removível rígida.São necessárias entre 3 a 4 consultas, e o tempo médio para o tratamento se dá entre 2 a 3 semanas – exceto nos procedimentos com dentadura em silicone, em que o processo de substituição da parte interna pelo material macio é realizado em consulta única.

23. Dá para fazer simulações do tipo antes-e-depois no tratamento com este tipo de dispositivo protético?

Sim. Porém, não existem muitos interesses práticos para o procedimento.

24. O tratamento dói?

Não.

 

DENTADURA FLEXÍVEL


25. A dentadura flexível é mais confortável que as dentaduras convencionais em acrílico?

Não. A flexibilidade não garante mais conforto ou eficiência mastigatória às próteses confeccionadas com este tipo de material.

26. A dentadura flexível é mais durável do que a dentadura em silicone?

Sim. Entretanto, é preciso estar atento às indicações diferentes no uso destes dispositivos protéticos para que não a comparação na durabilidade destes dois materiais não seja motivo para escolha de técnicas de tratamento em odontologia.

27. Este tipo de dentadura é realmente flexível?

Sim.

28. Os dentes utilizados na dentadura flexível são semelhantes aos utilizados na dentadura convencional?

Sim.

29. A dentadura flexível pode ser consertada em caso de trincas ou fraturas?

Não. Ao contrário do corpo acrílico tradicional das pontes móveis e dentaduras convencionais, não é possível o conserto de dispositivos flexíveis em caso de problemas a sua estrutura.

 

PONTE MÓVEL FLEXÍVEL


30. A ponte móvel flexível é mais estética do que a prótese removível convencional?

Sim. A remoção da estrutura metálica e dos grampos em metal, característicos as próteses removíveis tradicionais, confere mais estética e harmonia ao sorriso pela simples eliminação do efeito escuro causado pelo uso de metal sobre dentes e mucosas.

31. Os grampos da ponte móvel flexível são realmente “invisíveis”?

Sim, desde que por “invisíveis” entenda-se grampos confeccionados na mesma cor que dentes e gengivas.

32. A ponte móvel flexível é frágil?

De fato, quedas e mastigação de alimentos rígidos são motivos para fraturas mais frequentes do que o visto em dispositivos tradicionais com acrílico e metal.

33. Se este tipo de dispositivo protético cair e quebrar, dá para consertá-lo?

Não.

 

DENTADURA EM SILICONE


34. Dentadura em silicone e dentadura flexível é a mesma coisa?

Não. A prótese total em silicone é uma prótese convencional rígida (acrílica) cuja parte em contato com mucosa e gengiva é confeccionada em material borrachóide e macio, o silicone. Já a dentadura flexível é confeccionada em material termoplástico – inclusive a parte que entra em contato com mucosas.

35. Qual é a indicação da dentadura em silicone?

O reembasamento de prótese total antiga para recuperar gengivas e mucosas inflamadas e crescidas e na melhora do conforto durante a fase cirúrgica do tratamento com implantes dentários em ósseos integrados.

36. Qual delas é melhor?

A comparação entre a versões flexível e em silicone não é pertinente porque as indicações de uso destes tipos de dispositivos protéticos são diferentes.

37. É verdade que o silicone utilizado nas partes internas de dentaduras precisa ser trocado a cada 15 dias?

Sim, já que o material, com o passar dos dias, vai perdendo a consistência macia e pode ser risco para irritações das gengivas e mucosas em contato com o dispositivo.

38. Como o silicone de dentaduras é utilizado no tratamento da infecção fúngica na cavidade oral?

Os fungos causadores de infecções na cavidade oral contaminam a resina acrílica da prótese total. O resultado disso é que é preciso eliminar o material contaminado do dispositivo protético, de forma provisória, para o tratamento fúngico se dê de forma resolutiva.

 

PREÇO DA PRÓTESE DENTÁRIA FLEXÍVEL


39. Qual o preço da prótese dentária flexível?

O preço da dentadura flexível varia, sendo impossível estabelecer até mesmo uma média para este tipo de serviço.Consulte o seu dentista para certificar-se do valor da prótese flexível.

40. Qual o preço da prótese dentária em silicone?

Assim como acontece com o tratamento com prótese dentária flexível, o custo do tratamento com dentadura em silicone depende de vários fatores que podem explicar a ampla variação no preço da terapia odontológica.

41. Quanta custa para substituir a parte interna de dentaduras pelo silicone?

A indicação para este tipo de tratamento é exclusiva à terapia de infecções fúngicas, remissão de hiperplasias gengivais ou como material pós instalação de implantes dentários. Assim, o preço destes procedimentos são diversos e só podem ser fornecidos pelo dentista em consulta odontológica.

 

DENTADURA FIXA SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS


42. Posso utilizar a dentadura flexível durante o tratamento com implantes dentários?

Sim. A utilização da dentadura flexível como forma de substituir dentes, enquanto dura o tratamento, é uma indicação perfeita e combina com as características das próteses removíveis.

43. Qual é a indicação da dentadura fixa unida sobre implantes dentários?

Portadores de prótese total ou de pontes móveis são indicados ao tratamento com implantes dentários devido às melhorar as na mastigação e estética provenientes deste tipo de técnica.

44. Qual o material utilizado no tratamento com dentadura fixa?

Nesta técnica de reabilitação oral, os materiais vão desde o acrílico estruturado por metal até materiais mais modernos e estéticos como a porcelana sobre estrutura em zircônia.

45. Qualquer pessoa pode realizar este tipo de tratamento?

Não. Além de condições ósseas propícias ao enxerto de implantes ou passíveis de enxertos ósseos, quando necessários, a saúde oral e geral dos pacientes precisam estar em bom estado para que o tratamento possa ser iniciado.

Prótese dentária flexível (dentadura e ponte móvel)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é prótese dentária fixa?

É um dispositivo odontológico fixamente preso a dentes ou implantes dentários para substituir dentes ausentes ou destruídos.

2. Quais são as indicações para este dispositivo protético?

Destruição de coroa dentária por cárie, fraturas, infiltração por cárie dentária ou doenças gengivais. Além destas, outras situações também indicam o uso de próteses fixas, como suporte para dispositivos protéticos extensos em que um ou mais dentes estão ausentes.

3. Qual é a diferença entre prótese, coroa e jaqueta dentária?

Nenhuma. Apesar de ainda utilizadas, coroa e jaqueta dentária são antigas definições para a prótese dentária fixa, de apenas um único dente, apoiada sobre dente natural – com ou sem pino protético.

4. Quais são os tipos de próteses dentária fixa?

Os tipos mais comuns para tratamentos com dispositivos protéticos estão listados abaixo, de acordo com o material utilizado:
(1) Prótese dentária metalocerâmica: dispositivo protético cuja parte central é confeccionada em metal para conferir maior resistência às forças de mastigação e apertamento dos dentes;
(2) Prótese dentária com porcelana sobre zircônia: dispositivo protético que substitui o metal da estrutura interna de reforço pela zircônia, um óxido ultra resistente e estético que pode ser confeccionado em cores semelhantes aos dentes;
(3) Prótese dentária fixa em porcelana pura: dispositivo protético construído com cerâmicas (porcelanas) ultra reforçadas que dispensam o uso de estruturas internas de reforça.

5. O que é pôntico protético?

É o nome dado à prótese dentária fixa que contém, na mesma peça, dois ou mais dentes protéticos. Ao contrário da prótese unitária (coroa ou jaqueta), é utilizada para recuperar a estética e função de dentes já extraídos (perdidos)

6. Quais são as vantagens das próteses que não utilizam metal?

Várias, como melhor resultado estético, eliminação do problema de escurecimento de gengivas e incapacidade para promover reações alérgicas característico do dispositivo metal cerâmico.

7. O que é a alergia ao metal de próteses dentárias fixas?

Em alguns indivíduos (quase 20% das mulheres), o metal de próteses dentárias tipo metalocerâmica ou até mesmo removível é causador de inchaço, vermelhidão e sangramento que perduram por semanas e até meses até que as gengivas retraiam e percam o contato direto com o dispositivo. E as causas para esses problemas é a alergia ao metal, uma condição difícil de diagnosticar e que pode levar a perdas de dentárias.

8. Como funcionam as próteses fixadas sobre dentes naturais que substituem vários dentes perdidos?

Diferente da técnica para recuperar dentes destruídos ou fraturados, o procedimento para substituir um ou mais dentes ausentes utiliza os dentes adjacentes ao espaço vazio para fixar rigidamente a peça protética – o que, na maioria das vezes, implica em desgastes dentários adaptativos.

9. A prótese dentária fixa traz riscos para a retração gengival?

Depende. Bordas de próteses mal adaptadas ou instaladas muito internamente às gengivas são riscos para a retração da gengiva em contato com dispositivos fixos.

10. Tenho diversas próteses fixas em metal. Preciso trocá-las devido ao problema de alergia ao metal?

Apenas os indivíduos alérgicos ao metal da técnica metalocerâmica – e que atingem quase 20% das mulheres - necessitam substituir todos os dispositivos instalados.

11. O que é infiltração por cárie dentária?

É a destruição, por cárie dentária, da estrutura dentária em contato com as bordas de próteses dentárias, independente do tipo de material utilizado.

12. Minha gengiva ficou acinzentada e escurecida devido ao metal da prótese dentária que utilizo. A substituição da prótese vai eliminar o problema?

Depende. Em algumas situações, as gengivas em contato com o metal ficam permanentemente manchadas. Nessas situações, apenas a cirurgia plástica gengival pode resolver o problema.

13. Próteses dentárias fixas aumentam a susceptibilidade a doenças gengivais como gengivite e periodontite?

Apenas quando mal adaptadas ou com design incompatível com a saúde dos tecidos gengivais.

14. Próteses dentárias fixas são mais suscetíveis às cáries dentárias?

De certa forma, sim. Dispositivos fixos necessitam de higiene oral dedicada para eliminar o acúmulo de placa bacteriana na interface de contato entre dentes naturais e bordas dos dispositivos.

15. Como é o tratamento para substituir prótese móvel pela técnica fixa?

Exames clínicos e radiográficos para identificar a melhor técnica (fixa sobre dentes ou implantes dentários ósseo-integrados) são realizados para otimizar os resultados. Após, o tratamento é realizado com o paciente utilizando o mesmo dispositivo móvel ao qual está acostumado, até o dia final para instalação das próteses fixas definitivas.

16. É possível combinar esteticamente facetas e lentes de contato dental com próteses dentárias fixas?

Sim. A técnica com porcelana pura, ou mesmo sobre estrutura em zircônia, oferece resultados compatíveis a dispositivos laminados como facetas e lentes de contato dental.

17. Possuo uma coroa dentária fixa em porcelana no dente anterior. Se eu fizer o clareamento dos dentes, a prótese também ficará clara?

Não, os materiais utilizados para clarear dentes não fazem efeito sobre a porcelana de dispositivos protéticos.

18. As próteses dentárias sem metal são resistentes?

Sim, tão ou mais resistente quanto à técnica metalocerâmica.

19. Existe alguma técnica com prótese removível capaz de substituir o dispositivo protético fixo?

Não, devido à incapacidade dos dispositivos móveis em oferecer conforto, eficiência mastigatória e bons resultados estéticos.

 

TRATAMENTO DE CANAL (ENDODÔNTICO)


20. Por que o tratamento de canal pode ser necessário?

O tratamento de canal (endodôntico) pode ser necessário quando a polpa dentária (nervos, tecidos e vasos sanguíneos) está comprometida ou são necessários apoios extras para a fixação do dispositivo planejado.

21. O tratamento de canal pode enfraquecer o dente?

Não. O que pode diminuir a resistência de raízes e coroas frente a forças mastigatórias elevadas é a remoção exagerada de estrutura dentária durante a execução do tratamento endodôntico (canal).

22. Por que foi solicitado tratar novamente o canal?

Muitas vezes, o tratamento de canal já realizado em dente que receberá uma prótese dentária ou pino protético não oferece condições técnicas ou de qualidade para que que os procedimentos necessários ao tratamento sejam realizados.

 

DURABILIDADE, RESISTÊNCIA E TEMPO DE TRATAMENTO


23. Quanto é a durabilidade da prótese dentária fixa?

Segundo diversos estudos, o tempo médio de vida destes dispositivos situam-se entre 6 a 8 anos, período em que a porcelana utilizada mantém-se esteticamente satisfatória e com boa integridade marginal.

24. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo e número de procedimentos dependem da técnica, número de dentes envolvidos e necessidade de procedimentos paralelos (tratamento gengival, de canal e instalação de pino ou núcleo protético). Assim, enquanto algumas técnicas permitem a confecção de próteses dentárias fixa em até duas horas (escaneamento digital e fresagem de blocos cerâmicos), em outras podem ser necessários até 21 dias para a confecção de uma única coroa dentária fixa em porcelana.

 

TRATAMENTO E CIRURGIA GENGIVAL


25. O que é a cirurgia para aumento de coroa clínica?

Em determinadas condições, as bordas dentárias cariadas ou fraturadas localizam-se abaixo das gengivas, impedindo o dentista de prosseguir com o tratamento. A cirurgia para aumento de coroa clínica remove a gengiva e osso acima destas bordas, facilitando ao dentista procedimentos como moldagens e testes de adaptação do futuro dispositivo protético.

26. Por que pode ser necessário tratar as gengivas antes de iniciar o tratamento?

Doenças gengivais como gengivite e periodontite, ambas causadas por bactérias provenientes do tártaro e placa bacteriana, dificultam diversas etapas do tratamento com prótese dentária fixa. Assim, no intuito de eliminar o sangramento e inchaço das gengivas (inflamação), o tratamento gengival e periodontal prévio aos procedimentos protéticos podem ser necessários para que os resultados sejam estéticos e duráveis.

 

NÚCLEO OU PINO PROTÉTICO


27. Quando é necessário instalar um pino protético (núcleo) internamente ao dente neste tipo de tratamento?

Em dentes destruídos que não oferecem estabilidade no suporte a dispositivos fixos, unitários ou em pôntico.

28. Quais são os tipos de pinos protéticos disponíveis?

Metal, fibra de carbono e fibra de vidro são os mais comuns.

 

PRÓTESE DENTÁRIA PROVISÓRIA


29. Qual é a importância do uso de próteses provisórias durante o tratamento?

Na maioria das vezes, dispositivos provisórios são indispensáveis para manter gengivas saudáveis e dentes aptos à mastigação, além da característica estética indispensável até que o tratamento esteja finalizado.

30. Qual é o material utilizado nos dispositivos protéticos provisórios?

Resina acrílica, um material que oferece bons resultados estéticos e relativa resistência à mastigação para o período de tratamento com prótese dentária fixa.

 

PASSO-A-PASSO


31. Como é o passo-a-passo do tratamento com prótese dentária fixa?

Os procedimentos para dispositivos protéticos podem variar de diversas maneiras, motivo pelo qual não é possível estabelecer um protocolo, passo a passo, para a técnica. Entretanto, uma sequência padrão de procedimentos pode ajudar na organização das consultas:
(1) Exames iniciais, profilaxia e exames radiográficos;
(2) Instalação de pino protético, moldagens e confecção de provisórios;
(3) Instalação da prótese dentária definitiva.

 

PRÓTESE DENTÁRIA METALOCERÂMICA


32. O que é a prótese dentária fixa metalocerâmica?

É uma técnica antiga, consagrada e ainda em uso para reconstruir desde coroas unitárias até próteses dentárias extensas sobre implantes dentários. Os materiais utilizados nesta técnica são a porcelana estética de cobertura e a liga metálica utilizada na estrutura interna de reforço.

33. O metal utilizado neste tipo de dispositivo protético fica visível?

Não. As partes visíveis deste tipo de prótese dentária são revestidas por porcelana (cerâmica) com cores semelhantes a dentes naturais.

34. Quais são as indicações para a prótese dentária metalocerâmica?

Reconstrução unitárias de dentes fraturados, coroa protética sobre implante dentário, pôntico para repor um ou mais dentes ausentes – sobre dentes naturais ou implantes, e até mesmo como prótese dentária tipo protocolo em porcelana.

 

PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA PURA


35. O que é a prótese dentária fixa em porcelana pura?

É um dispositivo protético indicado para reconstruções dentárias unitárias, sobre dente natural ou mesmo implante dentário. A principal desta técnica é a inexistência de estruturas de reforço interno.

36. A técnica com porcelana pura é resistente e durável?

Quando utilizada na técnica unitária (coroa ou jaqueta) ou para repor até um único dente, este dispositivo protético é resistente e com durabilidade semelhante a outras técnicas protéticas.

37. É verdade que a técnica com porcelana pura traz os melhores resultados estéticos?

Para a maior parte dos tratamentos com próteses dentárias, a porcelana pura oferece os melhores resultados estéticos, com cores e outras propriedades ópticas (transparência, opalescência e fluorescência) semelhantes a dentes naturais.

38. Em que situações a prótese dentária em porcelana pura não é recomendada?

Pinos protéticos em metal ou fibra de carbono e estrutura dentária escurecida trazem desafios estéticos à técnica com porcelana pura devido à alta translucidez do material e podem trazer resultados estéticos desfavoráveis.

 

PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA COM ZIRCÔNIA


39. O que é a prótese dentária fixa em porcelana com zircônia?

É um dispositivo protético em que a estrutura interna de reforço é confeccionada em zircônia, um óxido resistente e estético.

40. Zircônia ou porcelana pura. Qual delas é a mais estética?

A porcelana pura traz vantagens consideráveis sobre ou técnicas com prótese dentária fixa e pode ser considerada como o material de eleição para procedimentos estéticos com alto nível de exigência.

 

PRÓTESE DENTÁRIA ADESIVA


41. Qual é a durabilidade da técnica adesiva?

A prótese dentária adesiva é um dispositivo fixo cuja fixação dispensa desgastes dentários adaptativos. Entretanto, a durabilidade é consideravelmente menor comparada a outras técnicas, assim como também apresenta riscos mais elevados para descolamentos da peça.

42. A prótese dentária adesiva é fixa?

Sim. A união deste dispositivo protético faz-se nas partes sem comprometimento estético através da adesão fixa (colagem), mantendo-se fixo e rigidamente estável mesmo ao mastigar.

43. Quais são as indicações da técnica adesiva?

O mais comum é a substituição de um único dente ausente, seja na região anterior ou posterior estética.

 

PRÓTESE DENTÁRIA SOBRE IMPLANTES EM ÓSSEOS INTEGRADOS


44. As próteses instaladas sobre implantes são menos resistentes do que os dispositivos instalados sobre dentes naturais?

Não, a durabilidade é a mesma comparada a técnica sobre dentes naturais.

45. As próteses utilizadas sobre implantes dentários utilizam os mesmos materiais da técnica fixa?

Sim, todos os tipos disponíveis para técnicas fixadas sobre dentes naturais ou pinos presos a raízes estão disponíveis para a mobilidade suportadas por implantes ósseo-integrados.

 

PROBLEMAS


48. Possuo uma jaqueta em porcelana em dente que está sempre doendo. O que pode estar acontecendo?

Vários problemas, que vão desde infiltração por cárie dentária e inflamações gengivais a até mesmo falhas no tratamento de canal no dente em questão.

49. Possuo uma coroa em porcelana cuja gengiva está sempre inflamada e sangrando. O que pode estar acontecendo?

Várias coisas, como a doença gengival crônica (gengivite e periodontite) pela remoção inadequada da placa bacteriana, abscesso gengival por trauma ou falhas na adaptação do dispositivo que impedem a remoção correta da placa bacteriana mesmo em indivíduos com higienização oral adequada.

 

PREÇO


46. Qual é o preço da prótese dentária fixa?

São variados e dependem de fatores como o laboratório protético utilizado e tipo de material para construção das peças.

47. Qual tipo de prótese dentária fixa é mais em conta?

O preço do tratamento com prótese dentária baseado apenas no material utilizado no dispositivo protético não traz comparações de custos precisas. Entretanto, o mais comum é que a prótese tipo metalocerâmica apresente-se com custos mais baixos comparados às técnicas livres de metal (pura ou com zircônia).

Prótese dentária removível (ponte móvel)

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a ponte móvel?

A ponte móvel, ou prótese parcial removível, é um dispositivo protético confeccionado com metal e acrílico para repor a estética e mastigação perdidos pela ausência de um ou mais dentes, e que pode ser removida a qualquer tempo.

2. Qual é a indicação para o dispositivo protético?

É uma prótese removível indicada para pacientes com ausências dentárias, mas que ainda possuem dentes naturais com saúde para suportar a fixação dos grampos metálicos característicos da ponte móvel.

3. Quais são as contra-indicações para a ponte móvel?

Indivíduos completamente desdentados ou cujos dentes remanescentes não permitem o tratamento com a prótese parcial removível.

4. Quais os problemas mais comuns no tratamento com a prótese removível?

Vários problemas podem surgir com o uso diário da ponte móvel, como danos aos dentes de suporte, traumas sobre gengivas e mucosas, dificuldade para fonação e mastigação, além da baixo auto-estima associada à insegurança estética com o dispositivo.

5. Quais são os tratamentos alternativos a técnica com ponte móvel?

Basicamente, dois: prótese dentária fixa em porcelana sobre dentes naturais, ou o mesmo dispositivo fixo sobre implantes dentários em ósseos integrados.

6. Qual é o índice de sucesso, a longo prazo, do tratamento com prótese dentária móvel com grampos?

Algumas pesquisas científicas relatam que, passados 3 anos após o tratamento, 2 em cada 3 anos continuam usando a ponte móvel instalada na arcada superior; e 1 a cada 3 pacientes ainda utilizam o dispositivo móvel passados o mesmo período do tempo.

7. É verdade que a adaptação à ponte móvel instalada na arcada inferior é mais complicada comparada à arcada superior?

Sim. É bastante simples a constatação de que a ponte móvel superior traz menores dificuldades à adaptação e uso a longo prazo comparada à ponte móvel inferior. É por esse motivo que é tão comum indivíduos com perdas dentárias na arcada inferior sem utilização de nenhum tipo de dispositivo protético.

8. Existe uma versão flexível da ponte móvel?

Sim. A prótese dentária flexível, uma versão que substitui a estrutura metálica da prótese removível por material termoplástico, cujas restrições de indicação e dificuldade de adaptação à flexibilidade do material deixam a utilização deste tipo de prótese para situações raras e ocasionais.

9. O tratamento com ponte móvel traz danos aos dentes que suportam grampos metálicos?

A prótese móvel com grampos em metal está associada a danos e perdas dentárias nos dentes que suportam estas estruturas. Entretanto, na maioria das vezes, dentes com boa saúde periodontal suportam, sem maiores problemas, as pressões exercidas por este tipo de prótese dentária. O ponto fundamental para a questão é o planejamento e confecção adequadas das pontes móveis.

10. É verdade que a ponte móvel aumenta o risco para cáries dentárias?

Próteses móveis não são causas para cáries, exceto quando a higienização deficiente de dentes está associada à falta de remoção e limpeza noturna do dispositivo protético.

11. Reparei que alguns dentes estão com retração na gengiva. Isso pode ter como a causa a minha ponte móvel?

Sim. As estruturas de próteses parciais removíveis, e que, por erros, foram confeccionadas em contato excessivo com bordas gengivais, podem ser a causa para a recessão ou retração gengival. O trauma direto ou a facilidade para acúmulo de placa bacteriana no local são as duas formas como a prótese móvel está relacionada com o problema.

12. Qual o risco de perder dentes pelo uso de ponte móvel?

Não existem índices confiáveis sobre a perda de dentes associados ao apoio de estruturas móveis. O que se observa clinicamente é uma ampla associação com danos estruturais, mobilidade e perdas dentárias associadas ao uso de prótese parcial removível.

 

DURABILIDADE E TEMPO DE TRATAMENTO


13. Qual é a durabilidade, em anos, da ponte móvel?

Algumas pesquisas científicas sugerem a substituição do dispositivo móvel a cada 4 anos, devido aos desgastes na resina acrílica que constitui os dentes acrílicos das pontes móveis.

14. De quanto em quanto tempo preciso substituir a minha ponte móvel?

4 em 4 anos.

15. Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento com ponte móvel dura, em média, entre 14 a 21 dias.

16. E quanto tempo dura o período de adaptação ao dispositivo?

Depende de vários fatores, como o número de dentes ausentes, a localização dessas ausências dentárias, capacidade individual de adaptação à próteses dentárias e qualidade de confecção laboratorial da ponte móvel.

17. Existe variação de qualidade nos materiais e confecção de pontes móveis?

Sim. É importante estar à qualidade dos materiais utilizados, bem como da técnica de confecção destes dispositivos protéticos. Deficiências nesses pontos podem diminuir a durabilidade, eficiência mastigatória e resultados estéticos, além de poderem ser fonte para problemas maiores como dores dentárias, musculares, bruxismo ou DATM.

 

ESTÉTICA, MASTIGAÇÃO E FONAÇÃO


18. Li a respeito sobre o câncer bucal associado ao uso da ponte móvel. Isso é verdade?

Sim. O trauma crônico da mucosa agora por estruturas rígidas, como próteses dentárias e piercings, estão associados ao aumento de incidência das displasias malignas (câncer).

19. É verdade que a ponte móvel interfere na fonação?

Ainda que os relatos sobre dificuldade de fonação pós adaptação à prótese dentária removível sejam raros, alguns indivíduos mantém dificuldades consideráveis para fonação, mesmo passados muitos anos da instalação do dispositivo móvel.

20. Os grampos metálicos atrapalham a estética do meu sorriso. Dá para confeccionar o dispositivo sem o grampo?

Não. Os grampos metálicos são essenciais não somente para a apreensão estável da ponte móvel, mas também pela estabilidade do dispositivo que é responsável pela diminuição da compressão de gengivas e mucosas. Assim, eliminar os grampos de próteses dentárias móveis podem trazer riscos à saúde de tecidos moles orais e diminuição da eficiência do dispositivo protético.

21. Dá para simular por computador o resultado para o tratamento com a prótese parcial removível?

Sim, mas não é um procedimento interessante, já que o teste com dentes montados sobre ceras produzem os mesmos resultados comparados às simulações digitais ou por modelos.

22. Como a ponte móvel interfere na qualidade da mastigação de alimentos mais duros?

Diversas pesquisas científicas em odontologia apontam a relação direta da diminuição na eficiência para mastigação de alimentos mais duros, resultados das limitações estruturais do dispositivos e diminuição da força muscular mastigatória características de portadores de dentaduras e próteses removíveis.

23. Dá para confeccionar a ponte móvel com dentes em porcelana?

Apesar de possível, não é recomendada a confecção de prótese dentária removível com dentes em porcelanas, já que a dureza excessiva do material pode ser a causa para problemas como desgastes excessivos em dentes naturais e dores musculares e articulares característicos da DATM (distúrbio da articulação temporo-mandibular).

 

DOR E DIFICULDADE DE ADAPTAÇÃO


24. Ronco durante a noite. Isso pode estar relacionado com a ponte móvel que estou usando?

Sim. Algumas pesquisas odontológicas relatam a interferência de próteses dentárias, tanto dentaduras quanto pontes móveis, no sono – interferência que pode ser dar até mesmo pela ausência do dispositivo durante o sono.

25. Estou tendo dificuldade de adaptação a minha nova prótese. Quanto tempo dura esse incômodo?

A adaptação à prótese dentárias, sejam elas dentaduras ou pontes, dependem de várias fatores como números de dentes substituídos, localização dos dentes naturais de apoio, qualidade de confecção do dispositivo protético e capacidade individual de adaptação. Entretanto, um período de até 30 dias para o uso sem dores ou limitações mastigatórias ou fonéticas pode ser considerado como normal e referência para o diagnóstico de problemas sobre o tema.

26. Como higienizar a minha prótese removível?

A escovação com água e cremes dentais comuns é suficiente para manter o metal e acrílico das estruturas limpos e livres de bactérias. A utilização de substâncias elaboradas para a higienização de próteses dentárias, vendidas em farmácias e supermercados, é uma forma ainda mais eficiente para mantes os dispositivos protéticos móveis em boas condições de uso.

27. Qual a associação da ponte móvel e bruxismo?

A associação da ponte móvel com o bruxismo se dá mais pela ineficiência mastigatória do dispositivo do que pela interferência da estrutura do dispositivo protético. Entretanto, ainda não são conhecidos os mecanismos na relação entre bruxismo e próteses móveis.

28. Estou sempre com aftas na mucosa e gengiva em contato com as bordas da ponte móvel. O que fazer?

O aparecimento de aftas pode ser um problema frequente no uso de próteses dentárias, independente da qualidade de confecção do dispositivo protético. A suspensão temporária do uso da prótese por até 3 dias, utilização de anestésicos tópicos para mucosas e ajustes na ponte móvel são indicados como tratamento para o problema. Em algumas situações a confecção de nova prótese dentária, planejamento para eliminar o problema, pode ser necessária.

29. É verdade que eu preciso retirar a ponte móvel ao dormir?

O descanso dos tecidos orais e dentes de suporte aos quais a prótese móvel apoia-se é bastante recomendável como técnica para melhorar o conforto no uso diário do dispositivo.

30. Alguns grampos da minha ponte móvel quebraram, mas continuo utilizando-a mesmo assim. Há algum problema com isso?

Sim. Infelizmente, capacidade da cavidade oral para adaptar-se a estruturas rígidas como próteses dentárias móveis também trazem complicações quando dispositivos protéticos defeituosos continuam sendo utilizados. Entre os principais problemas estão danos aos dentes e tecidos moles de suporte, e o risco aumentado para a displasia e neoplasia (câncer bucal).

 

PRÓTESE DENTÁRIA FLEXÍVEL


31. O que é a prótese dentária flexível?

É um dispositivo protético confeccionado em matéria flexível. A ideia por trás desta técnica é substituir o metal da estrutura e grampo de retenção por material em cor semelhante às gengivas e dentes naturais.

32. Esta é a técnica utilizada na prótese denominada do tipo “grampo estético” ou “grampo invisível”?

Sim.

33. Os resultados estéticos desta técnica são realmente superiores?

Sim. Há uma evidente melhora estética na substituição do metal da ponte removível por materiais estéticos em cores semelhantes às gengivas e dentes naturais.

34. E como são os resultados de mastigação e adaptação à ponte móvel flexível?

Quase sempre inferiores ao tratamento com ponte móvel convencional (resina acrílica + estrutura e grampos em metal).

TROCAR E SUBSTITUIR PONTE MÓVEL POR FIXA SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS


35. Dá para substituir a ponte móvel pela técnica com prótese dentária fixa em porcelana?

Sim. O tratamento com prótese dentária fixa em porcelana é uma alternativa mais estética e funcional para substituir dispositivos móveis.

36. É possível utilizar a minha ponte móvel enquanto realizo o tratamento com implantes dentários?

Até pode. Entretanto, a utilização de prótese dentária móvel, como dispositivo provisório, no tratamento com implantes dentários em ósseos integrados, depende de diversos fatores para ser viável.

37. Quanto tempo leva o tratamento para substituir a ponte móvel por próteses fixas sobre implantes?

Depende de diversos fatores, como a necessidade de enxertos ósseos, quantidade de osso disponível, número de dentes faltantes e tipo e técnica dos implantes dentários utilizados. 
Em casos bastante favoráveis o procedimento todo pode ser feito em até 45 dias. Casos mais complexos (enxertos ósseos) podem prolongar-se por períodos superiores a 9 ou 10 meses.

38. Minha ponte móvel encaixa-se em coroas protéticas em porcelana. Preciso substituir essas coroas se eu trocar minha prótese móvel por implantes dentários?

Depende. Em algumas situações, as coroas protéticas que servem como base de encaixe para prótese dentária móvel podem ser reutilizadas – embora o mais recomendável seja a confecção de novas coroas unitárias fixas em porcelana.

 

PREÇO DO TRATAMENTO COM PONTE MÓVEL


39. Qual o preço médio da ponte móvel?

A variação de preço para o tratamento com prótese removível é muito grande para que um valor médio sirva como referência para avaliar a qualidade e eficiência do dispositivo.
40. O preço do tratamento com ponte móvel flexível é superior à técnica convencional com acrílico e metal? Na maioria das vezes, sim.

41. Qual o preço do tratamento para trocar ou substituir a prótese dentária removível por fixa sobre implantes dentários?

O custo do tratamento com implantes dentários estão entre os mais elevados em odontologia e depende de vários fatores como a quantidade de implantes dentários e necessidade de enxertos de gengiva. Consulte o seu dentista para maiores detalhes a respeito do preço de tratamento com próteses dentárias tipo protocolo.

Prótese dentária em porcelana

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é prótese dentária fixa em porcelana?

É um dispositivo protético preso de forma permanente aos dentes cujo revestimento estético externo é constituído por cerâmica (porcelana odontológica). O objetivo da prótese dentária fixa em porcelana é reconstituir a coroa de um ou mais dentes ausentes.

2. Quais são os tipos de próteses dentárias em porcelana disponíveis?

As próteses em porcelana são dividas de acordo com o material utilizado na construção da parte mais interna (subestrutura) desses dispositivos. Os tipos mais comuns são:
- prótese fixa metalocerâmica (porcelana e metal);
-prótese fixa com zircônia (próteses com zircônia);
- prótese fixa em porcelana pura.

3. Quais são as indicações para estes diferentes tipos de dispositivos protéticos fixos?

Exceto para a reconstrução de áreas sem dentes, em que apenas as próteses dentárias metalocerâmicas ou sobre zircônia são indicadas, todas as demais situações que exigem próteses dentárias fixas em porcelana podem ser tratadas com qualquer tipo de dispositivo protético fixo.

4. Qual é a diferença entre prótese dentária fixa em porcelana e coroa fixa em porcelana?

Coroa protética é um prótese dentária fixa em porcelana para o tratamento de apenas um único dente, ou sobre um único implante.

5. O que é a prótese dentária em porcelana tipo metal-free? Qual são as vantagens dessa técnica?

É qualquer tipo de prótese que não utiliza o metal na sua subestrutura (metalocerâmica).As vantagens são os resultados estéticos superiores, ausências de pigmentações por metal nas gengivas, ausência de alergias ao metal de próteses dentárias, e a melhor compatibilidade tecidual e durabilidade desses dispositivos.

6. A prótese dentária fixa em porcelana pode ser utilizada para tratamentos com implantes dentários?

Sim. Uma utilização muito comum para os dispositivos protéticos em porcelana é a reconstrução de dentes perdidos pela técnica de prótese dentária fixada sobre implantes dentários.

7. O que é o pôntico dentário em porcelana?

O pôntico dentário é a parte da prótese dentária que reconstitui dentes perdidos (extraídos). O termo, derivado da palavra ponte, refere-se, portanto, à parte da prótese que conecta as partes assentadas sobre dentes naturais ou implantes dentários.

8. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo médio para o tratamento com prótese dentária fixa em porcelana depende de diversos fatores, como o número de dentes envolvidos, técnica laboratorial utilizada, confecção de pinos protéticos e muitos outros detalhes. Ainda assim, esperar por tempos de tratamento, para tratamento com apenas uma única coroa protética envolvida, entre 7 a 21 dias, está perto da realidade, para técnicas mais convencionais.

9. O tratamento com prótese dentária fixa em porcelana realizado em 2 horas oferece bons resultados estéticos e de durabilidade?

Depende. A confecção de próteses dentárias pela técnica de escaneamento e fresagem computadorizada produz coroas protéticas com excelente estética e adaptação. Entretanto, casos com extrema exigência estética podem não ser atendidos dadas as limitações desses dispositivos protéticos.

10. Precisarei tratar o canal do dente antes de iniciar o tratamento?

Às vezes. Situações como inflamações endodônticas ou necessita de suporte adicional para a coroa protética necessitam de tratamento de canal prévio ao início do tratamento.

11. Por que a gengiva em contato com a prótese em porcelana fica, em algumas situações, escura?

O metal presente em restaurações com amálgama de prata ou próteses dentárias metalocerâmicas podem ser incorporados pelos tecidos moles da cavidade oral. O processo é semelhante à incorporação de pigmentos na tatuagem por tinta.

12. É possível instalar uma prótese dentária em porcelana em dente com retração da gengiva?

Sim. E, dependendo da extensão da retração gengival, as bordas da prótese podem até mesmo estenderem-se até os contornos gengivais, recobrindo, assim, raízes expostas pelo problema.

13. Precisarei desgastar meus dentes antes de iniciar o tratamento?

A redução da estrutura dentária é uma condição essencial para a maioria dos tratamentos que envolvem próteses dentárias fixas em porcelana. Entretanto, realizada dentro dos protocolos técnicos e de segurança ideais, não trazem prejuízos estruturais a esses dentes desgastados.

14. Como é a relação da gengiva com a borda da prótese dentária em porcelana?

Depende do tipo de borda. Bordas de próteses metalocerâmicas podem ter relação conflituosa com o tecido gengival, já que são mais espessas e acinzentadas. Já a prótese dentária fixa em porcelana pura ou sobre zircônia trazem contatos mais saudáveis e harmônicos, sem danos ou motivos para inflamações e retrações gengivais, ou mesma para a recessão das gengivas.

15. Poderei utilizar o fio dental para higienizar as regiões abaixo da prótese dentária fixo em pôntico?

Sim, exatamente como você passa o fio dental entre dentes naturais.

16. A prótese dentária em porcelana pode ser utilizada em pacientes com bruxismo?

Sim. Aliás, esta é uma indicação até mesmo como forma de tratamento e prevenção para os desgastes do distúrbio.

17. Existe o risco de parar alimentos abaixo das próteses dentárias em porcelana com 3 ou mais dentes unidos?

Sim. Entretanto, quando isso acontece, é na mesma intensidade do que se observa em dentes naturais próximos ao local – problema geralmente associado à retrações das ameias gengivais (gengiva entre os dentes).

18. Farei um tratamento odontológico com facetas e lentes de contato dental. Haverá diferença estética entre estes laminados e as próteses dentárias em porcelana vizinhas a este tratamento?

Às vezes. Em determinadas condições – e dependendo do material utilizado -, pode diferença na estética final do tratamento combinando técnicas diferentes com porcelanas odontológicas.

19. Dá para confeccionar uma prótese dentária fixa completa (dentadura fixa) em porcelana sobre implantes dentários?

Sim. Existem próteses dentárias inteiramente confeccionadas em porcelana com zircônia para indivíduos completamente desdentados.

20. Dá para simular o tratamento com prótese dentária fixa em porcelana na técnica tipo antes e depois?

Sim. As simulações digitais, sobre modelos, ou mesmo sobre os próprios dentes (mockup) auxiliam na escolha do desenho ideal dos dentes.

21. Ouvi dizer que também existe a prótese dentária em resina. Ela é melhor do que o dispositivo em porcelana?

A prótese dentária confeccionada em resina, conhecida como prótese dentária acrílica, é uma técnica obsoleta, cuja durabilidade e resultados estéticos são deficientes. A vantagem da técnica é exclusivamente financeira. O tratamento com prótese dentária em resina não é aconselhado.

22. Preciso clarear meus dentes antes de iniciar o tratamento?

Dependendo do estado atual de amarelamento, localização dos dentes a serem tratados com porcelanas e necessidades estéticas pessoais, o tratamento de canal prévio pode ser necessário para melhorar os resultados finais do tratamento com prótese dentária fixa em porcelana.

23. E o que acontece com a porcelana da prótese se eu realizar o clareamento dentário com moldeiras?

Basicamente, duas coisas. A primeira é que ela não vai clarear com a ação dos agentes clareadores – ao contrário do que acontecerá com os dentes naturais. A outra é que esses agentes clareadores podem danificar a porcelana de próteses dentárias, facetas e lentes de contato dental, resultando em superfícies opacas e sem brilho.

 

PRÓTESE FIXA EM PORCELANA PURA


24. O que é a prótese dentária fixa em porcelana pura?

É um tipo de dispositivo protético unitário sem estruturas de reforço interno.

25. Qual é a indicação para este tipo de prótese dentária em porcelana?

A coroa ou jaqueta em porcelana pura (cerâmica pura) é indicada para tratamentos unitários, geralmente em dentes anteriores, para casos que exigem máximos resultados estéticos.

26. Qual é a contraindicação da coroa ou jaqueta em porcelana pura?

Situações de escurecimento intenso da estrutura dentária (tratamento de canal) ou presença de pinos metálicos podem estar contraindicados para o uso da prótese dentária em porcelana pura dada a elevada translucidez do material utilizado.

27. A prótese fixa em porcelana pura é resistente?

Sim.

 

PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA COM ZIRCÔNIA


28. O que é a prótese dentária fixa em porcelana com zircônia?

É um dispositivo protético que pode ser utilizado na forma unitário ou em pôntico em que a estrutura interna da prótese dentária é a zircônia, um material ao mesmo tempo resistente e estético – disponível em cores próximas a dentes naturais.

29. Qual é a indicação para este tipo de dispositivo protético?

A prótese em zircônia é versátil e pode ser indicada desde coroas unitárias até para a construção de dentaduras fixas sobre implantes dentários em ósseos integrados.

30. Qual técnica é a mais estética: porcelana pura ou porcelana sobre zircônia?

Apesar dos elevados resultados estéticos do emprego de zircônia em estruturas de reforço de dispositivos protéticos fixos, a porcelana pura tem resultados estéticos ainda mais marcantes e próximos a dentes naturais.

 

PRÓTESE FIXA METALOCERÂMICA


31. O que é a prótese dentária fixa metalocerâmica?

É um dispositivo protético cuja parte que entra em contato com os dentes de suporte é confeccionado com ligas metálicas. O objetivo desta técnica é oferecer resistência e durabilidade para a porcelana que recobre as partes estéticas visíveis do dispositivo protético.

32. Qual é a indicação da prótese dentária metalocerâmica?

A técnica metalocerâmica é a mais comum e ainda utilizada nos dias atuais. As indicações são múltiplas e os resultados estéticos são satisfatórios para a maioria dos casos indicados, indo desde coroas unitárias até próteses dentárias extensas sobre implantes dentários em ósseos integrados.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


33. Qual é o passo-a-passo do tratamento?

O número exato de consultas depende do número de dentes envolvidos, e de procedimentos adicionais como confecção de pinos, retratamento de canal, clareamento dentário ou cirurgia gengival corretiva. Mas, ainda assim, dá para fazer um pequeno passo-a-passo do seu tratamento.
(1) exame clínico e radiográfico;
(2) preparo dos dentes para receber o provisório;
(3) moldagens; 
(4) instalação da prótese dentária.

 

DURABILIDADE


34. Qual é a durabilidade da prótese dentária em porcelana?

Diversas pesquisas científicas indicam a troca preventiva para a técnica com porcelana sobre metal (metalocerâmica) a cada 8 anos, enquanto para as próteses em porcelana sem metal (zircônia e porcelana pura) a cada 14 anos.

35. Qual prótese dentária em porcelana é a que oferece maior durabilidade?

As pesquisas científicas mais recentes mostram que a durabilidade da coroa metalocerâmica, em porcelana pura ou sobre zircônia é semelhante independente da técnica utilizada.

 

PRÓTESE PROVISÓRIA


36. Para que serve a prótese dentária provisória?

Além da função estética, o provisório dentário - confeccionado com resina acrílica – também tem a função de proteger as gengivas dos traumas oriundos da escovação ou alimentação. Além disso, a coroa provisória também é utiliza para condicionar as gengivas para que fiquem com a forma ideal para receber a prótese dentária definitiva.

37. A prótese dentária provisória é estética?

Sim. Embora a estética destes dispositivos sejam inferiores à versão definitiva em porcelana, a coroa provisória acrílica possui estética compatível e aceitável para que o paciente mantenha suas atividades sociais e profissionais sem contratempos.

38. Poderei comer qualquer coisa com os provisórios?

Sim. Os provisórios são confeccionados com materiais e cimentos resistentes o suficiente para que a alimentação se dê de forma habitual. Entretanto, hábitos parafuncionais como morder canetas e unha podem ser motivo para contratempos como coroas provisórias descoladas e fraturadas.

 

PINO OU NÚCLEO PROTÉTICO


39. Para que serve o pino protético (núcleo)?

A função destes dispositivos é aumentar a área de retenção de dentes destruídos por fraturas ou cáries dentárias para que a coroa a ser instalada obtenha suporte resistente.

40. Qual é o material utilizado na confecção destes pinos?

Os pinos protéticos podem ser confeccionados em metal, fibra de carbono ou fibra de vidro.

41. Qual destes materiais para a confecção de pinos é o melhor?

Pinos em fibra de carbono mostram-se os mais eficientes para evitar fraturas dentárias; já os pinos em fibra de vidra mostram-se mais estéticos e são especialmente indicados para o tratamento com prótese dentária fixa em porcelana pura e em dentes anteriores.

42. Os pinos protéticos (núcleo) confeccionados aos dentes são seguros?

Nem sempre. Os pinos protéticos confeccionados com metal, embora respondam pela maioria dos tratamentos com próteses dentárias, são obsoletos. E quando o local de utilização para eles são os dentes anteriores, o problema pode ser a dificuldade para confeccionar próteses dentárias em porcelana com cores mais naturais. Dê preferência para pinos protéticos confeccionados em zircônia ou fibra de vidro: são mais estéticos e podem ser fabricados em cores próximas a dentes naturais.

 

PREÇO


43. Qual o preço do tratamento com próteses dentárias em porcelana?

Depende de vários fatores, como o laboratório de prótese utilizado, pinos e provisórios, técnicas e materiais selecionados.

44. Qual tipo de prótese dentária tem o prelo mais em conta?

A coroa protética metalocerâmica tem custo, geralmente, mais em conta comparado às outras técnicas em porcelana.

45. Como a seleção do laboratório protético interfere no preço do tratamento com prótese dentária em porcelana?

A qualidade das cerâmicas (porcelanas) e equipamentos laboratoriais, bem como a habilidade e experiência técnica, influenciam na qualidade das próteses dentárias utilizadas. Informe-se com o seu dentista, antes de iniciar o tratamento, sobre os responsáveis pela confecção laboratorial do seu tratamento.

Prótese dentária em porcelana pura

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a prótese dentária em porcelana pura?

É um dispositivo protético (prótese dentária) com elevada capacidade estética para reprodução de propriedades ópticas como cor, transparência e opalescência semelhantes aos encontrados em dentes naturais.

2. Qual é o material utilizado nesta técnica?

As porcelanas (cerâmicas) utilizadas na confecção de próteses dentárias em porcelana pura são encontradas na versão dissilicato de lítio - mesmo tipo de porcelana utilizada na confecção de facetas laminadas e lentes de contato dental – ou feldspáticas reforçadas com zircônia.

3. Qual é a diferença entre coroa em porcelana pura e jaqueta em porcelana pura?

Nenhuma. Trata-se, na verdade, de nomes diferentes referindo-se a uma mesma técnica de prótese dentária fixa unitária.

4. Quais são as indicações para o tratamento com prótese dentária em porcelana pura?

Dentes fraturados, extensamente cariados ou com problemas muito intenso na cor e forma de dentes, para pacientes com grande exigência estética – principalmente em dentes anteriores.

5. Em que situações o uso desta técnica está contraindicada?

Dentes intensamente escurecidos ou com pinos protéticos confeccionados em metal que não puderam ser substituídos pela versão mais estética com fibra de vidro.

6. Prótese dentária em porcelana com zircônia e porcelana pura são a mesma coisa?

Não. Apesar de em determinados momentos o dentista pode estar se referindo à mesma técnica, ambas constituem um grupo de próteses dentárias livres de metal (metal-free).

7. Os resultados da prótese dentária em porcelana pura são mais estéticos do que as técnicas com porcelana metalocerâmica ou sobre zircônia?

Sim. Resultados mais estéticos, com grande exigência de detalhamento anatômico e reprodução de propriedades ópticas dentárias importantes como cor e transparência, são conseguidos, e com certa facilidade, quando a porcelana pura de dissilicato de lítio é o material de eleição para tratamentos estéticos marcantes.

8. Qual tempo dura o tratamento?

Em média, entre 1 a 2 semanas. Alguns serviços oferecem o serviço em até menos de 12 horas, dependendo da técnica de confecção utilizada. Em outras situações, dependendo da dificuldade técnica na confecção da prótese dentária, o tratamento pode se estender por até 2 meses.

9. O tratamento dói?

Não. Todos os procedimentos com algum risco para dores ou desconfortos são previamente anestesiados, eliminando sofrimentos durante o atendimento.

10. Como a coroa dentária em porcelana pura é fixada ao dente?

A coroa protética pode ser cimentada ou colada ao dente de suporte. A técnica e materiais mais adequados dependem de vários fatores que o dentista leva em consideração na escolha de selecionar o mais apropriado.

11. A prótese em porcelana pura pode ser utilizada concomitante com facetas e lentes de contato dental em porcelana?

Sim. Aliás, uma das vantagens deste tipo de material frente a outras técnicas com próteses em porcelana (zircônia e alumina) é a possibilidade de uso concomitante com facetas e lentes de contato dental, com o máximo de mimese entre esses dois materiais.

12. É possível substituir o pino protético em metal para a técnica com fibra de vidro, para melhorar o resultado estético?

Nem sempre. Em algumas situações, a remoção de pinos metálicos trazem riscos tão elevados à integridade estrutural dos dentes que a substituição da porcelana pura por porcelana sobre zircônia torna-se um tratamento mais segura e indicado.

13. O clareamento dental é indispensável para o tratamento com prótese dentária em porcelana pura?

Não. O clareamento dentário é indicado para melhorar os resultados estéticos finais, um procedimento que, entretanto, pode ser essencial para no tratamento realizado em dentes anteriores.

14. A prótese dentária em porcelana pura pode ser utilizada na confecção de pônticos?

Sim. Já existem novos materiais que permitem a reabilitação de dois ou mais dentes perdidos, lado a lado, na técnica com pôntico protético.

15. Meus dentes são naturalmente muito amarelados. Precisarei clareá-los?

Não.

16. Dá para utilizar a técnica com porcelana pura no tratamento com próteses dentárias sobre implantes?

Sim. Esta é uma possibilidade, aliás, muito utilizada para melhorar os resultados estéticos dos tratamentos com próteses fixas sobre implantes dentários.

17. Dá para utilizar a porcelana pura utilizada de próteses dentárias na confecção de restaurações em dentes posteriores?

Sim. Existem tratamentos semelhantes para a confecção de restaurações dentárias, para indivíduos com maior exigência estética.

18. Posso utilizar uma placa de bruxismo sobre a coroa em porcelana pura?

Sim.

19. Dá para utilizar a porcelana pura na técnica com pôntico para substituir mais de dois dentes vizinhos ausentes?

Sim. Já existem porcelanas puras ultra reforçadas para utilização em pônticos protéticos.

20. A adaptação e mastigação com este tipo de técnica é fácil?

A adaptação inicial a próteses dentárias com esse tipo de material pode ser difícil nos primeiros dias, para alguns pacientes. Com o tempo, o paciente acostuma-se à dureza mais elevada da porcelana frente à resina de restaurações dentárias.

21. É possível simular o resultado, tipo antes-e-depois, no tratamento com prótese dentária fixa em porcelana?

Sim.

 

DURABILIDADE


22. Qual a durabilidade da prótese dentária em porcelana pura?

As pesquisas científicas sobre a durabilidade de próteses dentárias em porcelana pura não estabelecem um tempo padrão, fixo, para a necessidade de substituição do dispositivo protético por falhas decorrentes da degradação natural do material (cor e adaptação).
Entretanto, muitas dessas pesquisas sobre próteses em porcelana pura demonstram resultados excelentes (acima de 95%) para esses dispositivos passados 10 anos de instalação do mesmo – e que representam resultados excelentes.

 

PROBLEMAS E DESVANTAGENS


23. Qual é o problema em clarear dentes em indivíduos com próteses em porcelana em dentes anteriores?

O clareamento dental não faz efeito sobre a porcelana de próteses, facetas e lentes de contato dental. Em outras palavras, ao clarear os dentes, o resultado final do procedimento pode trazer diferença na cor entre dentes naturais e porcelanas.

24. Tenho lido sobre o problema da alergia inflamatória ao metal de próteses metalocerâmicas. A técnica com porcelana pura traz o mesmo problema?

Não existem relatos, até o momento, sobre alergias inflamatórias associada aos materiais presentes na cerâmica utilizada para próteses em porcelana pura.

25. A prótese dentária fixa em porcelana pura acumula restos de alimentos?

Muito pequeno, e geralmente semelhante ao acúmulo que pode ocorre mesmo sob dentes naturais.

26. Meu dente possui o canal tratado. Como isso interfere no tratamento com prótese dentária em porcelana pura?

O escurecimento dentário pós tratamento de canal (endodôntico) pode escurecer e alterar a cor final de próteses dentárias confeccionadas na técnica com porcelana pura.

27. Minha gengiva ficou acinzentada após o contato com uma prótese dentária metalocerâmica. Dá para resolver o problema substituindo esta prótese em metal pela técnica com porcelana pura?

Talvez. Isso porque, em algumas situações, pode ter ocorrido a pigmentação definitiva da gengiva, cuja única solução pode ser a cirurgia plástica gengival.

28. A porcelana pura amarela com o passar dos anos?

Sim, porém em tempo sensivelmente maior comparada às resinas para restaurações dentárias, por exemplo.

29. Qual o risco para descolamentos de coroas e pônticos em porcelana pura?

São mínimas, embora existam, as ocorrências de descolamentos em dispositivos protéticos colados ou cimentados.

30. É verdade que próteses dentárias sem metal oferecem melhor adaptação gengival?

Sim. As bordas de coroas e pônticos livres de metal são mais finos e delicados, ideias para o contato com gengivas.

31. Se após a instalação deste tipo de dispositivo protético a minha gengiva retrair, precisarei trocar a coroa ou pôntico?

Não. Uma das vantagens desse material sobre os demais tipos de dispositivos protéticos, já que as bordas confeccionadas na mesma cor do dente tornam imperceptíveis os limites entre prótese e substrato dentário.

32. É possível colar um braquete para tratamento ortodôntico sobre uma coroa em porcelana pura?

Sim, porém a remoção do mesmo, frequentemente, traz danos ao brilho e lisura das porcelanas de cobertura destes dispositivos protéticos.

33. Meus dentes ficarão sensíveis ao final do tratamento?

Não.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


34. Como é o tratamento com prótese dentária em porcelana pura, passo a passo?

Os procedimentos no tratamento com coroas e jaquetas em porcelana pura são específicos e variam conforme a necessidade. Entretanto, dá para generalizar o tratamento através da seguinte sequência de procedimentos.
(1) Tratamento gengival e profilaxia
(2) Tratamento de canal e instalação de pinos (se necessários)
(3) Confecção de prótese provisória e moldagens
(4) Instalação da coroa ou pôntico protético definitivo.

 

PRÓTESES PROVISÓRIAS


35. É preciso utilizar provisórios durante o tratamento?

Sim.

36. O provisório utilizado durante o tratamento com prótese dentária fixa em porcelana pura é estético e resistente?

Sim. Apesar da qualidade estética e de resistência da resina acrílica, material utilizado na confecção de provisórios, ser inferior à porcelana para próteses dentárias, o dispositivo temporário oferece condições para que o indivíduo mantenha seus hábitos profissionais, sociais e alimentares normalmente, sem prejuízos às suas atividades

 

PREÇO


37. Qual o preço do tratamento?

Não existe uma tabela de referência para o preço do tratamento com prótese dentária em porcelana devido ao grande número de variáveis na elaboração dos custos envolvidos, como o laboratório protético utilizado, qualidade das porcelanas utilizadas, e outros fatores que compõem o preço final do tratamento.

Prótese dentária em zircônia

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a prótese dentária fixa com zircônia?

É uma versão técnica sem metal em sua estrutura interna (prótese dentária em porcelana sem metal).

2. Qual é a indicação para o seu uso?

A prótese dentária em zircônia é indicada para a confecção de coroa protética unitária ou pônticos sobre dentes naturais ou implantes dentários ósseo-integrado.

3. Quanto tempo dura o tratamento?

Depende do número, localização e extensão dos pônticos protéticos.
Entretanto, a média para tratamentos com até 6 dentes é de 14 a 21 dias.

4. Quantas consultas são necessárias para fazer o todo o tratamento?

Em média, de 2 a 4 consultas.

5. Quais são os problemas mais comuns?

Apesar de menos frequentes (com relação às próteses tradicionais com metal), infiltrações por cáries dentárias e dificuldade na harmonia de cor em tratamentos com alta exigência estética são problemas que podem estar associados a tratamentos com dispositivos em zircônia.

6. Qual o risco para infiltração por cárie dentária no tratamento com prótese dentária fixa em zircônia?

Baixo, já que a região de contato entre a prótese dentária e o dente são feitos por escaneamento e fresagem computadorizada, reduzindo drasticamente o risco para infiltrações por problemas na construção do dispositivo.
Entretanto, situações como falhas na moldagem ou escovação dentária deficiente podem fazer das próteses dentárias dispositivos tão sensíveis ao aparecimento de infiltrações como a técnica com metal (metalocerâmica).

7. A prótese dentária em zircônia e porcelana melhora os problemas como gengivite e periodontite?

Dispositivos protéticos em zircônia apresentam melhores propriedades de compatibilidade com tecidos gengivais devido às bordas mais finas e delicadas em contato com esses tecidos.

8. Dá para utilizar próteses dentárias em zircônia nos tratamentos estéticos com alta exigência estética?

Até pode. Entretanto, dependendo do grau de exigência (e desejo) estético, pode haver frustração com os resultados. É que a técnica com porcelana pura, construída com os mesmos materiais utilizados na confecção de facetas laminadas e lentes de contato dental, é mais resolutiva para tratamentos estéticos mais marcantes.

9. Dá para misturar, em um mesmo tratamento, facetas e lentes de contato dental com próteses dentárias em zircônia?

Sim. Mas deve haver cautela nas indicações, já que diferenças na cor e transparência entre os dispositivos, ainda que sutis, podem não satisfazer a pacientes mais exigentes com o resultado final do seu tratamento.

10. A prótese dentária em zircônia pode desgastar os dentes naturais em contato mastigatório com ela?

Sim. Aliás, esse é um problema frequente a qualquer tipo de dispositivo protético com porcelanas odontológicas, principalmente para tratamentos extensos e que envolvem muitos dentes. Nos tratamentos com próteses que envolvem apenas um dente, o problema para desgastes dentários por contato com cerâmicas se dá de forma pouco visível e problemática.

11. A técnica com zircônia para próteses dentárias pode ser utilizada no tratamento do bruxismo?

Sim.

12. Qual o efeito do clareamento sobre a porcelana das próteses em zircônia?

Nenhuma. Tratamentos para clareamento não fazem efeito sobre nenhum tipo de material utilizado na confecção de próteses dentárias, facetas em porcelana e lentes de contato dental.

13. Até quantos dentes perdidos, lado-a-lado, podem ser substituídos na técnica com pôntico em zircônia?

A princípio, esse limite proporia um máximo de 4 dentes ausentes, na técnica de pôntico fixo sobre dentes naturais. Entretanto, um máximo de 2 dentes ausentes é suficiente para tratamentos seguros e confortáveis à mastigação.

14. A prótese em zircônia também pode ser confeccionada por máquinas computadorizadas que permitem tratamentos completos em apenas 3 horas?

Sim, é possível o tratamento com próteses dentárias no material confeccionadas em até 3 horas. Entretanto, são tratamentos mais sofisticados e confeccionados por equipamentos de uso não habitual em clínicas particulares.

15. É possível substituir pinos metálicos antigos por versões estéticas em zircônia? E qual é a utilidade disso tudo?

Sim. A grande vantagem para a substituição de pinos protéticos metálicos por pinos estéticos (confeccionados na mesma cor do dente) é permitir a utilização da técnica com coroa dentária pura em porcelana, versão mais estética da técnica em zircônia.

16. A técnica com prótese dentária em zircônia elimina a necessidade dos provisórios nos tratamentos odontológicos?

Não. Continua sendo necessário o uso de provisórios no tratamento com a técnica para prótese dentária.

17. Posso substituir minhas próteses dentárias antigas com porcelana sobre metal (metalocerâmica) por versões em zircônia?

Sim. Uma das melhores indicações para tratamentos com zircônia é a substituição de próteses metálicas e mal adaptadas, recuperando função e estética incomparáveis à técnica com o material.

18. Foi diagnosticada a alergia ao metal como causa para minhas gengivas sempre inchadas e sangrantes. A técnica com zircônia irá resolver o meu problema?

Se a causa para inflamações na gengiva é a alergia ao metal, as técnicas com porcelana pura ou zircônia vão resolver o problema. Entretanto, certifique-se do diagnóstico de alergia ao metal de próteses dentárias, já que problemas como gengivites e periodontites causados por placas bacterianas ou outros problemas confundem o diagnóstico alérgico.

19. Minha gengiva acinzentou devido ao contato prolongado com as bordas metálicas da minha prótese dentária atual. A prótese com zircônia e porcelana pode resolver esse tipo de problema?

Não. O acinzentamento de gengivas pigmentadas por metal de próteses e restaurações metálicas não são resolvidas pela simples troca dos dispositivos em contato com elas. O tratamento para corrigir o problema pode necessitar de cirurgia plástica gengival ou técnica para abrasão das camadas mais superficiais do tecido.

 

DURABILIDADE


20. Qual é a durabilidade da prótese dentária em zircônia?

Os estudos não são muito conclusivos. Entretanto, algumas pesquisas mostram que, passados 10 anos de instalação dos dispositivos, 96% dos casos permanecem em bom estado de adaptação e aceitação estética.

 

TRATAMENTO COM PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA, PASSO A PASSO.


21. Como é o passo-a-passo do tratamento com prótese dentária em zircônia?

Simples, e bastante parecido com o tratamento com facetas laminadas e lentes de contato dental.
Uma consulta inicial para preparar dentes para moldagens e provisórios; moldagens; instalação da prótese dentária definitiva (a complexidade do tratamento pode reduzir ou aumentar o número de consultas).

22. É possível fazer simulação digital do tipo antes-e-depois no tratamento com prótese dentária fixa em zircônia e porcelana?

É possível a utilização de sistemas digitais para simulação de tratamento com porcelanas em odontologia para a técnica com zircônia.

 

PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA VERSUS PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA PURA


23. Qual é a diferença da prótese dentária em zircônia da técnica com porcelana pura?

A prótese dentária com porcelana pura diferencia-se da versão com zircônia por dispensar a estrutura interna com o material, deixando-a ainda mais translúcida e próxima aos dentes naturais. Por outro lado, a técnica com porcelana pura só pode ser utilizada na forma de coroa unitária, sobre dente natural ou implante. É que a prótese dentária em porcelana pura, quando utilizada para pônticos protéticos (prótese dentária suporta por dois dentes para repor dentes perdidos), fratura-se com facilidade.

24. Em que a prótese dentária em porcelana pura é superior à prótese com zircônia?

Em estética, já que a técnica com porcelana pura permite melhor detalhamento anatômico e de simulação de diversas propriedades ópticas como transparências, cores e opalescências – essenciais na mimese de dentes naturais e tratamentos com alta exigência estética.

25. É verdade que existem próteses dentárias confeccionadas totalmente em zircônia, dispensando a porcelana (cerâmica) de cobertura?

Sim. Uma nova técnica com zircônias permitem a confecção de próteses dentárias 100% confeccionadas com o material, e praticamente sem perdas estéticas; entretanto, na prática, sem utilidade clínica para dentistas ou pacientes.

26. Quais são as indicações para a prótese dentária em zircônia que superam a técnica com porcelana pura?

Tratamentos para áreas com um ou vários dentes perdidos ou sobre implantes dentários.
Além disso, é indicada para o tratamento com próteses sobre pinos metálicos ou estruturas dentárias muito escurecidas.
Outra indicação clássica para o técnica com zircônia é a confecção de prótese tipo protocolo (dentadura total sobre implantes dentários), substituindo a técnica tradicional com metal e porcelana ou acrílico.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS


27. É possível utilizar a prótese dentária fixa em zircônia e porcelana para o tratamento com implantes dentários?

Sim. Aliás, é uma das melhores indicações para a técnica.

28. Tenho uma prótese completa, em acrílico, fixa sobre implantes dentários. É possível utilizar a técnica com zircônia sobre os mesmos implantes?

Sim – outra indicação clássica para tratamentos com elevada exigência estética sobre implantes dentários.

 

PREÇO


29. O preço do tratamento com prótese dentária em zircônia é muito elevado?

O tratamento com dispositivos protéticos em zircônia tem custos mais elevados comparados aos tradicionais em metal, e que costumam ser repassados aos pacientes. Em média, o preço do tratamento com próteses em zircônia é de 20 a 50% a mais sobre o valor do tratamento com próteses metalocerâmicas.

30. O preço do tratamento com prótese dentária em zircônia é mais elevado do que na técnica com porcelana pura?

Depende. Os custos dos tratamentos com prótese dentária em porcelana pura são 20 a 30% mais elevados, comparados com a técnica com zircônia. O que, na prática, significa preços diferentes.

Prótese dentária metalocerâmica

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é uma prótese dentária fixa metalocerâmica?

É um dispositivo protético confeccionado com metal e cerâmica odontológica (porcelana)indicado para reconstruir dentes destruídos por cárie dentária ou fraturas e reabilitar áreas com um ou mais dentes perdidos.

2. Por que esta técnica recebe este nome?

O termo metalocerâmica refere-se ao emprego de estrutura interna de reforço em metal e cobertura estética em porcelana. O objetivo da técnica é aliar a estética da porcelana e o aumento de resistência e durabilidade provenientes do metal (ligas metálicas).

3. Qual é a diferença entre coroa dentária e pôntico?

A coroa protética é a prótese dentária unitária (apenas um dente). Já o pôntico protético diz respeito às próteses dentárias que reabilitam áreas com um ou mais dentes perdidos.

4. Qual é a diferença entre cerâmica e porcelana nos tratamentos odontológicos?

Nenhuma.

5. Quais são as indicações da prótese dentária fixa metalocerâmica?

Reconstrução unitária de dentes destruídos por cárie dentária ou fraturas, dentaduras fixas em porcelana sobre implantes dentários, encaixes precisos e estéticos para prótese dentária removível (ponte móvel) e reabilitação de áreas com dentes perdidos.

6. E quais são as situações que contraindicam a técnica?

Tratamentos com elevada exigência estética e indivíduos alérgicos ao metal de próteses dentárias metalocerâmica.

7. Durante a fase com provisórios, poderei mastigar normalmente?

Sim. Os provisórios, confeccionados em acrílico na mesma cor e formato dos dentes naturais, permitem a mastigação normal e retomada de todas as atividades profissionais e sociais.

8. Qual a relação da prótese metalocerâmica e a retração gengival?

A localização e confecção inadequada das bordas protéticas em contato com as gengivas que circundam os dentes de suporte para próteses metalocerâmicas estão associadas ao aparecimento da retração gengival, quer pela facilitação para o acúmulo de placa bacteriana, quer pela invasão (aprofundamento) das bordas da prótese dentária metalocerâmica às estruturas periodontais.

9. A prótese dentária metalocerâmica acumula comida abaixo de sua estrutura?

Não. Existem técnicas que impedem o acúmulo de comida na maioria das situações que utilizam a técnica em tratamentos odontológicos. Condições anormais como retrações gengivais, entretanto, podem ser motivo para o acúmulo de alimentos e placa bacteriana, necessitando o uso de instrumentos especiais para higienização de dentes e gengivas.

10. A prótese dentária fixa metalocerâmica pode ser utilizada para o tratamento com implantes dentários com ósseos integrados?

Sim. Com poucas variações técnicas, é possível instalar próteses com metal sobre implantes dentários, assim como também é o possível o procedimento para as próteses em porcelana pura ou com zircônia ou alumina.

11. Precisarei trocar a minha placa para bruxismo ao final do tratamento com próteses dentárias?

O mais provável é que a placa acrílica para tratamento do bruxismo não poderá ser adaptada normalmente sobre os seus dentes. Além disso, as tentativas de reparos e adaptações no acrílico das placas anteriores ao tratamento podem resultar no acúmulo de bactérias e formação de odores indesejáveis.

 

ESTÉTICA


12. A prótese dentária metal ou cerâmica oferece resultados estéticos satisfatórios?

Sim. A técnica com metal e cerâmica possui propriedades ópticas como cor, fluorescência e opalescência bastante próximas a dentes naturais para a maioria das necessidades.

13. O metal desse tipo de prótese vai ficar aparecendo quando eu sorrir ou falar?

Não. O metal utilizado nessa técnica, que tem a função de reforço estrutural interno para compensar a fragilidade natural das cerâmicas tradicionais para uso odontológico, está localizado na porção interna das próteses. Ou seja, não vai atrapalhar o seu sorriso nem deixar linhas acinzentadas junto às gengivas.

14. Quais são as alternativas para resultados estéticos superiores aos obtidos pela prótese dentária metalocerâmica?

Próteses dentárias em porcelana pura ou com zircônia entregam melhores resultados estéticos comparados à técnica com metal e porcelana.

15. Dá para simular o tratamento na técnica digital tipo antes-e-depois?

Sim.

16. Dá para instalar próteses dentárias fixas metalocerâmicas ao lado de próteses dentárias em porcelana pura?

Não. A diferença técnica entre ambas ficará evidente quando a situação acontece em dentes em regiões mais estéticas, como em dentes anteriores. Haverá diferença estética com relação à cor, transparências e outros efeitos ópticos próprios às porcelanas puras.

17. Posso substituir minhas próteses metalocerâmicas por facetas laminadas ou lentes de contato dental em porcelana?

Não. Facetas laminadas e lentes de contato dental são técnicas que não compartilham o mesmo padrão para a retenção de seus dispositivos cerâmicos.

 

PROBLEMAS E DESVANTAGENS


18. Por que a prótese dentária fixa metalocerâmica amarela com o tempo?

É uma característica natural das cerâmicas a perda da estabilidade da cor com o passar do tempo.

19. Ouvi dizer que o metal deste tipo de prótese pode escurecer as gengivas. É verdade?

Sim. Alguns fatores, como a própria qualidade do material utilizado, podem pigmentar a estrutura dentária remanescente utilizada como suporte para a coroa protética; situações mais problemáticas estão relacionadas com a pigmentação permanente das gengivas pela assimilação do metal presente nestes dispositivos.

20. Qual o risco de infiltração por cárie dentária no tratamento com prótese dentária fixa metalocerâmica?

Baixo.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


21. Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento com prótese dentária fixa é variável, podendo ser realizado em consultas únicas (fresagem computadorizada) ou em várias consultas (até 30 dias) para casos com maior exigência estética – confeccionados em laboratório de prótese dentária.

22. Qual o passo-a-passo do tratamento com prótese dentária fixa metalocerâmica?

(1) Exame clínico e radiográfico; (2) tratamento de canal* e Instalação de pino protético* (3) provisório acrílico; (4) moldagens; (5) instalação da prótese dentária.
(*) dependendo do planejamento para o tratamento.

 

ALERGIA AO METAL DE PRÓTESES DENTÁRIAS METALOCERÂMICAS


23. É verdade que as mulheres possuem alergia ao metal desse tipo de prótese? Quais são os sinais clínicos para o problema?

Sim. Embora a alergia inflamatória ao metal de próteses dentárias acometa ambos os sexos, nas mulheres o problema pode atingir até 20% da população feminina. Os sinais clínicos mais comuns associados à alergia ao metal são gengivas inchadas, avermelhadas e sangrantes, com ou sem presença de grandes áreas com gengivas retraídas.

24. O que pode ser feito para evitar esse tipo de alergia?

A substituição das próteses metalocerâmicas já instaladas para próteses livres de metal como as coroas sobre zircônia ou alumina, ou ainda as próteses dentárias em porcelana pura.
É difícil identificar o problema em indivíduos que experimentam o tratamento com próteses dentárias pela primeira vez. A utilização de dispositivos protéticos mais modernos é aconselhável para os pacientes femininos em tratamento com próteses dentárias.

 

DURABILIDADE


25. Qual é a durabilidade da prótese dentária metalocerâmica?

Elevado. Diversos estudos científicos chegaram a resultados próximos: 95% de próteses dentárias metalocerâmicas em bom estado passados 6 anos da instalação do dispositivo protético com metal.

 

NÚCLEO E PINO PROTÉTICO


26. A prótese metalocerâmica necessita de pino protético para ser confeccionada?

Algumas situações exigem o uso de pinos protéticos, confeccionados com metal, fibra de carbono ou vidro, para viabilizar ou reforçar a fixação estável das coroas protéticas sobre os dentes (raízes).

27. Existe o risco de a prótese metalocerâmica se soltar durante a mastigação?

São raras, mas não inexistentes, as situações com próteses dentárias soltas durante a mastigação. Não é objetivo deste FAQ o detalhamento das causas e soluções para o problema, mas o registro para a situação é necessária e útil para pacientes em início do tratamento.

28. Posso substituir, no futuro, a prótese metalocerâmica por outra em porcelana pura?

Sim.

 

PRÓTESE DENTÁRIA FIXA EM ZIRCÔNIA E PORCELANA PURA


29. O que é a prótese dentária fixa em porcelana pura?

É uma alternativa mais estética da técnica com metal e porcelana indicada para tratamentos de transformação do sorriso combinado com lentes de contato dental e facetas em porcelana.

30. O que é a prótese dentária fixa com zircônia?

É outra alternativa mais estética ao dispositivo protético com metal e porcelana.

31. Quais são as vantagens das técnicas com porcelana pura e zircônia frente à técnica com metal?

Além dos resultados estéticos mais elevados, também eliminam riscos para alergias ao metal e escurecimento das gengivas.

32. Posso substituir, no futuro, a prótese metalocerâmica por outra em porcelana pura?

Sim.

 

TRATAMENTO DE CANAL


33. Por que é preciso tratar o canal do dente antes de iniciar o tratamento?

Nem sempre o tratamento de canal (endodôntico) é essencial para iniciar os procedimentos. Quando indicado, o principal objetivo é oferecer condições para a instalação de núcleos ou pinos protéticos internos à raiz dentária para a construção de suporte adequado à coroa protético ou pôntico.

34. Por que o dentista solicitou retratar o canal que já estava pronto?

A instalação de próteses dentárias, núcleos e pinos protéticos exigem condições adequadas que podem não estar presentes no tratamento de canal já realizado.

 

PREÇO


35. Qual o valor do tratamento com prótese dentária fixa metalocerâmica?

O custo do tratamento com próteses dentárias depende de vários fatores - a qualidade do laboratório protético utilizado é um exemplo simples. Assim, a elaboração de preços médios de referência para tratamentos odontológicos pode induzir o paciente a erros durante a seleção da melhor técnica e tipo de dispositivo protético.

36. Se eu quiser trocar a técnica metalocerâmica por porcelana pura, qual é o acréscimo ao valor do tratamento que estou realizando?

Em média, 30% sobre o preço do tratamento com prótese dentária fixa metalocerâmica.

Prótese dentária sobre implante

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é prótese dentária sobre implantes?

É uma prótese dentária fixa que unida a implantes dentários nos ósseos integrados.

2. Qual é a diferença dessa técnica para a prótese dentária convencional?

Na técnica convencional o dispositivo protético é fixado sobre dentes naturais ou pinos protéticos introduzidos internamente às raízes dentárias.

3. Quais são as indicações para a técnica?

Tratamento com implantes dentários unitários e múltiplos ou na reabilitação completa das arcadas dentárias (dentadura fixa).

4. Quais situações contraindicam o tratamento com prótese dentária fixa sobre implantes?

Embora raras, existem contraindicações para este tipo de dispositivo protético. Indivíduos com suporte ósseo inapropriado (pouco volume e qualidade do tecido ósseo), no tratamento com dentadura fixa, estão contraindicados para a técnica pelo risco elevado para perda dos implantes dentários ósseos integrados.

5. Poderei mastigar qualquer coisa com esse tipo de prótese dentária?

Sim. A mastigação com dispositivos protéticos fixos sobre implantes dentários fixas dá-se sem restrições, permitindo ao indivíduo já submetido ao tratamento a ingestão de dietas saudáveis e fibrosas.

6. Quais são os exames necessários a serem realizados antes de iniciar o tratamento?

Dado que para a instalação de prótese dentária sobre implantes estes últimos já devem estar rigidamente estabilizados e cicatrizados, exames radiográficos convencionais, realizados em consultório odontológico, são suficientes para iniciar a segunda fase do tratamento.

7. Precisarei de próteses provisórias durante o tratamento?

Sim. Provisórios dentários em resina acrílica exercem dupla função no tratamento com próteses dentárias sobre implantes: recuperar a estética do sorriso de forma provisória e estabelecer contornos gengivais mais estéticos e harmônicos.

8. É fácil higienizar esse tipo de prótese dentária?

Sim. Entretanto, é preciso estar atento ao fato de que, na maioria das vezes, a higienização de próteses dentárias pode exigir instrumentos de higienização específicos e que podem necessitar de treinamento dado pelo dentista em consultório odontológico.

9. Qual o risco para a retenção de restos alimentares abaixo de próteses dentárias fixas sobre implantes?

Mínimo. Acúmulos de restos alimentares, na maioria das vezes, estão mais relacionados a falhas na confecção do tratamento do que a limitações dos tratamentos com próteses sobre implantes dentários.

10. Pode haver relação entre o mau hálito (halitose) e próteses dentárias fixadas sobre implantes?

Sim. Dispositivos protéticos, de qualquer tipo, podem estar associados a halitoses eventuais ou até mesmo permanentes. Entretanto, a falha na confecção do dispositivo protético é a causa na maioria dos casos – um problema facilmente solucionado através da substituição da prótese dentária defeituosa.

11. Doenças gengivais como a periodontite também podem aparecer nas gengivas localizadas ao redor de implantes dentários em ósseos integrados?

Sim. Um dos principais riscos para perdas de próteses dentárias em porcelana instaladas sobre implantes dentários é a peri-implantite, que é a inflamação dos tecidos moles e osso em contato em os implantes dentários.

12. Qual o risco para infiltrações por cárie dentária abaixo de próteses dentárias fixas instaladas sobre implantes?

Nenhum.

13. O tratamento pode ser realizado em pacientes idosos?

Sim.

14. O tratamento pode ser realizado em pacientes diabéticos e fumantes?

A fase cirúrgica para instalação dos implantes dentários em ósseos integrados pode trazer restrições e complicações para fumantes acima de 12 cigarros ao dia e diabéticos não controlados.

15. Qual é a durabilidade da prótese dentária fixa sobre implantes?

Os estudos sobre a durabilidade e longevidade de próteses dentárias em porcelana sobre implantes dentários são escassos e pouco conclusivos. O que se observa clinicamente é que esperar que esses dispositivos continuem funcionando com razoável estética função, passados 15 anos de confecção, é sensato e condizente com a realidade clínica desses tratamentos.

 

ESTÉTICA COM PRÓTESES DENTÁRIAS FIXAS SOBRE IMPLANTES


16. Os resultados estéticos com próteses dentárias sobre implantes são satisfatórios?

Sim. Entretanto, é preciso estar atento ao fato de que pacientes submetidos ao tratamento com implantes dentários frequentemente possuem falhas ósseas e gengivais nos locais submetidos a técnica, se não forem recuperados, limitam os resultados estéticos do tratamento.

17. Quais tipos de próteses dentárias estão disponíveis para tratamentos com implantes dentários?

As mesmas disponíveis para tratamentos sobre dentes naturais: prótese dentária em porcelana pura, metalocerâmica ou prótese dentária com zircônia.

18. É preciso clarear os dentes antes de iniciar o tratamento?

É recomendável, já que o clareamento dental posterior à confecção de dispositivos protéticos pode resultar em dentes naturais com cores que destoam de porcelanas dentárias. Assim, clarear os dentes antes de iniciar o tratamento com prótese dentária fixa sobre implante é a melhor forma para alcançar resultados estéticos superiores.

19. Dá para fazer simulações do tipo antes-e-depois para ver antes o resultado final do tratamento?

Sim.

20. É possível confeccionar próteses dentárias em porcelana para indivíduos totalmente desdentados (dentadura fixa)?

Sim. O tratamento com dentadura fixa sobre implantes permite a seleção de dentes e gengivas em resina acrílica, porcelana sobre metal (metalocerâmica) ou ainda porcelana com zircônia (para resultados estéticos mais naturais e harmônicos)

21. A prótese dentária em porcelana sobre implante pode ser instalada ao lado de dentes naturais?

Sim. Técnicas com próteses dentárias em porcelana pura ou com zircônia possuem estética compatível com dentes naturais.

22. O que pode ser feito para melhorar a estética em áreas com osso e gengiva reabsorvidos?

Tratamentos com enxertos de osso e gengiva ou confecção de gengiva artificial em porcelana unida às próteses dentárias fixas são alternativas para recuperar a estética de áreas com volume ósseo e gengival insuficiente.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


23. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo médio para confecção de uma única coroa protética em porcelana sobre implante entre 14 a 21 dias – na técnica tradicional com laboratório protético terceirizado. Técnicas com fresagem computadorizadas, entretanto, permitem que todo o tratamento seja realizado em até 2 horas (coroa protética unitária).

24. Quais são as etapas do tratamento?

De forma resumida, as etapas do tratamento com próteses dentárias fixas em porcelana sobre implantes dentários pode ser assim dividida:
(1) instalação de cicatrizadores;
(2) instalação de provisórios e condicionamento gengival; 
(3) moldagens; 
(4) testes de estruturas;
(5) instalação definitiva do dispositivo protético.

25. Já instalei os implantes dentários. Quanto tempo preciso esperar para fixar as próteses dentárias em porcelana sobre eles?

Em média, de 3 a 6 meses. Entretanto, implantes dentários com tratamentos de superfície mais sofisticados podem estar prontos para início do tratamento definitivo após 21 dias contados a partir da cirurgia de instalação.

26. Quais os cuidados após a instalação da prótese dentária em porcelana sobre implante?

Cuidados convencionais recomendados para dispositivos protéticos convencionais, com dicas personalizadas para higienização e atitudes que aumentam a longevidade do tratamento.

27. É possível fixar uma prótese dentária simultaneamente em dentes naturais e implantes dentários?

Sim, porém as situações favoráveis para a união rígida entre dentes naturais e implantes dentários, através de pônticos protéticos, são restritas a casos específicos e pouco comuns.

28. Como a prótese dentária em porcelana é fixada sobre o implante dentário?

De duas maneiras: ou cimentada, ou parafusada. A seleção da técnica depende de vários fatores que o dentista leva em conta na hora de escolher a melhor maneira para unir próteses dentárias a implantes em ósseos integrados.

29. De quanto em quanto tempo precisarei fazer a consulta de manutenção do tratamento?

6 meses é um período mais que suficiente para as consultas de avaliação clínicas para próteses dentárias e restaurações dentárias.

 

PRÓTESE DENTÁRIA EM PORCELANA PURA OU COM ZIRCÔNIA


30. É possível fazer o tratamento com próteses em porcelana pura sobre implantes?

Sim, é uma alternativa mais estética e que oferece mais recursos para tratamentos mais harmônicos e naturais com porcelanas dentárias.

31. Se eu confeccionar uma coroa protética em porcelana pura sobre implantes, o resultado final pode ser uma prótese dentária acinzentada?

Sim. O tratamento com coroas protéticas em porcelana pura sobre implantes dentários requer o uso de pinos (pilares) protéticos confeccionados com zircônia, um material estético e resistente idealizado para tratamentos mais sofisticados, e para pacientes mais exigentes.

32. Qual é a indicação para a prótese dentária em zircônia sobre implantes?

O emprego desta técnica resulta em dentes mais estéticos e harmônicos, podendo até mesmo serem utilizados em combinação com laminados cerâmicos como lentes de contato dental e facetas em porcelana.

 

CIRURGIA PLÁSTICA GENGIVAL


33. Ouvi falar que o tratamento com prótese dentária em porcelana sobre implantes necessita de enxerto de osso e gengiva para alcançar resultados satisfatórios. Isso é verdade?

Nem sempre. As extrações dentárias seguidas da instalação cirúrgica imediata de implantes dentários – ou em até 45 dias – geralmente resultam em condições estéticas gengivais que dispensam a técnica de cirurgia plástica gengival para reconstrução dos tecidos que circundam implantes dentários em ósseos integrados.

34. A cirurgia plástica gengival deve ser realizada antes, durante ou depois o procedimento para instalação dos implantes dentários?

O tempo certo para cirúrgicas com enxertos de gengiva e osso dependem de vários fatores que apenas o dentista, em consulta clínica, pode precisar.

 

BRUXISMO


35. Tenho bruxismo. Como isso interfere no tratamento?

O bruxismo pode ser um fator de risco para os tratamentos com implantes dentários – embora não sejam contraindicações absolutas. Medidas como modificações na superfície de coroas protéticas podem ser necessárias para prevenir acontecimentos como fraturas de implantes ou perdas ósseas prematuras.

36. Uso uma placa para bruxismo durante o período de sono. E agora?

A continuidade do uso de placas para bruxismo é essencial para a prevenção dos problemas relacionados com o distúrbio. Placas acrílicas podem ser instaladas mesmo sobre implantes dentários, após a adaptação da região de encaixe em contato com os implantes.

 

PREÇO


37. Qual o preço do tratamento com prótese dentária em porcelana sobre implante?

Não existe uma tabela padrão de preços para prótese dentárias sobre implantes devido à variedade dos custos envolvidos como qualidade do laboratório de prótese dentária envolvido, materiais utilizados durante o tratamento e uma série de custos envolvidos no tratamento.

Prótese dentária para crianças

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Em que situações a prótese dentária infantil está indicada?

Perdas dentárias em regiões anteriores ou posteriores causadas por traumas, cáries dentárias ou problemas congênitos de ausência ou má formação dentária.

2. Qual a diferença entre as próteses dentárias indicadas para crianças das utilizadas em adultos?

As próteses utilizadas em crianças são derivadas das técnicas utilizadas para adultos, como próteses fixas múltiplas e coroas protéticas, em resina ou porcelana. Outras técnicas protéticas derivam de dispositivos exclusivos para uso em crianças, como os mantenedores de espaço.

3. Quais situações contraindicam o tratamento com prótese dentária em crianças?

Crianças pouco cooperativas ao tratamento e dispositivos protéticos que podem interferir no crescimento normal dos maxilares e dentes contraindicam o uso de próteses dentárias em crianças.

4. A partir de qual idade já é possível reabilitar crianças com próteses dentárias?

A literatura científica, rara para tratamentos com próteses dentárias infantis, não é específica para a questão da idade mínima para tratamentos com próteses infantis. Os relatos clínicos existentes apontam para a possibilidade já a partir dos 24 meses de idade para os dispositivos protéticos fixos.

5. Pode haver problemas à fonação, deglutição e mastigação se os dentes perdidos não forem reabilitados?

Não há comprovação científica para que problemas na fonação, deglutição e mastigação em crianças com perdas dentárias precoces sem reposição protética. Os relatos para problemas desse tipo são pouco conclusivos, embora, em algumas situações, pareçam óbvios.

6. Qual o risco de deglutição dos dispositivos protéticos dentários em crianças?

Mínimo. Entretanto, falhas no planejamento do design e indicações equivocadas (idade e perfil psicológico incorreto) podem aumentar esses riscos a ponto do tratamento protético ser proibitivo em crianças.

7. Como as próteses dentárias infantis podem interferir no crescimento normal das arcadas dentárias em crianças?

O bloqueio do livre crescimento dos maxilares pode ser consequência tanto para dispositivos protéticos fixos ou removíveis. E o problema decorre da ancoragem rígida desses dispositivos em dois ou mais pontos (dentes) da arcada, impedindo o crescimento do osso maxilar nas regiões de ancoragem desses dentes.

8. E como fica a deglutição?

Falhas na confecção do dispositivo protético podem contraindicar o tratamento com prótese dentária infantil quando o volume e posição do dispositivo interferem na deglutição. A real interferência destes dispositivos pode ser avaliada imediatamente à instalação da prótese dentária.

9. E com relação à fonação, quais os riscos para problemas futuros associados com próteses dentárias infantis?

Não existem pesquisas científicas sobre a interferência na fonação definitiva das crianças após o tratamento com próteses dentárias infantis. Entretanto, a possibilidade para a ocorrência do problema não pode ser descartada, e o acompanhamento com fonoaudióloga é parte essencial do tratamento.

10. Qual o risco para que esses dispositivos interfiram na posição final dos dentes permanentes?

Não são poucos. Assim como acontece com o crescimento normal dos maxilares, erros no planejamento de próteses dentárias infantis podem interferir, sim, na posição ideal para dentes permanentes.

11. As crianças aceitam bem o tratamento?

Quase sempre. Entretanto, é preciso estar a respeito da dificuldade para aceitação de crianças a dispositivos protéticos móveis. Dispositivos fixos como coroas, próteses múltiplas e mantenedores, entretanto, são bem recebidos pela maioria dos pequenos pacientes.

12. Qual é a importância da reabilitação dos dentes perdidos prematuramente na infância?

De maneira geral, consideram-se as necessidades estéticas para repor dentes perdidos em crianças como necessidades exclusivas dos pais, e não das crianças. As crianças convivem bem com ausências dentárias porque essas situações fazem parte da vida delas. Os riscos para bulling nessas ideias precisam ser reavaliados com relação à realidade social de cada criança.

13. Qual é a importância da fonoaudióloga em crianças com perdas precoces de dentes decíduos?

Tanto crianças portadoras de próteses dentárias quanto aquelas com ausências dentárias não reabilitadas, o acompanhamento periódico com fonoaudióloga é essencial para acompanhar o desenvolvimento da fala e estruturas envolvidas na função.

14. Tenho medo que meu filho sofra com o bulling na escolinha se eu não reabilitá-lo quanto aos dentes perdidos ou destruídos por cárie dentária ou trauma. Isso realmente pode acontecer?

Pouco provável. Essa é uma teoria cada vez mais difundida e que precisa ser reavaliada já que, em crianças, as ausências dentárias são bem aceitas por se tratar de uma fase normal na vida delas.

15. Mantenedor de espaços e próteses dentárias são a mesma coisa?

Não. Mantenedores de espaços são dispositivos utilizados apenas para manter o espaço ocupado por dentes decíduos perdidos prematuramente. Entretanto, as técnicas de fixação destes dispositivos podem ser utilizadas a confecção de dentes protéticos em pacientes infantis.

16. Crianças especiais também podem se submeter ao tratamento?

Sim. A dificuldade para adaptação a dispositivos móveis, entretanto, pode ser maior para estes pacientes.

17. Os dispositivos protéticos infantis podem interferir na erupção dos dentes permanentes?

Sim. O planejamento inadequado de próteses dentárias para crianças pode interferir na erupção de dentes permanentes.

18. Qual o risco para cáries dentárias em crianças portadoras de próteses dentárias?

Elevado. Portadores de dispositivos protéticos intraorais infantis necessitam de consultas bimestrais ao dentista para reavaliar o crescimento ósseo natural das arcadas e capacidade de higienização dos dentes e gengivas.

19. Próteses dentárias para crianças podem atrapalhar a escovação dos dentes?

Sim. Crianças portadoras de dispositivos protéticos infantis necessitam de consultas frequentes ao dentista para avaliar a qualidade da higienização dos dentes para evitar cáries dentárias e doenças gengivais.

20. Como ficam as gengivas das crianças em contato com próteses dentárias?

Crianças portadoras de dispositivos protéticos dentários podem desenvolver doenças gengivais devido à ausência ou dificuldade para removera placa bacteriana em contato com gengivas. Assim, a ausência de contato destes dispositivos com gengivas essenciais para facilitar a higienização e prevenir o aparecimento de cáries e doenças nas gengivas (gengivite e periodontite).

21. Crianças não reabilitadas após múltiplas perdas dentárias necessitam de recomendações especiais?

O acompanhamento periódico desses pacientes com dentistas e fonoaudiólogos é recomendável para acompanhar a mastigação, deglutição e fonação em pacientes infantis com ausências prematuras de dentes decíduos.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


22. Quantas consultas são necessárias para o tratamento?

Depende do tipo de procedimento. Muitas vezes as crianças possuem necessidades para readequação bucal para problemas como cáries dentárias, que podem acrescentar algumas consultas às habituais para a confecção de dispositivos protéticos infantis. Mas, de maneira geral, o tratamento dura entre 7 a 14 dias, e pode necessitar de 2 a 4 consultas.

23. Quais exames são necessários para antes de iniciar o tratamento?

Exame clínico e radiográfico simples são suficientes para dar início imediato ao tratamento.

24. O tratamento dói?

A infiltração de anestésicos, e que pode estar associada a dores moderadas, pode ser necessária no tratamento com dispositivos protéticos infantis.

25. Como é o tratamento com prótese dentária para crianças, passo a passo?

O passo-a-passo do tratamento com prótese dentária infantil não segue padrões específicos e dependem de várias condições locais e de condicionamento psicológico para serem executadas.

26. Como é a adaptação das crianças a dispositivos protéticos?

Para dispositivos protéticos fixos, a adaptação ocorre sem maiores transtornos. Já dispositivos móveis dependem do comportamento emocional da cada criança.

27. Qual é o momento correto para a remoção da prótese dentária, em crianças?

Nas etapas próximas à erupção de dentes permanentes ou exfoliação (perda) dos dentes que suportam os dispositivos fixos ou móveis, a reavaliação mensal para a retirada dos dispositivos protéticos infantis é essencial para estabelecer o momento ideal para a remoção destes aparatos.

28. Qual o risco para o aparecimento de dentes sensíveis em crianças após o tratamento?

O aparecimento de sensibilidade dental em crianças pode passar despercebido para muitos profissionais. Entretanto, o risco para este tipo de problema em crianças é até maior do que em adultos, dado o maior volume da polpa dentária em dentes decíduos. Além disso, o diagnóstico para dentes sensíveis em crianças pode ser difícil de ser estabelecido. Por isso, todo cuidado é pouco na prevenção da sensibilidade dental no tratamento com próteses dentárias em crianças.

 

DURABILIDADE E ESTÉTICA


29. Qual é a durabilidade das próteses dentárias para crianças?

A maioria dos dispositivos é durável o suficiente até o momento de troca dos dentes decíduos por dentes permanentes (início aos 6 anos de idade).

30. Quais são os materiais utilizados nesses dispositivos? Dá para fazer os dentes em porcelana?

O policarbonato, cerâmica (porcelana) e resinas acrílicas são os materiais utilizados nos dispositivos infantis. Apesar da possibilidade para a construção de prótese dentária infantil com dentes em porcelana, o mais comum é o emprego de dentes em acrílico dado o menor estresse de carga sobre os dentes decíduos de apoio – mais fracos do que os dentes permanentes em adultos.

31. Os resultados estéticos são satisfatórios?

Sim. Entretanto, dadas as limitações impostas pelo crescimento ósseo, ausência de desgastes dentários e maior apreensão para minimizar os riscos para deslocamentos, estes dispositivos apresentam estética inferior comparada aos tratamentos com próteses dentárias realizados em adultos.

32. Pode acontecer de ficar aparecendo alguma estrutura em metal para o suporte e retenção da prótese?

Sim. Entretanto, quando isto acontece, os danos estéticos ao sorriso são mínimos – principalmente frente ao ganho estético que decorre da recomposição dos dentes perdidos.

 

PRÓTESE DENTÁRIA FIXA


33. Quando está indicado o uso de prótese dentária fixa para crianças?

O uso de próteses dentárias fixas traz desafios na reabilitação de dentes perdidos em crianças. Isso porque, dada a apreensão fixa entre dois ou mais dentes, corre-se o risco de impedir o crescimento saudável dos ossos maxilares e alterar a posição ideal dos dentes. Assim, dispositivos protéticos dentários fixos em crianças devem estar restritos às técnicas com coroa (jaqueta) protética em porcelana – recuperação unitária de dente destruído por trauma ou cárie dentária.

34. Qual é o tipo de material utilizado na prótese dentária infantil fixa?

Todas as técnicas e materiais disponíveis para a reconstrução de dentes cariados ou fraturados para adultos podem ser tentadas. Assim, coroas dentárias em porcelana pura, com zircônia ou metalocerâmica são alternativas para recuperar dentes em crianças.

 

PRÓTESE DENTÁRIA REMOVÍVEL (PONTE MÓVEL)


35. Qual o risco de a criança engolir este tipo de dispositivo dentário protético?

Embora baixos, pontes móveis infantis trazem riscos para deglutição quando a indicação (abaixo dos 5 anos) e planejamento (design incorreto, baixa retenção e tamanho diminuto) da prótese dentária fazem-se de forma equivocada.

 

PRÓTESE DENTÁRIA ADESIVA


36. Como é a prótese dentária adesiva para crianças?

É um dispositivo protético para repor até dois dentes perdidos que utiliza aletas coladas em dentes vizinhos às perdas dentárias. Ao contrário do uso destes dispositivos em dentes, em crianças são inúmeras as situações que indicam a técnica dada a ótima qualidade estética e de mastigação.

37. A prótese dentária adesiva limita o crescimento natural dos ossos maxilares?

Pode acontecer. Embora os riscos para a limitação do crescimento ósseo seja menor comparado às técnicas fixas tradicionais, dispositivos protéticos adesivos também podem limitar o crescimento ósseo normal – fato que exige o planejamento adequado do tratamento.

 

TRATAMENTO DE CANAL


38. É possível tratar o canal em dentes de crianças para suportar próteses dentárias?

Sim, exatamente como acontece com pacientes adultos. Mas é preciso, entretanto, entender que o tratamento endodôntico (de canal) em crianças difere em muitos aspectos da técnica em adultos, e que podem até mesmo inviabilizar o uso de dispositivos protéticos nesses pacientes.

 

PREÇO DA PRÓTESE DENTÁRIA PARA CRIANÇAS


39. Qual o preço da prótese dentária infantil para repor dentes anteriores perdidos?

Não é possível estabelecer uma média de preços para dispositivos protéticos infantis. Entretanto, os valores costumam ser próximos, ou até mesmo superiores, a tratamentos semelhantes em adultos.

Prótese dentária provisória

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é a prótese dentária provisória?

A prótese dentária provisória, ou simplesmente provisório, é um dispositivo temporário que reconstitui, provisoriamente, a estética e função em dentes sob tratamento com próteses dentárias fixas ou removíveis.

2. Qual são as indicações para este tipo de dispositivo protético?

Mastigação e reabilitação estética provisória do sorriso, remodelamento da arquitetura gengival e teste de design são as 3 principais indicações para uso de provisórios, tanto no uso fixo como removível.

3. Quais são os tipos de próteses dentárias provisórias?

As próteses dentárias provisórias são dividas em fixas e removíveis. Enquanto a primeira técnica é composta por provisórios tipo coroa (um único dente) ou em pôntico (dois ou mais provisórios unidos), a técnica flexível segue um mesmo padrão para todos os tipos de tratamentos.

4. Quais são os materiais utilizados na confecção de provisórios?

Resinas acrílicas, com variações na composição química conforme a indicação para uso.

5. Pode acontecer de acumular restos de alimentos nestes dispositivos?

Sim. Entretanto, o problema é raro e pode ser resolvido com procedimentos acrílicos para reembasamento ou correção do desenho do provisório.

6. A prótese provisória pode provocar o mau hálito?

Dificilmente. A relação entre halitose e provisórios está associada a problemas na confecção dos dispositivos, e podem ser resolvidas sem maiores dificuldades.

7. Qual o risco de infiltração de cárie dentária sob este tipo de dispositivo protético?

Elevado. O curto tempo de utilização de provisórios traz riscos mínimos para infiltrações por cárie dentária. Entretanto, o uso contínuo de próteses provisórias por períodos acima de 60 dias aumenta consideravelmente as chances de lesões cariosas sob dispositivos protéticos temporários.

8. A prótese dentária provisória fixa pode cair durante a mastigação?

Sim. O risco para o descolamento completo de provisórios é elevado e requer cuidados especiais com relação à dieta para evitar problemas frequentes de movimentação e soltura do dispositivo.

9. Minhas gengivas em contato com a prótese dentária provisória estão sangrando. Isso é grave?

Depende. A adaptação irregular dos provisórios aos dentes e a maior espessura das bordas em contato com gengivas dificultam a remoção da placa bacteriana, causa para sangramentos gengivais (provocado ou espontâneo). O problema deve-se à gengivite, uma infecção que necessita ser tratamento antes de continuar o tratamento com prótese dentária fixa ou removível.

10. Meu dente ficou sensível após a colocação da prótese provisória. Isto ficará sempre assim?

Não. Um dos problemas com o uso de acrílicos em próteses provisórias é o baixo isolamento térmico do dispositivo – mas fique tranquilo: próteses dentárias definitivas protegem os dentes da sensibilidade aumentada ao frio, quente ou alimentos doces e ácidos.

11. O tratamento com laminados cerâmicos (lente de contato dental e facetas) também necessitam de provisórios?

Sim.

12. Minha prótese provisória caiu. Posso colá-la novamente com adesivos caseiros?

Não. Reposicione-a, se possível, no seu local de origem. As tentativas caseiras para cimentação de próteses provisórias soltas são, na maioria das vezes, desastrosas e com risco de danos permanentes às gengivas e substratos dentários.

13. Qual o risco para que o dispositivo protético solte-se e seja acidentalmente ingerido?

Pequeno, porém real.

14. Minha prótese provisória caiu porém não está incomodando e nem está em área estética. Posso deixar assim até a próxima consulta?

Sim, desde que o período de espera até a próxima consulta não seja superior a 2 ou 3 dias. Se estiver longe de seu dentista por período prolongado, procure por profissionais próximos ao local em que você se encontra para re-cimentar o dispositivo temporário solto.

15. Poderei utilizar a minha placa bruxismo durante a fase com provisórios?

Sim. Entretanto, é preciso saber que, dependendo da extensão do tratamento, o encaixe da placa com dentes e provisórios pode não mais ser possível e exigir o desuso da placa miorrelaxante até a fase final do tratamento com prótese dentária fixa.

16. Vou viajar por alguns dias. O que fazer para eliminar os riscos de descolamentos dos provisórios?

Solicite ao seu dentista o uso de cimentos provisórios de caráter definitivo para evitar problemas – mas fique atento ao fato de que, uma vez utilizados estes cimentos, os dispositivos colados com estes materiais serão inutilizados durante a remoção na próxima consulta.

 

ESTÉTICA


17. Próteses provisórias são bonitas?

Quase sempre. Existem diversas técnicas e materiais para conferir naturalidade e harmonia aos dentes, seja na técnica provisória quanto fixa. Entretanto, indivíduos mais exigentes com a estética do sorriso podem notar diferenças entre próteses definitivas e dispositivos protéticos temporários – motivo para frustrações durante o tratamento.

18. Dá para confeccionar os provisórios com a mesma e forma e cor dos meus próprios dentes?

Sim. Provisórios construídos na técnica com gabaritos produzem próteses provisórias com cor e forma muito próximas aos dentes no período anterior ao início do tratamento.

19. Estou achando o provisório muito espesso junto às gengivas. A prótese dentária definitiva também ficará assim?

Não. Um problema comum à prótese provisória é que as bordas em contato com gengivas precisam ser espessas para conferir resistência e durabilidade. Mas não se preocupe: as bordas das próteses dentárias fixas em porcelana são finas e delicadas e não causam transtornos aos tecidos orais em contato com ela.

20. Minha prótese dentária provisória amarelou passados alguns dias. Dá para clareá-la?

Sim. Solicite ao seu dentista a remoção de pigmentos escuros e amarelados acumulados na superfície do dispositivo.

21. É possível clarear os dentes enquanto ainda estou com as próteses provisórias?

Sim. O clareamento dental caseiro ou realizado pelo dentista pode ser realizado sem maiores complicações.

22. Achei que a prótese dentária provisória não está combinando com o meu sorriso. Dá para melhorar o visual dela?

Sim. Solicite ao seu dentista o uso de resinas compostas semelhantes às utilizadas em restaurações dentárias para resultados estéticos mais elevados.

23. A prótese dentária provisória fixa pode ser utilizada para simular os resultados estéticos finais do meu tratamento?

Sim. A técnica com simulação com provisórios, ou mockup, é uma forma muito utilizada para o pacientes visual os resultados finais do seu tratamento.

 

DURABILIDADE


24. Qual é a durabilidade da prótese provisória?

O tempo máximo de utilização de provisórios, independente do material e extensão do dispositivo, é de 60 dias. Após esse período, a confecção de nova prótese provisória é necessária para eliminar o risco para infiltrações por cáries dentárias.

25. A prótese provisória é resistente?

Não tanto quanto a prótese dentária definitiva, fato que exigem, do paciente, cuidados especiais durante a mastigação de alimentos duros e pegajosos.

 

FIXA


26. Quais são os cuidados a serem tomados com os dispositivos protéticos temporários?

(1) evite a mastigação de alimentos duros e resistentes como amendoins, pipoca e rapaduras;
(2) o consumo exagerado de tabaco e mates amarelaa resina utilizada nestes dispositivos- elimine estes alimentos da sua dieta;
(3) dobre a frequência de escovação dos seus dentes; 
(4) utilize agentes deplacantes, como o gluconato de clorexidina a 0,12%, para reduzir o aparecimento de sangramento gengival e inflamações (gengivite);
(5) evite o consumo de alimentos de alimentos excessivamente quentes ou gelados.

 

REMOVÍVEL


27. Estou substituindo minha prótese removível pelo tratamento com prótese dentária fixa em porcelana. Poderei utilizar minha prótese removível atual?

Sim.

28. A prótese dentária provisória removível é confeccionada também utiliza metal na sua estrutura?

Não.

29. É verdade que a prótese dentária flexível também pode ser utilizada com dispositivo temporário?

Sim.

 

MASTIGAÇÃO


30. Poderei mastigar tudo durante o período com dispositivos protéticos temporários?

Nem tudo. O período com provisórios exige atenção com a mastigação com alimentos duros e pegajosos enquanto durar o tratamento.

 

PRÓTESE DENTÁRIA PROVISÓRIA PARA IMPLANTES


31. O tratamento com prótese dentária em porcelana sobre implantes dentários também necessita de dispositivos protéticos temporários?

Sim.

 

HIGIENIZAÇÃO


32. Não consigo passar o fio dental entre a prótese dentária provisória e os dentes adjacentes. E agora?

Na próxima consulta, comunique o problema ao dentista para que os procedimentos corretivos facilitem o acesso com o fio dental nas áreas mais retentivas e difíceis para a remoção adequada de restos de alimentos e placa bacteriana.

 

PREÇO


33. Qual o preço da prótese dentária provisória fixa?

Não dá para padronizar os preços de próteses provisórias em tratamentos odontológicos devido à grande variação de custos e procedimentos envolvidos na técnica. Solicite ao seu dentista um orçamento.

34. Qual o preço da prótese dentária provisória removível?

Exatamente como acontece na técnica fixa, não é possível estabelecer um padrão de preços para dispositivos provisórios do tipo removível. Solicite ao seu dentista um orçamento personalizado.

Pinos odontológicos

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é pino odontológico?

É um dispositivo protético rígido, fixado internamente aos canais dentários existentes nas raízes, para suporte e reforço estrutural de coroas dentárias fraturadas ou extensamente cariadas.

2. Quais são as indicações de uso deste tipo de dispositivo protético de reforço?

Fraturas na coroa dentária em dentes anteriores e posteriores, aumento de suporte e resistência para restaurações dentárias em resina ou porcelana ou reforço estrutural para raízes e coroas dentárias.

3. E quais são as situações que contraindicam o uso de pinos odontológicos?

Fraturas e destruições na coroa dentária superiores a 70% da estrutural dental são contraindicadas para uso destes dispositivos protéticos, devendo-se optar, para estas situações, por núcleos fundidos modelados.

4. Pino odontológico e núcleo fundido modelado são a mesma coisa?

Não. Enquanto pinos são pré-fabricados em comprimentos, diâmetros e formatos pré-estabelecidos, o núcleo fundido modelado é construído em laboratório protético a partir de moldagens da coroa e raízes dentárias fraturadas ou destruídas.

5. Quais são os materiais utilizados na fabricação de pinos odontológicos?

Existem 4 tipos de materiais utilizados na fabricação de dispositivos de suporte pré-fabricados: fibra de vidro, carbono, ligas metálicas e zircônia.

6. Quais são as indicações para uso dos pinos odontológicos, de acordo com o material utilizado?

De forma geral, pinos construídos com materiais estéticos como a zircônia e fibra de vidro, são indicados para suporte de dentes submetidos a tratamentos com próteses dentárias com porcelana pura ou restaurações em resina; pinos em fibra de carbono e metal, mais resistentes que a versão em vidro, são indicados para dentes em tratamento com próteses dentárias não transparentes, como as coroa em porcelana sobre zircônia ou metal.

7. Existe algum risco para perfuração das raízes dentárias durante a instalação dos pinos?

Sim, este é um risco que acompanha o uso de dispositivos rígidos instalados internamente às raízes dentárias.

8. O que acontece se eu instalar uma coroa de porcelana pura sobre pino metálico ou em fibra de carbono?

Muito provavelmente o resultado final para o tratamento com porcelana pura é o acinzentamento do trabalho final.

9. É preciso que o canal dentário esteja tratado antes de instalar o pino?

Sim.

10. Meu dente já está com o canal tratado. Preciso refazer o tratamento?

Depende. Se, ao exame radiográfico, as condições do osso de suporte em contato com as raízes e o material de fechamento das raízes estiverem em bom estado, não será preciso retratar o canal.

11. Qual é a diferença entre tratamento e retratamento de canal?

O retratamento de canal é o procedimento de correção para falhas em tratamento de canal (endodôntico) anteriores.

12. E se, depois de muitos anos, o tratamento de canal falhar, existe alguma maneira para retratar este canal problemático após a instalação da prótese dentária?

Se o pino utilizado for construído em fibra de vidro ou carbono, é possível removê-lo para que o dentista tenha acesso livre para o retratamento de canal. Já para pinos em zircônia ou metálicos, a remoção destes dispositivos pode não ser possível devido aos riscos de fratura às estruturas dentárias.

13. Um dente molar tem mais de uma raiz dentária. É preciso instalar um pino odontológico para cada raiz dentária?

Depende do anatomia das raízes e canais radiculares. O ideal é instalar tantos pinos quanto possíveis.

14. Posso comer qualquer coisa com dentes reforçados com pinos odontológicos?

Sim, sem restrições.

15. O tratamento com pino metálico dói?

Não, já que o tratamento de canal prévio à instalação do dispositivo remove os nervos responsáveis pelas sensações dolorosas nos dentes em tratamento com a técnica em questão.

16. Qual é a durabilidade média para este tipo de procedimento?

O tratamento de dispositivos rígidos para reforço e suporte de dentes não possuem tempo mínimo de vida, não necessitando de substituição ao longo da vida.

17. Pinos odontológicos podem ser utilizados em próteses dentárias fixas sobre implantes ósseos integrados?

Não, o dispositivo é exclusivo para reforço de dentes naturais.

18. Raízes dentárias fraturadas podem ser reforçadas com este tipo de dispositivo de reforço?

Não. O objetivo do tratamento com dispositivo rígidos é o reforço e suporte para coroas dentárias, e não raízes.

19. Qual é o preço do tratamento com pino odontológico?

Não existe um preço médio para tratamentos com dispositivos rígidos de suporte, devido à variação dos procedimentos com relação ao suporte ou reforço.

20. Os pinos odontológicos trazem riscos de fraturas às raízes dentárias?

Há relatos científicos associados a riscos elevados para fraturas em raízes dentárias associadas a dispositivos em zircônia e metal. Já os resultados para dispositivos em fibra de vidro são contraditórios, enquanto a casuística para fraturas radiculares associada aos dispositivos em fibra de carbono é zero (risco mínimo).

21. Quanto tempo dura a consulta para instalação dos pinos?

Em média, de 30 a 2 horas de consulta.

22. É preciso utilizar pinos importados para resultados mais efetivos?

Não, já que existem excelentes dispositivos fabricados nacionalmente.

Implantes dentários

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o implante dentário ósseo integrado?

Implante dentário ósseo integrado, ou simplesmente implante dentário, é um dispositivo odontológico em titânio desenvolvido para ser inserido nos ossos maxilares para servir como apoio rígido para próteses dentárias, no tratamento de um ou mais dentes perdidos (extraídos).

2. O que significa “ósseo integrado”?

O mecanismo pelo qual o implante dentário adere-se rigidamente ao osso maxilar é denominado osseointegração, um processo de adesão biomecânica (integração) entre a superfície de titânio e o osso. O tempo de adesão depende de vários como, por exemplo, o tipo de implante dentário utilizado e a qualidade óssea no local de instalação do dispositivo.

3. Qual é a diferença entre implante dentário e prótese dentária?

A confusão entre implantes dentários e próteses dentárias é comum. Implante dentário é a peça em titânio fixada internamente aos ossos maxilares. Já a prótese dentária é a parte visível do tratamento - prótese dentária fixada no implante dentário.

4. Quais são as indicações para o tratamento?

Perdas dentárias unitárias ou múltiplas, ausências congênitas de dentes ou suporte para tratamentos com aparelhos ortodônticos.

5. Em quais situações o tratamento com implantes dentários está contraindicado?

São várias, sendo as principais a reabsorção óssea severa (pouco osso disponível), baixa qualidade óssea, osteopenias (doenças ósseas), bruxismo severo, diabete descontrolada e incapacidade para um protocolo de abstinência para fumantes acima de 12 cigarros ao dia.

6. O tratamento dói?

O desconforto pós operatório (dores leves) pode estar associado ao tratamento. Entretanto, o problema decorre mais do uso inadequado de analgésicos do que deficiências inerentes ao procedimento.

7. Já sairei com a prótese dentária pronta no dia da cirurgia para instalação dos implantes dentários?

Na maioria das vezes, não. A instalação de próteses dentárias sobre implantes dentários no mesmo dia da instalação cirúrgica dos dispositivos, técnica conhecida como carga imediata, exige condições ósseas locais muito específicas que em poucas situações atendem às necessidades técnicas de execução deste tipo de tratamento.

8. Isso significa que ficarei sem dentes durante a fase de osseointegração (cicatrização) dos implantes dentários?

Não. Existem diversos tipos de próteses dentárias com excelente estética para este período. O que pode não ser tecnicamente é já fixar esses dispositivos provisórios diretamente nos implantes dentários recém instalados cirurgicamente.

9. Doenças como gengivites e periodontites também podem aparecer ao redor de implantes dentários?

Sim, exatamente como acontece com os dentes naturais. Só que, neste caso, o nome da doença é diferente: chama-se peri-implantite, um problema que acomete o osso que suporta dispositivos de titânio ósseos integrados.

10. É verdade que pode haver rejeição óssea ao implante dentário?

Não. Como o dispositivo ósseo integrado é composto por material inerte (interação unilateral com o organismo), o fenômeno de rejeição a organismos estranhos não acontece neste tipo de tratamento. Quando o processo de integração óssea não ocorre, dá-se ao fenômeno o termo falha de osseointegração.

11. Qual é o índice de falhas dos implantes dentários?

Na média, o índice de falhas na osseointegração é de 8% para o maxilar superior e 6% para o maxilar inferior. Entretanto, após a remoção dos dispositivos não integrados ao osso e uma espera que vai de 3 a 6 meses, uma nova tentativa para inserção cirúrgica do dispositivo em titânio pode ser realizada.

12. Ouvi falar que implantes dentários importados são melhores comparados aos nacionais. Isso é verdade?

Nem sempre. A qualidade dos dispositivos rígidos de integração óssea manufaturados no país já são tão eficientes e seguros quanto a maioria dos dispositivos importados.

13. Qual é a durabilidade de um implante dentário?

Não existem pesquisas científicas conclusivas sobre a durabilidade desta modalidade de tratamento odontológico, dada a enorme gama de variáveis que interferem em estudos desse tipo.

14. É verdade que já é possível instalar cirurgicamente os implantes dentários sem “dar pontos” (sutura)?

Sim. Existem técnicas que permitem o corte da gengiva já no diâmetro exato do dispositivo ósseo integrado, dispensando a sutura das gengivas e melhorando o pós-operatório cirúrgico.

15. Implante dentário é tudo igual?

Implantes dentários não são todos iguais. Mesmo para um mesmo fabricante, pode haver mudanças nas configurações de diâmetro, comprimento, tipo de encaixe com a prótese dentária, composição química e estrutural da superfície de titânio e roscas de inserção.

16. Vi na televisão que é possível instalar implantes dentários sem corte. Isso é verdade?

Isso é falso. Não é possível instalar dispositivos ósseos integrados internamente aos ossos maxilares sem cortes nas gengivas.

 

EXAMES INICIAIS


17. Quais são os exames necessários para iniciar o tratamento?

Exames anamnésicos e clínicos para verificar a saúde local, exames tomográficos e sanguíneos (hematócrito completo) são essenciais para tratamentos com implantes dentários ósseos integrados.

18. Dá para fazer o tratamento com radiografia convencional ao invés do exame tomográfico, que é mais caro?

Até dá. Entretanto, os riscos que decorrem das limitações técnicas da radiografia convencional aumentam as chances de falha de integração óssea e complicações durante e após a cirurgia de instalação do dispositivo.

 

TEMPO DE TRATAMENTO


19. Por que pode ser preciso esperar alguns meses após a cirurgia de instalação do implante dentário para iniciar o tratamento com prótese dentária?

Esta espera deve-se ao período de integração óssea da superfície dos implantes dentários ao osso, um processo que depende do tipo de dispositivo utilizado e das condições ósseas locais.

20. Qual o tempo médio de espera durante o período de osseointegração dos implantes dentários?

Entre 21 dias (para implantes dentários com tecnologias mais avançadas) a até 6 meses (indivíduos com condições ósseas desfavoráveis).

21. Quanto tempo dura todo o tratamento com para repor um único dente perdido?

O tempo de tratamento para dispositivos de osseointegração ativa vai de 21 a 45 dias. Já para o tratamento com implantes dentários convencionais o tempo de tratamento vai de 90 dias a até mesmo 180 dias – dependendo das condições ósseas locais.

22. O uso de enxertos ósseos e de gengiva aumenta o tempo de tratamento?

Dependendo do tipo de técnica cirúrgica, sim.

 

O TRATAMENTO, PASSO A PASSO.


23. Qual é o passo-a-passo do tratamento com implantes dentários?

1. Exames clínicos e anamnésicos iniciais;
2. Avaliação para exames tomográficos solicitados na primeira consulta, planejamento do tratamento e prescrição de cuidados pré-operatórios e, se necessário, medicações;
3. Cirurgia para instalação do dispositivo ósseointegrado;
4. Remoção de sutura;
5. Instalação de cicatrizadores;
6. Início para o tratamento com próteses dentárias.

24. Quais medicações são utilizadas no tratamento?

Antibióticos e analgésicos são utilizados na maioria das cirurgias de instalação de dispositivos ósseos integrados, enquanto anti-inflamatórios são medicações de uso casual.

25. Como o uso de enxertos ósseos altera o passo-a-passo do tratamento?

Algumas técnicas de enxertia óssea podem aumentar o tempo de tratamento com implantes dentários em até 6 meses adicionais aos envolvidos nos procedimentos tradicionais.

 

CIRURGIA E ENXERTOS


26. Como é a cirurgia para instalação dos implantes dentários?

É executada em consulta única e o paciente pode retornar para casa logo após o procedimento.

27. A cirurgia dói?

Não deveria. Existem técnicas e anestésicos para realizar todo o procedimento sem dores ou desconfortos ao paciente durante e após o tratamento.

28. O que é a cirurgia para levantamento do seio maxilar?

É uma cirúrgica para aumentar a quantidade de osso disponível nas regiões de pré-molares e molares superiores. Nesta técnica, enxertos ósseos são colocados no assoalho dos seios maxilares.

29. Por que, às vezes, é preciso o uso de enxertos ósseos?

Nem sempre a área em que serão inseridos os implantes dentários possui osso disponível em altura e largura suficientes para a inserção do dispositivo em titânio. Nestes casos, a readequação óssea com enxertos pode ser necessária para viabilizar o tratamento e melhorar os resultados estéticos e de durabilidade e facilitar a higienização das próteses dentárias.

30. O que é o osso liofilizado?

É um tipo de osso utilizado para enxertos em tratamentos odontológicos obtidos a partir de matriz óssea bovina, após a remoção das partes contaminantes ao organismo receptor.

31. Ouvi falar que dá para sair com a prótese dentária já instalada no mesmo dia da cirurgia de instalação do dispositivo ósseo integrado. Isso é verdade?

Em algumas situações, é possível a confecção de próteses dentárias provisórias sobre os dispositivos em ósseos integrados recém instalados. Entretanto, a confecção da prótese dentária definitiva deve aguardar o período de osseointegração normal do tratamento.

32. Após a falha na osseointegração de um implante dentário, aumentam as chances para que novas falhas ocorram?

Não. Se o tratamento está ocorrendo dentro dos protocolos de saúde e planejamento recomendados, suas chances para falhas continuam as mesmas anteriores à instalação do primeiro dispositivo.

33. E o que devo fazer se houver falha na osseointegração do meu tratamento?

Após a remoção do implante dentário que falhou, aguarda-se entre 90 a 120 dias, e então uma nova cirurgia instalava um novo dispositivo de titânio no mesmo local da falha.

 

PÓS-OPERATÓRIO


34. Meu rosto ficará inchado após a cirurgia?

Eventualmente, o edema pode aparecer passadas as primeiras 12 horas do tratamento, e perdurando, em média, por até 72 horas.

35. Ficarei sem dentes enquanto espero a ósseo integração dos implantes?

Dificilmente, já que existem diversos técnicas para a confecção de próteses dentárias para regiões com a ausência de um ou mais dentes.

36. Precisarei ficar em repouso depois da cirurgia para instalação dos implantes?

Dependendo da complexidade cirúrgica, podem ser necessários até 3 dias em repouso absoluto pós cirúrgico. Entretanto, para a maioria dos casos, repousos de 12 a 24 horas já são suficientes até os pacientes retomem a todas as suas atividades esportivas e profissionais normais.

37. Como ficam as gengivas em contato com o implante após o tratamento?

Nem sempre as gengivas ao redor de próteses dentárias ancoradas sobre dispositivos em ósseos integrados reconstituem a arquitetura desejada. E, em muito desses casos, pode ser necessária a enxertia gengival corretiva, reconstituindo, assim, a estética e função destes tecidos.

 

PRÓTESE DENTÁRIA FIXA SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS.


38. O que é a prótese dentária fixa em porcelana sobre implantes dentários?

É a parte visível (coroa dentária) fixada ao implante dentária. Com função estética e mastigatória, é semelhante à prótese dentária fixa utilizada no tratamento com dentes naturais, nas técnicas com coroa, jaqueta e pôntico dentário.

39. Quais são os materiais utilizados neste tipo de prótese dentária fixa?

Os mais comuns são as próteses dentárias metalocerâmicas (porcelana sobre metal), em porcelana pura ou com zircônia.

40. Como a prótese dentária é presa aos implantes dentários?

As próteses dentárias fixas podem ser parafusadas ou cimentadas sobre os dispositivos em titânio. Na primeira, a prótese é parafusada ao dispositivo e pode ser removida a qualquer tempo, pelo dentista. Na segunda, a prótese dentária é cimentada sobre o dispositivo, e não pode mais ser removida.

41. O que é carga imediata?

Carga imediata é a técnica que se dá aos tratamentos implantodônticos com instalação de prótese dentária provisória imediatamente à instalação do implante dentário

 

DENTADURA FIXA SOBRE IMPLANTES.


42. O que é o tratamento tipo protocolo (dentadura fixa)?

É o tratamento com próteses dentárias sobre implantes dentários realizado em pacientes totalmente desdentados (ausência de todos os dentes).

43. Qual o material utilizado na confecção da dentadura fixa?

Uma ampla gama de materiais, com durabilidade e estética variadas, está disponível. Acrílico, metalocerâmica e porcelana com zircônia são as mais comuns.

 

HIGIENIZAÇÃO


44. Como é realizada a higiene oral em arcadas com implantes dentários presentes?

A higiene oral em pacientes com dispositivo ósseos integrados pode requerer técnicas e equipamentos especiais para a remoção adequada de placa bacteriana e restos alimentares.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


45. Qual o preço do implante dentário?

Não é possível estabelecer um preço médio do tratamento dado a variação dos custos e materiais utilizados no tratamento.

46. Como o uso de enxertos aumenta o custo deste tipo de tratamento?

Enxertos ósseos, independente da técnica, aumenta o preço do tratamento com implantes dentários e próteses dentárias.

47. O tratamento com implante dentário importado é muito mais caro do que o realizado com a técnica convencional?

Sim.

Substituição de ponte móvel por implantes

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. O que é o tratamento para trocar ou substituir ponte móvel por prótese dentária sobre implantes?

É um tratamento que substitui próteses dentárias tipo ponte móvel (prótese parcial removível) por dispositivos protéticos fixados rigidamente sobre implantes dentários.

2. Qualquer pessoa pode ser submetida ao tratamento?

Nem todas. Algumas condições de saúde óssea, gengival e no estado geral de saúde dos pacientes são necessárias para que o tratamento dê certo. Doenças como diabetes mellitus, indivíduos em tratamento radioterápico e quimioterápico, saúde geral frágil e osso em quantidade mínima não passível de enxertos podem contraindicar o tratamento para trocar a prótese parcial removível (PPR) por implantes dentários.

3. O tratamento dói?

Dores em tratamentos com próteses e implantes dentários podem ser controlados com analgésicos injetados ou ingeridos.

4. Essas limitações de saúde podem ser revertidas?

A maioria delas, sim. Como exemplos temos o controle da diabetes, tratamento das infecções gengivais (gengivite e periodontite) e o restabelecimento do estado geral de saúde do paciente.

5. Sou diabético. Posso realizar o tratamento?

Indivíduos com a diabete controlada não são contraindicados para a substituição da prótese parcial removível por dispositivos rígidos sobre implantes.

6. Sou fumante. Posso realizar o tratamento?

O uso de tabaco em grandes quantidades (acima de 12 cigarros por dia) trazem desafios de cicatrização e osseointegração dos implantes dentários. Entretanto, protocolos de abstinência pré e pós-operatórios têm sido descritos como favoráveis ao sucesso do tratamento, e podem ser estabelecidos sem muita dificuldades na maioria dos indivíduos que necessitam trocar pontes móveis por dispositivos rígidos.

 

INDICAÇÕES E VANTAGENS


7. Quais são as vantagens deste tratamento?

São várias, e estão relacionadas com a melhora estética e funcional de indivíduos com pontes móveis, como excelente conforto, melhor efetividade para cortar e triturar elementos, segurança para falar e mastigar sem receios para deslocamentos e melhora da estética do sorriso.

8. Qual é a vantagem do uso de porcelanas em próteses dentárias fixadas sobre implantes dentários?

A substituição de ponte móvel por prótese fixa em porcelana sobre implantes traz resultados estéticos bastante próximos a dentes naturais, resultando em sorrisos mais harmônicos e naturais. A melhora na qualidade da mastigação é outra vantagem do uso de porcelanas neste tipo de dispositivo protético, assim como o aumento na durabilidade (ausência de desgastes nos dentes).

 

DESVANTAGENS E PROBLEMAS


9. Quais são as desvantagens da prótese dentária fixa sobre implantes frente à ponte removível?

O custo mais elevado do tratamento e necessidade de técnicas e materiais especiais para a higienização do dispositivo fixo aos dentes.

 

TEMPO DE TRATAMENTO


10. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo de tratamento para trocara prótese dentária tipo ponte móvel por implantes depende de diversos fatores como procedimentos adicionais para enxertos de osso,tempo de cicatrização (osseointegração) dos implantes dentários e a técnica cirúrgica utilizada. Assim, considere como tempo mínimo (médio) algo como 3 a 4 meses - para casos mais simples-, e 4 a 8 meses para situações mais complexas.

 

PASSO-A-PASSO


11. Como é o tratamento, passo a passo, para trocar a prótese tipo ponte móvel por implantes dentários?

- O tratamento pode ser dividido 4 etapas: 
- moldagens para confecção de prótese provisória; 
- instalação dos implantes e da aprótese provisória; 
- moldagens para a confecção da prótese dentária definitiva e 
- instalação da prótese dentária definitiva.

 

PRÓTESE DENTÁRIA FIXA SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS


12. A prótese sobre implante que substituirá a ponte móvel poderá ser removida a qualquer momento?

A maioria das técnicas com dispositivos protéticos sobre implantes só permitem a remoção da prótese em consultório, na técnica parafusada. Já outras técnicas são definitivamente fixadas sobre os implantes – é a técnica cimentada. Entretanto, técnicas antigas e já obsoletas permitem a remoção do dispositivo a qualquer momento, quando este é o desejo do paciente.

13. Posso escolher a cor e o tamanho dos dentes que eu quiser?

Até certo ponto, a escolha da forma e tamanho dos dentes pode ser selecionada de acordo com o desejo dos pacientes – desde que o desenho dos dentes não atrapalhe no fechamento e oclusão dos dentes nas arcadas.

14. Os dentes da nova prótese ficarão iguais ao da minha ponte móvel?

Se este for o seu desejo, é possível confeccionar próteses sobre implantes com formas e cores muito semelhantes à da antiga ponte móvel.

15. É verdade que a ponte móvel mal adaptada pode acelerar a reabsorção óssea, prejudicando a instalação futura dos implantes dentários?

Sim, o contato inadequado entre a base da prótese parcial removível e osso e mucosa em áreas com perdas de dentes acelera a reabsorção óssea no local, prejudicando o suporte ósseo para o tratamento implantodôntico.

 

ESTÉTICA


16. Qual é o material utilizado nas próteses dentárias que serão fixadas sobre os implantes?

Existem várias técnicas e tipos de materiais para confeccionar próteses dentárias fixas sobre implantes em ósseos integrados.Os tratamentos mais comuns são realizados com próteses fixas construídas em acrílico, nos casos mais simples, em porcelana sobre metal e, nos casos mais sofisticados e com resultados estéticos mais marcantes, com porcelana sobre zircônia (próteses dentárias sem metal).

17. Dá para simular os resultados estéticos finais por computador?

Em algumas situações é possível simular resultados estéticos próximos ao tratamento final, com validade importante para o planejamento de próteses dentárias em diversos tipos de técnicas.

 

CIRURGIA PARA IMPLANTES DENTÁRIOS E ENXERTOS


18. Precisarei ficar em repouso em alguma etapa do tratamento?

Sim. A cirurgia para instalação de implantes dentários requer de 1 a 5 dias de repouso pós-procedimento, dependendo da complexidade do procedimento cirúrgico.

19. Quantos implantes dentários são necessários?

O número exato de implantes para a substituição de pontes móveis por implantes dentários dependem da qualidade e quantidade de osso disponível e só podem ser precisados após avaliações clínicas e radiográficas das arcadas envolvidas nos procedimentos.

20. Por que pode ser necessário o uso de enxertos neste tratamento?

Enxertos ósseos são indicados para compensar falhas na altura e largura do osso que circunda as raízes pós doenças gengivais ou perdas dentárias. Em algumas situações, as reabsorções são tão intensas que apenas a recomposição do osso reabsorvido permite a instalação dos implantes dentários que servirão de suporte à futura prótese dentária fixa.

 

MASTIGAÇÃO


21. A mastigação com próteses fixas sobre implantes dentários é mais eficiente comparadas à prótese dentária removível?

Sim.

22. É possível permanecer com a minha própria ponte móvel até que a prótese definitiva sobre implantes dentários seja finalmente fixada?

Em algumas situações, sim – mas são casos isolados e que necessitam de planejamento protético e cirúrgico preciso.

 

DURABILIDADE


23. Qual é a durabilidade do tratamento?

A grande variedade de técnicas, implantes e materiais dentários disponíveis impedem o dentista de precisar o número exato de anos para a manutenção das características estéticas e funcionais compatíveis com a saúde oral.

 

PREÇO DO TRATAMENTO


24. Qual o preço do tratamento?

Não é possível estabelecer um preço médio para o tratamento dada a variabilidade de número de implantes dentários, materiais dentários envolvidos e técnicas de reconstrução ósseas.

25. Por questões financeiras, posso apenas instalar os implantes e aguardar alguns meses até que eu possa arcar com os custos para as próteses dentárias?

Sim.

 

HIGIENIZAÇÃO DE DENTES E PONTE MÓVEL


26. A higiene das próteses sobre implantes é semelhante à realizada em dentes naturais?

Não. Dispositivos protéticos sobre implantes podem trazer desafios à remoção de placa bacteriana e restos alimentares que, na maioria das vezes, necessitam de instrumentos de limpeza específicos para o procedimento diário de limpeza.

 

DENTADURA FIXA


27. Ficarei sem dentes enquanto durar o tratamento?

Não, em nenhum momento o paciente fica sem dentes durante o tratamento para substituir próteses na técnica de ponto móvel por dispositivos fixos sobre implantes em ósseos integrados.

28. De quanto em quanto tempo preciso voltar ao dentista para revisar o tratamento?

De 6 em 6 meses.

Substituição de dentadura por prótese sobre implantes

 

INFORMAÇÕES INICIAIS


1. Quais são as vantagens em trocar e substituir dentaduras (prótese total) por próteses dentárias sobre implantes em ósseos integrados?

A maior eficácia e conforto mastigatórios, segurança ao falar e melhora estética do sorriso estão entre as principais indicações para o tratamento que substitui dentaduras por próteses sobre implantes ósseos integrados.

2. Quais são os exames necessários para iniciar o tratamento?

Os mais comuns são exames tomográficos, fotográficos e hematócrito completo.

3. Quem está contra indicado para o tratamento?

Indivíduos com reabsorções ósseas extensas, em tratamento radioterápicos e doenças fúngicas estão temporariamente contraindicados para a instalação de implantes dentários, até que as condições estejam resolvidas. Diabéticos descontrolados e fumantes acima de 12 cigarros por dia também são contra indicações temporárias para o tratamento.

4. O tratamento dói?

Eventualmente, dores leves e desconfortos podem ser experimentado durante o tratamento – complicações que podem ser eliminadas pela adoção de analgésicos.

5. O tratamento pode ser realizado tanto na arcada superior quanto inferior?

Sim.

6. É possível fixar as novas próteses no mesmo dia da cirurgia de instalação dos implantes dentários?

Sim. Entretanto, é preciso que existam condições ósseas favoráveis e que a prótese instalada seja do tipo acrílica, na forma provisória.

7. Todo tratamento para trocar ou substituir prótese total por implantes precisa de enxertos ósseos?

Nem sempre. Enxertos ósseos podem ser necessários para recuperar a altura e espessura óssea nas áreas eletivas para implantes dentários. Em alguns indivíduos, entretanto, ou aqueles que perderam os dentes recentemente o removerão dentes remanescentes durante a cirurgia de implantação, o uso de enxertos ósseos podem não ser necessários.

8. De que forma a prótese ficará presa aos implantes dentários?

Existem duas formas para fixar dentadura fixas a implantes dentários: cimentação ou parafusamento. Cabe ao dentista, durante o planejamento do tratamento, selecionar a técnica ideal. Outra técnica é a prótese removível sobre implantes, em que o próprio paciente pode remover o dispositivo protético para higienizar os dentes.

9. Quantos implantes em ósseos integrados são necessários para o tratamento?

O número exato de implantes dentários depende da quantidade de osso disponível para o tratamento. Entretanto, de maneira geral, são necessários de 8 a 9 implantes dentários nas arcadas superiores e entre 4 a 5 implantes dentários na arcada inferior.

10. É verdade que implantes ósseos integrados importados são os ideais nos tratamentos para trocar ou substitui prótese total por implantes dentários?

Nem sempre. Apesar da excelência dos implantes dentários produzidos em países como Alemanha e Suíça, diversos fabricantes nacionais disponibilizam sistemas confiáveis e seguros para a ampla maioria das necessidades terapêuticas implantodônticas.

11. É verdade que a cirurgia para instalar os implantes dentários pode ser realizada sem pontos de sutura?

Sim. Dependendo da condição óssea local, é possível instalar implantes dentários sem pontos de sutura ou incisões cirúrgicas.

12. O tratamento recuperará o osso e gengivas reabsorvidos com o passar dos anos?

Depende. Se os procedimentos para enxertos de osso e gengiva fizerem parte do tratamento, é possível que parte dessas estruturas sejam recuperadas. O uso de gengiva artificial cerâmica ou acrílica, por sua vez, são técnicas também dedicadas para o reparo estético das reabsorções de osso e gengiva em áreas com perdas dentárias.

13. Perdi meus dentes por doenças gengivais. Isso pode atrapalhar nos resultados do tratamento?

Sim. Pacientes submetidos ao tratamento para trocar ou substituir dentaduras por implantes dentários acometidos por doenças gengivais severas (periodontite) são mais suscetíveis a falhas no tratamento e precisa ser avisados sobre o risco elevado para contratempos durante e após os procedimentos cirúrgicos e protéticos.

14. Qual é o risco de rejeição dos implantes ósseos integrados?

As falhas na ósseo integração de implantes dentários não são consideradas rejeições, uma vez que estes dispositivos são inertes. Entretanto, um índice comum de insucesso para o tratamento é de 95% para arcadas inferiores e 92% para arcadas superiores.

15. Sou diabético. Como isso interfere no tratamento?

A diabete interfere na cicatrização e ósseo integração apenas em pacientes não controlados. Nestes pacientes, taxas maiores de insucesso são frequentes, assim como a durabilidade e manutenção de saúde nos implantes dentários já instalados.

16. Sou fumante. Como isso interfere no tratamento?

O fumo interfere o local e o sistema, dificultando o processo de ósseo integração de implantes dentários e facilitando a progressão de doenças nas estruturas de suporte destes dispositivos, como a peri implantite.
São considerados pacientes de riscos para tratamento com implantes dentários indivíduos com consumo diário superior a 12 cigarros. Entretanto, um protocolo de abstinência anterior e posterior à cirurgia de instalação dos implantes pode garantir taxas de sucesso de tratamento semelhantes a indivíduos não fumantes.

17. Atualmente utilizo uma ponte móvel (prótese parcial removível). Dá para substituí-las por prótese?

Sim. Existem tratamentos de substituição de pontes móveis por próteses sobre implantes dentários semelhantes aos procedimentos realizados com indivíduos portadores de dentaduras, e que trazem índices de sucesso frequentemente superiores aos indivíduos com próteses totais.

 

PASSO A PASSO, O TRATAMENTO.


18. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo médio do tratamento é de 4 a 6 meses. Entretanto, cirurgia com enxertos de gengivas, técnicas cirúrgicas, tipo de implante dentário utilizado e tipo de prótese dentária podem aumentar ou diminuir, em meses, o tratamento para trocar ou substituir dentadura por dentadura fixa sobre implantes dentários.

19. Quais são as etapas do tratamento?

Vários fatores influenciam no número de etapas do tratamento, como enxertos ósseos e cirurgias para correção e construção de gengivas. Entretanto, como referência, o tratamento pode ser assim dividido:
(1) exames clínicos e tomográficos, 
(2) confecção de novas dentaduras;
(3) cirurgia de instalação dos implantes dentários;
(4) espera para osseointegração;
(5) confecção da prótese dentária sobre implantes.

20. Precisarei ficar em repouso após a instalação cirúrgica dos implantes dentários de ósseos integrados?

Dependendo do número de implantes dentários, uso de enxerto ósseos e condições ósseas locais podem ser necessários de 1 a 5 dias em repouso pós-cirúrgicos.

21. Por que o dentista recomendou substituir minhas dentaduras antigas por novas antes da cirurgia?

A confecção de dentaduras com dentes em posições corretas é essencial para servir de referência à instalação de implantes dentários em posição correta e compatível com o melhor posicionamento dos futuros dentes protéticos.

22. Ficarei sem minhas dentaduras durante o tratamento?

Não.

23. De quanto em quanto tempo é feita a consulta de manutenção das próteses?

De de 6 em 6 meses.

 

ESTÉTICA


24. Quais são os materiais disponíveis para o tratamento com dentadura fixa sobre implantes?

A técnica mais tradicional é confeccionada com metal na estrutura interna e acrílico na parte estética. Existem ainda outras variações mais sofisticadas com a dentadura fixa com metal e porcelana na parte estética e, ainda mais estética, a técnica com zircônia substituindo o metal e porcelana.

25. Que tipo de prótese total sobre implante oferece melhores resultados estéticos?

Zircônia com porcelana (cerâmica).

26. Dá para confeccionar a prótese dentária sobre implante com dentes e gengivas em porcelana?

Sim. Próteses dentárias sobre implantes ósseos integrados podem ser confeccionados em resina acrílica, em porcelana sobre metal ou até mesmo em porcelana com zircônia (técnica mais estética).

27. Dá para simular os resultados finais do tratamento com técnicas computadorizadas?

Sim, existem técnicas e softwares específicos para simulações para tratamentos odontológicos.

28. Dá para recuperar a tonalidade dos lábios com este tipo de tratamento?

A perda do tônus muscular dos lábios e peles da face acompanham o envelhecimento e não podem ser recuperados com tratamentos com próteses dentárias sobre implantes dentários.

 

DENTADURA FIXA EM PORCELANA


29. Qual a diferença desta técnica para a versão em resina acrílica deste mesmo dispositivo protético?

A superioridade na durabilidade, estética, qualidade de mastigação e manutenção do brilho e cor ao longo dos anos são vantagens desta técnica sobre a versão com resina acrílica.

30. Qual a desvantagem da técnica com porcelana frente à versão em resina acrílica?

Além do preço, a dentadura fixa sobre implantes exige maior número de implantes dentários e condições ósseas impecáveis para que o procedimento possa ser realizado.

 

DENTADURA FIXA EM RESINA


31. Os resultados estéticos da dentadura fixa em resina são interessantes?

Sim. Apesar das limitações de durabilidade da resina acrílica, os resultados estéticos são próximos à técnica com porcelana – desde que os dentes utilizados na confecção da prótese dentária fixa sejam de qualidade superior.

32. Qual é a durabilidade da dentadura fixa sobre implantes dentários?

Devido aos desgastes do acrílico utilizado na confecção do dispositivo protético, o tempo médio de vida da técnica dá-se entre 4 a 6 anos.

 

DENTADURA REMOVÍVEL SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS


33. Qual a vantagem em utilizar uma prótese dentária removível sobre implantes dentários?

A opção por dispositivos removíveis dá-se pela facilidade de higienização ou impossibilidade técnica para união fixa dos dispositivos aos implantes dentários.

 

LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DOS DENTES


34. A prótese dentária fixada sobre implantes pode ser removida durante a escovação dos dentes?

Dependendo da técnica, sim – entretanto, representam uma minoria dos dispositivos protéticos instalados.

35. É fácil limpar a dentadura fixa sobre implantes?

Sim. Remover restos alimentares e placa bacteriana em dispositivos protéticos sobre implantes requer treinamento e instrumentos de higiene específicos, e que podem ser obtidos após consulta odontológica dedicada para o procedimento.

 

DURABILIDADE


36. Qual é a durabilidade da prótese dentária sobre implantes dentários?

O tempo médio de vida para as próteses dentárias dá-se entre 4 a 6 anos enquanto as versões em porcelana são planejadas para durar entre 10 a 15 anos.

 

PREÇO


37. Qual é o preço do tratamento para trocar e substituir dentaduras por próteses sobre implantes ósseos integrados?

O preço médio para tratamentos desse tipo dependem de diversos fatores como número e qualidade dos implantes utilizados, sendo, portanto, difícil estabelecer um valor aproximado mesmo para procedimentos semelhantes.

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